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20090708

É o turismo, estúpido!

A fixação dos gurus da Cova no turismo tem novos desenvolvimentos: "Depois daquela arenga do grande condomínio da cova da beira, que permitiria juntar o Fundão e a Covilhã para formarem o maior pólo urbano do Interior do País, o dr frexes/dr pinto, entretidos no pastoreio eleitoral, preparem-se agora para criar uma agência de promoção turística.... convém lembrar que já existe uma Entidade Regional de Turismo da Serra da Estrela, a Agência Regional de Turismo do Centro e ainda a empresa municipal Fundão Turismo. Para quê então mais uma agência com o patrocínio da dupla dr frexes/dr pinto?" Carpinteira

20090403

Fundo perdido...!

Ao que parece, a "rede" (?) de autarquias da Beira Interior dispõe de mais 10 ou 15 milhões de euros para "investir", vulgo "estoirar" no nosso "desenvolvimento". Chamam-lhe premonitória e justamente "fundo perdido". O QREN "potencia" tudo, menos o que deve. Rejubile, turista:

"A união das maiores cidades da Beira Interior resultou num cheque chorudo: dez milhões para cultura, turismo e património - “REDE Património de Cidades”, a candidatura que juntou pela primeira vez na história recente da região Castelo Branco, Fundão, Covilhã e Guarda numa acção deste cariz... dez milhões de euros a fundo perdido que agora vão ser canalizados para projectos apresentados pelas autarquias no domínio da cultura, património e turismo, no total de 15 milhões de euros... Joaquim Morão... considera que “a aprovação da candidatura foi de grande relevância para estas cidades, porque nos permite fazer fortíssimos investimentos ligados principalmente ao turismo, no sentido de promovermos os nossos bens culturais, e trazer uma maior atractividade turística... um passo importante para a competitividade regional”. O dinheiro será repartido de forma equitativa entre todos os municípios. Cada um terá ao dispor três milhões de euros, ficando reservados outros três milhões para custos administrativos. Há diversos objectivos em conjunto, mas entre os principais projectos candidatados há muitos de âmbito local. Destacam-se, a título de exemplo, em Castelo Branco, o plano de valorização da cidade quinhentista da zona histórica e a criação do Museu-Oficina do Bordado de Castelo Branco. Na Covilhã há projectos como a concretização das rotas urbanas da cidade; na Guarda, o Centro de Interpretação do Mundo Romano e a Casa da Memória da Identidade e do Património e no Fundão o corredor verde entre a piscina coberta e o pavilhão desportivo, a requalificação do largo da estação e a criação de ciclovias." JF

20090217

Fantasia 06 - Aeroporto (2)



A rubrica Recordar é Viver do Máfia da Cova pode ajudar-nos a entender a farsa do aeroporto, entre outras:

"Novo aeroporto “levanta voo" - Em dia de aniversário, o autarca covilhanense pretendeu fintar o cenário de “contenção orçamental” e anunciou uma obra de grande monta para a cidade serrana. Carlos Pinto... a construção do novo aeroporto. A ideia já vem de há algum tempo, o local, no Terlamonte junto ao acesso Norte à A23, também já era do domínio público, faltando só o anúncio do começo da empreitada. Passo que Carlos Pinto espera dar “nos finais de 2007, inícios de 2008”.... Pinto falou de forma muito pronunciada na área do turismo (...) Na óptica de Pinto, o novo aeroporto vem servir de apoio a um plano turístico... Para além de que “apenas estamos a seguir no sentido do que está a ser feito por essa Europa fora”. A construção de estruturas aeroportuárias de menor dimensão, em cidades do interior é, para o presidente da autarquia covilhanense, o passo mais acertado. egundo Pinto, o novo aeroporto vai ter uma pista de 2400 metros de comprimento por 50 de largura. A estrutura prevê também uma aerogare com capacidade para a movimentação de 100 mil pessoas por ano. Pinto espera pelo próximo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), que tem início em 2007, para financiar o investimento..." Urbi, 24/10/2006
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Numa coisa o nosso autarca tem razão, as potencialidades da região não estão a ser aproveitadas. Mas, não será primeiro necessário avaliar as potencialidades da região e revitalizá-las para alcançar um turismo de qualidade? Se não, como pretende Carlos Pinto atrair 100 000 turistas (vindos de avião!!!) a visitar a Covilhã e a região? Será que está já a contar com o futuro ex-libris da cidade, a mega ponte pedonal, para atrair turismo de todas as partes do mundo, para verem tamanha obra de engenharia? Ou será que com o novo aeroporto pretende apenas desmantelar o actual aeródromo da cidade, para não ser aborrecido com os barulhos dos motores das aeronaves enquanto descansa na sua futura maison?"

