20090116

Transparência ou escândalo na Covilhã?

Pesquise o caro leitor pela palavra "Covilhã" no site transparencia-pt.org e ficará a saber, entre outras coisas maravilhosas que a internet nos dá e que nem sempre saem no BASE, que a Câmara da Covilhã gastou, pelo menos e até agora €159.078,50 (Executive media: € 74.879,00, worktek: €39.725,00€ + Zenki: €24.94450 + Bus Consulting: €19.500,00), quase Trinta e dois mil contos em campanhas publicitárias do género da Covilhã cinco estrelas. Trinta e dois mil contos por uns cartazes e uns anúncios...! Pagou €60.769,00 por um painel electrónico à Data Display... quase 100.000,00 por um estudo de impacte ambiental... etc., etc.,- Fica também na posse de outras informações úteis para perceber como é esbanjado o dinheiro dos seus impostos. Quase tudo sem concurso público e com o critério que convém às "boas práticas" autárquicas.
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Como há pouco quem investigue estes factos (e aquele site mais dia menos dia deve desaparecer...), para que possa o leitor tirar as suas próprias conclusões sobre o lucro ou as vantagens deste "investimento público", transcrevemos infra uma síntese das despesas contraídas em Novembro e Dezembro de 2008 pelo Município da Covilhã:

8829

Tecnat, LdªEmpreitada de trabalhos de alteração do edificio do Mercado Municipal da Covilhã e instalação de ascensor153.916,00 €
8827

Tecnat, LdªFornecimento e aplicação de materiais de construção no edificio do Mercado Municipal da Covilhã108.022,00 €
11647

Coba, SAElaboração do projecto de execução e estudos ambientais do sistema de adução entre a barragem da Ribeira das Cortes (Penhas II) e a ETA da Varanda dos carqueijais98.250,00 €
11654

Coba, SAElaboração do projecto de execução e estudos ambientais do sistema de adução entre a barragem da Ribeira das Cortes (Penhas II) e a ETA da Varanda dos carqueijais98.250,00 €
9425

Bastoclean, LdªPrestação de serviços de limpeza do edificio do Mercado Municipal e edificio da Tinturaria82.904,30 €
11659

Executive mediaCampanha publicitária da nova imagem da Covilhã74.879,00 €
8675

Data Display Portugal, SAFornecimento de um painel electronico de informação60.769,00 €
11609

Alberto Carvalho & Filhos, SAFornecimento de um veiculo de marca Citroen, modelo C6, 2.2 HDI, exclusive43.221,30 €
11635

Worktec, LdªFornecimento de peças de sinalização de rotas culturais da Covilhã39.725,00 €
11675

AnimativaContratação outsourcing de técnicos de desporto38.900,00 €
9853

Valerio & Valerio, LdªEmpreitada de requalificação urbana da Rua Padre Alfredo - Unhais da Serra37.152,60 €
9073

Restaurante e Residencial Senhora da LombaFornecimento de refeições para o almoço comemorativo de Natal do cartão social municipal31.250,00 €
8668

Restaurante e Residencial Senhora da LombaFornecimento de refeições para o almoço comemorativo de Natal do cartão social municipal31.250,00 €
11625

Alcriestor, LdªFornecimento e colocação de janelas na Escola de S. Silvestre, Covilhã25.312,30 €
11622

Jorge Silva, Victor Neto, Fernandes & Associados, SROCOrganização e acompanhamento da implementação da contabilidade de custos da autarquia25.000,00 €
11619

Zenki, LdªCampanha publicitária da nova imagem da Covilhã24.944,50 €
9477

JAL - Jeronimo Alves LourençoFornecimento de peças para promoção/divulgação do concelho da Covilhã e da região23.900,00 €
11628

Electro - Belarmino, LdªTrabalhos de ligação aos postos de transformação na piscina praia da Covilhã e piscina do Teixoso22.782,40 €
11613

António Homem CardosoLevantamento fotográfico do património eclesiástico do Municipio da Covilhã20.000,00 €
9426

Bus ConsultingConcepção grafica da campanha de comunicação da nova imagem institucional Covilhã Cinco Estrelas19.500,00 €
4390

REGACENTRO - COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES, LDAPRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE CONSTRUÇÃO E FORNECIMENTO DE UM COLECTOR POLIGONAL EM AÇO INOXIDÁVEL.18.130,00 €
11641

Marco Paulo Antunes PereiraDemolição de edifício sito na Rua Pedro Alves / Escadas da Boavista, Covilhã15.540,00 €
12557

Associação Protectora de InfânciaFornecimento de refeições para o ano lectivo 2008/200913.200,00 €
6652

Marco Paulo Antunes PereiraFornecimento de maquinaria destinada à demolição de um imóvel situado na Rua 6 de Setembro, 38/40, na Covilhã13.110,00 €
11656

Lambelho & Ramos, LdªFornecimento de 222 toneladas de massa asfáltica a quente11.921,40 €
9403

Normacartaz, LdªFornecimento de 2.000 pens11.400,00 €
11671

Joaquim Gouveia Pereira, LdªAdjudicação de circuito especial de transporte escolar para o ano lectivo 2008/200911.305,00 €
11632

Marco Paulo Antunes PereiraDemolição de edifício no Largo de S. Silvestre, 13, na Covilhã9.130,00 €
13558

Centro Social Comunitário do PesoFornecimento de refeições para o ano lectivo 2008/20098.250,00 €
11667

Marco Paulo Antunes PereiraDemolição de edifício situado na Rua do Espirito Santo, 10, em Vila do Carvalho7.250,00 €
11607

Guerreiro, marques & Teofilo, LdªTrabalhos de fornecimento, aplicação e pintura de isolamentos em poliuterano, na Biblioteca Municipal7.000,00 €
11617

Noticias da CovilhãImpressão de 500 livros recortes da história da Covilhã6.000,00 €
11636

Gravo Industria de Medalhas, LdªConcepção e cunhagem de medalha comemorativa dos 50 anos do edifício dos Paços do concelho5.750,00 €
4613

Inegi, LdªPrestação de serviços de estudo da avaliação do potencial eólico do concelho da Covilhã5.700,00 €
Despesa total correspondente:1.203.614,80 €

20090115

A canção da Covilhã...

Eis o hino (click e ouça) de Ferreira Torres! Se a moda pega... A própósito, ainda se lembram da "Canção da Covilhã", alegadamente encomendada por um ilustre autarca ao Tony Carreira?

