20100531

CMC vs UBI

Estranhámos a suave notícia da dissensão. Agora, confirma-se a boa relação da Câmara com a UBI, e o nível de cada interveniente: "A Covilhã não participa em projectos que servem para “tapar compromissos político-partidários”. Quem o diz é o presidente da Câmara da Covilhã que na última reunião pública do executivo revelou as razões que levaram a autarquia a desistir do projecto “Parkurbis Medical”. Em causa esteve a integração “politicamente imposta”, a meio do processo, do município de Abrantes... “Não fomos excluídos de nada, tivemos a nossa posição e o projecto deixou de se chamar Parkurbis Medical para se passar a ser UBI Medical”, garante o autarca... Questionado pela RJF, o reitor da UBI recorda que não compete à instituição entrar em questões políticas. João Queirós explica que “nos tempos que correm a UBI não se pode dar ao luxo de perder investimentos públicos” e garante que o projecto UBI Medical “vem de encontro aos objectivos da equipa reitoral e da universidade”. O financiamento para sua implementação está garantido e vai permitir a fixação de recursos humanos na região, afirma João Queirós. Para este responsável as parcerias com a autarquia e com o Parkurbis são importantes “e deveríamos, todos, fazer um esforço para que essa cooperação potencie os projectos que, todos, temos em mão”, acrescenta" JF

20100530

Parolos

"O inenarrável Presidente da Câmara da Covilhã chamou "parolo" ao Governador Civil da Guarda, por causa de um Hospital. "Parolo", entre outras coisas, significa "homem da serra", o que se apropria a Santinho Pacheco e a Carlos Pinto. Pinto é, pois, também "parolo". Aliás, ele é o parolo-mor da Beira Interior. Para além de ser um espertalhão. Pinto significa em termos de política de desenvolvimento tudo o que eu não quero para a minha cidade. As suas opções são quase sempre populistas e demagógicas. Por outro lado, não gosto da figurinha empertigada e arrogante... Pinto tem investido (com muito dinheiro gasto) na promoção da sua cidade. A investida é contínua: Covilhã, cidade da neve, das cherovias, da animação pimba e da selecção de futebol. E do Hospital Central. O homem esforça-se e produz sound bytes a gosto dos jornalistas. A delegação do Jornal do Fundão... é um exemplo da forma como um órgão de informação se coloca ao serviço de uma estratégia de propaganda. A maioria rende-se a Carlos Pinto e "a esquerda" baixa os braços." Café Mondego

20100528

Afinidades

Um canal de televisão dedicado ao público infantil usa um conceito promocional idêntico ao da Covilhã. Haverá semelhanças na programação?

20100527

Fantasia 38 - Ascensor do Rodrigo

Agora que o elevador do Call Center, onde se estafaram 900.000,00€, cumpre (apenas) a função de "magnífica opção turística" (1 e 2), o Grémio* recorda a difusão de outra fábula que contribuiu para formar a ideia que temos dos 5 mandatos autárquicos de Carlos Pinto/PSD. O ascensor do Rodrigo, que podia ser uma das raras obras úteis, foi abandonado sem mais explicações, há oito anos.

20100524

Crise...

"A crise tornou-se uma questão de saúde pública; já não afecta só o Orçamento, afecta também a coluna vertebral." M A Pina

20100523

Acédia

"...vivemos tempos de intensa acédia, de enfraquecimento da vontade, inércia, tibieza, preguiça, indiferença moral a tudo. E, pior ainda, atacamos com veemência todos os que denunciam a acédia, como se a mera presença de alguém que não aceita a resignação abúlica fosse um maior mal, um irritante impossível de aceitar, uma fonte de mal-estar que precisa de ser extirpado para se poder voltar à normalidade da "abulia espiritual"... a acédia adormece o carácter cívico da sociedade sem o qual a democracia não sobrevive. Cria poltrões habilidosos em esconder que estão a dormir em vez de ler, porque dá muito trabalho. Cria um país ao qual se pode fazer tudo, desde que não se seja descoberto. Ou melhor, desde que não se seja descoberto de modo muito descarado..." Pacheco Pereira

20100520

Pinto, o fátuo

Enquanto presidente da Câmara, Carlos Pinto/PSD endividou-nos (e continua a endividar) com o fátuo legado que o Grémio* vem criticando. Agora que falta para o supérfluo, queixa-se de não haver para o essencial: "não há volta a dar... estamos hoje a dar coisas na área social que não podemos continuar a dar." A "dar"? Depois vem o homem dos Passos dizer que "Quantos mais juros pagarmos..., menos conseguimos ter liberdade para gastarmos naquilo que é preciso", como se não fosse nada com eles.

