20081119

Vergonha na cara

"... o que me faz impressão não é que esta gente que manda em nós atraia a trafulhice como o pólen atrai as abelhas - isso faz parte da natureza humana e é potenciado por quem frequenta os corredores do poder. O que me faz impressão é o desplante com que se é apanhado com a boca na botija e se finge que se andava só à procura das hermesetas. É a escola Fátima Felgueiras, que mesmo condenada a três anos e meio de prisão dava pulinhos de alegria como se tivesse sido absolvida. Nesta triste terra, parece não haver limites para a falta de vergonha." João Miguel Tavares

Câmara da Covilhã age "fora da lei"


DiárioXXI pdf

20081115

Atentado ambiental perpetrado pela Câmara?

"A GNR impediu, na passada segunda-feira, o avanço de uma obra da responsabilidade da Câmara Municipal da Covilhã (CMC), no Cabeço do Tortosendo. Em causa está o facto das mesmas porem em causa um povoamento de cerca de 360 sobreiros. (...) A CMC pretende construir um parque de feiras na freguesia do Tortosendo (...) instalações permanentes para uma feira que se realiza um dia por ano [absurdo que o Grémio* oportunamente denunciou: 1, 2, 3, 4 e 5]. (...) Sobre o modo de actuar da minha autarquia já não me restam mais comentários...Sobram-me 3 questões, para outros tantos destinatários: - Para o senhor Secretário de Estado da Administração Local: com que fundamentos legais considerou justificável a expropriação de um terreno com mais de 3 centenas de sobreiros? - Para a Autoridade Florestal Nacional (AFN): sabendo das intenções da CMC para o dito terreno e sabendo que sobre a posse dos mesmos decorre ainda um recurso, com que base legal poderá a AFN justificar uma hipotética autorização para o abate dos sobreiros? Terá a acção da CMC, na passada segunda-feira, influência directa sobre essa decisão? - Para a GNR: na sequência da acção realizada na passada segunda-feira, foi levantado algum auto à CMC e/ou à empresa de contrução em causa? Se não, porquê? - Nota importante: este caso, embora situado na mesma freguesia (Tortosendo), é totalmente independente da situação dos 3 000 sobreiros denunciada em Outubro passado." in Sombra Verde
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Município de excelência, 5 estrelas? - Haja dó!

20081107

Cruzamento 5 estrelas

Reflectindo sobre a falta de estacionamento no hospital, o Grémio* deparou com este cruzamento verdadeiramente 5 estrelas, avant la lettre. Esta intersecção improvisada "articula" o tráfego automóvel proveniente da A23 norte, a principal porta da cidade, com a entrada e saída de ambulâncias no hospital há quase uma década... talvez para justificar a prioridade dada à aparatosa "via" do aeródromo.

20081103

O Grémio* ajuda Carlos Pinto

No rescaldo de um aceso debate interno, o Grémio* responde positivamente à exortação de João Morgado e do próprio Carlos Pinto, que assumiu em entrevista que "ainda há muito a fazer na Covilhã!" - O Grémio* concede que nos mandatos que já leva à frente da câmara, com ou sem ajuda da oposição, CP não pôde fazer "tudo". Pela amostra e pelas prioridades, ainda bem.

Na voz avisada de Morgado, a única estrela política da Covilhã será CP, pelas observações que transcrevemos: "
Muitas das suas opções são duvidosas. Muitos dos seus métodos são dúbios. Talvez o concelho registe muita obra mas obedeça à estratégia dos cogumelos – crescem desordenadamente, sem um propósito estratégico definido, sem um plano de futuro. Podemos nunca parar de caminhar, mas a verdade é que nunca saberemos se estamos a dar os passos certos enquanto não soubermos para onde vamos!" - Não percebemos porque considera Morgado uma "estrela" quem alegadamente assim actua. É que nem o Grémio* diria melhor.

Ainda segundo o mesmo ex-assessor,
"talvez o seu pecado seja o facto de se ter rodeado de muitos empreiteiros e pouco arquitectos do futuro. Talvez lhe tenha faltado uma equipa que trouxesse profundidade e modernismo à sua reflexão. O futuro de um concelho e a sua importância na orgânica de uma região, tem demasiados factores de análise e estudo para que possam ser ordenados pela cabeça de um só homem". - Passando a politiquice e a oposição entre partidos, irrelevantes para o caso vertente, não será grave o que diz Morgado de CP, querendo ajudar? Imaginem que o seu propósito era o inverso... Sem ousar ir tão longe como Morgado, o Grémio* não só concorda que "ainda há muito a fazer na Covilhã" como acha por fazer o essencial.