20090114

Fantasia 05 - Teleférico

Do teleférico da Covilhã, anunciado com grande pompa nos idos de 2002, resta esta imagem de arquivo, umas brochuras e o belo aquário das Galerias S. Silvestre, que os forasteiros (gente de fora) podem ver aqui . As obras virtuais e os anúncios retumbantes não se ficam por aqui. Continuam a guiar a alma mater covilhanense e a justificar idênticos e aberrantes atentados patrimoniais na cidade. Lá iremos.

20090113

Planeamento urbano, por Carlos Pinto (humor)

O Grémio* transcreve parte de uma entrevista do edil covilhanense, publicada a 13.03.2008 no portal do Conselho da Europa, para que possa o dilecto leitor pasmar com a contradição entre o que alguém pode dizer e fazer nesta matéria, sublinhando o que destoa. - Com o PDM em véspera de revisão, talvez seja a hora de pôr em prática algumas destas teses sobre as "cartas urbanas", mostrando que sempre é consequente e faz o que diz.
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"Carlos Pinto, Mayor of Covilha (Portugal), presents the advances and the challenges of this "Urban Charter II". The new instrument will lay more emphasis on participation and integration and will also have to be more broadly disseminated than its predecessor. Question: Fifteen years after its adoption, the Urban Charter is to be updated: why had the time come to revise it, and what changes are being made?

Carlos Pinto: Fifteen years is a long time, and the world has changed enormously over this period, as have cities too of course. Globalisation and new developments in trade, European unification and growth in local democracy have radically changed the way cities function. Their political role has been enhanced, but they are sometimes in competition with each other and must increase their attractiveness. Issues such as migration or young people's role and place are no longer raised in the same terms. Citizens also want to participate in civic affairs and are voicing new demands, for instance in the environmental and cultural spheres. The new charter must answer these expectations, while paving the way for the city of tomorrow - well-governed, participatory and integrated in its economic, social and natural environment. (...) We want the urban charter to be of use to city-dwellers themselves, since they are the real urban players. We are aiming for a charter close to people, not a "stratospheric" document. I would also like it to be distributed to all those responsible for urban development, such as architects and town planners. It must also be pointed out that, although the charter concerns cities, it is just as important for rural areas, which have close links with the cities..."

20090112

João Esgalhado acredita...

"O vice-presidente da câmara municipal da Covilhã [João Esgalhado] está convicto que Carlos Pinto apresenta recandidatura à presidência da autarquia." RCB

O Expresso "esclarece" Carlos Pinto

O Expresso, "jornal centralista da capital", como lhe chamou o vereador Luís Barreiros num jornal da paróquia, veio esclarecer o anterior "esclarecimento" dado por Carlos Pinto e Arménio Matias em nome da Rude.

Como se não bastasse tamanha insurreição, o Expresso reitera os argumentos sobre a visionária campanha Covilhã Cinco Estrelas, faz notar a performance da Rude (a pior classificada das associações de desenvolvimento Leader do país) e, sem receio, ousa divulgar uma suposta violação do PDM pela moradia do autarca queixoso. Não havia necessidade! (Imagem do Carpinteira)

20090111

Fantasia 04 - Estação Intermodal

"Em Março de 2005, segundo as garantias do sô presidente, qualquer basbaque mais atento, poderá/poderia ver as obras arrancarem em breve (...) Em fase de conclusão, segundo o site da Invesfer, está/estava o Plano de Pormenor. Mas não é tudo, também está/estava previsto a criação de um complexo habitacional, equipamento e serviços, com estacionamento em cave, com 18 mil e 100 metros quadrados, novas áreas verdes, arruamentos e espaços públicos tratados. Passaram quatro anos; nós fomos lá, e de facto, a única remodelação que encontrámos foi a do café do Horácio...." Carpinteira

20090109

Prémio Romão Vieira (4)

Desta vez, nomeamos o próprio RV ao prémio homónimo, pelo seguinte título no prestigiado Jornal do Fundão: "Câmaras da Covilhã e Fundão impugnam eleições do PTSE [Pólo Turístico da Serra da Estrela]". - Não, caros leitores, ainda não houve impugnação, apenas a costumeira futurologia do jogral. As "câmaras" da Covilhã e Fundão terão apresentado uma providência cautelar, mas RV parece dar por adquirida a impugnação, escrevendo que, citamos, "a maioria dos municípios da corda da serra também já discordou dos estatutos do PTSE, publicados em Outubro de 2008". Perante jornalismo com tais pergaminhos, o Grémio* lamenta ter de lembrar que não foi bem assim...

20090108

Fantasia 03 - A neve

Esplendor "cinco estrelas", no Cântaro.

Excepcional!

"... a pretensão do Governo dispensar as autarquias de concurso público para obras até cinco milhões de euros (...) "é um mau princípio, uma medida grave, muito perigosa e discricionária porque favorece o tráfico de influências e a corrupção a nível do poder local", sublinhou Saldanha Sanches em declarações à agência Lusa." O diploma a apreciar hoje em Conselho de Ministros permitirá ao Estado, directamente ou através de empresas e institutos públicos, e aos municípios, também directamente ou através das suas empresas e demais entidades sujeitas ao Código dos Contratos Públicos, recorrer ao ajuste directo para contratos até 5,1 milhões de euros no caso de empreitadas de obras públicas e até 206.000 euros para locação ou aquisição de bens móveis ou prestação de serviços." Público

Vereador da cuiltura "desapareceu"

Paulo Rosa, novel vereador da cuiltura, desertou do ciberespaço. A homepage do seu Mundo Melhor refere agora "non-existant blog". Vereador virtual, em contra-corrente ou simplesmente sem assessoria adequada ao seu gabarito?

20090105

Urbanismo 5 estrelas (3)



Outro loteamento bem esgalhado, junto à Faculdade de Medicina. A cidade vai-se transformando "nisto". Para cúmulo, há quem se ofenda com a crítica.

20090103

Esclarecimentos 5 estrelas

Decorre no Carpinteira um debate sobre o "esclarecimento" da Rude à campanha Covilhã, cidade cinco estrelas. Aprecie a elevação.

O exemplo vem de cima!

"Fernando Ruas, presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e da autarquia de Viseu, vai ser julgado... pelo crime de incitação à violência. Motivo: há três anos mandou os seus munícipes correr os inspectores do Ambiente "à pedrada"... DN

20081231

Bom Ano*
São os votos do Grémio da Estrela*

20081230

Pinto e os idosos...