Que a Câmara não tem crédito, que o Tribunal de Contas e a IGAL andam por aí... que a empreitada já não rende o que rendia, que o desemprego aumenta, que há menos favores para distribuir aos acólitos, que isto não vai acabar bem... Tudo isso é sabido. Agora, a lata de dizer que vai cortar na "despesa social" por um imperativo de austeridade imposto pela macroeconomia, quando ao mesmo tempo paga (?) cachets milionários a grupos de rock que lhe vêm massajar o ego, ultrapassa os limites do ridículo. Alienado, o covilhaneinse tem o que merece. Nada mais nada menos. O que sobra ao miserável em circo começa a faltar-lhe em pão. É a vida!

20100517

Urbanismo 5 estrelas (45) - cosmética (tuga)

A cosmética circunstancial em que a Covilhã se enleva para acolher meia dúzia de treinos da Selecção é um exemplo de despesismo fora de época eleitoral: uma espécie de fato domingueiro à medida do dr. Pinto e dos seus acólitos, que tentam corrigir a degradação das obras atabalhoadas e a incúria quotidiana com embelezamentos de última hora, para "fazer ver" e comover os miseráveis. Até o NC estranha: "Passadeiras e gradeamentos pintados, passeios arranjados... azáfama dos funcionários que fazem as alterações necessárias nos dois estádios onde a equipa das quinas vai treinar... “cantoneiros da Câmara Municipal a "polir" seixos das rotundas, a raspar musgo de entre o passeio e o alcatrão”... limpeza dos globos dos candeeiros, da estátua do Pêro da Covilhã e faz um apelo: “Que a nossa selecção se mude de vez para a Covilhã pois assim esta será sem dúvida a melhor cidade para se viver”...pinturas de tudo, sem sinalização, faixas cortadas e acidentes por causa disso... 15 dias em que a Covilhã vai ser noticiada em todo o lado”. - Entretanto, as associações locais definham, sem apoios, sequer para inscrever atletas em provas. Um tema de reportagem melhor que este, não?

20100516

Saldanha Sanches

Morreu Saldanha Sanches, homem que não se cansou de denunciar a complacência generalizada com a corrupção, lutando contra as diversas formas de extorsão do erário que nos empobrecem e minam a ética pública. Em sua memória, o Grémio* regista o que entende ser uma exortação a Alegre: "O PEC é a factura que vamos pagar por anos e anos de saque organizado e contínuo dos recursos públicos, por uma vasta quadrilha pluripartidária que vive de comissões, subornos e tráfico de influências. As derrapagens, sempre as derrapagens… Um candidato sério tem que ter o saque da res publica no centro da sua agenda política. Tem que ter coragem... com este nível de esbulho de dinheiros, a corrupção no sector público torna totalmente insustentável qualquer ideia de que este possa ter um papel na economia".

20100514

Fantasia 37 - Centro Histórico

A propósito de outra tanga paroquial, trazemos à liça a promessa de 2.000 casas recuperadas no centro histórico da cidade, publicada no JF de 2003. De mentira em mentira, com a conivência de tantos, o PSD de Pinto e Esgalhado perpetuou-se no poder. Volvidos 7 anos, o Centro Histórico espelha a utilidade da SRU Nova Covilhã.

Beira Anterior

Histórias duma região incapaz de olhar o futuro sem cromos embalsamados: "O Presidente da Câmara da Covilhã é o líder incontestado daquilo a que chamam Região da Beira Interior (ou só será Anterior?)... Comporta-se como um líder e, perante a total ausência de protagonismo de outros autarcas, faz-se ouvir. Desta vez reinvindica para a Covilhã um Hospital Central (melhor, que o hospital já existente mude de estatuto)... está a fazer o seu papel. Às vezes, um pouco ridículo. Com eco na comunicação social que gosta de ouvir coisinhas assim." Café Mondego

20100512

Fantasia 36 - Estádio

Sem querer ser desmancha prazeres do covilhaneinse engalanado, salvo seja, com os 15 dias (?) em que a selecção tuga revolucionará a paróquia com passadeiras (de peões) vermelhas e concertos à borla, oferecidos por si, entre muitas despesas avulsas, o Grémio* recorda outra fantasia dos idos de 2001: o "estádio", quiçá Carlos Pinto, com bancadas cobertas para 10 mil pessoas, ladeado de piscinas, "pavilhões", pistas de atletismo e tudo o mais "que se vê por essa Europa fora". Na propaganda municipal, aqui ao lado, a jóia serviria para o Euro2004.

