20090307

Fantasia 09 - Pavilhão municipal

"Está tudo na mesma no processo do pavilhão municipal da Covilhã". Paulo Rosa, vereador de múltiplos pelouros, RCB

O Máfia da Cova relembra "ao Sr Vereador os Pavilhões existentes e o seu uso, assim como tantas outras actividades desportivas extintas na Covilhã. Pavilhão do CDC, sem direcção, sem equipa de basket, onde está a preocupação do Sr Vereador Responsável do pelouro do desporto. Pavilhão da Inatel onde o SCC joga futebol salão que raramente enche. Dois pavilhões universitários. Os Pavilhões existentes nas Freguesias do Concelho. A promessa feita (outra) há mais de 4 anos, quando fizeram acabar com a equipa de séniores da ADE, com a promessa de obras no campo...até hoje. A equipa de Andebol da ADE, que teve de acabar por falta verbas. O problema das camadas jovens do SCC, onde são os pais que levam os filhos nas suas próprias viaturas aos jogos. As equipas de Atletismo ou de Ping Pong, que antigamente existiam nas colectividades, extintas. A equipa de Voleibol que tanta tradição tinha da cidade da Covilhã, extinta. Todos os equipamentos desportivos ao abandono, como é o do Bairro do Rodrigo, juntamente com o jardim, que mais parece um pântano. e mais devem existir que agora não me recordo, mais me parece um manobra de distracção, para evitar assuntos bastantes mais importantes..."

20090306

O sermão do (e ao) padre Geraldes

Desta vez citamos na íntegra um documento para a posteridade. Leia, reficta, comova-se e se quiser acompanhe o debate que vai no Carpinteira sobre esse contrasenso que é a "blogoesfera local". O Grémio* tentara noutra ocasião pensar a relação entre o poder e a imprensa locais, mas o Carpinteira excedeu-se.

"O Sermão - Esta semana o clérigo Geraldes resolveu escrever um sermão sobre os/as covardes, no seu jornal católico/apostólico/romano NC. Entendeu fazê-lo do alto do seu púlpito, em tom inquisitorial, com acusações genéricas sobre os covardes e afins, que é sempre mais fácil e, seguramente, mais proveitoso para quem tem em vista atingir um determinado fim. Na verdade, ignorava esse tema fracturante da Igreja: os covardes e as covardes. Temos então, uma oratória transformada em alimento espiritual pelo nosso clérigo, se calhar para vender aos crentes, quanto mais não seja, para os levar a ler mais vezes a Biblia, que é um exercício que se recomenda sempre, em tempo de crise e de covardia. Bom, depois de ter percorrido a prosa, e tropeçado em evocações do Padre António Vieira e Almada Negreiros, como forma de legitimarem as afirmações que o clérigo ia produzindo, dou por mim no meio de uma campanha negra contra a imoralidade covarde, e pela salvação das almas. Tudo bem. Nesse exacto momento, lembro-me também de Antero de Quental, quando disse que o vírus que provocou a doença foi o cristianismo, que fez cair sobre o país uma sombra densa que se transformou no que podemos chamar de uma longa noite portuguesa. Outras estórias. Eis-me então chegado à frase mais interessante e sumarenta desta missiva que reza assim: “Os covardes (…) usam blogs cujos autores são desconhecidos (…) É gente séria esta?” Ou seja, no mundo complexo e sério do clérigo Geraldes, as pessoas sentem-se perdidas e ofendidas, sem esse recurso sistemático à autoridade de autor, como se a ideia não valesse por si, e as pessoas só fossem capazes de a acolher, não pelo que ela vale em si mesma, mas quando imposta pelo recurso autoral. Pelo contrário, estou convencido, que os leitores podem ler os textos sem saberem quem são os seus autores, e nem por isso deixarão de lhes atribuir significado. Penso que o texto deve funcionar por si, sem necessidade de o nomear. Isso não impede que um leitor, qualquer leitor, possa construir um sentido ou concluir pela falta dele. De uma coisa tenho a certeza, o direito de propriedade sobre os posts que escrevo, aos poucos, deixam de pertencer-me, e passam para o lado de quem os lê. É uma velha questão da estética da recepção, que não vou aprofundar para não me desviar do assunto. Mas é claro que a covardia tem as costas largas, e o fito de tanta prosápia do clérigo Geraldes não era, seguramente esse. Vamos então ao que interessa: Os blogues continuam a ser, ao contrário dos pasquins paroquiais, os poucos espaços de livre opinião não controlada pelo poder autárquico. Como todos sabemos: a imprensa local é ainda hoje muito dependente da publicidade local e pública, o que limita, demasiadas vezes a sua independência política. Os blogues anónimos e não anónimos têm sido, em muitos lugares, um espaço raro de opinião livre. Esse é que o problema, e o clérigo Geraldes sabe isso; a nomenklatura local está pouco habituada à crítica e à denúncia. A aversão à crítica livre é, aliás, uma característica comum aos autarcas, mas principalmente à Igreja, historicamente intolerante com o diferente e o contraditório; era outra estória, mas não tenho tempo. Certamente, o problema não está nos/nas covardes, o problema reside no senhor padre, que não se dá bem com a liberdade de expressão. É sabido que ainda perduram genes do Santo Oficio em alguns sectores da Igreja portuguesa, até porque, a censura ideológica e a perseguição religiosa, institucionalizada em força até ao século XIX, ajudou a criar esses tiques de exclusivismo e intolerância. Pois assim se fez o caminho para um longo período de igreja única e de partido único, que marcou três quartos do século XX. Mas os tempos hoje, são outros, mesmo que isso desgoste ao clérigo Geraldes. Bom, a prosa já vai longa, vou mas é aspergir a cama com água benta e rezar as três avé-marias do costume, não vá o diabo tecê-las."