Soube o Grémio* que a CMC promoveu um "convívio de Natal" para 3.000 idosos. Além do almoço, tal convívio foi abrilhantado com actuações de "artistas" convidados (Emanuel, Clemente, Romana e Luís Filipe Reis) e encerrou com o habitual discurso de Pinto contra o centralismo (que certamente pagou o regabofe).

Pinto viu neste evento um meio de "celebrar a amizade". Uma velhinha achou mesmo que "O presidente da Câmara Municipal é visto pelos que estiveram presentes como uma pessoa que se preocupa com os problemas dos mais velhos. É muito bom o amor que o presidente tem pelos idosos, muito diferente daquelas pessoas que os abandonam"!

Não obstante a merecida confraternização de idosos e o reconhecido dever da Câmara em pomovê-la, a forma algo desproporcionada deste evento corre o risco de ser considerada eleitoralista, se não oportunista. Não será discutível gastar em cachets de artistas e festas deste tipo o suficiente para uma política de acção social continuada, que não há?

"Aeroportos" nas GOP camarárias

CASTELO BRANCO - "66 milhões de orçamento para 2009 (...) voa para o aeródromo de Castelo Branco (...) ganhando o concelho uma nova centralidade." Reconquista

COVILHÃ - "Carlos Pinto interveio para dar conta de alguns projectos em carteira. Aeroporto da Covilhã, com a compra de terrenos em 2009..." Diário XXI
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Faz sentido as câmaras de duas cidades tão próximas elegerem os "aeroportos" como grande opção do Plano para o próximo ano? Não lhe parece desperdício a mais, em época de crise, havendo tanto para fazer na cidade, com e para as pessoas? Parece-lhe lícito avançar para a compra de terrenos sem que sejam divulgados os pareceres favoráveis das entidades que tutelam a aeronáutica em Portugal, os estudos de impacte ambiental..., e sem uma discussão pública aprofundada desta "prioridade"? Que pensarão os partidos com assento na assembleia municipal da Covilhã destas opções visionárias?

20081229

Cabeças (de lista) do PSD

A um ano de eleições, convém recordar a estratégia seguida pelo PSD no distrito de Castelo Branco em 2005. Será de esperar mais do mesmo, isto é, paraquedistas impostos pelo secretariado nacional - o que menoriza os líderes locais e desautoriza os órgãos regionais dos partidos -, ou os círculos regionais conseguirão dar sinais de vida?

20081228

Obras de fachada

"Há poucos meses atrás, a CMC propôs a elevação do condomínio da Covilhã à categoria de capital da cultura patrimonial; foi uma tirada de mestre que ofuscou a inteligência da canalha e pos em marcha um plano para o recolhimento dos basbaques. O indígena já começou a habituar-se às arengas, e fica parvo frente à quixotesca apologia do património da cidade neve. Ora, este espantoso desvario festivo, fica bem evidente, e torna a coisa mais edificante, no conjunto de elementos estéticos redentores deste prédio no pelourinho: No princípio foi um simulacro de incêndio negligente, realizado num dia de festa, em que o sô presidente esteve ausente. Depois cobriu-se a miseria com a bandeira do Vaticano (vá lá saber-se porquê). Agora, pintaram se as janelas de branco. Antes assim." in Carpinteira

20081227

Ilídio Reis vs Telma Madaleno

"Ilídio Reis lamenta (...) "os comportamentos da presidente da concelhia e alguma descoordenação do PS nos últimos tempos, de que é exemplo a última assembleia municipal da Covilhã" em que os deputados socialistas entraram mudos e sairam calados. Para o presidente do núcleo socialista de Cortes do Meio estes problemas têm um rosto, Telma Madaleno, que "se tiver olhos na cara verá que não reúne condições para continuar a presidir uma concelhia como a da Covilhã". RCB

Plano e orçamento da CMF

"Uma autêntica "novela". A votação do plano e orçamento da Câmara do Fundão, na passada semana, foi um daqueles "filmes" em que quase tudo aconteceu. Entrada e saída de autarcas da sala de reuniões, críticas e até, em determinado momento, falta de quórum. É que os vereadores socialistas recusaram-se a votar o plano alegando que os documentos não foram entregues a fim de serem analisados." Urbi

20081226

Boas Festas*

20081223

Casa de Carlos Pinto viola PDM, diz DRA

A notícia do JN que o Grémio* abaixo transcreve indicia o grau de despotismo que se atingiu na Covilhã. Carlos Pinto reduz tudo a questões pessoais e partidárias. O lúcido leitor certamente perceberá o que está em causa e onde vai a displicência.

"Casa de autarca na mira da fiscalização - Direcção Regional de Agricultura diz que moradia do presidente da Câmara viola Plano Director Municipal. A Inspecção Geral da Administração Local está a investigar uma denúncia de ilegalidade na construção da habitação particular do presidente da Câmara da Covilhã. A Direcção Regional de Agricultura diz que 'a obra deve ser embargada'.

Num ofício/denúncia enviado à Inspecção-Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAOT) e à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC), que fiscalizou a obra em causa, diz que a moradia do autarca Carlos Pinto está em "claro desrespeito pelo Regulamento do Plano Director Municipal (PDM)". Na mesma denúncia onde pede a intervenção das autoridades fiscalizadoras, a DRAPC sublinha uma outra "ilegalidade" cometida no proccesso de construção da imponente moradia do presidente da Câmara da Covilhã: "não foram acautelados os procedimentos administrativos necessários à obtenção de pareceres prévios relativos ao fraccionamento de prédios rústicos e à definição da unidade de cultura".

De acordo com o PDM, a casa de Carlos Pinto, localizada junto ao aeródromo da Covilhã [aqui], num local tranquilo e de boas vistas, está a ser construída num terreno designado de "Espaço agrícola complementar e de protecção e enquadramento". Segundo o Plano de Urbanização da Grande Covilhã, ainda não aprovado, o mesmo terreno está inserido em "Zona urbanizável de alta densidade", ou seja, destinado a grandes prédios, de vários andares. O que não é o caso da moradia do presidente da Câmara Municipal.

Para merecer o licenciamento da autarquia da Covilhã, já emitido/aprovado, houve necessidade de fazer um destaque (desanexação) do terreno do autarca do PSD. Ora, diz a DRAPC, tal não poderia ter acontecido sem o parecer vinculativo deste organismo agrícola, coisa que não ocorreu. Logo, assegurou ao JN fonte do Ministério da Agricultura, "qualquer fraccionamento do prédio rústico em apreço é ilegal e, por conseguinte, o licenciamento camarário não é válido"

Defende a mesma fonte que "a casa do presidente da Câmara tem de ser embargada, sob pena de se pensar que o crime compensa e de nos questionarmos se estamos num Estado de Direito ou de mais ou menos Direito".

