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20110703
A dívida
... e Portugal ficou tão feliz que a dívida acabou por se tornar numa característica nacional como o bacalhau ou a sardinha assada. Era tratada com respeito e ternura e atribuída a homens de "muito saber" e de "muito talento"... até que o tecto caiu e a vida começou verdadeiramente a doer... Vasco Pulido Valente, Público
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20100614
Cavaco, o insustentável
"...Cavaco apoiou uma repartição de sacrifícios decretada por sucessivos PEC pondo pobres, desempregados, pensionistas e trabalhadores a pagar uma crise que encheu os bolsos dos principais responsáveis por ela... quem se lembrará ainda... do modelo selvagem de crescimento que impôs ao país quando foi primeiro-ministro" Manuel António Pina
"O último a juntar-se ao coro foi o presidente da República... rematando o diagnóstico de "país insustentável" com um sonoro "eu bem avisei". Falamos de um homem que, ao longo dos últimos 25 anos, esteve sempre no topo da pirâmide do Poder, mas que acha que não tem nada a ver com o pântano em que o país mergulha. Chama-se a isso, em bom português, sacudir a água do capote." Rafael Barbosa
"O último a juntar-se ao coro foi o presidente da República... rematando o diagnóstico de "país insustentável" com um sonoro "eu bem avisei". Falamos de um homem que, ao longo dos últimos 25 anos, esteve sempre no topo da pirâmide do Poder, mas que acha que não tem nada a ver com o pântano em que o país mergulha. Chama-se a isso, em bom português, sacudir a água do capote." Rafael Barbosa
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20100507
Alegre
Alegre incomoda (até) os autarcas socialistas. Mais uma razão para o apoiar. Afinal, o miúdo que pregava pregos numa tábua e depois aprendeu a contar as sílabas pelos dedos é um homem atento ao pulsar do mundo. Uma voz que faz falta a este povo atónito (pasmado).
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20100406
A moral do PSD
"O PSD tem mais dívidas do que todos os outros partidos políticos juntos. No final de 2008, o partido liderado por Manuela Ferreira Leite devia 10,1 milhões de euros, quando os restantes 15 partidos políticos... deviam globalmente 6,2 milhões de euros." Público
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20100212
Face oculta?
A propósito de bater no fundo, Jorge de Sena: "O problema não é salvar Portugal, é salvarmo-nos de Portugal".
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20100210
Jaime Gama, Sócrates e o PS
"Jaime Gama preocupado com a credibilidade do primeiro-ministro. A divulgação das escutas está a afectar a imagem do primeiro-ministro e há dirigentes socialistas que começam a olhar para o líder como um problema..." Público
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20100123
Sobre o Estado (das pessoas pequenas)
“O valor de um Estado, a longo prazo, é o valor dos indivíduos que o compõem; e um Estado que adie os interesses do desenvolvimento e elevação mental…, em detrimento de um pouco mais de competência administrativa, ou aquela aparência de competência nos pormenores do negócio que se adquire através da prática; um Estado que inferiorize as suas pessoas, de modo a que sejam instrumentos mais dóceis nas suas mãos, até com fins benéficos, descobrirá que com pessoas pequenas nada de grande se poderá alguma vez realmente alcançar; e que a perfeição da máquina, pela qual sacrificou tudo, no fim de contas de nada servirá, por falta do poder vital que preferiu erradicar, para que a máquina trabalhasse mais suavemente.” John Stuart Mill (1863), Sobre a Liberdade, Ed. 70, Lisboa, 2006
20100122
Cavaco/Santana: o grau zero da política
No fundo, um retrato do PSD de Pinto: "Cavaco Silva atribuiu a grã-ordem de Cristo ao ex-primeiro Santana Lopes... Aqui está um exercício supremo de duplicidade, um exemplo acabado de hipocrisia. Uma das causas da queda de Santana foi um célebre artigo do Prof. Cavaco Silva... era preciso separar a boa da má moeda. Era o retrato do joio político de Santana Lopes, que acabaria por ser apeado do Governo por triste e má figura. Agora, Cavaco-Presidente medalha-o dizendo que era “dever de justiça” condecorar o antigo primeiro-ministro, por ter servido o país no mais alto cargo do Governo da República. E o distinguido não deixou de sublinhar a honra de a receber das mãos daquele que um dia se lembrou de ligar o seu governo à má moeda, que era preciso retirar da circulação. Havia sorrisos como num baile de máscaras." Fernando Paulouro, JF
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20091005
Viva a República!
O Programa Oficial de celebração dos 100 anos da República, coordenado pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, engloba um multifacetado conjunto de actividades cívicas com o propósito de estimular o republicanismo no século XXI.
A evocação histórica honra a memória "daqueles que se entregaram à causa da República" e servirá, certamente, de oportunidade para reflectir sobre a actualidade dos valores republicanos na enquistada sociedade portuguesa, designadamente sobre a premência da ética do serviço público.