5 estrelas: "the show must go on"

A campanha Covilhã cinco estrelas continua de vento em popa, usando o erário público para proveito não se sabe bem de quem, nem de quê. Certo é que esta campanha disparatada parece alcançar exactamente o contrário daquilo que propôs Carlos Pinto, embora os jornais e as revistas fashion agradeçam ("boa imprensa"...) e alguns basbaques exultem com a farsa.

Façamos então de conta que a verdadeira fortuna gasta pelo Município da Covilhã em propaganda no ano passado foi um "investimento" no nosso futuro, na nossa qualidade de vida. Façamos de conta que a "visão estratégica" da Câmara justifica o dispêndio de mais 70.000,00€ dos nossos impostos em anúncios de imprensa, só nos primeiros dois meses do corrente ano, como aqui pode constatar. E ainda a procissão vai no adro...

28432

Presselivre, Imprensa Livre, S.A.Campanha Covilhã Cidade 5 Estrelas16.000,00 €
28468

Público, Comunicação Social, S.A.Campanha Covilhã Cidade 5 Estrelas18.720,00 €
28490

O Sol é essencial, S. A. Campanha Covilhã Cidade 5 Estrelas8.970,00 €
28503

Impala Serviços, SL Campanha Covilhã Cidade 5 Estrelas12.000,00 €
27986

Caras - Revistas Impresa PublishingCampanha Covilhã Cidade 5 Estrelas14.950,00 €

20090305

Urbanismo 5 estrelas (7) - intervenção

"Enquanto os indígenas andam entretidos com as pontes para o futuro no condomínio, este ex libris do património edificado covilhanense, algures na favela de S.Martinho, vai jorrando agua pelas paredes e na rua, devido à existência de uma mina no seu interior. O imóvel, ao que parece, de elevado interesse patrimonial, teve há pouco tempo uma intervenção 5 Estrelas, como se pode ver na foto. Todos os buracos foram tapados, agora, a água da mina não tem por onde sair." Carpinteira

Fantasia 08 - Barragem

"...naquele tempo, esteve em fase de consulta pública o projecto de construção da nova Barragem na Serra da Estrela, lançado pela Câmara Municipal da Covilhã. O projecto... previa a criação de uma albufeira na Ribeira das Cortes, perto das Penhas da Saúde, com 42 metros de altura e capacidade para armazenar dois milhões e 200 mil metros cúbicos de água. Era muita auguinha. Segundo Luís Barreiros, o trauliteiro vereador na Câmara da Covilhã, a concessão à iniciativa privada da futura barragem, através do concurso de concepção, construção e exploração, devia-se ao facto do investimento ser demasiado oneroso para as finanças do município, pelo que "se optou por esta forma de concurso". Hum! Na época o excelso Luís Barreiros explicava que "o vencedor do concurso iria construir a barragem e em contrapartida explorar todas as suas vertentes, nomeadamente o abastecimento de água e a produção de energia eléctrica". E adiantava: "Mesmo que o processo e as obras decorram à velocidade máxima, a albufeira levará pelo menos mais cinco anos até estar pronta a ser utilizada" concluiu. Pois. E a barragem?" Carpinteira

20090303

Caridade(zinha) de Carlos Pinto

"Medidas da Câmara da Covilhã para combater a crise: Hoje, todos os Tortosendenses receberam por correio uma boa noticia por parte da Câmara Municipal da Covilhã, a qual decidiu isentar de pagamento o custo do serviço de refeição e do prolongamento de horário de todas as crianças dos Jardins de Infância e EB1 do Concelho da Covilhã. Entrando a medida em vigor a partir do dia 02 de Janeiro de 2009. É de louvar actos como este, em que todos os pais que têm filhos em idade escolar agradecem..."
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Agradecerão. Mas esta aparente "boa notícia" não faz esquecer o essencial: a cobertura de creches (nos jardins de infância a situação é um puco melhor) não responde às necessidades do município, como demonstram as longas listas de espera nas instituições públicas e privadas. Os elevados preços praticados para as crianças que têm vaga são consequência desse desajustamento. Os pais conhecem bem a situação e desenrascam-se como podem... sujeitando-se a atravessar a cidade várias vezes ao dia para deixarem as crianças nas instituições, nos avós ou em amas. Grande parte do tráfego tem essa causa, aliada ao deficiente planeamento urbano.

Se nestes quatro mandatos a Câmara pouco se importou com isso, por que vem agora mostrar procupação? Será mesmo pela crise? Por amor? - Não seria mais acertado e verdadeiramente estrutural, em vez dos aeroportos e do forró com que nos insultam a inteligência, apostar no que é importante, na criação de equipamentos de apoio à família, em vez de lançar umas migalhas aos pais em ano eleitoral, abrangindo injustamente os que podem e os que não podem pagar?