Ao JN, o líder da DRAPC, Rui Moreira, limitou-se a confirmar a fiscalização à moradia de Carlos Pinto e o envio da "denúncia de ilegalidades" para a IGAOT e CCDRC, mas esclareceu que de ambas as entidades não recebeu qualquer resposta. Fonte da CCDRC disse ao JN que aquele organismo não recebeu qualquer denúncia. E recusou comentar o assunto.

O IGAOT acusou recepção do ofício, que remeteu para a Inspecção Geral da Administração Local, a qual está a investigar o caso. A Secretaria de Estado da Administração Local prometeu ao JN comentar o assunto, mas furtou-se sucessivamente a fazê-lo até à hora do fecho desta edição.

Carlos Pinto, depois de assegurar que a obra está licenciada e é legal - "estou tranquilo, durmo bem para os dois lados", disse - preferiu atacar a figura de Rui Moreira, afirmando que "o denunciante era especialista em falências de adegas cooperativas e agora derivou para outra especialidade, a de perseguir autarcas, em vez de acompanhar a vida dos agricultores, porque é para isso que é pago". "Só porque tem o cartão do partido [PS] pensa que pode fazer tudo, mas não pode", afirmou, em tom enérgico." Miguel Gonçalves, JN
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Afinal, quem é que pensa que pode fazer tudo? Lembram-se da Quinta do Freixo? Temos dó.

Cruzamento 5 estrelas (2)


O Carpinteira lançou um interessante debate sobre um cruzamento "cinco estrelas". O Máfia da Cova "apadrinhou-o": "Haverá quem aponte a construção de rotundas [1, 2 e 3] como um exemplo de desperdício de recursos pelo poder local. Mas também há quem defenda que são a única verdadeira invenção do urbanismo moderno..."

20081222

João Esgalhado...

"Foi arquivado pelo Ministério Público, o processo no qual João Esgalhado, vice-presidente da Câmara Municipal da Covilhã eleito pela lista do PSD, era arguido. Sob este autarca recaíam suspeitas da prática dos crimes de abuso de poder e corrupção passiva para acto lícito." JF (Fotografia do cortejo Covilhã em Festa, adaptada à quadra natalícia)

20081219

'De carrinho', Luís Barreiros?

Aparentemente indignado com a insurreição do NC (18/12, p.29) ao divulgar a eventual fraude da campanha Covilhã, Cidade Cinco Estrelas, o excelso vereador Luís Barreiros foi contundente: "O NC cita as aldrabices escritas pelo jornal lisboeta [Expresso] (o centralismo até aqui afirma o seu poder, vindo de lisboa analisar factóides locais, com jornais da Covilhã a reproduzirem com deferência o que se publica em Lisboa, para dizer mal) e alinha com comentários, como "Um saco azul para publicidade da Câmara"." - O Grémio* considera revelador o tom intimidatório perante o jornal e quem ouse pensar, impróprio de um regime democrático: "Finalmente, convém salientar que esta Câmara conhece bem os autores locais que promoveram... uma irrelevância noticiosa sem substância, junto de escribas lisboetas de segunda categoria", diz Barreiros.

Não devia um letrado ir além dos argumentos centralistas? Não devia Barreiros ir à matéria de facto, em vez de ceder à jaculatória vã e à partidarite aguda? Não devia explicar publicamente, enquanto membro da Câmara e da Rude, como Carlos Pinto, os objectivos desta campanha publicitária, paga com dinheiro do contribuinte? Não percebe que nos deve essa justificação? Não devia perceber que lhe ficam mal afirmações daquele género e que um detentor de cargos públicos não deve, nem pode, desqualificar os cidadãos como o fez? Que essa atitude revela entorses de carácter próprias quando se apontam aos outros? Não devia Barreiros perceber que o tom intimidatório usado pela equipa de Carlos Pinto, do género "ponham-se à tabela", é pouco apropriado aos detentores de cargos públicos? Não encontrará o dr. melhor expressionismo verbal que, citamos, "em relação a esta Câmara, vêm de carrinho..."? De carrinho? - Se porventura a boçalidade ainda colhe em política, não será o desprestígio dos autarcas cavado por atitudes desta índole?

20081216

Fantasia 02 - Centro de Artes



Naquele tempo..., corria o ano de 2000, a vereadora da cuiltura, a saudosa Maria do Rosário, antecessora de Paulo Rosa na pasta, anunciara o arranque do Centro de Artes da Covilhã: "a Câmara da Covilhã está em condições de lançar o concurso para o Centro de Artes no próximo mês de Junho". O complexo teria então uma sala de teatro para 200 pessoas e um centro de congressos com capacidade para 600 pessoas. Volvidos 8 (oito) anos, dessa promessa resta o nome da rua e a qualidade estética do sítio que se aprecia na imagem. Para trás ficaram os imbróglios habituais (1 e 2) nesta equipa autárquica, que culminaram na anulação da adjudicação da obra pelo Tribunal Administrativo de Castelo Branco e na posterior desistência de Carlos Pinto (1 e 2) da sua erecção.

20081215

Marketing rural?

"O marketing é como as barrigas, pode empurrar o problema para a frente mas não o resolve. (...) Um dia os subsídios comunitários aos investimento terminarão. E um dia seremos forçados a fazer o balanço do que fizemos. Ter a percepção de que o perigo do autismo nos pode talhar é condição indispensável para que um processo de marketing possa trazer sucesso. No meu marketing rural há apenas uma obrigação, as pessoas do mundo rural são o objecto da minha estratégia e não a estratégia para os meus objectivos." Rui Veríssimo Batista, Chefe de Projecto PIC LEADER+
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Vindas de quem vêm, estas palavras adequam-se duplamente à situação candente entre a Rude, a CMC e o gestor do programa Leader.