R
econheçam ou não Carlos Pinto e os acólitos legitimidade à crítica, a democracia nutre-se dela, pois não se esgota nas eleições. Pelo contrário, só o contínuo exercício da cidadania pode gerar melhores políticos. Assim, deveriam agradecê-la, em favor da abertura de espírito que se traduz na gentileza do trato, na capacidade de ouvir e discordar com civilidade, na discussão e explicação pública das grandes opções políticas à sociedade e mesmo na transparência da administração. - Volvidos tantos mandatos, constata-se que tal rotina democrática, a verdadeira obra para o futuro da Covilhã, está todinha por fazer.
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O Grémio* continuará a rejeitar comentários indecorosos

20081029

O (rude) desenvolvimento rural 5 estrelas

A Rude, Associação de Desenvolvimento Rural presidida por Carlos Pinto, parece ter no terreno uma inédita estratégia, co-financiada pelo Ministério da Agricultura e pelo programa Leader, votada ao lema Covilhã, cidade cinco estrelas. - Quiçá a sementeira de pendões e outdoors pelas ruas e postes da cidade seja mais que "pasto para os olhos" e contribua para inverter a pobreza e o abandono do mundo rural, suposta missão daquelas entidades.

20081027

Prémio Romão Vieira (3)

O terceiro nomeado ao Prémio RV (1, 2) é José Geraldes, pela verve ficcional: "a Covilhã está a entrar no conceito das “cidades criativas” [!] (...) que consiste na teoria dos três T : tecnologia, talento e tolerância [?] como chave do desenvolvimento económico (...) “As classes criativas ...querem viver em locais onde podem reflectir e reforçar a sua identidade enquanto pessoas criativas. Não querem ser actores passivos no local onde habitam. [!] Querem gozar a cultura de rua [?], mistura de cafés e pequenas galerias [?], onde não se traça a linha divisória entre participante e observador (...) A Covilhã , como cidade média do Interior, mostra já capacidade de resposta aos critérios das cidades criativas para atrair os talentos e fixar pessoas."
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Pensará JG nesta mesma Covilhã, onde se tenta domesticar quase tudo, desde a produção e oferta cultural à concorrência empresarial e à pluralidade de opinião, em particular a publicada? A que espécie de tolerância se referirá? Perante o abuso de poder? Estará JG a pensar na tolerância caridosa para com os que pensam e agem de modo alternativo? Na tolerância para com o crime ambiental e urbanístico? Na tolerância para com a perseguição ou asfixia de pessoas e organizações por motivos políticos? Na tolerância para com a diferença, seja ela de que cariz for, desde que não nos bata à porta? - Poder-se-á aplicar com propriedade o conceito de cidade criativa à Covilhã, à luz daqueles três parâmetros? Não estará JG a extrapolar indevidamente o conceito ou a confundir um desejo com uma realidade? Não estará, enfim, a confundir tolerância com apatia ou, mais grave, resignação? - Numa coisa o Grémio* pode concordar com o nomeado: sem diversidade não há desenvolvimento humano e, sem este, falha o desenvolvimento económico, no município e no país. Por muito que doa a certos arautos, é precisamente aí que falha o discurso triunfalista.

20081026

:)

Ferreira Leite, preocupada com o endividamento do país, afirma que o PSD é contra qualquer obra pública que recorra ao crédito!

20081025

Política "local"

"O discurso dos partidos, a nível local nota-se melhor, é de uma grande pobreza. Sem ideias e sem projectos estusiasmantes (o seu maior projecto é a conquista do poder, tão só) os partidos já não são espaços de acção criativa e, muito menos, de intervenção... política. Os partidos afastaram-se da luta política verdadeira para se dedicarem a jogos de conveniência (a maior parte do tempo ocupam-no com lutas pela distribuição de lugares ou com intrigas de pacotilha)." Café Mondego

20081024

Carlos Pinto desmentido

Pinto parece confundir os planos pessoal e institucional. A demarcação dos autarcas da região do comunicado abusivamente apresentado em nome da Comurbeiras só os dignifica. É pena que na Covilhã tarde tal clareza, a bem da lisura democrática.

20081022

Excelência, com Carlos Pinto?

