"E, de repente, o aeródromo – um símbolo da cidade durante décadas e local de especial importância para uma das maiores mais-valias da Universidade da Beira Interior, a licenciatura em Aeronáutica - vai desaparecer. E, devagarinho, a Covilhã morre também. A gestão da cidade tem sido desastrosa, nos últimos anos. Não se duvida das boas intenções da autarquia, ao ceder o aeródromo para a instalação de um centro de dados da PT. Afinal, em tempo de crise todo e qualquer emprego e investimento que se possa fixar no concelho é uma bênção. Mas é na perceção da relação entre o investimento captado e as soluções que melhor possam beneficiar a cidade e quem lá vive que reside uma boa gestão. Certamente que com alguma boa-vontade se conseguiria arranjar uma solução para a PT que não melindrasse o sector aeronáutico – de resto, a Covilhã teria avançado mais se, nos últimos anos, a aposta nesta área tivesse sido maior. Afinal, o que se passa na Covilhã? O descalabro terá começado, porventura, quando a PSP abandonou o centro. Seguiram-se outros serviços. O fenómeno não é novo: a tendência, nas pequenas e médias cidades, é para a deslocalização do comércio e dos serviços dos velhos centros históricos – algo que a médio e longo prazo se irá revelar numa verdadeira dor de cabeça para as Câmaras. O mercado foi substituído por um moderno call-center. Verdade seja dita: foi um investimento importantíssimo. Trouxe para a cidade centenas de postos de trabalho, mais ou menos precários, mas que têm contribuído para a fixação de alguns recém-licenciados. De qualquer forma, a ideia de construir um novo mercado a caminho da serra, ao lado do cemitério, nunca convenceu ninguém. Além disso, a Covilhã continua a ser a única cidade da região sem uma sala de espetáculos digna – apesar da novela do teatro-cine. Nos entretantos, construiu-se a ponte mais sexy da Europa. Um investimento caríssimo e notável - mais do ponto de vista visual e arquitetónico do que propriamente do ponto de vista funcional. Construiu-se também um ascensor ali para os lados dos Leões. Obras essenciais? Quando se gere dinheiros públicos é preciso atender a todas as solicitações. E é na escolha de prioridades que se distinguem os bons gestores. A desordem urbanística da cidade já não tem remédio. A rua que leva à garagem de São João mete medo – um verdadeiro cadáver urbano. O edifício da garagem, um dos mais belos do país, continua de pé quase por milagre, sem qualquer utilidade (não poderia ser reconvertido em mercado municipal, por exemplo?) e agora serve para acolher, de passagem, pequenas óperas que, e bem, lembram que aquele espaço existe. O turismo está subaproveitado. A desarticulação entre as várias entidades é demasiado óbvia para poder ser desculpável. A cidade até se dá ao luxo de ter dois organismos distintos e rivais para promover a Serra. Facto inédito em Portugal? Desarranjos de empatias em nada contribuem para o desenvolvimento da região (...) O parque da Goldra é estranhíssimo e não tem utilidade na maior parte do ano. Os melhoramentos na rotunda da universidade são visualmente notáveis. Mas de pouco serviram. Uma cidade não pode viver única e exclusivamente dos clientes de uma universidade. Gerir bem é saber escutar quem vive na cidade. E também adivinhar o futuro. Alguns autarcas souberem precaver-se. O dinheiro das autarquias vai escassear (...) é bom que os covilhanenses estejam conscientes de que nada de novo surgirá nos próximos anos – muito menos um aeroporto, como foi anunciado. Não há dinheiro. E vai haver ainda menos. A Guarda, apesar de tudo, teve alguma inteligência. O TMG é uma sala de referência nacional. O edifício da biblioteca Eduardo Lourenço é elegantíssimo e veio revitalizar um pedaço estratégico da cidade. A própria Praça Velha, quer se goste ou não, ganhou novo rosto. E o centro histórico tem vida, graças à