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20100621

Despesa da Selecção (2)

O Grémio* enumera algumas das despesas directas com a estadia (de 15 dias) da Selecção de Futebol na Covilhã, que os jornais têm simplesmente ocultado e as oposições receiam questionar. Enquanto não surgem outras, pode ir fazendo as contas ao custo das "franquezas" do sr. Carlos Pinto -PSD, aquele que, gastando desta maneira, não se envergonha de afirmar que é por culpa da crise que acabam os "apoios sociais". Ao que consta, o "investimento" ascende a um milhão de euros. Vamos esmiuçando. Para já, o circo vai em 245.000,00€ sem concurso, na base da amizade:

Artur Florêncio E FS AFF Equipamentos Desportivos, LdªFornecimento de um marcador eletronico para o Complexo Desportivo14.000,00€
Domo Sports Portugal - Comércio e Aluguer de Materiais, LdªFornecimento de equipamentos para o Complexo Desportivo da Covilhã

6.200,00€
I-CUT - Produção, Concepção e Elaboração de Artes Gráficas e Similares, Ldª
Fornecimento de estruturas publicitárias para o Complexo Desportivo da Covilhã e Estadio José Santos Pinto
47.213,00€
Vidreira Ideal do Fundão, Ldª

Fornecimento e montagem de serralharias no Complexo Desportivo da Covilhã34.320,67€
Superveda - Serralharias, Vedações Metalicas e Plásticas, LdªFornecimento e aplicação de vedação, alteração de vedação e de portão no Complexo Desportivo da Covilhã22.581,71€
Exclusivkev, LdªAluguer e montagem de bancada amovivel para 6.000 lugares e aluguer e montagem de centro de media para 90/100 pessoas, para o Complexo Desportivo da Covilhã118.000,00€
RVB - Construção Civil e Imobiliaria, LdªFornecimento e montagem de mobiliario no Complexo Desportivo da Covilhã9.929,61€
RVB - Construção Civil e Imobiliaria, LdªFornecimento e aplicação de estrados e pavimentos vinilicos, cantoneira em aço e substituição de palanque, no Complexo Desportivo da Covilhã7.500,00€

Apóstila 1: Esta lista de despesas ilustra as prioridades de uma autarquia, não justifica a arbitrariedade dos caciques nem a miséria do povo. Muito menos nos impede de rejubilar com a vitória dos tugas sobre a Coreia. À nossa maneira, claro!

20100601

"É verdade que a marca Covilhã aparece todos os dias na televisão e jornais, à custa da "parolada" que rodeia a selecção nacional de futebol. A Covilhã aproveita o circo mediático criado à volta das pernas do Pepe, do tendão de aquiles do Tiago ou da "irracionalidade" pré hecatombe de Carlos Queirós. A Covilhã mostra-se, projecta-se, divulga-se. A Câmara dá medalhas aos jogadores e homenageia Madaíl (porquê, isso já é outra conversa), o povo acorre, as imagens passam na comunicação social até ao nojo (a notícia pode ser a de que um jogador tem um pentelho encravado!). Desgraçados de nós que somos bombardeados por inutilidades e por trivialidades, numa crescente estupidificação (aquela dos jogadores a brincar aos militares deu-me mesmo vontade de rir). Sim, mas é verdade que o nome da Covilhã passa, repassa, há-de ser fixado... e as cidades têm direito a campanhas assim, a querem ficar ligadas a coisas assim. Não a um grande evento cultural mas a uma colónia de férias de futebolistas, por exemplo. São escolhas. Há cidades que crescem desordenadamente, não sabem o que fazer com os desempregados, não têm política cultural, continuam provincianas e aparoladas, viram as costas ao que têm de melhor (como as universidades e as entidades artísticas), mas gastam milhões a "projectar" a "imagem", e embebedar-se de marketing. Chamam-lhe investimento mas em geral não passa de um exercício de narcisismo dos seus autarcas. Espero que não seja isto que se verifica na Covilhã e espero que o grande investimento que está a ser feito pela Covilhã tenha algum retorno. Espero que a Covilhã, depois disto, não volte a ser outra vez um lugar de passagem para um destino de neve (o grande equívoco da nossa Serra). Espero que não se esteja a gastar tanto dinheiro para que logo que a selecção saia da terra tudo fique na mesma. Espero que tudo não se trate de fogo de artifício, pior, de fogo fátuo." Café Mondego

20100517

Urbanismo 5 estrelas (45) - cosmética (tuga)

A cosmética circunstancial em que a Covilhã se enleva para acolher meia dúzia de treinos da Selecção é um exemplo de despesismo fora de época eleitoral: uma espécie de fato domingueiro à medida do dr. Pinto e dos seus acólitos, que tentam corrigir a degradação das obras atabalhoadas e a incúria quotidiana com embelezamentos de última hora, para "fazer ver" e comover os miseráveis. Até o NC estranha: "Passadeiras e gradeamentos pintados, passeios arranjados... azáfama dos funcionários que fazem as alterações necessárias nos dois estádios onde a equipa das quinas vai treinar... “cantoneiros da Câmara Municipal a "polir" seixos das rotundas, a raspar musgo de entre o passeio e o alcatrão”... limpeza dos globos dos candeeiros, da estátua do Pêro da Covilhã e faz um apelo: “Que a nossa selecção se mude de vez para a Covilhã pois assim esta será sem dúvida a melhor cidade para se viver”...pinturas de tudo, sem sinalização, faixas cortadas e acidentes por causa disso... 15 dias em que a Covilhã vai ser noticiada em todo o lado”. - Entretanto, as associações locais definham, sem apoios, sequer para inscrever atletas em provas. Um tema de reportagem melhor que este, não?