Carlos Pinto lembrou-se agora, reza a imprensa acólita, de pedir ao governo um pólo de excelência, mas ignora-se se de excelência empresarial, tecnológica, industrial, turística, ambiental, urbana ou cívica. É que em todos estes domínios Carlos Pinto pôs o dedo e em nenhum deles conseguiu levar a cabo uma intervenção competente e acertada.
- Quis fazer um parque de ciência e tecnologia no Tortosendo que até agora se reduz a uma zona "industrial": de investigação, inovação e tecnologia nada tem. Carlos Pinto tem revelado, aliás, um condão especial para repelir investigadores e empresas, bem patente na fraca qualificação das pessoas de que se rodeia (ou que o toleram) e na escassa fundamentação técnica das acções que põe em prática, como no caso do abbate dos sobreiros;
- Quis "remodelar" o Pelourinho e, incapaz de promover um concurso de ideias e envolver os actores sociais mais interesados, acabou com o Pelourinho enquanto praça pública, arruinando por arrasto o comércio tradicional;
- Quis recuperar a zona antiga da cidade e criou uma Sociedade de Reabilitação Urbana que até agora pouco mais fez que demolir e esventrar quarteirões ou alimentar-se a si mesma. Dela, o prof. Esgalhado pouca notícia dá...;
- Quis fazer, ou sonhou, com uma cidade, a "Grande Covilhã" e não fez mais que espalhar loteamentos desconexos entre circunvalações e crateras, onde não há uma rua digna nem se descortina algum princípio orientador;
- Quis fazer uma "aldeia de montanha" nas Penhas da Saúde e tolerou que aquilo se transformasse num subúrbio pretensioso, contrariando a linha de qualificação iniciada nos anos 70;
- Quis fazer um colégio internacional, ao qual ofereceu privilegios obscenos, e foi um logro;
- Quis fazer um centro de artes e desistiu, defraudando as expectativas dos compradores;
- Quis desactivar o (antigo) mercado a pretexto de construir um novo, primeiro no campo das festas, depois no famigerado Gameiro. Oferecido o mercado para estacionamento e um Call Center, anuncia-se a desistência do concurso para o novo mercado;
- Quis fazer passar a ideia de que a Câmara se opunha à criação do Pólo turístico da Serra da Estrela, sem que a Assembleia Municipal tivesse abordado o assunto, envolvendo-se numa lamentável quezília pública que sugere motivações pessoais...;
- Como se não bastasse confundir-se com a Câmara, envolveu-se numa trapalhada de comunicados que desacreditou também o funcionamento democrático da Comurbeiras;
- Quis fazer um discurso de comemoração da elevação da covilhã a cidade e não passou do latimbório trauliteiro a que nos habituou, que envergonha qualquer republicano de boa cepa.
- Excelência? - Há pessoas que não se enxergam, não há?

20081020

Pavilhão Paulo Rosa

Paulo Rosa sonha com o dia em que a Covilhã receberá "grandes competições desportivas nacionais e internacionais", donde deduz a "necessidade estratégica" de construir um pavilhão municipal. - Se não soasse tão anacrónico, próprio do tempo em que as autarquias semeavam naves à toa, malbaratando os fundos de coesão em empreitadas concepção/construção, untos e lápides, arriscava-se a ser levado a sério.

20081018

Patrão, Pinto e o poder "local"

Carlos Pinto diz que a CMC não integra o pólo turístico da Serra da Estrela por [ele 1] discordar dos estatutos, publicados em Diário da República e por [ele 2] se opor à “manipulação de estruturas de raiz municipal para objectivos e lógicas pessoais e partidárias”. Que atrevimento! - Por seu turno, Jorge Patrão afirma: “Pinto já nos habituou a, quando não manda não participa. Não percebo porque é que tem que ser sempre o presidente da CMC a mandar nas coisas”. Um mimo!

20081017

Covilhã Maior apoia Pinto, uma novidade

Até nos viadutos o Covilhã Maior reconhece a inovação que há em Carlos Pinto, pelo que apoia a sua re-re-re-recandidatura em 2009. Sem argumentos, o Grémio* vê-se na obrigação de o citar: “vozes de burro não chegam ao céu”. É um castiço, este Carlos Proença.

Covilhã Shopping: inflexões

Carlos Pinto, em entrevista à RCB, diz que "a câmara foi benevolente no processo [de licenciamento/ encerramento do CovilhãShopping/ Monteverde] (...), até ao momento em que se sentiu enganada pelo administrador do edifício. (...) Para Carlos Pinto ninguém está acima da lei [!] "exigimos licenças a quem constrói capoeiros [Ah!] e não exigíamos a estes senhores só porque têm uma insígnia pensam que estão acima da lei, com a câmara da Covilhã estão enganados". Depois, o JF narra, na mesma edição, que a Câmara da Covilhã fecha o Shopping esta noite, depois que há Obras a decorrerem para tentar evitar fecho do Covilhã Shopping e, finalmente, na última página de publicidade institucional, a Câmara da Covilhã suspende encerramento de shopping. - Note-se que este Shopping terá sido inaugurado há 16 anos pelo mesmo presidente da Câmara. Alguém entende isto?

Já que falamos de inflexões, consegue o lúcido leitor entender o alinhamento assinalado?