mais acertada de todas as decisões: não deixar o moderníssimo centro comercial fugir para a periferia da cidade e assim deixar o centro histórico moribundo. E a Covilhã? É preciso perguntar aos covilhanenses se o programa Polis melhorou, de alguma maneira, a sua qualidade de vida. A cidade da lã e da neve – uma das mais bonitas do mundo – já não tem nada de lã, nem de neve, nem de nada. E o futuro não é promissor. A fatura vai chegar em breve, numa altura em que o desemprego será galopante e a autarquia terá de se concentrar em pagar a dívida acumulada. As tricas, as incompatibilidades, os amuos entre instituições provavelmente continuarão. Nem o Parkurbis terá remédio. E, pelos vistos, nem a aeronáutica. Sobra a Saúde – que, esperemos, continuará a afirmar-se. Enquanto o inferno se instala, o presidente da Câmara está ausente, a terminar uma licenciatura. Na Covilhã, chegou-se ao ponto de as presidências da Câmara serem rotativas por várias pessoas. Adeus, Covilhã. Há comboios que uma vez perdidos, nunca mais poderão ser recuperados. PS: Numa das últimas reuniões de Câmara, Carlos Pinto disse que o aeródromo é “uma espécie de jardim-de-infância para certas pessoas andarem ali a brincar aos aviõezinhos de plástico”. Outra dica para uma boa gestão autárquica: respeitar e tratar condignamente todas as pessoas e o seu trabalho, por humilde que sejam. Curiosamente, em 2008, quando assinou um protocolo com a ALEIA e a UBI para a instalação de uma empresa aeronáutica na cidade, o discurso de Carlos Pinto foi ligeiramente diferente: “ É com prazer que acolhemos a ALEIA na Covilhã porque este investimento representará para a Cidade e para a sua Universidade uma nova via de desenvolvimento e estará, esta região, a contribuir para o prestígio da indústria aeronáutica portuguesa”, disse."
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20110704
Adeus, Covilhã
Com a devida vénia a O Interior que, apesar do bairrismo, se distancia dos deslumbrados e acéfalos pasquins da paróquia, o Grémio* cita o texto crítico de Rosa Ramos:
"E, de repente, o aeródromo – um símbolo da cidade durante décadas e local de especial importância para uma das maiores mais-valias da Universidade da Beira Interior, a licenciatura em Aeronáutica - vai desaparecer. E, devagarinho, a Covilhã morre também. A gestão da cidade tem sido desastrosa, nos últimos anos. Não se duvida das boas intenções da autarquia, ao ceder o aeródromo para a instalação de um centro de dados da PT. Afinal, em tempo de crise todo e qualquer emprego e investimento que se possa fixar no concelho é uma bênção. Mas é na perceção da relação entre o investimento captado e as soluções que melhor possam beneficiar a cidade e quem lá vive que reside uma boa gestão. Certamente que com alguma boa-vontade se conseguiria arranjar uma solução para a PT que não melindrasse o sector aeronáutico – de resto, a Covilhã teria avançado mais se, nos últimos anos, a aposta nesta área tivesse sido maior. Afinal, o que se passa na Covilhã? O descalabro terá começado, porventura, quando a PSP abandonou o centro. Seguiram-se outros serviços. O fenómeno não é novo: a tendência, nas pequenas e médias cidades, é para a deslocalização do comércio e dos serviços dos velhos centros históricos – algo que a médio e longo prazo se irá revelar numa verdadeira dor de cabeça para as Câmaras. O mercado foi substituído por um moderno call-center. Verdade seja dita: foi um investimento importantíssimo. Trouxe para a cidade centenas de postos de trabalho, mais ou menos precários, mas que têm contribuído para a fixação de alguns recém-licenciados. De qualquer forma, a ideia de construir um novo mercado a caminho da serra, ao lado do cemitério, nunca convenceu ninguém. Além disso, a Covilhã continua a ser a única cidade da região sem uma sala de espetáculos digna – apesar da novela do teatro-cine. Nos