20100618

Fantasia 40 - Turismo 5 estrelas


"Foi-se a tenda do turismo 5 estrelas, ficou o vazio, uma Oliveira e uma passadeira para nenhures. Ou melhor, para a retrete azul, É uma imagem que tem um não sei quê de surreal, pois deve ser um dos locais da Covilha, (rotunda oval) onde dá vontade de fazer uma mijinha..." Carpinteira

20100208

Agência 5 estrelas

Esgotadas as diversas providências cautelares sem que ninguém, nem sequer os tribunais, dessem razão à joint-venture Frexes/Pinto contra o Turismo da Serra da Estrela, a Câmara da Covilhã criou, finalmente, uma "agência" como deve ser. O dr. Pinto manda, o povo paga, que é o menos. Vítor Pereira prega aos peixes, diz que o município segue uma estratégia errada. Quem se importa?

O Grémio* acredita que a Turismo da Covilhã ajudará a Câmara a manter-se nos lugares cimeiro do rating municipal. Atendendo ao painel de honoráveis fundadores, há quem assevere que a agência 5 estrelas começará por vender o parque temático das Penhas da Saúde como um típico povoado autóctone, o que nem está longe da verdade. O Cântaro Zangado elenca razões de sobra.

20090630

"Desenvolvimento", segundo Pinto

Outro artigo do Cântaro Zangado aclara a incompatibilidade entre a razão e a prepotência no exercício de certos cargos públicos. Este blog desenvolve um meritório trabalho de divulgação do Parque Natural da Serra da Estrela, destaca potencialidades e alerta justificadamente para as diversas ameaças ao seu património natural. O Cântaro oferece uma visão esclarecida e cosmopolita, distinta da generalidade das opções que os políticos locais preconizam e oposta à soberba com que se proclama o "desenvolvimento" (da espécie?). Porque a ignorância tem de ser combatida todos os dias, aqui fica um excerto do seu mais recente alerta:

"Carlos Pinto, o jurássico presidente da Câmara da Covilhã, voltou mais uma vez a prometer dois "grandes projectos" para Unhais da Serra, que considera "essenciais para o futuro" da vila. Quais são? A conclusão da asfaltação do caminho para a Nave de Santo António (a cerca de 1600 m de altitude) e a construção de um teleférico para a Torre. (...) Esta estrada vai percorrer um vale lindíssimo, que vai ser mais difícil aproveitar para o turismo de montanha quando os dois "grandes projectos" estiverem concluídos. Digo-o porque sei que os que, como eu, procuram os destinos de montanha, fazem-no em busca de espaços (...) onde possam aprofundar uma relação exigente com um meio o mais natural possível (...) este tipo de "erros" cometem-se sistematicamente na serra da Estrela (...) desperdiçando-se deste modo fundos que muita falta fariam para um verdadeiro desenvolvimento do turismo (...) começam-se obras sem se saber como se vão pagar na totalidade, sem se terem as devidas autorizações, sem se estudarem os impactos ambientais devidamente (...) Quanto ao teleférico Unhais-Torre, Carlos Pinto promete-o frequentemente quando se desloca à Vila de Unhais. Bem sei que as populações gostam de ouvir estas promessas, que sentem que trazem desenvolvimento à terra. Mas eu creio que esse desenvolvimento é muito, muito incerto, sendo muito certos os seus prejuízos em termos ambientais e paisagísticos."