20090302

Urbanismo 5 estrelas (6) - Degoldra

Embora se aponte ao Grémio* ser restritivo no direito de admissão, hoje destaca-se uma pérola do Covilhã Maior, o blog de um TSD que propõe a re-re-re-recandidatura de Carlos Pinto. Para que não nos chamem sectários, mesmo sem esperar honra recíproca, em véspera de uma inauguração cinco estrelas, citamos:

"Parque da Degoldra: É triste ver estas coisas. Pois é, no Parque da Degoldra ainda por inaugurar já tem uma das suas escadarias a afundar-se. É pena que uma obra desta envergadura esteja já com este tipo de problemas. De quem será a culpa? Do executor da obra certamente, mas também de quem a fiscalizou... Mais defeitos: O Parque da Degoldra é sem a menor duvida uma obra marcante... os taludes a caírem do lado da Rua José Ramalho que estão tão feios e em alguns casos até oferecem perigo. Era bom ver isso assim como o silvado que encontramos no final da rua sem saída."

Reitor para a "ocasião"

Vítor Pereira, humilde servidor da República (deputado da nação) em nome do distrito defende nos pergaminhos do JF que a UBI precisa de um reitor para a "ocasião" (Santos Silva), alerta o Carpinteira. O povo bem diz que a ocasião faz o ladrão e o JF com uma no cravo e outra na ferradura quase esquece o casco...

O político que ocasionalmente comenta a vida do concelho bem sabe que o seu partido, o PS, também precisará de um candidato por "ocasião" das eleições autárquicas e, até agora, só disparate ou incerteza estratégica, nas suas palavras.

Haverá candidaturas que arrepiam caminho a outras, mas num caso e noutro pode haver tabus fatais. Será a continuidade, vantagem que Pereira aponta a favor de Santos Silva contra Fidalgo e Queiroz, um argumento? Enfim, que achará Santos Silva desta demonstração pública de "apreço"?

20090227

Urbanismo 5 estrelas (5)


Antes de perceber por onde se pode passar, veja como é gasto o seu dinheiro. Ele é floreiras, vasos gigantes... aos quais se somam agora os novos e ostensivos painéis publicitários, plantados mesmo no meio da rua. Um horror vacui que arremeda qualquer plano de mobilidade, por mais bem esgalhado que seja.

20090226

Corrupção e fortunas inexplicáveis

"A corrupção, o enriquecimento ilícito, o tráfico de influências e qualquer dos crimes associados ao exercício de cargos públicos, ganha uma especial acuidade na consciência popular nos momentos em que muitos portugueses estão a sofrer uma drástica quebra da sua qualidade de vida.... legítimas suspeitas... perigosa sensação de impunidade dos poderosos e de ineficácia, quando não de complacência, da justiça... notícias sobre malfeitorias na banca... envolvendo figuras do PSD, e no caso Freeport envolvendo o Primeiro-ministro... o Correio da Manhã tem publicado sobre Mesquita Machado e a sua família em Braga... investigação da PJ que foi arquivada... mas o manancial de factos referidos merece reflexão porque mostram a existência de bens, rendimentos, fortuna longe de estarem explicados. E, do ponto de vista do debate público numa democracia, isto deve ser discutido... ambiente de autoritarismo e perseguição... controlo da comunicação social... cada vez mais com factos e cada menos com “provas”... sei também esta verdade simples e que repito: não se pode enriquecer na vida pública... a aquisição de verdadeiras fortunas durante o exercício de cargos públicos é matéria de escândalo público e devia ser matéria de justiça." Abrupto

20090225

Leasing?

"A câmara da Covilhã vai adquirir 24 casas de habitação aos [ou para os?] serviços sociais da autarquia... foi aprovada por maioria uma proposta para a contracção de um leasing bancário, no valor de 1 milhão e 640 mil euros, para financiar esta operação. A bancada do PS absteve-se... CDU se absteve... Luís Barreiros, vereador na câmara da Covilhã, garante que "esta operação não conta para a capacidade de endividamento da autarquia..." RCB

Fantasia 07 - elevador (da glória)

"Elevador ou Escadaria? - A Administração do condomínio e o seu apego a megalomanias, tem enchido de virtuosismo a cidade neve com projectos de encantar cerimonias inaugurativas em 2009; ele são aeroportos, elevadores, jardins e pontes pedonais de improvável utilidade... elevador de (Santo André), que liga a R. Marquês D’Ávila e Bolama ao Mercado Municipal... que brevemente proporcionará uma viagem grandiosa, e fará sorrir os condóminos de tão desconcertante utilidade paisagística (faria sentido se ligasse ao parque Goldra). Mas o que salta à vista de qualquer transeunte é a desproporção / inclinação daquela escadaria. Estaremos perante um erro na concepção? Ou as escadas são apenas um elemento decorativo? Do ponto vista técnico, qualquer escadaria com aquela extensão, sem patamares, cria a sensação de insegurança e desconforto, para quem desce, mas subi-la também não vai ser fácil. Por outro lado, a opção por degraus em paralelepípedos de granito, (30 por 17) torna aquela solução bastante dispendiosa. E não havia necessidade."
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Este elevador/escadório para o mercado/call-center deve integrar o tal plano de mobilidade.
.. pode mesmo chegar a acolher penitências, a cumprir de joelhos até aos pés do "senhor". Siga o pagode no Carpinteira.

"Benvindos"!

Um candidato a Reitor, professor catedrático... de letras, aos internautas blogoesféricos: "benvindos". Lapso ou blague?