Carlos Pinto vs Jaime Silva

"O ministro da agricultura assegura que as verbas do programa “Leader” afectas ao desenvolvimento do mundo rural não podem ser utilizadas para financiar campanhas de publicidade de câmaras municipais. Em causa, as dúvidas levantadas a propósito da campanha “Covilhã, cidade cinco estrelas” que a autarquia candidatou à associação Rude (...) Jaime Silva, ministro da agricultura, pescas e de desenvolvimento rural, é peremptório: não faz parte do programa Leader fazer-se publicidade, pode fazer-se promoção mas daquilo que se está a valorizar que são os produtos transformados da agricultura”." RCB

20081214

Eixo TCT

"A passagem [pedonal]... há um bom par de anos em "pequenas" obras, mas vê-las concluídas, é mentira !" - Um exemplo de que o TCT não satisfaz os mais básicos requisitos da segurança rodoviária.

Carlos Pinto... Rude

Até no insuspeito NC já ecoa a campanha Covilhã, Cidade 5 Estrelas. Citam Carlos Pinto, com cautela: Essa notícia não tem por onde se lhe pegue. É só uma denúncia da ADERES para ver se consegue chatear a RUDE. (...) "Não há problema nenhum. A Câmara adjudicou uma campanha de publicidade e candidatou à RUDE. Ponto final, parágrafo. Tudo o resto é trica" (...) Sem que o assunto seja escalpelizado, surgem dúvidas sobre “um alegado recurso a verbas do LEADER como um saco azul para publicidade da Câmara”, como realça o Expresso. (...) Carlos Pinto, na última sexta-feira, 6, informou que este mês a campanha vai voltar a estar nas páginas da imprensa nacional."
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Significarão estas palavras,
como se lê no Máfia da Cova, que Carlos Pinto, presidente da Câmara, terá submetido a Carlos Pinto, presidente da(s) Rude(s), a aprovação daquela campanha publicitária?

20081213

Fantasia 01 - Jardim botânico

"O projecto de reabilitação paisagística e urbanística do Jardim Botânico foi/está a ser desenvolvido (...) para os visitantes se inteirarem da riqueza arbórea da zona." Carpinteira

20081212

Urbanismo 5 estrelas (2)


Surriba na Boidobra para fazer face à grande procura de habitação no concelho.

20081210

A quem se aplica?

"... este senhor gesticula freneticamente, faz uso de uma verbosidade de feira, continua a ser o que a demissão cívica de uma cidade o deixou ser durante demasiado tempo. Ou seja, convive mal com a crítica, com a pluralidade, com uma opinião pública esclarecida e independente, com tudo aquilo que extravase a rede clientelar do amiguismo e da vacuidade ideológica e política. O que inclui a modernidade, a transparência, uma actividade cultural regular e seus agentes, e um jornalismo independente. Para tiranetes de província do género, o paternalismo e o apagamento da cidadania no seu entorno são o garante da sobrevivência e protagonismo na res publica. (...) chega a ameaçar os críticos, os bloggers que publicamente denunciaram a irresponsabilidade (...) político jubilado, a quem tudo é permitido, pois está em tudo e já não está em nada. O que só em parte é verdade, pois parte da rede clientelar que criou acabou por lhe sobreviver (...) o bom povo ainda o idolatra, ou pelo menos, está certo da sua eterna gratidão. (...) Os melhoramentos e benefícios onde interveio foram actos próprios de um benemérito? Obviamente que não. Um político que exerça cargos públicos é eleito precisamente para cumprir o programa que foi sufragado, tomar decisões sobre o bem comum na circunscrição respectiva. (...) remete menos para a vida pública do que para a virulência de uma ferida narcísica ainda por sarar."
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A quem se poderia aplicar tão eloquente descrição, retirada do Boca de Incêndio, que caracteriza uma atávica e abundante estirpe de políticos do nosso contentamento?

Parque Natural?

"A Serra da Estrela é uma área protegida singular em Portugal, possuindo mais 3 estatutos de protecção. Contudo, é paradoxal e incompreensivelmente uma área que sofre (...) de um desenvolvimento insustentável sem precedentes no sector do Turismo de montanha ao nível Europeu..." Cont. no Máfia da Cova e no Cântaro Zangado

20081206

Plano? De mobilidade? Na Covilhã?

Numa cidade onde, volvidos 4 (quatro) mandatos do mesmo executivo autárquico (por acaso PSD), é difícil encontrar uma rua com passeios decentes, contínuos e praticáveis, não interrompidos por rampas de acesso às garagens (licenciadas pela Câmara), postes de tudo e mais alguma coisa, caixotes do lixo, bocas de incêndio, postos de transformação, caixas de telecomunicações, candeeiros, sinais de trânsito e muitos outros obstáculos colocados ou autorizados pela Câmara precisamente no meio dos exíguos passeios, geralmente limitados por lancis altíssimos em quina viva; numa cidade onde, além destas dificuldades, há poucos edifícios públicos naturalmente acessíveis a cadeiras de rodas, assistimos com espanto ao anúncio (pelo que já nos habituaram não deve passar disso...) de que a CMC tem um Plano de Mobilidade, "ainda quase todo no papel" mas que pretende implementar nos próximos 3 a 4 anos :) O arauto é Eduardo Alves/Urbi, nomeado ao Prémio Romão Vieira, que estranhamente não refere onde foi publicado ou pode ser consultado esse eventual "plano". Convinha!

Desta feita, coube a João Esgalhado apresentar a "ideia" como se tivesse chegado agora à Câmara, virgem, embora já reformado da mesma. Agora é que vai ser: rotas pedonais, travessias das ribeiras, mais duas pontes pedonais sobre o Parque da Goldra. - Esta sumidade do planeamento estratégico municipal "lembra que este tipo de projectos “pretendem criar novas soluções de mobilidade nas cidades, e na Covilhã esperamos conseguir uma forma de colocar as pessoas no centro da cidade sem que estas tenham de recorrer com tanta frequência ao automóvel”. Urbi

O Grémio* lembra, também, como competiria a um político sensato e a um jornalista isento e menos deslumbrado, que todas estas "medidas" já faziam parte do POLIS e do plano apresentado pelo Arqt. Teotónio Pereira em 2002, até agora pouco concretizado, apesar das inaugurações em duplicado. Lembramos até que, como inúmeras outras na Covilhã, a rua onde desemboca a ponte em construção sobre a Ribeira da Carpinteira, uma ponte pedonal, nem sequer tem passeio para peões! O que sobra na via do aeródromo falta na cidade... Mas centremo-nos no essencial: - Não é responsabilidade desta Câmara o descalabro urbanístico patente? - Não serão os executivos liderados por Carlos Pinto responsáveis pelos problemas que o vereador implicitamente reconhece? - Por quem nos tomam? - Que andam a fazer há 16 anos?