entretantos, construiu-se a ponte mais sexy da Europa. Um investimento caríssimo e notável - mais do ponto de vista visual e arquitetónico do que propriamente do ponto de vista funcional. Construiu-se também um ascensor ali para os lados dos Leões. Obras essenciais? Quando se gere dinheiros públicos é preciso atender a todas as solicitações. E é na escolha de prioridades que se distinguem os bons gestores. A desordem urbanística da cidade já não tem remédio. A rua que leva à garagem de São João mete medo – um verdadeiro cadáver urbano. O edifício da garagem, um dos mais belos do país, continua de pé quase por milagre, sem qualquer utilidade (não poderia ser reconvertido em mercado municipal, por exemplo?) e agora serve para acolher, de passagem, pequenas óperas que, e bem, lembram que aquele espaço existe. O turismo está subaproveitado. A desarticulação entre as várias entidades é demasiado óbvia para poder ser desculpável. A cidade até se dá ao luxo de ter dois organismos distintos e rivais para promover a Serra. Facto inédito em Portugal? Desarranjos de empatias em nada contribuem para o desenvolvimento da região (...) O parque da Goldra é estranhíssimo e não tem utilidade na maior parte do ano. Os melhoramentos na rotunda da universidade são visualmente notáveis. Mas de pouco serviram. Uma cidade não pode viver única e exclusivamente dos clientes de uma universidade. Gerir bem é saber escutar quem vive na cidade. E também adivinhar o futuro. Alguns autarcas souberem precaver-se. O dinheiro das autarquias vai escassear (...) é bom que os covilhanenses estejam conscientes de que nada de novo surgirá nos próximos anos – muito menos um aeroporto, como foi anunciado. Não há dinheiro. E vai haver ainda menos. A Guarda, apesar de tudo, teve alguma inteligência. O TMG é uma sala de referência nacional. O edifício da biblioteca Eduardo Lourenço é elegantíssimo e veio revitalizar um pedaço estratégico da cidade. A própria Praça Velha, quer se goste ou não, ganhou novo rosto. E o centro histórico tem vida, graças à mais acertada de todas as decisões: não deixar o moderníssimo centro comercial fugir para a periferia da cidade e assim deixar o centro histórico moribundo. E a Covilhã? É preciso perguntar aos covilhanenses se o programa Polis melhorou, de alguma maneira, a sua qualidade de vida. A cidade da lã e da neve – uma das mais bonitas do mundo – já não tem nada de lã, nem de neve, nem de nada. E o futuro não é promissor. A fatura vai chegar em breve, numa altura em que o desemprego será galopante e a autarquia terá de se concentrar em pagar a dívida acumulada. As tricas, as incompatibilidades, os amuos entre instituições provavelmente continuarão. Nem o Parkurbis terá remédio. E, pelos vistos, nem a aeronáutica. Sobra a Saúde – que, esperemos, continuará a afirmar-se. Enquanto o inferno se instala, o presidente da Câmara está ausente, a terminar uma licenciatura. Na Covilhã, chegou-se ao ponto de as presidências da Câmara serem rotativas por várias pessoas. Adeus, Covilhã. Há comboios que uma vez perdidos, nunca mais poderão ser recuperados. PS: Numa das últimas reuniões de Câmara, Carlos Pinto disse que o aeródromo é “uma espécie de jardim-de-infância para certas pessoas andarem ali a brincar aos aviõezinhos de plástico”. Outra dica para uma boa gestão autárquica: respeitar e tratar condignamente todas as pessoas e o seu trabalho, por humilde que sejam. Curiosamente, em 2008, quando assinou um protocolo com a ALEIA e a UBI para a instalação de uma empresa aeronáutica na cidade, o discurso de Carlos Pinto foi ligeiramente diferente: “ É com prazer que acolhemos a ALEIA na Covilhã porque este investimento representará para a Cidade e para a sua Universidade uma nova via de desenvolvimento e estará, esta região, a contribuir para o prestígio da indústria aeronáutica portuguesa”, disse."