O desagradável "sistema" de Paulo Rosa

"Questionado sobre a forma como são atribuídos os fundos às colectividades [1, 2 e 3], Paulo Rosa, vereador com o pelouro do associativismo, acabou por explicar que na câmara existe um sistema de atribuição de subsídios... Miguel Nascimento perguntou a Rosa “qual é então esse sistema que tem montado de atribuição de verbas às associações do concelho, quais são os critérios, quais as ponderações de actividades”. O vereador... acabou por não demonstrar nenhuma forma ou método para tal distribuição de verbas, mas, já depois de uma “desagradável[vídeo explícito] troca de opiniões afirmou que “até hoje nunca nos chegou uma única reclamação relativamente à questão dos apoios que nós damos [!] ou não às associações”." Urbi

20090224

"chico-esperto"

Rebelo de Sousa sobre Sócrates: “Ele teve sorte e tirou proveito disso. É o que se chama o chico esperto. Fez um curso mais facilmente que o comum dos mortais e na casa comprou a mesma casa que os outros compraram mais cara, mais barata”... característica não inibe que Sócrates não volte a ser eleito: “Não corresponde ao perfil clássico de primeiro-ministro... A questão é saber se os portugueses gostam ou não do perfil do homem que é chico esperto para primeiro-ministro. Nas autarquias têm gostado muito...Público + áudio

20090223

Urbanismo 5 estrelas (4)


Frente ao Serra Shopping, em plena zona baixa da cidade, alguns loteamentos parados há mais de um ano testemunham a falência da construção massiva e desqualificada que marca o (demasiado) longo consulado autárquico de Carlos Pinto. Esta é a herança: a cidade nova vive um momento de pré-colapso; à cidade velha não há SRUs que valham.

Durante quanto tempo a retracção do mercado imobiliário perpetuará esta paisagem? Que pensam os partidos deste fenómeno? Das novas "avenidas", como a do aeródromo, pagas pelo contribuinte mas de benefício discutível? Interessa-lhes este assunto?

À noite, o estaleiro iluminado como se fosse uma zona habitada é o signo do desperdicio de recursos. Quem paga a conta da energia? Quem beneficia com o loteamento?

20090221

Águas da Covilhã: a água é de todos? (IV)

Dada a polémica candente sobre o anúncio do aumento das tarifas da água e a recusa dos responsáveis em dar explicações, o Grémio* relembra o processo de privatização da AdC - Águas da Covilhã revisitando o blog do Movimento Cívico A Água é de Todos. Transcrevemos alguns argumentos apoiados por mais de seis mil assinaturas, desprezadas pela Assembleia Municipal:
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"A gestão PSD/Carlos Pinto quer entregar as Águas da Covilhã ao grupo SOMAGUE... a troco de uns milhões de Euros no imediato, comprometer as futuras gerações e executivos municipais... Lucros privados à custa de todos... Apesar do presidente da Câmara da Covilhã não ter confirmado a alienação de 49 por cento do capital da Águas da Covilhã à AGS /Somague, afirmando que “as empresas podem dizer o que lhes apetecer”, a realidade é que esta foi a única empresa que veio afirmar publicamente que o negócio já estaria concretizado..."

20090220

Águas da Covilhã: a síntese (III)

Eis a síntese do processo de agravamento das tarifas da água, prévio à metamorfose da AdC (Águas da Covilhã) em ICOVI, que Carlos Pinto não quer explicar. Compare os tarifários e veja como se defraudam as promessas.

Apenas em Felgueiras?

"Os pagamentos que têm sido feitos a advogados pela Câmara de Felgueiras são ilegais e deve ser exigida a devolução de todas aquelas verbas aos cofres do município. (...) "o eleito local apenas poderá exigir o pagamento das despesas [com processos judiciais] após a decisão final" (...) em "que não se prove dolo ou negligência por parte dos eleitos"" Público

20090219

Fazer de conta

"Façamos de conta... que esta democracia está a funcionar e votemos." Mário Crespo, JN

20090218

Águas da Covilhã: censura à crítica (II)


Segundo o Diário XXI de hoje, p.4, depois de absolvidos, os dirigentes que qualificaram de "negociata" o processo de privatização das Águas da Covilhã voltam a ser julgados. Um pagode!

Águas da Covilhã: inexplicável aumento (I)

1 - "As AdC (Águas da Covilhã) ... deu origem a uma nova empresa municipal (ICOVI)... a factura da água [e a tarifa de disponibilidade!] vai aumentar... Leopoldo Santos, administrador da empresa municipal, disse: “sobre essa matéria devem conversar com o senhor presidente da Câmara”. Carlos Pinto [presidente da CMC e da ICOVI] afirmou: “Não tenho que dar explicações. Se há alguém que deve falar é o engenheiro Leopoldo Santos”.

2 - "Aumento do custo da água. Continuação [1, 2]. Depois alargado debate sobre o custo da agua, entendemos por bem promover uma analise comparativa dos custos da factura da agua nos concelhos vizinhos [Guarda, Castelo Branco]. A nossa intenção com esta analise não é ter opinião, mas constatar factos... O que esperam os vereadores da oposição para tomar posição?"
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Debate em curso no Carpinteira

Parque de Feiras do Tortosendo...