20100616

Prémio Romão Vieira 26 - João Alves

"Há ecos de que algumas equipas querem estagiar cá ...Durante três semanas, a cidade assistiu a uma autêntica loucura devido à presença da selecção... Custos, não estão contabilizados, mas devem ser alguns. Ganhos, só a longo prazo se poderá avaliar a repercussão que esta estadia teve na Cidade Neve... Tenho já ecos de que algumas equipas importantes do futebol nacional estarão neste momento a pensar na Covilhã para realizarem estágios de pré-temporada já este Verão." - Ecos? Quais, onde, como, de quem?

20100530

Parolos

"O inenarrável Presidente da Câmara da Covilhã chamou "parolo" ao Governador Civil da Guarda, por causa de um Hospital. "Parolo", entre outras coisas, significa "homem da serra", o que se apropria a Santinho Pacheco e a Carlos Pinto. Pinto é, pois, também "parolo". Aliás, ele é o parolo-mor da Beira Interior. Para além de ser um espertalhão. Pinto significa em termos de política de desenvolvimento tudo o que eu não quero para a minha cidade. As suas opções são quase sempre populistas e demagógicas. Por outro lado, não gosto da figurinha empertigada e arrogante... Pinto tem investido (com muito dinheiro gasto) na promoção da sua cidade. A investida é contínua: Covilhã, cidade da neve, das cherovias, da animação pimba e da selecção de futebol. E do Hospital Central. O homem esforça-se e produz sound bytes a gosto dos jornalistas. A delegação do Jornal do Fundão... é um exemplo da forma como um órgão de informação se coloca ao serviço de uma estratégia de propaganda. A maioria rende-se a Carlos Pinto e "a esquerda" baixa os braços." Café Mondego

20100512

Fantasia 36 - Estádio

Sem querer ser desmancha prazeres do covilhaneinse engalanado, salvo seja, com os 15 dias (?) em que a selecção tuga revolucionará a paróquia com passadeiras (de peões) vermelhas e concertos à borla, oferecidos por si, entre muitas despesas avulsas, o Grémio* recorda outra fantasia dos idos de 2001: o "estádio", quiçá Carlos Pinto, com bancadas cobertas para 10 mil pessoas, ladeado de piscinas, "pavilhões", pistas de atletismo e tudo o mais "que se vê por essa Europa fora". Na propaganda municipal, aqui ao lado, a jóia serviria para o Euro2004.

20100428

Covilhã no ranking dos 10 mais endividados

A Covilhã encontra-se em 10º lugar no Top dos municípios mais endividados, comparável a Braga, segundo o anuário da OTOC, sem contar com as Empresas Municipais. Infelizmente, estas notícias tornaram-se um hábito (anos anteriores). Diz o jornal i que a quebra mais significativa no equilíbrio das finanças ocorreu nas autarquias de pequena dimensão, com menos de 100 mil habitantes, que se revelam autênticos predadores de recursos públicos (meus e seus, caro contribuinte), sem que tal se traduza na melhoria dos serviços e em investimentos reprodutivos, bem pelo contrário.

Será que a fantasia da "grande Covilhã" autoriza o PSD local a continuar a gastar com tal irresponsabilidade - ele é aeroportos, mordomias à selecção de futebol, pontes pedonais, pistas de esqui urbano, etc. - indiferente ao estado em que o país se encontra? Será lícito contribuir desta maneira para o aumento exponencial dos juros falando, como falou recentemente o lustroso Bernardino Gata, do "centralismo do poder, que gasta à deriva nos grandes projectos faraónicos", como se Carlos Pinto e a maioria dos autarcas não fizesse o mesmo?

20100424

Despesa da selecção tuga

Quando se discute a demolição dos estádios do Euro2004 por falta de uso, só mesmo o dr. Pinto para conseguir justificar as obras de ampliação do campo da bola da Covilhã: "Uma das principais alterações é o aumento da capacidade, dos actuais 4 mil lugares para 12 mil lugares". Além das novas bancadas, que servirão para dois jogos e passados 15 dias ficam às moscas, Carlos Pinto oferece um jantar com produtos regionais (pastinaca?) aos cerca de 300 jornalistas acreditados pela Federação Portuguesa de Futebol e paga os cachets ao Projecto Amália, aos Xutos e Pontapés, etc.. É isto que o "povo" quer. Será disto que a Covilhã precisa?

20080719

Mérito vs "fedelhos seguidistas e oportunistas"

Leal Salvado, candidato à Câmara do Fundão: "vereis que os bens do município serão utilizados exclusivamente em serviço e proveito do município, vereis que na selecção de pessoas haverá grande preocupação de promover aqueles que sejam jovens criativos e cidadãos e nunca mais aqueles que sejam fedelhos seguidistas e oportunistas (...) Não há tachos" NF/JF, 17/7, p.8