"E, de repente, o aeródromo – um símbolo da cidade durante décadas e local de especial importância para uma das maiores mais-valias da Universidade da Beira Interior, a licenciatura em Aeronáutica - vai desaparecer. E, devagarinho, a Covilhã morre também. A gestão da cidade tem sido desastrosa, nos últimos anos. Não se duvida das boas intenções da autarquia, ao ceder o aeródromo para a instalação de um centro de dados da PT. Afinal, em tempo de crise todo e qualquer emprego e investimento que se possa fixar no concelho é uma bênção. Mas é na perceção da relação entre o investimento captado e as soluções que melhor possam beneficiar a cidade e quem lá vive que reside uma boa gestão. Certamente que com alguma boa-vontade se conseguiria arranjar uma solução para a PT que não melindrasse o sector aeronáutico – de resto, a Covilhã teria avançado mais se, nos últimos anos, a aposta nesta área tivesse sido maior. Afinal, o que se passa na Covilhã? O descalabro terá começado, porventura, quando a PSP abandonou o centro. Seguiram-se outros serviços. O fenómeno não é novo: a tendência, nas pequenas e médias cidades, é para a deslocalização do comércio e dos serviços dos velhos centros históricos – algo que a médio e longo prazo se irá revelar numa verdadeira dor de cabeça para as Câmaras. O mercado foi substituído por um moderno call-center. Verdade seja dita: foi um investimento importantíssimo. Trouxe para a cidade centenas de postos de trabalho, mais ou menos precários, mas que têm contribuído para a fixação de alguns recém-licenciados. De qualquer forma, a ideia de construir um novo mercado a caminho da serra, ao lado do cemitério, nunca convenceu ninguém. Além disso, a Covilhã continua a ser a única cidade da região sem uma sala de espetáculos digna – apesar da novela do teatro-cine. Nos entretantos, construiu-se a ponte mais sexy da Europa. Um investimento caríssimo e notável - mais do ponto de vista visual e arquitetónico do que propriamente do ponto de vista funcional. Construiu-se também um ascensor ali para os lados dos Leões. Obras essenciais? Quando se gere dinheiros públicos é preciso atender a todas as solicitações. E é na escolha de prioridades que se distinguem os bons gestores. A desordem urbanística da cidade já não tem remédio. A rua que leva à garagem de São João mete medo – um verdadeiro cadáver urbano. O edifício da garagem, um dos mais belos do país, continua de pé quase por milagre, sem qualquer utilidade (não poderia ser reconvertido em mercado municipal, por exemplo?) e agora serve para acolher, de passagem, pequenas óperas que, e bem, lembram que aquele espaço existe. O turismo está subaproveitado. A desarticulação entre as várias entidades é demasiado óbvia para poder ser desculpável. A cidade até se dá ao luxo de ter dois organismos distintos e rivais para promover a Serra. Facto inédito em Portugal? Desarranjos de empatias em nada contribuem para o desenvolvimento da região (...) O parque da Goldra é estranhíssimo e não tem utilidade na maior parte do ano. Os melhoramentos na rotunda da universidade são visualmente notáveis. Mas de pouco serviram. Uma cidade não pode viver única e exclusivamente dos clientes de uma universidade. Gerir bem é saber escutar quem vive na cidade. E também adivinhar o futuro. Alguns autarcas souberem precaver-se. O dinheiro das autarquias vai escassear (...) é bom que os covilhanenses estejam conscientes de que nada de novo surgirá nos próximos anos – muito menos um aeroporto, como foi anunciado. Não há dinheiro. E vai haver ainda menos. A Guarda, apesar de tudo, teve alguma inteligência. O TMG é uma sala de referência nacional. O edifício da biblioteca Eduardo Lourenço é elegantíssimo e veio revitalizar um pedaço estratégico da cidade. A própria Praça Velha, quer se goste ou não, ganhou novo rosto. E o centro histórico tem vida, graças à mais acertada de todas as decisões: não deixar o moderníssimo centro comercial fugir para a periferia da cidade e assim deixar o centro histórico moribundo. E a Covilhã? É preciso perguntar aos covilhanenses se o programa Polis melhorou, de alguma maneira, a sua qualidade de vida. A cidade da lã e da neve – uma das mais bonitas do mundo – já não tem nada de lã, nem de neve, nem de nada. E o futuro não é promissor. A fatura vai chegar em breve, numa altura em que o desemprego será galopante e a autarquia terá de se concentrar em pagar a dívida acumulada. As tricas, as incompatibilidades, os amuos entre instituições provavelmente continuarão. Nem o Parkurbis terá remédio. E, pelos vistos, nem a aeronáutica. Sobra a Saúde – que, esperemos, continuará a afirmar-se. Enquanto o inferno se instala, o presidente da Câmara está ausente, a terminar uma licenciatura. Na Covilhã, chegou-se ao ponto de as presidências da Câmara serem rotativas por várias pessoas. Adeus, Covilhã. Há comboios que uma vez perdidos, nunca mais poderão ser recuperados. PS: Numa das últimas reuniões de Câmara, Carlos Pinto disse que o aeródromo é “uma espécie de jardim-de-infância para certas pessoas andarem ali a brincar aos aviõezinhos de plástico”. Outra dica para uma boa gestão autárquica: respeitar e tratar condignamente todas as pessoas e o seu trabalho, por humilde que sejam. Curiosamente, em 2008, quando assinou um protocolo com a ALEIA e a UBI para a instalação de uma empresa aeronáutica na cidade, o discurso de Carlos Pinto foi ligeiramente diferente: “ É com prazer que acolhemos a ALEIA na Covilhã porque este investimento representará para a Cidade e para a sua Universidade uma nova via de desenvolvimento e estará, esta região, a contribuir para o prestígio da indústria aeronáutica portuguesa”, disse."