20100507

Alegre

Alegre incomoda (até) os autarcas socialistas. Mais uma razão para o apoiar. Afinal, o miúdo que pregava pregos numa tábua e depois aprendeu a contar as sílabas pelos dedos é um homem atento ao pulsar do mundo. Uma voz que faz falta a este povo atónito (pasmado).

20100506

Fantasia 35 - Parkurbis medical

Tínhamos (a vã) esperança que algum pergaminho da cova - o Urbi, por exemplo - esclarecesse, desenvolvesse ou desmentisse a notícia aqui ao lado, que há duas semanas nos preparava para a eventual exclusão do Parkurbis do projecto extruturainte das tecnologias da saúde, que a UBI "implementará" com parceiros internacionais. Mas, nada.
Poderá então presumir-se que a UBI deprecia o empreeendededodorismo do Parkurbis? Sabe-se lá... Independentemente disso, o jogral do JF esclareceu-nos sobre o aspecto determinante, sem o qual talvez nem houvesse notícia: revela a autoria da ideia. Da IDEIA, caro leitor! Adivinhe... ou pergunte ao dr. Farromba.

20100504

Pinto "em bicos de pés"

Em reacção "à exigência apresentada por Carlos Pinto, na sessão solene comemorativa dos 36 anos do 25 de Abril, de um hospital central para a Covilhã", referido no anterior post do Grémio*, Santinho Pacheco, Governador Civil da Guarda diz que a suposta inconfidência ou a associação de Pinto à "causa" "é uma forma de liquidar à nascença um projecto que poderia ser benéfico para toda a Beira Interior e nós na Guarda não aceitamos ser tratados com menoridade. É por isso que eu estou convicto de que, nos próximos anos, não vamos ter nenhum hospital central na nossa região". O governador civil da Guarda considera que Carlos Pinto "está a colocar-se em bicos de pés ao assumir a liderança deste processo sem que para isso esteja legitimado, uma vez que o tema deveria merecer um entendimento e um amplo consenso entre todos os agentes regionais e não ser lançado desta forma para a praça pública". Também a governadora civil de Castelo Branco já reagiu à exigência de Carlos Pinto. Para Alzira Serrasqueiro "não existe massa crítica na região para um hospital central mas, a avançar a sua constituição, nunca seria apenas para a Covilhã mas para toda a região". Nuno Miguel, RCB
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Será desta que contamos com uma daquelas cartas em defesa da honra, cheias de verve e de pontos de exclamação?

20100503

Prémio Romão Vieira 24 - O penetra

O relato de uma distinção recebida pelo Centro Hospitalar da Cova da Beira no Jornal do Fundão desta semana serviu, tudo serve, de pretexto para a joint-venture Romão Vieira/Carlos Pinto, em vigor há vinte e tal anos, ofuscar o assunto da notícia e exaltar a resplandecente "visão" do edil que, por mera coincidência, "curiosamente, no dia anterior... [talvez sem saber de nada] veio publicamente e pela primeira vez defender que o "Pêro da Covilhã" passe a Hospital Central..." - Que terá pensado no seu íntimo João Casteleiro, director do CHCB, da deselegante intromissão?

PEC adjudicado à Mota-Engil

"Um dia depois da reunião entre Passos Coelho e José Sócrates... foi adjudicada uma obra no valor de 1429 milhões de euros, à Mota-Engil , a chamada subconcessão do Pinhal Interior (ou Euromilhões, para os amigos). O INIMIGO sabe que a execução do Plano de Estabilidade e Crescimento também vai ser entregue, na totalidade, à empresa liderada por Jorge Coelho, por ajuste directo e até 2042, em linha com o negócio dos contentores de Alcântara e com a propriedade perpétua da Beira Baixa..."MB