"O presidente da junta de freguesia do Tortosendo espera que o novo Parque de São Miguel possa ser inaugurado até ao inicio do verão. Apesar da polémica que envolve esta obra, devido a uma contra ordenação emitida pela brigada do ambiente da GNR devido ao alegado abate ilegal de árvores naquele local, Carlos Abreu garante que "os trabalhos estão a decorrer a um ritmo normal..." RCB

20090217

Fantasia 06 - Aeroporto (2)



A rubrica Recordar é Viver do Máfia da Cova pode ajudar-nos a entender a farsa do aeroporto, entre outras:

"Novo aeroporto “levanta voo" - Em dia de aniversário, o autarca covilhanense pretendeu fintar o cenário de “contenção orçamental” e anunciou uma obra de grande monta para a cidade serrana. Carlos Pinto... a construção do novo aeroporto. A ideia já vem de há algum tempo, o local, no Terlamonte junto ao acesso Norte à A23, também já era do domínio público, faltando só o anúncio do começo da empreitada. Passo que Carlos Pinto espera dar “nos finais de 2007, inícios de 2008”.... Pinto falou de forma muito pronunciada na área do turismo (...) Na óptica de Pinto, o novo aeroporto vem servir de apoio a um plano turístico... Para além de que “apenas estamos a seguir no sentido do que está a ser feito por essa Europa fora”. A construção de estruturas aeroportuárias de menor dimensão, em cidades do interior é, para o presidente da autarquia covilhanense, o passo mais acertado. egundo Pinto, o novo aeroporto vai ter uma pista de 2400 metros de comprimento por 50 de largura. A estrutura prevê também uma aerogare com capacidade para a movimentação de 100 mil pessoas por ano. Pinto espera pelo próximo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), que tem início em 2007, para financiar o investimento..." Urbi, 24/10/2006
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Numa coisa o nosso autarca tem razão, as potencialidades da região não estão a ser aproveitadas. Mas, não será primeiro necessário avaliar as potencialidades da região e revitalizá-las para alcançar um turismo de qualidade? Se não, como pretende Carlos Pinto atrair 100 000 turistas (vindos de avião!!!) a visitar a Covilhã e a região? Será que está já a contar com o futuro ex-libris da cidade, a mega ponte pedonal, para atrair turismo de todas as partes do mundo, para verem tamanha obra de engenharia? Ou será que com o novo aeroporto pretende apenas desmantelar o actual aeródromo da cidade, para não ser aborrecido com os barulhos dos motores das aeronaves enquanto descansa na sua futura maison?"

€ 2.000.000/hora

É este o ritmo de endividamento da país, que já ronda os 200% do PIB, segundo Medina Carreira. Responsáveis? Credores?

20090213

Fantasia 06 - Aeroporto e Aviões









Em preparativos para o Entrudo, o Grémio* desmascara outro sonho edílico: inaugurar o aeroporto internacional da Covilhã, infra-estrutura que permitiria alegadamente "viajar para a Península Ibérica e estrangeiro" (sic), como figura no site da Câmara, associada a uma fábrica de aviões.

Na apresentação do projecto, em 2001, Carlos Pinto assumiu estarmos "perante um grande projecto, não só de dimensão regional, mas nacional e até comunitária. Espera-se que a Covilhã possa dar um imenso salto na competitividade"... área de 200 hectares, pista de dois quilómetros de comprimento... hangares... hotel e uma área residencial de forma a apoiar os voos charter e privados, transitários... ampliação do Aerogare, de voos circulares, edifício de aulas para Engenharia Aeronáutica, serviços de abastecimento, edifício de controlo da meteorologia, edifício de bombeiros para a implementação de um Centro Operativo de Apoio ao Combate a Incêndios e a eventuais acidentes, heliestação/heliporto para transporte de sinistrados para o Hospital e uma torre de controlo... A pista actual manter-se-á e fica reservada a actividades lúdicas, tais como planadores, pára-quedismo, ultraleves, voo de circulação, entre outras."

Apesar dos muitos equívocos que rodearam este sonho, como a associação e cedência de terrenos ao príncipe da Transilvânia, a promessa foi (aparentemente, como quase sempre) retomada nas Grandes Opções do Plano da Câmara. Noutro post, questionámos precisamente se não será desperdício, em época de crise, havendo tanto para fazer na cidade, com e para as pessoas, pensar em aeroportos. Se é lícito avançar para a compra de terrenos, como anunciou Carlos Pinto, sem que sejam divulgados os pareceres favoráveis das entidades que tutelam a aeronáutica em Portugal, os estudos de impacte ambiental..., e sem uma discussão pública aprofundada de tal "prioridade". Questionámos até a opinião dos partidos com assento na assembleia municipal da Covilhã sobre estas opções visionárias. Mas estes, ocupados com lides domésticas, pouco ou nada dizem.

Agora, oito anos volvidos, já se estranhava que Carlos Pinto não aproveitasse a desculpa da crise para colocar algumas promessas em stand-by. Diz o NC: "Aviões da Covilhã num impasse. Crise afecta investimento. A tão falada empresa de aviões para a Covilhã, parceira da Universidade da Beira Interior, encontra-se com dificuldades de negociação. Esperava-se que as primeiras aeronaves pudessem ser entregues aos clientes no Verão deste ano, apontando-se ainda para a produção de cerca de 250 aviões por ano, de três tipologias diferentes, a partir do ano de 2014, com um volume de negócios a rondar os 32 milhões de euros. Mas a crise veio alterar os planos previstos pela empresa Aleia, que escolheu a Covilhã para instalar uma linha de montagem de aeronaves certificadas. “As últimas informações que tenho é que de facto havia dificuldades de negociação e finalização com a Caixa Geral de Depósitos, que seria o parceiro financeiro”, refere Carlos Pinto."

- A si, caro leitor, não lhe parece que a desculpa da crise, depois do que foi gasto em projectos (1, 2) de necessidade duvidosa e de se começar a construir nas imediações do actual aeródromo é escassa? Parece-lhe ter havido benefício para a Covilhã de tais decisões? Parecem-lhe aceitáveis as despesas já feitas? A quem aproveitou verdadeiramente a ideia de desactivar um aeródromo para construir outro? - Já que pagamos a fábula, ao menos choremos-lhe o entrudo a "bandeiras despregadas".