20081015

O Ambiente segundo Carlos Pinto

De cada vez que fala, melhor transparece o que o move. Carlos Pinto parece confundir-se com a Câmara e comenta a reclassificação de terrenos no Tortosendo com declarações deste jaez: “de vez em quando vêm umas pessoas de fora, não se sabe de onde, com posições reaccionárias que é o que caracteriza essa associação” ou “a Quercus é um negócio e por isso tem pouca credibilidade na CMC”. (RCB) (+)

Para um autarca com a pretensão de tornar aquela Zona Industrial um Parque de Ciência, fica mal não dar lugar ao conhecimento. É que não tem razão quem quer. - Não haverá na Câmara quem explique a Carlos Pinto que as empresas tecnológicas e os investigadores "de ponta" são geralmente alérgicos à opacidade destes procedimentos e ao mau ambiente provocado pelo "modelo de ordenamento" que vem infligindo ao concelho? - Não haverá quem lhe explique que a degradação ambiental que a sua "política urbana" tem provocado lesará o bem público (de que a economia é apenas uma ínfima parte) a longo prazo? Não haverá quem lhe explique (alguém como o Paulo Rosa, enfim), que a sua postura pode mesmo revelar um desfasamento cultural confrangedor? - Citando Antero, contristam-nos "as misérias morais dos homens que pela posição, pela autoridade, pelos anos, têm missão de dar o exemplo". Pesaroso, o Grémio* tem a franqueza caridosa de lho dizer.

20081014

A cherovia do poder

"Como sabem, na Covilhã tudo serve para "promover" a cidade e o seu grande líder, o mais populista, demagogo político da região." Café Mondego

20081013

Esgalhado e o Mercado Municipal (2)



Take 1: Esgalhado reflecte: "“Ninguém ganhou o concurso [para o novo Mercado Municipal] nos termos em que decorreu”, por as propostas terem “excedido as necessidades locais”, informa João Esgalhado, vice-presidente da Câmara da Covilhã. O autarca adianta que o executivo vai agora seleccionar uma empresa para reformular o projecto, com base em novas directrizes, e apresentar um desenho mais ajustado ao que se pretende. Segundo João Esgalhado as propostas apresentadas no início de Julho tinham uma “volumetria e dimensão excessivas”, uma situação decorrente da liberdade que foi dada, sem restringir suficientemente à partida os critérios.“Temos vindo a procurar soluções, a reflectir sobre a melhor solução. As coisas estão bem encaminhadas para, assim encontremos o financiamento, no próximo ano lançar a obra”, acentua o autarca."NC

Take 2: O Grémio* reflecte, também, sobre as (eventuais) razões para concursos deste género não correrem bem aqui na Covilhã. Continuamos a reflectir, enfim, sobre a reiterada incapacidade do Vereador João Esgalhado, um dos putativos sucessores de Carlos Pinto, em dar explicações convincentes à cidade. - Porque quer Esgalhado "seleccionar uma empresa" na sequência de um concurso público cujo desfecho se ignora? Caberá tal desejo no novo Código de Contratação Pública ou tudo não passa de interpretação equívoca do "jornalista" que no-lo transmite? Não contribuiria o concurso público, aberto à livre e sã concorrência, para elevar a qualidade das propostas e a transparência das decisões, como seria desejável? Estando o Call Center prestes a inaugurar no mercado municipal (talvez para o telemarketing da cherovia...), ainda fará falta "outro" mercado? - Na falta de respostas oficiais, aceitam-se pistas que ajudem a desvendar estes e outros enigmas correlacionados.

20081010

"trolls do condomínio"

"A estratégia dos trolls é simples: consiste em desconstruírem objectivamente as questões relevantes, para que as coisas menores ganhem importância..." Carpinteira

20081009

A água, senhores

Voltou (aqui e aqui) a discussão em torno do aluguer dos contadores. Será ou não um abuso a Águas da Covilhã, EM, cobrar 4,4o € de Tarifa de Disponibilidade?

20081007

Reforma(dos) do executivo camarário

A recente troca de vereadores da Câmara da Covilhã faz com que o Grémio* relembre o seguinte sobre a elite autárquica covilhanense: Carlos Alberto Pinto, o presidente da Câmara, encontra-se reformado desde 2005, com 3099.03 €/mês; Joaquim António Matias, 40 e poucos anos, vereador deposto, estava já reformado desde 2005 com a pensão de 2537.89 €/mês; João Manuel Proença Esgalhado, 40 e poucos anos, vereador, está reformado desde 2005, com 2185.41 €/mês. Segundo a Lei 52/A/2005 (se não houver outra mais favorável), parece que cada um destes pode acumular 1/3 das reformas com os vencimentos de presidente (3.708,00€) e de vereador (2.966,40€), sem contar com os acréscimos referentes a ajudas de custo, subsídios de alimentação, "administração" de empresas municipais, entre outras sinecuras. Reformados ao fim de meia dúzia de anos, estes insubstituíveis ainda declaram com enfado o grande esforço que fazem "por nós", omitindo tais privilégios. Também por esta razão se conclui que a não limitação dos mandatos perverte e enquista a República.