Oxalá a publicação de livros (ex.) sobre os principais acontecimentos que rodearam a implantação do regime e as entrevistas (ex.) com destacados republicanos contribuam para iluminar a discussão em torno de temas prementes na sociedade portuguesa como o combate à corrupção, o enriquecimento ilícito de detentores de cargos públicos, o caciquismo e outras entorses ao cumprimento dos principais valores republicanos: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Não hesitemos, pois, no brado revolucionário contra todas as formas de despotismo. - Viva a República!
A evocação histórica honra a memória "daqueles que se entregaram à causa da República" e servirá, certamente, de oportunidade para reflectir sobre a actualidade dos valores republicanos na enquistada sociedade portuguesa, designadamente sobre a premência da ética do serviço público.
Oxalá a publicação de livros (ex.) sobre os principais acontecimentos que rodearam a implantação do regime e as entrevistas (ex.) com destacados republicanos contribuam para iluminar a discussão em torno de temas prementes na sociedade portuguesa como o combate à corrupção, o enriquecimento ilícito de detentores de cargos públicos, o caciquismo e outras entorses ao cumprimento dos principais valores republicanos: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Não hesitemos, pois, no brado revolucionário contra todas as formas de despotismo. - Viva a República!
20090923
A política da mentira
"PSD internacionaliza política de mentira - diz o El País: "Destituido un asesor presidencial por filtrar acusaciones falsas contra Sócrates... El caso compromete al propio Cavaco, deja malparada a la candidata Ferreira Leite - ambos del Partido Social Demócrata... El escándalo del supuesto espionaje entre altas instituciones del Estado, cuyas consecuencias son imprevisibles, no contribuye a la estabilidad política de Portugal." Máfia da Cova
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20090916
Carlos Paredes, Verdes Anos
"Não o pensava antes, quando escutava a guitarra de Carlos Paredes, mas hoje, recordando-a, compreendo que aquela música era feita de alvoradas, canto de pássaros anunciando o sol. Ainda tivemos de esperar uma década antes que outra madrugada viesse abrir-se para a liberdade, mas o inesquecível tema de Verdes Anos, esse cantar de extática alegria que ao mesmo tempo se entretece em harpejos de uma surda e irreprimível melancolia, tornou-se para nós numa espécie de oração laica, um toque a reunir de esperanças e vontades." José Saramago
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20090727
Fado "tuga"
Portugal, país "Onde ninguém — pessoa, corporação, empresa, sindicato — deixa de achar sempre que tudo lhe é devido e nada lhe é exigível. Onde as grandes construtoras vivem quase todas de sacar ao Estado obras inúteis, porque de outro modo não sabem viver. Onde ninguém pensa a prazo porque há sempre uma eleição pelo meio que não se pode perder, mesmo que seja a feijões, como as europeias que acabamos de atravessar.... A mediocridade há-de sempre querer que o nivelamento se faça por baixo. Há-de sempre querer afastar critérios que assentem no mérito, no trabalho, no talento, na honestidade, nos valores. O que distingue um país com futuro de outro que o não tem é justamente o desfecho desse embate. Em Portugal premeia-se o absentismo e a rotina; desculpa-se a incompetência e aceita-se resignadamente a burocracia e o autoritarismo imbecil; perdoa-se a ausência de valores éticos a todos os níveis e trata-se socialmente por senhores os que nada mais são do que bandidos; condecora-se o triunfo empresarial por favor político; perdoam-se os impostos e os crimes fiscais aos grandes vigaristas, enquanto se persegue implacavelmente o pequeno e honesto devedor ou aqueles que mais impostos pagam e que não fogem ao fisco; arquivam-se os crimes que são difíceis de investigar... consente-se o indecoroso tráfico de influências entre o poder político e a advocacia de negócios..." M. Sousa Tavares, Expresso, 20/06
20090723
PSD, o "gestor fuinhas"
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Portugal, de verdade
"...as provocações politicas de Alberto João Jardim não podem deixar de suscitar a devida denúncia e condenação. Muito menos pode passar sem o registo o estridente e cúmplice silêncio com que a liderança do PSD as continua a receber... Antes de se deslocar proximamente ao Chão da Lagoa para ser ungida... seria conveniente saber se a nebulosa informe que é o "Portugal de verdade" de Ferreira Leite também inclui as pérolas políticas do líder regional madeirense." Vital Moreira, Público, 21/07
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20090708
Pelos votos, inaugurar, inaugurar
"O cenário repete-se a cada 4 anos. Há que retirar do banho-maria todas as obras, projectos e planos e inaugurar tudo, nem que se trate do lançamento da primeira pedra, do primeiro esboço ou simplesmente de uma ideia faraónica a executar “brevemente”... De facto, é nos anos eleitorais que o País realmente mexe: são betoneiras, retroescavadoras e andaimes por todo o lado; o que é preciso é que haja muito alarido, muito pó e muitas máquinas, talvez por vigorar em politica a velha máxima segundo a qual “o povo tem memória curta” e, por isso mesmo, a obra tem de ser feita em cima das eleições, não vá algum eleitor esquecer-se que o candidato trabalha... são as piscinas, os lares, os centros de dia, os asfaltamentos que são feitos “à confiança” e que após as eleições são pagos não em dinheiro, mas com novas adjudicações, aumentando o bolo da dívida que muitas vezes acaba na insolvência das empresas." Pedro Leal Salvado, A23
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20090630
PSD...