20081205

Desperdício energético

"Imagine-se nas Penhas da Saúde hoje à noite. As ruas desertas, as casas fechadas... Mas, inundando todo o espaço, este brilho cor de laranja! (...) Desista de mostrar a Via Láctea aos seus filhos (...) é progresso, assim se desenvolve o turismo!" Cântaro Zangado

Rude AD vs Rude SA

O Expresso relata uma história rocambolesca que envolve duas entidades com o mesmo nome, a nata política da cidade e fundos comunitários, tudo à mistura. Embora a publicação deste artigo seja extemporânea, sabe-se lá porquê..., ajuda a perceber o destino de muitos fundos comunitários destinados ao "desenvolvimento" do país e as controvérsias em torno da Rude - Associação de Desenvolvimento Rural e da Rude - Sociedade Anónima. Recordar é viver:
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"Duas Rudes, dois irmãos - Fraude fiscal detectada na venda de terrenos à Rude pelo irmão do presidente da Câmara. Foi criada ainda uma segunda Rude. O caso envolve duas entidades, ambas com o nome Rude, e dois irmãos: Carlos Pinto, presidente da Câmara da Covilhã, e João Manuel Pinto. E remonta a 1995, altura em que João Manuel Pinto comprou por 24 mil contos (€120 mil em moeda actual) o direito de uso, durante 20 anos, de terrenos na Covilhã, que vendeu pouco depois por 70 mil contos (€350 mil) à Rude, associação presidida pelo seu irmão, Carlos Pinto. Este processo culminou num crime de fraude fiscal e no pagamento de coimas por parte de João Pinto. “Foram fabricados documentos com conteúdo falso, com o único objectivo de lhe permitirem a fuga ao imposto devido”, pode ler-se no relatório do Ministério Público, concluído em Setembro de 2004, na sequência do processo-crime instaurado em torno do caso. Mas o Ministério Público não conseguiu reunir provas de que “houve conluio entre o arguido João Manuel Pinto e algum ou alguns dos arguidos ligados à Rude no sentido de este adquirir os bens imóveis para depois os revender por um valor equivalente a cerca de três vezes o de custo” - apesar de a Polícia Judiciária da Guarda ter concluído pela existência de um tal conluio. O relatório do Ministério Público refere que, “a ter havido esse conluio, estaríamos em face de um crime de burla qualificada”. Para contornar o entrave legal de a associação Rude estar impedida, pelas regras comunitárias, de comprar imóveis foi constituída em Novembro de 1995 uma sociedade anónima chamada Rude SA, cujos sócios são os mesmos da associação Rude que funciona com fundos do programa LEADER: Carlos Pinto, Luís Barreiros, Francisco Ferreira Pimentel, Arménio Marques Matias e Bernardino Gata Silva. A Rude SA, cujo capital é quase a 100% assegurado pela associação Rude, acabou por adquirir por 1500 contos (€7500) os ditos terrenos na Covilhã, cujas escrituras foram celebradas em Dezembro de 1995 e Março de 1999. “Caso esta associação comprasse tais imóveis, fá-lo-ia com a maior parte de dinheiros provenientes de fundos comunitários”, explicita o relatório. (...)”. C.A./ Expresso (29/11/2008)

20081204

Urbanismo 5 estrelas


O desbaste na encosta dos Penedos Altos que aqui se vê passa por ser uma operação "urbanística". Há coisas bem esgalhadas, não há?

20081203

Questões de interesse público

Pedro Teixeira, editor do Sombra Verde, apontou para a estrela* :), não ficou a ver o dedo. Não obstante a transcrição que abaixo fazemos, sugerimos a leitura integral deste seu assertivo artigo.
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"... a propósito das intenções da Câmara Municipal da Covilhã (CMC) face a dois terrenos com sobreiros, espécie protegida pelo Decreto-lei n.º 169/2001, localizados na freguesia do Tortosendo. (...) a uma câmara municipal (...), não se pede muito. Pede-se, no mínimo, o essencial: que cumpra e faça cumprir as leis da República. Não se pede que goste ou concorde com as mesmas. (...) Eu sei que às vezes é "aborrecido" ter que dar explicações e que é mais fácil apelidar de "reaccionária" a atitude de quem se limita, no uso dos seus legítimos direitos constitucionais, a questionar o poder autárquico. (...) - Deste modo e relativamente às obras num terreno na zona do Bairro do Cabeço, gostaria que a Câmara Municipal me esclarecesse nos seguintes pontos: - A CMC sabe que decorre ainda um recurso que visa anular a decisão do secretário de Estado da Administração Local, a qual permitiu à Câmara expropriar o terreno (...) Dito de outra forma: caso os anteriores proprietários vençam o referido recurso e outros que possam existir e recuperem a posse do referido terreno, poderá a CMC garantir em absoluto que não terá que pagar nenhuma indemnização aos mesmos, com recurso ao dinheiro dos contribuintes, por alteração definitiva das características desse terreno? - Com que base jurídica justifica a CMC a continuação das obras no local, após ter sido levantado um Auto de Notícia por contra-ordenação, emitido pela GNR, por abate de diversos sobreiros (...)? (...) sabendo da continuação das obras no local, qual será a atitude da GNR face ao avanço das mesmas? Sabendo do referido abate de sobreiros e sabendo que a CMC não tem autorização para tal, qual será a atitude da Autoridade Florestal Nacional?

Temos depois as intenções da CMC face a um terreno com 83,9 hectares, maioritariamente integrados na Reserva Ecológica Nacional (REN) e Reserva Agrícola Nacional (RAN) e nos quais existe um povoamento de 3 000 sobreiros. A justificação da CMC tem oscilado entre a necessidade de ampliar a Zona Industrial do Tortosendo (ZIT) e a necessidade de encontrar um terreno para a instalação de um projecto de Potencial Interesse Nacional (PIN). (...) uma área de 84 hectares, de quantas intenções de investimento estamos a falar? São investimentos garantidos ou meras intenções de possíveis investimentos futuros? Qual o motivo pelo qual não se utilizam os terrenos que o actual Plano Director Municipal do Concelho define como de “uso industrial”, precavendo uma possível ampliação da ZIT? - Foram estudadas outras alternativas de localização para estes investimentos, nomeadamente para o referido projecto PIN? Se sim, está a CMC em condições de tornar públicos esses estudos?"

20081130

Covilhã 5 Estrelas. Há dúvidas?