20110704

Adeus, Covilhã

Com a devida vénia a O Interior que, apesar do bairrismo, se distancia dos deslumbrados e acéfalos pasquins da paróquia, o Grémio* cita o texto crítico de Rosa Ramos:

"E, de repente, o aeródromo – um símbolo da cidade durante décadas e local de especial importância para uma das maiores mais-valias da Universidade da Beira Interior, a licenciatura em Aeronáutica ­ - vai desaparecer. E, devagarinho, a Covilhã morre também. A gestão da cidade tem sido desastrosa, nos últimos anos. Não se duvida das boas intenções da autarquia, ao ceder o aeródromo para a instalação de um centro de dados da PT. Afinal, em tempo de crise todo e qualquer emprego e investimento que se possa fixar no concelho é uma bênção. Mas é na perceção da relação entre o investimento captado e as soluções que melhor possam beneficiar a cidade e quem lá vive que reside uma boa gestão. Certamente que com alguma boa-vontade se conseguiria arranjar uma solução para a PT que não melindrasse o sector aeronáutico – de resto, a Covilhã teria avançado mais se, nos últimos anos, a aposta nesta área tivesse sido maior. Afinal, o que se passa na Covilhã? O descalabro terá começado, porventura, quando a PSP abandonou o centro. Seguiram-se outros serviços. O fenómeno não é novo: a tendência, nas pequenas e médias cidades, é para a deslocalização do comércio e dos serviços dos velhos centros históricos – algo que a médio e longo prazo se irá revelar numa verdadeira dor de cabeça para as Câmaras. O mercado foi substituído por um moderno call-center. Verdade seja dita: foi um investimento importantíssimo. Trouxe para a cidade centenas de postos de trabalho, mais ou menos precários, mas que têm contribuído para a fixação de alguns recém-licenciados. De qualquer forma, a ideia de construir um novo mercado a caminho da serra, ao lado do cemitério, nunca convenceu ninguém. Além disso, a Covilhã continua a ser a única cidade da região sem uma sala de espetáculos digna – apesar da novela do teatro-cine. Nos entretantos, construiu-se a ponte mais sexy da Europa. Um investimento caríssimo e notável - mais do ponto de vista visual e arquitetónico do que propriamente do ponto de vista funcional. Construiu-se também um ascensor ali para os lados dos Leões. Obras essenciais? Quando se gere dinheiros públicos é preciso atender a todas as solicitações. E é na escolha de prioridades que se distinguem os bons gestores. A desordem urbanística da cidade já não tem remédio. A rua que leva à garagem de São João mete medo – um verdadeiro cadáver urbano. O edifício da garagem, um dos mais belos do país, continua de pé quase por milagre, sem qualquer utilidade (não poderia ser reconvertido em mercado municipal, por exemplo?) e agora serve para acolher, de passagem, pequenas óperas que, e bem, lembram que aquele espaço existe. O turismo está subaproveitado. A desarticulação entre as várias entidades é demasiado óbvia para poder ser desculpável. A cidade até se dá ao luxo de ter dois organismos distintos e rivais para promover a Serra. Facto inédito em Portugal? Desarranjos de empatias em nada contribuem para o desenvolvimento da região (...) O parque da Goldra é estranhíssimo e não tem utilidade na maior parte do ano. Os melhoramentos na rotunda da universidade são visualmente notáveis. Mas de pouco serviram. Uma cidade não pode viver única e exclusivamente dos clientes de uma universidade. Gerir bem é saber escutar quem vive na cidade. E também adivinhar o futuro. Alguns autarcas souberem precaver-se. O dinheiro das autarquias vai escassear (...) é bom que os covilhanenses estejam conscientes de que nada de novo surgirá nos próximos anos – muito menos um aeroporto, como foi anunciado. Não há dinheiro. E vai haver ainda menos. A Guarda, apesar de tudo, teve alguma inteligência. O TMG é uma sala de referência nacional. O edifício da biblioteca Eduardo Lourenço é elegantíssimo e veio revitalizar um pedaço estratégico da cidade. A própria Praça Velha, quer se goste ou não, ganhou novo rosto. E o centro histórico tem vida, graças à mais acertada de todas as decisões: não deixar o moderníssimo centro comercial fugir para a periferia da cidade e assim deixar o centro histórico moribundo. E a Covilhã? É preciso perguntar aos covilhanenses se o programa Polis melhorou, de alguma maneira, a sua qualidade de vida. A cidade da lã e da neve – uma das mais bonitas do mundo – já não tem nada de lã, nem de neve, nem de nada. E o futuro não é promissor. A fatura vai chegar em breve, numa altura em que o desemprego será galopante e a autarquia terá de se concentrar em pagar a dívida acumulada. As tricas, as incompatibilidades, os amuos entre instituições provavelmente continuarão. Nem o Parkurbis terá remédio. E, pelos vistos, nem a aeronáutica. Sobra a Saúde – que, esperemos, continuará a afirmar-se. Enquanto o inferno se instala, o presidente da Câmara está ausente, a terminar uma licenciatura. Na Covilhã, chegou-se ao ponto de as presidências da Câmara serem rotativas por várias pessoas. Adeus, Covilhã. Há comboios que uma vez perdidos, nunca mais poderão ser recuperados. PS: Numa das últimas reuniões de Câmara, Carlos Pinto disse que o aeródromo é “uma espécie de jardim-de-infância para certas pessoas andarem ali a brincar aos aviõezinhos de plástico”. Outra dica para uma boa gestão autárquica: respeitar e tratar condignamente todas as pessoas e o seu trabalho, por humilde que sejam. Curiosamente, em 2008, quando assinou um protocolo com a ALEIA e a UBI para a instalação de uma empresa aeronáutica na cidade, o discurso de Carlos Pinto foi ligeiramente diferente: “ É com prazer que acolhemos a ALEIA na Covilhã porque este investimento representará para a Cidade e para a sua Universidade uma nova via de desenvolvimento e estará, esta região, a contribuir para o prestígio da indústria aeronáutica portuguesa”, disse."