20090212

Blogs, imprensa e cidadania

"A pretensa isenção da imprensa constitui porventura uma das maiores ilusões da sociedade da informação. É óbvia e clara a sua dependência a poderes económicos, políticos ou outros (...) Quem paga é que manda, diz o povo. Ao contrário, a blogoesfera afirmou-se como um direito gratuito, sobretudo, de opinião individual". Ler na íntegra no Carpinteira

20090211

Biscaia vs Barreiros

Um mimo, demonstrativo das relações intermunicipais e de algo mais. A propósito das alegadas dívidas da CM Manteigas à CM da Covilhã:

"... as declarações do senhor Vereador (Luís Barreiros)... não correspondem minimamente à verdade... a Câmara de Manteigas está a cumprir o acordo celebrado entre os dois municípios... tem as suas contas em dia... dispõe de uma ampla margem de recurso ao crédito... não tem dívidas em contencioso, não recebe lições de ninguém na gestão da sua tesouraria e na assumpção dos seus compromissos e não está disponível para seguir alguns maus exemplos, que são do conhecimento público e que desprestigiam o poder autárquico..." J. M. Biscaia, Pres. CMM, JF, 5 Fev. (ver aqui e aqui)

20090208

Câmara não apoia educação musical

"Zéthoven é um Projecto de educação musical dirigido às crianças, único em Portugal. Nasceu na Associação Cultural da Beira Interior, na cidade da Covilhã, e está a conquistar todo o país. A Câmara da Covilhã, por sua vez, despreza-o, mas pior ainda, inviabilizou o Zéthoven nas escola do concelho."

"A Covilhã é a única localidade em que as crianças pagam para frequentar o projecto por falta de apoio da autarquia... "O projecto Zéthoven não está nas escolas do concelho da Covilhã unicamente por uma decisão da autarquia. É grave que um autarca use use o poder que tem para se vingar de alguém castigando várias centenas de crianças do seu concelho", diz o maestro no JF. É isto que as populações ganham com a visão do mundo de certos autarcas.

Grande Reportagem SIC. Hoje, 8 de Fevereiro, a seguir ao Jornal da Noite.

20090206

Novel(i)a, por Manuel da Silva Ramos

O exílio na província de Manuel da Silva Ramos, escritor que ganhou um prémio de novelística em 1968, como é sabido, adquire agora visibilidade pelas crónicas que semanalmente assina nos pergaminhos do Jornal do Fundão.

Glosas que oscilam entre a autocomiseração e a lauda e que amiúde passam desapercebidas, dada a convergência com o Correio da Covilhã, responsabilidade do inefável Romão, não obstante a gálica verve.

Esta semana MSR surpreendeu, relativamente. Não só por se comparar a Paul Celan: "Depois como Paul Celan, o poeta que se suicidou por causa do nazismo, cavalguei a neve silenciosa do exílio político..."; mas pelo tema, menos obsoleto, e sobretudo pelas considerações sobre a liberdade de expressão na internet, de fortes traços surrealistas, como soie.

Transcrevemos um excerto dessa invectiva genérica, por cortesia do Carpinteira, para que possa o leitor perceber do que falamos, ou não: “A neve (...) ouve, compreende e admite. Todo o contrário, por exemplo da perversa Internet onde reina o fascismo e a delação, e onde muitos imbecis escrevem pensando que tem qualquer coisa de essencial para dizer ao mundo. A poesia é maior que toda a difamação, todo o desprezo deste oco instrumento tecnológico que é um caudal de lama infecta. Neva no meu coração mas não na Internet".

Conhecida a avença que MSR detém com a Câmara da Covilhã (1.200€/mês até 2012), o Grémio* achava apropriado que o escritor fizesse uma declaração de interesses quando discorre sobre política local. Que conste aqui no Grémio*, MSR não ocupa o lugar de assessor da CMC por concurso público, situação que lhe conferiria outra autoridade e talvez tornasse mais plausíveis as suas convicções e qualidades, não racionais e poéticas, mas simplesmente políticas.

A cultura democrática pode não se aprofundar anonimamente, mas também achamos que não se faz com a reprodução de lugares comuns ou alimentando a sede de protagonismo com anódinas e cândidas descrições de personagens e episódios castiços. A "arte negra", a imprensa que mudou o mundo e abriu as consciências não surgiu (só) para isso. Bem sabe o MSR que a luta é desigual e, em vernáculo, "fala com as costas quentes".

20090204

Prémio Romão Vieira (5): o "sucesso"

O mais recente nomeado ao Prémio Romão Vieira é César Duarte Ferreira, da RCB, em estreia absoluta. No longo artigo dedicado a outro sucesso (!?) de Carlos Pinto (ter transformado parte do mercado municipal em call center) acabamos por não perceber o que relata César. Pasme o leitor com o que "sucede":

"Call Center com Novos Projectos - Um sucesso. É este o balanço dos primeiros três meses de funcionamento do Call Center na Covilhã. Para o futuro... na calha... novos projectos... no ultimo piso do mercado municipal [1 e 2]... O Call Center ainda é recente mas definidos já estão projectos para o futuro. Em estudo... novas ideias ... novos projectos... Não posso revelar os nomes... captar os novos talentos da UBI.... Pensado... o alargamento de instalações para o piso inferior do mercado municipal, não havendo ainda data definida para o avançar do projecto."
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- Onde está a notícia? - Novos projectos, em estudo, anunciaremos, futuramente, em breve, novidade, não posso revelar... - Haja dó!