A inércia e apatia da imprensa "local" faz supor que tudo vai bem no Município. Mas outros orgãos de comunicação social, atentos aos inúmeros sinais de colapso do modelo político-demagógico protagonizado por Carlos Pinto, transmitem uma imagem bem mais fiel deste modo eleitoralista e suicidário de "gestão" pública. Transcrevemos do Expresso uma extensa notícia sobre um caso que se afigura escandaloso, para o qual o Grémio* já havia alertado.
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Alegado recurso a verbas LEADER como saco azul para publicidade da câmara... "Dúvidas, muitas dúvidas - é o estigma que pesa sobre a nova campanha ‘Covilhã, Cidade 5 Estrelas’. - A polémica estalou na região por esta publicidade surgir ‘colada’ ao LEADER, programa comunitário destinado ao desenvolvimento dos meios rurais. E também pelo facto de o presidente da Câmara da Covilhã, Carlos Pinto, presidir à Rude, associação responsável pela execução dos fundos LEADER na Cova da Beira. O autarca da Covilhã candidatou esta campanha para financiamento do programa comunitário, mas o gestor do LEADER já lhe pediu esclarecimentos, não tendo ainda obtido resposta. - A campanha ‘Covilhã, Cidade 5 Estrelas’ está a ser massivamente divulgada através de cartazes por toda a cidade, anúncios no estádio municipal e em publicações como o ‘Público’, ‘Visão’, ‘Caras’, ‘Lux’, ou mesmo a revista de bordo da TAP. Todos os anúncios ostentam o logótipo do LEADER e da Rude, sendo pouco claro se se trata ou não de publicidade camarária. - Presidida pelo autarca da Covilhã, a Rude é uma das 52 associações criadas em Portugal no âmbito do LEADER, que contam com fundos comunitários para acções de valorização do mundo rural (€4 milhões a €5 milhões foi a verba atribuída a cada associação no último Quadro Comunitário de Apoio). - Estranhando a falta de relação directa entre a campanha da Covilhã e os objectivos do programa comunitário, o gestor do LEADER já solicitou esclarecimentos a Carlos Pinto. - “Não pagamos essa campanha” - Enviada a 13 de Setembro, a carta do director-geral da Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (organismo que superintende as associações LEADER em Portugal) não teve ainda qualquer resposta por parte do presidente da Rude e da Câmara da Covilhã. - “Não pagamos essa campanha. Aguardamos esclarecimentos por parte da Rude”, garante Rui Baptista, chefe do LEADER a nível nacional, adiantando ter sido recebida uma candidatura da Rude no valor total de €800 mil, incluindo a campanha da Covilhã e várias acções na Cova da Beira. “O nosso sistema alertou-nos para a situação e bloqueámos o pagamento. É pouco habitual este tipo de despesas e não faremos transferência financeira enquanto não tivermos resposta ao nosso pedido de esclarecimento”, salienta o responsável do programa, frisando que “nenhum pagamento foi feito para esta campanha”. - No pacote de €800 mil da candidatura da Rude, a campanha da Covilhã foi a que “saltou à vista pelo tipo de acção”. São consideradas elegíveis para financiamento pelo LEADER as despesas da Feira de São Tiago, na Covilhã, que incluiu concertos de Luís Represas, João Gil, António Pinto Basto e João Braga, e apesar de não ter nenhum «stand» agrícola. “Mas as feiras funcionam muitas vezes como actividades de dinamização das zonas rurais”, faz notar Rui Baptista. - Numa avaliação das 52 associações de desenvolvimento rural financiadas pelo LEADER, a Rude figura em último lugar, com a pior taxa de execução de todas. “Tem sido sempre assim, desde o início”, refere o chefe do programa em Portugal. Em Junho, quando esta avaliação foi apresentada, a Rude tinha por executar €906 mil, o equivalente a 69% do Vector 1 e a apenas 24% do Vector 2 do Fundo Europeu de Orientação e Garantia Agrícola (FEOGA). Avizinhando-se um novo quadro comunitário, estes fundos ficariam ‘perdidos’ se não fossem aplicados até ao final de 2008. Foi depois desta apresentação pública, em Junho, que foi lançada a publicidade ‘Covilhã, Cidade 5 Estrelas’. A campanha está a ser fortemente contestada na blogosfera, onde lhe chamam “O (rude) desenvolvimento rural 5 estrelas” e inclusivamente acusam a associação Rude de funcionar como “um BPN pequenino”. - Quanto custou a campanha? - É um mistério, ao qual a Câmara da Covilhã não dá resposta. Sobre a nova campanha da cidade, o EXPRESSO tentou contactar Carlos Pinto, presidente da associação Rude e da Câmara da Covilhã, cujo gabinete informou que este se encontrava ausente toda a semana, mas que delegava o assunto no vereador Luís Barreiros. O vereador só quis responder ao EXPRESSO por correio electrónico e, questionado sobre os custos e a origem da campanha (se foi lançada pela Câmara ou pela Rude), apenas referiu que no âmbito do programa LEADER “foi aprovada uma [De qual entidade?] candidatura no valor de €40.112,92 pela Unidade de Gestão em regime de ‘overbooking’, isto é, sem garantia de qualquer comparticipação comunitária, não tendo o município até à data recebido um euro de comparticipação”. Conceição Antunes, EXPRESSO

20081119

Vergonha na cara

"... o que me faz impressão não é que esta gente que manda em nós atraia a trafulhice como o pólen atrai as abelhas - isso faz parte da natureza humana e é potenciado por quem frequenta os corredores do poder. O que me faz impressão é o desplante com que se é apanhado com a boca na botija e se finge que se andava só à procura das hermesetas. É a escola Fátima Felgueiras, que mesmo condenada a três anos e meio de prisão dava pulinhos de alegria como se tivesse sido absolvida. Nesta triste terra, parece não haver limites para a falta de vergonha." João Miguel Tavares

Câmara da Covilhã age "fora da lei"


DiárioXXI pdf

20081115

Atentado ambiental perpetrado pela Câmara?