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20100618
Fantasia 40 - Turismo 5 estrelas

"Foi-se a tenda do turismo 5 estrelas, ficou o vazio, uma Oliveira e uma passadeira para nenhures. Ou melhor, para a retrete azul, É uma imagem que tem um não sei quê de surreal, pois deve ser um dos locais da Covilha, (rotunda oval) onde dá vontade de fazer uma mijinha..." Carpinteira
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20100227
Urbanismo 5 estrelas (40) - Degoldra
O pendor premonitório do Carpinteira: "...canalização da Goldra e de outros cursos de água, trazem também à luz, a inexorável evidência de que não era possivel evitar a tragedia da Madeira-prevista há dois anos... um putativo temporal sobre a Covilhã... tornaria impossível escoar tamanho caudal de água da Goldra, devido aos estrangulamentos físicos na rotunda do Rato e no anfiteatro Martir in colo... Oxalá não seja mais uma catástrofe anunciada."
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20090916
"Pintolândia"
Tendo visitado casualmente o Salão Carlos Pinto do Ferro, veio-nos à memória esta tirada da Máfia da Cova, que já andou mais atenta: "Rondolândia vs Pintolândia -Este fim de semana deparei-me com uma notícia na TV sobre o Presidente da Câmara de Elvas, José Rondão de Almeida e nomeadamente sobre o (mau) gosto que este autarca tem em dar o seu nome a obras da cidade... Pus-me a pensar que o nosso Presidente Carlos Pinto deve ter ficado roidinho de inveja pois não me lembro de ele ser notícia por ter também um conjunto de equipamentos com o seu nome. Relembro o caro blogo espectador que existe já um Parque de Campismo Carlos Pinto (Ponte Pedrinha), um Cinema Carlos Pinto(Dominguiso) e uma Escola Carlos Pinto (Barroca). Ah e é verdade um busto no Sobral!!! Não percebo a necessidade de estes autarcas darem o nome deles a obras. Terão medo que não vejam o seu trabalho reconhecido a título póstumo e querem fazer isso já em vida???Não sei o que estará preparado para a Cova para que o nome do nosso actual presidente perdure na memória do covilhoco nos próximos anos... O que se seguirá?? O Casino Carlos Pinto?? Os Chalets Carlos Pinto?? O Aeroporto Carlos Pinto?? O Campo de Golf Carlos Pinto??? A ETAR Carlos Pinto?? A Casa da Cultura Carlos Pinto?? O Complexo Desportivo Carlos Pinto?? A Rotunda Oval Carlos Pinto??? Aceitam-se mais sugestões..."