20081005

Viva a República!

Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária”. Constituição da República Portuguesa, artº1º

Em prol da elevação do padrões cívicos, o Grémio da Estrela* combate a obscuridade na relação política entre o cidadão e o Estado, em particular nas áreas da administração pública local, onde falece a ética republicana. Guiados por esse imperativo, celebramos hoje e sempre os valores fundamentais da República: Liberdade, Igualdade e Fraternidade!

20081003

Cândido(ato) PS

Telma Madaleno, em nome duma tal Comissão Política Concelhia do PS Covilhã, desmente a candidatura de Margarida Lino à Câmara, que a própria já havia desmentido... Foi lamentável conhecer 4 hipotéticos e inconvenientes candidatos do PS. Podendo embora haver contra-informação do polvo PSD, o comunicado de TM reduz a política a meras formalidades de secretaria, nada mais!

Bernardino Gata, o PSD e a coisa pública

Segundo consta, Bernardino Gata, destacado membro do PSD covilhanense, parece ter edificado a sua própria casa em terreno pertencente ao domíno público municipal. A Assembleia Municipal, que aquele senhor lidera, terá agendado a passagem desse terreno ao domínio privado... por cerca de 200€!

20081002

A rotunda que falta

O Grémio* dá uma ideia para a Rotunda Carlos Pinto, junto ao Centro de Artes, no encalço da fabulosa série que alinda a cidade.

20080930

Situação Financeira da Câmara

"...o Senhor Presidente da Câmara [da Covilhã] nunca cumpriu a sua obrigação legal de facultar aos membros da Assembleia Municipal Informação escrita sobre a actividade da Câmara e a sua situação financeira." BE, Serra dos Reis
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Assim, ninguém poderá analizar a bondade das afectações dos 12.582.090€ transferidos, só em 2008, dos Impostos do Estado, fora outros fundos, empréstimos e produto da incógnita venda de património. Talvez essa omissão sirva para camuflar o passivo de uma gestão calamitosa, que se presume ronde os 100 milhões de euros, sem contabilizar as empresas municipais (AdC e SRU), à custa de obras mirabolantes que pouco contribuem para melhorar a vida das pessoas. - A ser verdade, é espantoso que num país que se diz democrático haja quem se julga acima da lei, não é?

20080929

Democracia, com conhecimento de causa

"Antigamente os portugueses não falavam porque tinham medo de perder a liberdade; agora não falam porque têm medo de perder o negócio". Manuela Ferreira Leite
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Leia a análise de Henrique Monteiro e reflicta sobre a razão daquelas palavras, vindas de quem vêm. Acha coerente uma senhora que diz aquilo sobre o défice democrático ter Carlos Pinto por mandatário distrital?

20080926

Impostos municipais...

Segundo o Público, cada português pagou cerca de 235 euros em impostos municipais em 2007, resultantes do aumento do IMI e do IMT cobrados pelas câmaras. Pior que pagar, é ver como o gastam!

Prémio Romão Vieira (2)

Segunda nomeação de Eduardo Alves ao Prémio: "Complexo da ADE pago pela câmara (...) A câmara serrana “vai assumir o financiamento integral desta obra porque as candidaturas da ADE à administração central não tiveram sucesso”, explica o social-democrata responsável pela equipa autárquica. Uma decisão, que na óptica do edil é tomada porque “o Governo não apoia estas obras, não valoriza a acção destas entidades, destas associações que têm um papel relevante no apoio à juventude e portanto a câmara tem que se substituir ao Governo”." Urbi
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Afinal, quem é que paga a obra que a ADE não consegue financiar pelas vias normais? Carlos Pinto ou nós todos, através dos impostos canalizados para o OE? Não haveria vantagem em distinguir o plano pessoal do institucional, sem titulares que alimentam o eleitoralismo bacoco? - O Grémio* pede um pouco mais de jornalismo, sff!

Sanatório

Será desta que recuperam o Sanatório?

20080925

Pavilhão da sopa!?