20090203

PS Covilhã: que nem uma madalena

Desperdiçado outro mandato para se afirmar como alternativa política ou liderar a oposição autárquica, o PS Covilhã tornou-se invisível, ou conivente, desde que Carlos Pinto chegou ao poder. Haverá mistérios e razões insondáveis ou foi a simples gestão das expectativas pelo mínimo denominador comum (o cargo) que ditou esta postura suicidária? Certo é que a paz podre e o silêncio, distintivos bafientos do tuga, pagam-se com o descrédito e o desalento. A política não se faz com comunicados. Faz-se com tomadas de posição pública e com pensamento próprio, no embate frontal com a realidade. Consciência que o comunicado em que Telma Madaleno anuncia a demissão da concelhia do PS não apresenta, pois fica-se por questões orgânicas, esquecendo a cidade. Sentindo embora a omissão dos nomes (são conhecidos, mas era importante referi-los), o Grémio* deixa-vos alguns excertos, com dó:
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"A actual Comissão Política Concelhia candidatou-se à liderança do PS Covilhã com um projecto bem definido... onde existisse comunicação entre os militantes de base e os órgãos do partido... onde Vereadores e Deputados Municipais falassem
a uma só voz, que seria a voz de todos os militantes... um espaço de diálogo, de avaliação e de discussão dos caminhos do futuro... concretizamos muitos dos nossos objectivos ... através de reuniões... Criámos o site... Definimos um projecto para vencer a câmara... Quisemos acreditar que era possível... Este era o nosso ideal... Deparámo-nos com um PS Covilhã totalmente fragmentado por interesses pessoais, por militantes com insaciável sede de poder... apostados em derrubar esta comissão. Criticaram todas as opções apresentadas no que concerne à escolha de um candidato à câmara... não apresentaram qualquer nome... declinaram o convite... enquanto na Assembleia Municipal se reservaram a um silêncio sepulcral... não nos resta outra alternativa senão a demissão... os principais opositores ao nosso projecto apresentem soluções viáveis... Não achincalharemos o partido nem a equipa... através de falsas informações passadas para a comunicação social, como sejam escolhas de prováveis candidatos à câmara... as maiores felicidades à futura Comissão Política."

Com o PSD concelhio transformado num partido unipessoal - quando cair, cai de vez -, saibam os outros partidos (PCP e BE) aproveitar o espaço para aumentar a sua visibilidade, convocando questões estruturais da política autárquica, se se acharem capazes.

20090127

SRU - Nova Covilhã, EM, existe?



Publicava há tempo o solícito Urbi que "A SRU da Covilhã conta com cerca de 30 imóveis em seu poder. Casas degradadas que esta empresa municipal recuperou e que lança agora no mercado do arrendamento ou da venda. [!?] (...) Carlos Pinto, adianta mesmo que “grande parte dos imóveis foram alugados a casais jovens que preferem viver no centro da cidade”. (...) O autarca garante que a empresa está a cumprir os seus objectivos". Num texto sem presente, em que o passado é futuro e vice-versa, diz o jornal que a Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) Nova Covilhã, Empresa Municipal, actua "em pleno".

Apesar de entretanto a Nova Covilhã, qual fábula com personagens em busca de um autor, se ter arredado da ribalta, João Esgalhado, presidente do Conselho de Administração da SRU, alegadamente tem autorizado metodologias inovadoras de intervenção no património como, por exemplo, atear fogo (1, 2) ao edifício da Pastelaria Lisbonense (Covilhã em Festa!), em pleno Pelourinho, ou as múltiplas demolições na Rua das Portas do Sol e envolvente. Daí não se perceber bem a motivação destas "notícias" sobre a praticamente incógnita empresa municipal.

Independentemente de Carlos Pinto considerar que "está a cumprir os objectivos", o Grémio* esperava outra elevação na análise da política habitacional da Câmara, ou a falta dela, como relembram os instrutivos argumentos do TC no veto a outro negócio desta mesma Câmara no âmbito da habitação. - Ah, se a oposição ajudasse Carlos Pinto, como lamentava Morgado... Não era preciso ir muito longe. Bastava constatar que na listagem obrigatória referente a 2006/07, publicada no fidedigno Diário da República, apenas consta a "reconstrução" de 3 (três) edifícios de habitação pela SRU Nova Covilhã: um na R. Gomes Correia, outro no Bc. Saco e outro na Tr. Varandado. Em Outubro foi lançada outra empreitada, mas falta resposta às questões magnas:

- Como está a SRU "a cumprir os objectivos", se em 2006 o objectivo era alegadamente recuperar 80 casas e fazer um Plano de Salvaguarda do Centro Histórico?
- Que adianta esta SRU aos serviços ordinários da Câmara?

20090116

Transparência ou escândalo na Covilhã?