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20090831
Fantasia 21 - Obras 5 estrelas (2)
"Continuamos a passar em revista a colecção de promessas por cumprir... em anteriores programas eleitorais do PSD Covilhã. Deixamos o rol de incumprimentos à atenção dos leitores e respectiva oposição: Centro da Juventude. Estádio Municipal de Futebol. Pavilhão Desportivo Polivalente. Novo Cemitério da Covilhã. Funicular do Largo de São João de Malta. Renovação do Parque Alexandre Aibéo(Jardim botânico). Via periférica à Cidade. Zona de jogo e Casino da Covilhã. Centro de Artes da Covilhã. Estação Intermodal da CP-Gare Ferroviária e zona envolvente. Zona Industrial do Teixoso. Ligação Rotunda do Rato/Rua da Saudade.Outras fantasias: Covilhã Capital da Cultura e Capital do Teatro. Festival Internacional de Cinema, Museu na zona do Castelo. Parque de desportos radicais, piscinas aquecidas em Vales do Rio, Teixoso, Tortosendo e Vila do Carvalho. Teleférico entre a Central de Camionagem e o centro da cidade. Construção do novo mercado na antiga garagem de São Cristóvão...E mais, muito mais mentiras 5 estrelas, num condomínio perto de si. Lá iremos" Carpinteira
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20090715
Fantasia 17 - Grandes obras (anunciadas)
"...Carlos Pinto / PSD de há uns anos a esta parte nos vem habituando a... grandiosos títulos de jornal, que passados anos continuam a teimar em não acontecer, em não aparecer, senão vejamos:
De 2006: Via periférica à Cidade; Barragens das Cortes e Atalaia... Zona de jogo e Casino da Covilhã; Unidade hoteleira do Sanatório; Centro de Artes da Covilhã; Renovação do Edificio da Estação da CP, Gare Ferroviária e zona envolvente; Zona Industrial do Teixoso; Nova estrutura aeroportuária – Aeroporto Regional da Covilhã; Via rápida de ligação a Coimbra, com perfil de auto-estrada; Estrada Barco-Ourondo; Remodelação da Estrada entre a Pone Pedrinha, Ferro e Peraboa; Novos anéis urbanos (Barroca do Lobo Sineiro, Rua Mateus Fernandes TCT, Rua da Saudade Rotunda do Rato); Rede de Transportes Públicos do Concelho; Revisão do PDM. De 2002: Centro da Juventude; Estádio Municipal de Futebol; Pavilhão Desportivo Polivalente; Novo Cemitério da Covilhã; Funicular do Largo de São João de Malta; Renovação do Parque Alexandre Aibéo. São mais que muitas as obras que nunca chegam a ser sequer projectos. São mais que muitas as promessas adiadas. E assim se vai fazendo crer que se faz, e assim se vai passando a mensagem de uma cidade e um concelho 5 estrelas... anunciou-se o Centro de Artes, depois gastou-se dinheiro no projecto, entretanto a obra não avançou... anuncia-se a organização da “Covilhã Capital do Teatro” e do Festival Internacional de Cinema, a par com o anúncio da Covilhã Capital da Cultura... anuncia-se a criação do Museu da Covilhã... mas entretanto criou-se no mesmo sitio o “Edificio Arte e Cultura”, antes Casa do Professor... “Grande Museu” na zona do Castelo... Centro de Juventude e um parque de desportos radicais, piscinas aquecidas em Vales do Rio, Teixoso, Tortosendo e Vila do Carvalho... em lugar das piscinas ofereceu-se o terreno a um grande grupo económico para construção de um colégio internacional... Construção de fogos - habitação social destinados à venda a custos controlados para apoiar a fixação de jovens no Concelho e mais 400 para arrendamento e venda a custos controlados, depois a compra das habitações à Somague, que por sua vez foram construídas em cima dos terrenos do Benfica do Tortosendo, que reclamou justamente e que por contrapartida vai ter a sua sede nova construída pela Somague... anunciar a construção do teleférico entre a Central de Camionagem e o centro da cidade, o funicular do Largo de São João de Malta e um circuito especial de transportes entre o Ernesto Cruz e o Bairro de Santo António e uma vez mais modificar todas as prioridades e construir as escadinhas de santo andré, de entrada directa para o call center, que agora é no mercado municipal, remodelado há pouco tempo, mas que agora já não vai ser o mercado, é um silo-auto e um call center e os vendedores colocam-se por cima do shopping sporting porque se vai construir um mercado novo na antiga garagem são cristóvão, o que já não é... depois faz-se uma ponte pedonal entre os penedos altos e a garagem de são joão.... dotar o aerodromo municipal de condições que permitam o serviço de aeronaves de pequena e média dimensão... depois já não há aerodromo nenhum... porque até ficava bem ali uma urbanização como a da quinta do freixo..." Vitor Reis Silva/CDU, Assembleia Municipal