Do executivo PSD que preside à Câmara já se viu de tudo, mas querer fazer um pavilhão para acolher a Feira e a Festa das Sopas de S. Miguel (!), que se realiza uma vez no ano no Tortosendo, começa a roçar os limites da sanidade mental. O Grémio* sugere que se use o pavilhão do Unidos, que está às moscas, ou arrende o pavilhão da RUDE, que nunca serviu para nada, a não ser "cristalizar" dinheiro comunitário (nosso, portanto) destinado ao desenvolvimento rural. Será que Carlos Abreu e Carlos Pinto querem continuar a ganhar eleições à custa de obras deste jaez, absolutamente desnecessárias?

20080923

Paulo Rosa, quem é?

A propósito de algumas notícias recentes sobre a "reforma" do executivo camarário, que se resume à promoção de Paulo Rosa a vereador e à proscrição de Joaquim Matias: Paulo Rosa, "pessoa extremamente valiosa" na voz de Carlos Pinto, terá então interesses e competências tão diversos que justificam a sua nomeação para as áreas em questão (cultura, Acção Social, Saúde, Educação, Juventude, Associativismo, Séniores e Desporto, Uff!). Assim, pela primeira vez, a Covilhã tem um Vereador da Cuiltura sem tabus, que tanto publica lúcidos textos de opinião (1, 2, 3, 4 ) sobre actualidade como um vídeo erótico no seu blog pessoal. Ele próprio diz: "a vida deve ser uma festa... De cultura, de tradições e também de opiniões. De todas as idades e de todos os lugares"... O Grémio* contribui assim "para um "Mundo Melhor", dando a conhecer esta elite.
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Como houve sabotagem, veja referencias aqui ou aqui.

20080921

Penhas da Saúde?

"Carlos Pinto acusa o PNSE de conduzir todo o processo [de ordenamento] “erradamente” e deixa um aviso: “Se querem resolver o problema abram os cordões à bolsa.” O autarca defende a manutenção do bairro mas admite que “meia dúzia (de casas) tenham de ser reformuladas no seu posicionamento”. Susana Proença, JF
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Como o Grémio* descreveu noutros posts, parece que estamos perante mais um sofisma de Carlos Pinto, que tolera a ilegalidade desde que capitalize alguns votos indígenas, a pretexto de um qualquer ordenamento; desde que se construa mais e se "abram [mais] os cordões à bolsa". - Para quê? Para ampliar a vergonhosa "favela de montanha" (1, 2, 3, 4)? - Qualquer dia ainda aparecem a defender indemnizações retroactivas para aqueles que, nos anos 80, perderam os seus "haveres" no lindo bairro "de génese ilegal" que se estendia pela Nave de Santo António. - São autarcas destes que mantêm a Covilhã e o País na cepa torta. - Haverá requalificação possível para um bairro de lata? - Mais que deixar avisos, que tal cumprir a lei, como lhe compete, ordenando a demolição das construções (1, 2, 3, 4) que forem ilegais, a fim de salvaguardar o bem público, antes dos interesses privados. É que, como diz o Cântaro, os cidadãos que querem usufruir da Serra da Estrela na sua qualidade de Parque Natural têm direito a algum asseio ambiental. E esses são a maioria!

Carlos Pinto sem razão

Ao que parece, pela quarta vez em pouco menos de um ano, o tribunal não deu razão às queixas de difamação contra cidadãos que ousam criticar a política municipal. Temos dó!

20080920

marca Covilhã

O novo logo da Câmara quer vender a ideia de uma "cidade 5 estrelas", mas o fogo de artifício fica aquém dos lindos brasões das freguesias.

20080918

Estrada para nenhures!


Na imagem vemos mais um bom exemplo da inconsciência da Câmara da Covilhã, liderada por Carlos Pinto. Uma estrada de 4 vias, com separador central, construída há 4 ou 5 anos, com passeios largos, melhores que os de qualquer zona habitada da cidade, já cobertos de mato, candeeiros de iluminação pública, que permanecem acesos toda a noite, etc. Apenas um defeito: a avenida não conduz a sítio algum! Estará prevista uma ligação à Quinta do Freixo?

20080916

Autarquias e desenvolvimento do Interior

"À desertificação galopante têm muitos autarcas respondido com a construção de piscinas, rotundas, pavilhões multiusos e outras infra-estruturas do género, muitas vezes com graus de utilização muito baixos e, sobretudo, sem grande correspondência com as reais necessidades das suas terras. (...) minifúndio institucional - extensão política do minifúndio rural, que vai exactamente em sentido contrário ao que o fenómeno da globalização reclama - tem sido altamente prejudicial para as regiões do Interior do país. Poucos são ainda os presidentes de Câmara que perceberam o óbvio." José Leite Pereira, JN
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A quem é que esta observação assenta que nem uma luva?

20080915

Alternância democrática?