"Durante todo este tempo, o PSD não preparou um programa com propostas claras sobre o que pode e deve ser feito para inverter a anemia colectiva em que vivemos." Fernando Sobral, JN
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20090620
Democracia circunstancial
"Terminou o primeiro acto eleitoral. Seguem-se mais dois e a questão, agora, é avaliar a hipótese de, com eles, algo mudar num país que se atola num pântano (...) têm-nos sobrado pequenos políticos que só pensam na próxima eleição e escasseado políticos que se preocupem com a próxima geração. (...) ora gastamos à tripa forra, julgando que somos ricos, embalados pelo crédito fácil que convida ao consumismo irreflectido e predador, ora apertamos o cinto até ao limiar da própria fome e de privações desumanas. (...) Por isto são responsáveis os partidos políticos dominantes e a sua lógica de apropriação da democracia. Em consequência da oligarquia partidária, uns (poucos) sentam-se diariamente à mesa do orçamento e só se lembram dos restantes de 4 em 4 anos, para os aliciarem a legitimar o logro (...) Esta é a doença endémica da nossa democracia, que só terá correcção com a regeneração deste regime, podre e corrupto, dominado por gente que vive da política em vez de viver para a política. E para isso é necessário exibir publicamente os logros e os erros. Porque os erros não podem virar princípios por imposição autocrática daqueles que os cometem. Reside aí, aliás, a diferença entre a democracia madura e a democracia circunstancial (a que atrai a atenção dos governantes apenas em circunstância de eleições). Na primeira, as estruturas de participação activa da sociedade evitam a persistência nos erros e sujeitam o poder a um saudável escrutínio continuado. Na segunda, os régulos de serviço acenam com a legitimidade da eleição que os escolheu para transformar a República na sua própria quinta. (...) ganharão eleições, mesmo que o número de votos seja cada vez menor. Mas não ganharão soluções para os problemas de todos nós nem o respeito da nação." Santana Castilho, Público
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20090617
Cumplicidades
"O estridente protesto de Paulo Rangel por causa da roubalheira no BPN foi idêntico aos sonoros ultrajes de Sócrates por causa do Freeport. Além de serem questões criminais, o Freeport e o BPN são temas políticos (...) Porque foram abusos de valores públicos. Porque interpelam violações da ética republicana." Mário Crespo, JN
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Corrupção,
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20090614
Faltam (bons) exemplos?
"Pela honestidade e contra a corrupção, os portugueses necessitam de exemplo, bem mais do que de sermões. (...) Contra a decadência moral e cívica, os portugueses terão mais a ganhar com o exemplo do que com discursos pomposos. (...) O exemplo dos seus heróis, mas também dos seus dirigentes. Dos afortunados, cujas responsabilidades deveriam ultrapassar os limites da sua fortuna. Dos sabedores, cuja primeira preocupação deveria ser a de divulgar o seu saber. Dos poderosos, que deveriam olhar mais para quem lhes deu o poder. Dos que têm mais responsabilidades, cujo "ethos" deveria ser o de servir. Dê-se o exemplo e esse gesto será fértil! Não vale a pena, para usar uma frase feita, dar "sinais de esperança" ou "mensagens de confiança". Quem assim age, tem apenas a fórmula e a retórica. Dê-se o exemplo de um poder firme, mas flexível, e a democracia melhorará. Dê-se o exemplo de honestidade e verdade, e a corrupção diminuirá. Dê-se o exemplo de tratamento humano e justo e a crispação reduzir-se-á. Dê-se o exemplo de trabalho, de poupança e de investimento e a economia sentirá os seus efeitos. Políticos, empresários, sindicalistas e funcionários: tenham consciência de que, em tempos de excesso de informação e de propaganda, as vossas palavras são cada vez mais vazias e inúteis e de que o vosso exemplo é cada vez mais decisivo." António Barreto, aqui
20090613
PSD
Este cartoon do Inimigo Público também faz, à sua maneira, uma certeira extrapolação do estado de espírito "tuga" das eleições europeias para as legislativas; quiçá para as autárquicas, mudando a personagem, não?
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