De 2006: Via periférica à Cidade; Barragens das Cortes e Atalaia... Zona de jogo e Casino da Covilhã; Unidade hoteleira do Sanatório; Centro de Artes da Covilhã; Renovação do Edificio da Estação da CP, Gare Ferroviária e zona envolvente; Zona Industrial do Teixoso; Nova estrutura aeroportuária – Aeroporto Regional da Covilhã; Via rápida de ligação a Coimbra, com perfil de auto-estrada; Estrada Barco-Ourondo; Remodelação da Estrada entre a Pone Pedrinha, Ferro e Peraboa; Novos anéis urbanos (Barroca do Lobo Sineiro, Rua Mateus Fernandes TCT, Rua da Saudade Rotunda do Rato); Rede de Transportes Públicos do Concelho; Revisão do PDM. De 2002: Centro da Juventude; Estádio Municipal de Futebol; Pavilhão Desportivo Polivalente; Novo Cemitério da Covilhã; Funicular do Largo de São João de Malta; Renovação do Parque Alexandre Aibéo. São mais que muitas as obras que nunca chegam a ser sequer projectos. São mais que muitas as promessas adiadas. E assim se vai fazendo crer que se faz, e assim se vai passando a mensagem de uma cidade e um concelho 5 estrelas... anunciou-se o Centro de Artes, depois gastou-se dinheiro no projecto, entretanto a obra não avançou... anuncia-se a organização da “Covilhã Capital do Teatro” e do Festival Internacional de Cinema, a par com o anúncio da Covilhã Capital da Cultura... anuncia-se a criação do Museu da Covilhã... mas entretanto criou-se no mesmo sitio o “Edificio Arte e Cultura”, antes Casa do Professor... “Grande Museu” na zona do Castelo... Centro de Juventude e um parque de desportos radicais, piscinas aquecidas em Vales do Rio, Teixoso, Tortosendo e Vila do Carvalho... em lugar das piscinas ofereceu-se o terreno a um grande grupo económico para construção de um colégio internacional... Construção de fogos - habitação social destinados à venda a custos controlados para apoiar a fixação de jovens no Concelho e mais 400 para arrendamento e venda a custos controlados, depois a compra das habitações à Somague, que por sua vez foram construídas em cima dos terrenos do Benfica do Tortosendo, que reclamou justamente e que por contrapartida vai ter a sua sede nova construída pela Somague... anunciar a construção do teleférico entre a Central de Camionagem e o centro da cidade, o funicular do Largo de São João de Malta e um circuito especial de transportes entre o Ernesto Cruz e o Bairro de Santo António e uma vez mais modificar todas as prioridades e construir as escadinhas de santo andré, de entrada directa para o call center, que agora é no mercado municipal, remodelado há pouco tempo, mas que agora já não vai ser o mercado, é um silo-auto e um call center e os vendedores colocam-se por cima do shopping sporting porque se vai construir um mercado novo na antiga garagem são cristóvão, o que já não é... depois faz-se uma ponte pedonal entre os penedos altos e a garagem de são joão.... dotar o aerodromo municipal de condições que permitam o serviço de aeronaves de pequena e média dimensão... depois já não há aerodromo nenhum... porque até ficava bem ali uma urbanização como a da quinta do freixo..." Vitor Reis Silva/CDU, Assembleia Municipal
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20090617
Fantasia 15 - Pelourinho
A gesta fantasiosa do executivo encabeçado por Carlos Pinto procura novo fôlego -os anos pesam, e a consciência também, certamente- perante a aproximação do acto eleitoral. No seguimento das anteriores maravilhas, como a transformação do Pelourinho numa rotunda/cromeleque gigante (na imagem), a quimera de um condomínio 5 estrelas continua a autorizar as mais disparatadas alquimias amnésicas, na tentativa de fazer esquecer os sucessivos falhanços estratégicos, por exemplo, da SRU Nova Covilhã. Esta mesma elite especializada em anunciar o que fará e o que não fez com o mesma naturalidade do que desfez, volvidos 16 anos, alienada dos problemas reais das pessoas, como o desemprego galopante..., limita-se a animar a malta, "revivendo" um passado mítico, incapaz de inventar o futuro, numa trágica propensão para o abismo, como nota o Carpinteira:"Depois de 8 anos [16, não?] de falhanço completo na requalificação do centro historico, a Administração apresenta um projecto de cara lavada e "respeito pelo passado", numa rua, onde as casas continuam a cair aos bocados" "(Re)viver o pelourinho é mais uma arenga fabulosa da Administração pra gáudio dos basbaques [programa no Máfia da Cova, que se presta ao frete]. São momentos como este, que nos dão a conhecer o verdadeiro significado de democracia participativa no condomínio. Trata-se d’um evento extraordinário, promovido pelos coveiros do centro da cidade e do comércio tradicional. Nem a propósito; recordamos hoje, uma inolvidável (re)vivência festiva no Pelourinho, faz precisamente um ano".