"O partido no poder manipula uma máquina de comunicação e acção pouco democrática. Controla a distribuição dos cargos públicos, com isso tornando o Estado mais vulnerável à corrupção, ao tráfico de influências, ao enriquecimento ilícito. O país está dominado pelo sectarismo partidário, por uma máquina que controla, persegue, corta apoios, gere favores. Vive-se um clima antidemocrático pouco saudável e desconfiado." Rafael Barboa, JN, 15/09

20080911

Prémio Romão Vieira (1)

O Grémio da Estrela propõe a candidatura de Eduardo Alves ao novel Prémio Romão Vieira* do jornalismo universitário, com base nos seguintes extractos de uma notícia (?) sobre a Feira de São Miguel: "Tortosendo ... maior vila do concelho... festa da padroeira... uma das maiores feiras da região post.... a maior vila do concelho da Covilhã... festa em honra de Nossa Senhora da Oliveira... festa da padroeira da “vila Operária”... procissão de velas... dois milhares de fiéis... eucaristia... Junta de Freguesia do Tortosendo... actividades lúdicas e culturais... Grande Noite de Fados... Nossa Senhora dos Remédios... das mais conhecidas instituições escolares... Caminhada de São Miguel... sardinhada de São Miguel oferecida pela Junta de Freguesia ... uma das mais emblemáticas iniciativas da vila... edição das “Sopas do Tortosendo”... habitantes da vila... com a presença de mais de dez casas comerciais... Grande Prémio de Atletismo São Miguel.... Montaria aos Javalis... Feira de São Miguel. Um dos principais certames agrícolas e comerciais de toda a região Centro"Urbi - Haja dó!
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* Vulto do jornalismo regional e cronista de mérito do Jornal do Fundão, conhecido pela isenção, equidistância e espírito crítico com que cobre todos os assuntos relacionados, directa ou indirectamente, com a Câmara da Covilhã, que há muito merece um prémio de reconhecimento pelos altos serviços prestados.

20080910

Chantagem de Carlos Pinto (1)

Fernando Casteleira, Presidente da Junta do Peso, confessa na RCB que foi pressionado por Carlos Pinto, Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, a trocar de partido (PS por PSD), como condição para a construção naquela freguesia da ambicionada ponte entre o Peso e o Pesinho, baptizada Ponte Carlos Pinto! (DXXI, p.13) Aqui temos um bom exemplo da cultura democrática praticada no concelho, com padres à mistura. Será caso único?
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Adenda 1: a MC revela o caso semelhante da Junta das Cortes.
Adenda 2: O essencial desta notícia é dar-nos a perceber que há quem não olhe a meios para se manter no poder, que usa os cargos públicos para satisfazer interesses e vaidades particulares, que as populações são tanto mais manipuláveis quanto maior o grau da sua ignorância, que esta Câmara é um embuste, enfim, que a democracia está doente porque não se vê alternativa a isto. O GE* tem dó de ambos os protagonistas. Quem cedeu também demonstra bem o seu carácter. Há quem lhe chame a profissão mais velha do mundo... O lodo começa a emergir.

20080908

Câmara cobra taxas máximas

Afinal, as necessidades financeiras impelem a autarquia a manter as taxas da Derrama e do IMI no máximo permitido por lei. Já antes (I, II) o GE* previu que caberia aos munícipes pagar os desvarios. (+) Assim, Carlos Pinto demonstra a sua sensibilidade social para com as famílias e as empresas, aflitas perante o crédito hipotecário. Tal como a Câmara, aliás.

Comerciantes para o matadouro!

Bom título para caracterizar o abate do tecido comercial (e do belo centro histórico) da Guarda, quando da abertura do Guarda Mal(l). Por entre as loas, espera-se algum sentido crítico.

20080904

RUDE e ADERES disputam coutada

A concorrência entre a ADERES e a RUDE pôs em risco 25.000.000€ que a região podia receber do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER). As duas associações de desenvolvimento(?) propunham-se "gerir" o mesmo território, facto inédito no país que implicou a reprovação das duas candidaturas (DXXI). O presidente da ADERES (Serra dos Reis, PS) responsabiliza a direcção da RUDE (Carlos Pinto, PSD). Virá a Pinus Verde apaziguar?

20080902

Ordenamento da Serra da Estrela

Pelos vistos, a Câmara da Covilhã não encontra grande utilidade no Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra da Estrela, talvez por este reprovar a tendência de actuação do executivo encabeçado por Carlos Pinto, representante da Associação Europeia dos Eleitos de Montanha, note-se!

20080816

Mais-valias ilícitas em operações urbanísticas

"Se um terreno pode ou não ser reserva agrícola é uma decisão da qual pode depender a fortuna de um empresário e do seu sócio oculto, emboscado num organismo público" Saldanha Sanches, Expresso, 17/10/2001
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Haverá casos destes na Beira Interior?