20100304

Fantasia 33 - Paisagem 5 estrelas

Aqui tem, caro leitor, uma ante-visão do estado em que Carlos Pinto alegadamente pretende deixar a encosta de Santo António: uma cratera, dita pista de esqui, que fará companhia a outro mono... Para concretizar tais devaneios criou uma agência de turismo, a nova off-shore do município, prontinha para estafar 5 milhões de euros, se os houver. O dr. sonha, dá à estampa, o condómino papa e a obra nasce. Simples, não é?

20100303

"Farromba é de arromba..." (2)

Com o auxílio de um contumaz oráculo, outro enigma paroquial se dissipa: "Ele [Farromba] é director executivo da parkurbis, da federação de ski, de vários outros cargos e projectos, do qual se destaca a presidência de uma tal Associação de Business Angels da Covilhã, seja lá o que for... a Covilhã Solidária, vereador etc etc. E agora da agência de turismo? Quando é que o rapaz descansa? Não, não estamos a falar de dormir, porque isso homens desta estirpe não fazem... Estamos a falar de parar para pensar. Talvez não seja preciso porque o chefe não lhe paga para pensar..."

20090905

"Off-shores Municipais"

"Com o apertar das regras de fiscalização e controlo das contas dos municípios, as empresas municipais rapidamente se tornaram numa ferramenta de torneio da Lei e da transparência na gestão dos municípios. Os Municípios criaram Empresas Municipais que prosseguem fins que são da competência das Câmaras Municipais, quer a nível da Cultura ou do Turismo, quer a nível da gestão corrente do Município. Tudo isto com uma agravante, os próprios eleitos – Presidentes, Vice-Presidentes e Vereadores – passaram a integrar a Administração dessas mesmas Empresas... tudo como se de um Paraíso Fiscal se tratasse, onde os autarcas continuam a exercer os seus pelouros, mas sem a fiscalização e as exigências financeiras que a Lei impõe aos Municípios e, mais importante, sem os entraves impostos aos Orçamentos das Câmaras Municipais. Existe ainda uma outra virtualidade nestes “off-shores” Municipais: a colocação de correligionários políticos, seus familiares e afins..." Pedro Leal Salvado, a23

20081210

Parque Natural?

"A Serra da Estrela é uma área protegida singular em Portugal, possuindo mais 3 estatutos de protecção. Contudo, é paradoxal e incompreensivelmente uma área que sofre (...) de um desenvolvimento insustentável sem precedentes no sector do Turismo de montanha ao nível Europeu..." Cont. no Máfia da Cova e no Cântaro Zangado

20081205

Desperdício energético

"Imagine-se nas Penhas da Saúde hoje à noite. As ruas desertas, as casas fechadas... Mas, inundando todo o espaço, este brilho cor de laranja! (...) Desista de mostrar a Via Láctea aos seus filhos (...) é progresso, assim se desenvolve o turismo!" Cântaro Zangado