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CM Covilhã
20090529
Urbanismo 5 estrelas (20) - Espaços "verdes"

Se há imagem que identifica bem o modelo de gestão do espaço público seguido por Carlos Pinto ao longo dos seus 4 mandatos são estes lindos jardins de plástico, lixo e pedra espalhados por tudo quanto é talude, rotunda ou canteiro da cidade e das aldeias mais progressistas. Um verdadeiro case study 5 estrelas, com variações. Embora não inaugurado oficialmente, o que se vê na imagem, junto à Rotunda do Intermarché, está aberto ao desfrute dos covilhanenses mais ousados. Aproveite!
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CM Covilhã
20090527
Urbanismo 5 estrelas (19) - Vias rápidas

Aqui está a prova de que a Câmara sempre faz obra e de primeira necessidade. O alargamento viário deste troço do eixo TCT é mais um lindo serviço prestado à cidade pelo "consórcio" Esgalhado / Valério & Valério. Investimento que permitirá chegar mais depressa da rotunda do Serra Shopping ao cruzamento do "cá te espero", o nó que devia ser resolvido e não é. Enfim.
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CM Covilhã
20090513
Urbanismo 5 estrelas (17) - Trânsito
Na imagem indica-se o circuito que quem sai da Central de Camionagem descreve se pretender deslocar-se em direcção ao Tortosendo, por exemplo. Uma das inúmeras consequências do caos urbanístico e viário do condomínio 5 estrelas, que nem a proliferação de semáforos resolve. Parece-lhe lógico ir à rotunda do Tribunal inverter a marcha? Resultará este disparate da aplicação do ansiado Plano de Mobilidade?
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CM Covilhã
20090507
Urbanismo 5 estrelas (16) - rotunda do intermarché



As crateras documentadas, junto ao studio residence, estão assim, desprotegidas há 4 ou 5 anos, enquanto esperam a implantação de tesouros arquitectónicos semelhantes aos da imagem, típicos do condomínio. Felizmente ainda ninguém caiu nos buracos. Apesar disso, sem se perceber para benefício de quem, nem de quê, a Câmara equipou e mantém os "jardins" envolventes a estas verdadeiras armadilhas, indiferente à alegre progressão da dívida...
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20090407
Teia de favores...?
"Maioria na câmara municipal do Fundão prepara-se para aprovar construção de uma fábrica, fora da zona industrial... Em causa está a alegada construção de uma unidade para fabrico de portas, junto à rotunda António Guterres :) na entrada sul do Fundão. Um atentado urbanístico, um erro estratégico... afirma o presidente da concelhia do PS fundanense... estranho porque a mesma Câmara recusou, há dois anos, a construção neste local de um loteamento habitacional, alegadamente por não respeitar o PDM... Falta de visão estratégica, ignorância, provincianismo e profundo estado de desorientação. É a resposta da concelhia social-democrata... “a demagogia tem limites”, afirma o PSD." RCB
20081002
A rotunda que falta
O Grémio* dá uma ideia para a Rotunda Carlos Pinto, junto ao Centro de Artes, no encalço da fabulosa série que alinda a cidade.
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