20080814

A liberdade

Em Portugal, país onde a liberdade (e o dever) de expressão escasseia, o Mirante recorda-nos Maiakovski

"Na primeira noite, eles aproximam-se
e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam o nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra
sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo o nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada."

Carlos Pinto, Joaquim Matias e Rocha de Almeida

Deu entrada no Grémio* mais uma pérola da lógica eleitoralista da Câmara Municipal da Covilhã: um documento elaborado por Rui Rocha de Almeida em 2005, por acordo com Vereador Joaquim Matias, que Carlos Pinto não quis pagar, segundo consta, sob a justificação de que não se tratou de uma "encomenda formal" da Câmara. Alegadamente para "evitar eventuais "plasmas" futuros das ideias, pistas e projectos nele apresentados", o autor optou pela sua publicação, na íntegra, aqui. - Zangam-se as comadres... acaba-se o pró-activo. É triste.

20080812

Empresas Públicas / Municipais

O que escreve Mário Crespo no JN sobre as EPs aplica-se que nem uma luva às empresas municipais. Transcrevemos um excerto.
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"Nada nos objectivos e missão da Águas de Portugal a capacita para entrar nas ruinosas negociatas internacionais agora denunciadas pelo Tribunal de Contas. O que permitiu esta situação na AdP e noutras empresas públicas foram as interpretações abusivas do seu estatuto autonómico e o laxismo cúmplice de tutelas incapazes. (...) Outras empresas públicas faziam o mesmo com a inebriante liquidez que o ECU nos trazia, e de repente, funcionários públicos mascarados de gestores privados passaram gerir esses sectores do Estado opados com dinheiros comunitários e a comportar-se como magnates num confortável jogo de monopólio com dinheiro a sério, que não era deles e que e parecia inesgotável. No processo foram desbaratando activos que são propriedade do povo português. (...) Um pormenor importante: as alterações do estatuto das empresas públicas que lhes deram esta latitude e impunidade para esbanjamento do património nacional verificaram-se entre 1985 e 95. Era primeiro-ministro o professor Aníbal Cavaco Silva. Tudo o que veio depois é consequência de um modelo tragicamente errado."

20080811

As piscinas da Covilhã, ainda

As trapalhadas que envolveram a construção das piscinas (anteriormente descritas) não acabaram com a inauguração. A fazer fé nos jornais da paróquia, ambas as piscinas têm capacidade para acolher 3.400 pessoas. Ou seja, nas contas do GE*, proporcionam uma área de banho de 0,7m2 por pessoa, o que mal dá para abrir os braços. Mas Carlos Pinto diz que “são estruturas de lazer destinadas não só para a cidade, mas capazes de atrair visitantes de toda a região”; desde que dispostos a desembolsar entre 1,5 e 5 euros (DXXI). Por seu turno, o Urbi aguardava há muito esta estrutura: "Carlos Pinto, autarca serrano diz agora que os munícipes já têm locais de lazer" e considera-a “a melhor piscina do nosso País”, provavelmente devido"ao simulador de ondas que permite que a água desta piscina tenha ondas reais, semelhantes ao movimento do mar" e por só funcionar no Verão. Isto, claro, por cerca de três milhões de euros. Pensando provavelmente nas belas traseiras da Av. da ANIL e na cobertura do inefável pavilhão da RUDE, Carlos Pinto garante que esta obra "tem um enquadramento paisagístico que poucas têm" e virá a tornar-se num "atractivo à fixação de população jovem"! O GE* exulta com a visão do edil, plasmada na frase castiça que chega a apetecer comentar em vernáculo: "podemos dizer que fomos buscar o mar até à Covilhã porque fizemos as ondas". Isto, apesar do "dinheiro do Terreiro do Paço não se ver no interior", transcreve O Interior. Agora, uma semana volvida sobre a inauguração, parece que a piscina municipal do Teixoso tem de ser encerrada para obras de manutenção (BE), graças a uma fissura... É o preço da pressa.

Os jovens e a política

Os jovens desejam preparar o futuro: "os partidos têm uma máquina enferrujada a funcionar mal e com deficiente sistema de representação política, deparando, consequentemente, com a indiferença dos cidadãos, nomeadamente os jovens, por natureza generosos. (...) Os jovens querem ter um papel na política, interessando-se pelos problemas fundamentais, como a precariedade de emprego, as energias alternativas, a emigração, a paridade de oportunidades entre géneros, o tratado de Lisboa. Pretendem discutir temas sérios, lutar contra o cinzentismo das vidas e reclamar o direito à liberdade, à vida, à imaginação." Para ler com atenção, n'O Mirante.