"A GNR impediu, na passada segunda-feira, o avanço de uma obra da responsabilidade da Câmara Municipal da Covilhã (CMC), no Cabeço do Tortosendo. Em causa está o facto das mesmas porem em causa um povoamento de cerca de 360 sobreiros. (...) A CMC pretende construir um parque de feiras na freguesia do Tortosendo (...) instalações permanentes para uma feira que se realiza um dia por ano [absurdo que o Grémio* oportunamente denunciou: 1, 2, 3, 4 e 5]. (...) Sobre o modo de actuar da minha autarquia já não me restam mais comentários...Sobram-me 3 questões, para outros tantos destinatários: - Para o senhor Secretário de Estado da Administração Local: com que fundamentos legais considerou justificável a expropriação de um terreno com mais de 3 centenas de sobreiros? - Para a Autoridade Florestal Nacional (AFN): sabendo das intenções da CMC para o dito terreno e sabendo que sobre a posse dos mesmos decorre ainda um recurso, com que base legal poderá a AFN justificar uma hipotética autorização para o abate dos sobreiros? Terá a acção da CMC, na passada segunda-feira, influência directa sobre essa decisão? - Para a GNR: na sequência da acção realizada na passada segunda-feira, foi levantado algum auto à CMC e/ou à empresa de contrução em causa? Se não, porquê? - Nota importante: este caso, embora situado na mesma freguesia (Tortosendo), é totalmente independente da situação dos 3 000 sobreiros denunciada em Outubro passado." in Sombra Verde
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Município de excelência, 5 estrelas? - Haja dó!

20081107

Cruzamento 5 estrelas

Reflectindo sobre a falta de estacionamento no hospital, o Grémio* deparou com este cruzamento verdadeiramente 5 estrelas, avant la lettre. Esta intersecção improvisada "articula" o tráfego automóvel proveniente da A23 norte, a principal porta da cidade, com a entrada e saída de ambulâncias no hospital há quase uma década... talvez para justificar a prioridade dada à aparatosa "via" do aeródromo.

20081103

O Grémio* ajuda Carlos Pinto

No rescaldo de um aceso debate interno, o Grémio* responde positivamente à exortação de João Morgado e do próprio Carlos Pinto, que assumiu em entrevista que "ainda há muito a fazer na Covilhã!" - O Grémio* concede que nos mandatos que já leva à frente da câmara, com ou sem ajuda da oposição, CP não pôde fazer "tudo". Pela amostra e pelas prioridades, ainda bem.

Na voz avisada de Morgado, a única estrela política da Covilhã será CP, pelas observações que transcrevemos: "
Muitas das suas opções são duvidosas. Muitos dos seus métodos são dúbios. Talvez o concelho registe muita obra mas obedeça à estratégia dos cogumelos – crescem desordenadamente, sem um propósito estratégico definido, sem um plano de futuro. Podemos nunca parar de caminhar, mas a verdade é que nunca saberemos se estamos a dar os passos certos enquanto não soubermos para onde vamos!" - Não percebemos porque considera Morgado uma "estrela" quem alegadamente assim actua. É que nem o Grémio* diria melhor.

Ainda segundo o mesmo ex-assessor,
"talvez o seu pecado seja o facto de se ter rodeado de muitos empreiteiros e pouco arquitectos do futuro. Talvez lhe tenha faltado uma equipa que trouxesse profundidade e modernismo à sua reflexão. O futuro de um concelho e a sua importância na orgânica de uma região, tem demasiados factores de análise e estudo para que possam ser ordenados pela cabeça de um só homem". - Passando a politiquice e a oposição entre partidos, irrelevantes para o caso vertente, não será grave o que diz Morgado de CP, querendo ajudar? Imaginem que o seu propósito era o inverso... Sem ousar ir tão longe como Morgado, o Grémio* não só concorda que "ainda há muito a fazer na Covilhã" como acha por fazer o essencial.

R
econheçam ou não Carlos Pinto e os acólitos legitimidade à crítica, a democracia nutre-se dela, pois não se esgota nas eleições. Pelo contrário, só o contínuo exercício da cidadania pode gerar melhores políticos. Assim, deveriam agradecê-la, em favor da abertura de espírito que se traduz na gentileza do trato, na capacidade de ouvir e discordar com civilidade, na discussão e explicação pública das grandes opções políticas à sociedade e mesmo na transparência da administração. - Volvidos tantos mandatos, constata-se que tal rotina democrática, a verdadeira obra para o futuro da Covilhã, está todinha por fazer.
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O Grémio* continuará a rejeitar comentários indecorosos

20081029

O (rude) desenvolvimento rural 5 estrelas

A Rude, Associação de Desenvolvimento Rural presidida por Carlos Pinto, parece ter no terreno uma inédita estratégia, co-financiada pelo Ministério da Agricultura e pelo programa Leader, votada ao lema Covilhã, cidade cinco estrelas. - Quiçá a sementeira de pendões e outdoors pelas ruas e postes da cidade seja mais que "pasto para os olhos" e contribua para inverter a pobreza e o abandono do mundo rural, suposta missão daquelas entidades.

20081027

Prémio Romão Vieira (3)

O terceiro nomeado ao Prémio RV (1, 2) é José Geraldes, pela verve ficcional: "a Covilhã está a entrar no conceito das “cidades criativas” [!] (...) que consiste na teoria dos três T : tecnologia, talento e tolerância [?] como chave do desenvolvimento económico (...) “As classes criativas ...querem viver em locais onde podem reflectir e reforçar a sua identidade enquanto pessoas criativas. Não querem ser actores passivos no local onde habitam. [!] Querem gozar a cultura de rua [?], mistura de cafés e pequenas galerias [?], onde não se traça a linha divisória entre participante e observador (...) A Covilhã , como cidade média do Interior, mostra já capacidade de resposta aos critérios das cidades criativas para atrair os talentos e fixar pessoas."
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Pensará JG nesta mesma Covilhã, onde se tenta domesticar quase tudo, desde a produção e oferta cultural à concorrência empresarial e à pluralidade de opinião, em particular a publicada? A que espécie de tolerância se referirá? Perante o abuso de poder? Estará JG a pensar na tolerância caridosa para com os que pensam e agem de modo alternativo? Na tolerância para com o crime ambiental e urbanístico? Na tolerância para com a perseguição ou asfixia de pessoas e organizações por motivos políticos? Na tolerância para com a diferença, seja ela de que cariz for, desde que não nos bata à porta? - Poder-se-á aplicar com propriedade o conceito de cidade criativa à Covilhã, à luz daqueles três parâmetros? Não estará JG a extrapolar indevidamente o conceito ou a confundir um desejo com uma realidade? Não estará, enfim, a confundir tolerância com apatia ou, mais grave, resignação? - Numa coisa o Grémio* pode concordar com o nomeado: sem diversidade não há desenvolvimento humano e, sem este, falha o desenvolvimento económico, no município e no país. Por muito que doa a certos arautos, é precisamente aí que falha o discurso triunfalista.