Pesquise o caro leitor pela palavra "Covilhã" no site transparencia-pt.org e ficará a saber, entre outras coisas maravilhosas que a internet nos dá e que nem sempre saem no BASE, que a Câmara da Covilhã gastou, pelo menos e até agora €159.078,50 (Executive media: € 74.879,00, worktek: €39.725,00€ + Zenki: €24.94450 + Bus Consulting: €19.500,00), quase Trinta e dois mil contos em campanhas publicitárias do género da Covilhã cinco estrelas. Trinta e dois mil contos por uns cartazes e uns anúncios...! Pagou €60.769,00 por um painel electrónico à Data Display... quase 100.000,00 por um estudo de impacte ambiental... etc., etc.,- Fica também na posse de outras informações úteis para perceber como é esbanjado o dinheiro dos seus impostos. Quase tudo sem concurso público e com o critério que convém às "boas práticas" autárquicas.
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Como há pouco quem investigue estes factos (e aquele site mais dia menos dia deve desaparecer...), para que possa o leitor tirar as suas próprias conclusões sobre o lucro ou as vantagens deste "investimento público", transcrevemos infra uma síntese das despesas contraídas em Novembro e Dezembro de 2008 pelo Município da Covilhã:

8829

Tecnat, LdªEmpreitada de trabalhos de alteração do edificio do Mercado Municipal da Covilhã e instalação de ascensor153.916,00 €
8827

Tecnat, LdªFornecimento e aplicação de materiais de construção no edificio do Mercado Municipal da Covilhã108.022,00 €
11647

Coba, SAElaboração do projecto de execução e estudos ambientais do sistema de adução entre a barragem da Ribeira das Cortes (Penhas II) e a ETA da Varanda dos carqueijais98.250,00 €
11654

Coba, SAElaboração do projecto de execução e estudos ambientais do sistema de adução entre a barragem da Ribeira das Cortes (Penhas II) e a ETA da Varanda dos carqueijais98.250,00 €
9425

Bastoclean, LdªPrestação de serviços de limpeza do edificio do Mercado Municipal e edificio da Tinturaria82.904,30 €
11659

Executive mediaCampanha publicitária da nova imagem da Covilhã74.879,00 €
8675

Data Display Portugal, SAFornecimento de um painel electronico de informação60.769,00 €
11609

Alberto Carvalho & Filhos, SAFornecimento de um veiculo de marca Citroen, modelo C6, 2.2 HDI, exclusive43.221,30 €
11635

Worktec, LdªFornecimento de peças de sinalização de rotas culturais da Covilhã39.725,00 €
11675

AnimativaContratação outsourcing de técnicos de desporto38.900,00 €
9853

Valerio & Valerio, LdªEmpreitada de requalificação urbana da Rua Padre Alfredo - Unhais da Serra37.152,60 €
9073

Restaurante e Residencial Senhora da LombaFornecimento de refeições para o almoço comemorativo de Natal do cartão social municipal31.250,00 €
8668

Restaurante e Residencial Senhora da LombaFornecimento de refeições para o almoço comemorativo de Natal do cartão social municipal31.250,00 €
11625

Alcriestor, LdªFornecimento e colocação de janelas na Escola de S. Silvestre, Covilhã25.312,30 €
11622

Jorge Silva, Victor Neto, Fernandes & Associados, SROCOrganização e acompanhamento da implementação da contabilidade de custos da autarquia25.000,00 €
11619

Zenki, LdªCampanha publicitária da nova imagem da Covilhã24.944,50 €
9477

JAL - Jeronimo Alves LourençoFornecimento de peças para promoção/divulgação do concelho da Covilhã e da região23.900,00 €
11628

Electro - Belarmino, LdªTrabalhos de ligação aos postos de transformação na piscina praia da Covilhã e piscina do Teixoso22.782,40 €
11613

António Homem CardosoLevantamento fotográfico do património eclesiástico do Municipio da Covilhã20.000,00 €
9426

Bus ConsultingConcepção grafica da campanha de comunicação da nova imagem institucional Covilhã Cinco Estrelas19.500,00 €
4390

REGACENTRO - COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES, LDAPRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE CONSTRUÇÃO E FORNECIMENTO DE UM COLECTOR POLIGONAL EM AÇO INOXIDÁVEL.18.130,00 €
11641

Marco Paulo Antunes PereiraDemolição de edifício sito na Rua Pedro Alves / Escadas da Boavista, Covilhã15.540,00 €
12557

Associação Protectora de InfânciaFornecimento de refeições para o ano lectivo 2008/200913.200,00 €
6652

Marco Paulo Antunes PereiraFornecimento de maquinaria destinada à demolição de um imóvel situado na Rua 6 de Setembro, 38/40, na Covilhã13.110,00 €
11656

Lambelho & Ramos, LdªFornecimento de 222 toneladas de massa asfáltica a quente11.921,40 €
9403

Normacartaz, LdªFornecimento de 2.000 pens11.400,00 €
11671

Joaquim Gouveia Pereira, LdªAdjudicação de circuito especial de transporte escolar para o ano lectivo 2008/200911.305,00 €
11632

Marco Paulo Antunes PereiraDemolição de edifício no Largo de S. Silvestre, 13, na Covilhã9.130,00 €
13558

Centro Social Comunitário do PesoFornecimento de refeições para o ano lectivo 2008/20098.250,00 €
11667

Marco Paulo Antunes PereiraDemolição de edifício situado na Rua do Espirito Santo, 10, em Vila do Carvalho7.250,00 €
11607

Guerreiro, marques & Teofilo, LdªTrabalhos de fornecimento, aplicação e pintura de isolamentos em poliuterano, na Biblioteca Municipal7.000,00 €
11617

Noticias da CovilhãImpressão de 500 livros recortes da história da Covilhã6.000,00 €
11636

Gravo Industria de Medalhas, LdªConcepção e cunhagem de medalha comemorativa dos 50 anos do edifício dos Paços do concelho5.750,00 €
4613

Inegi, LdªPrestação de serviços de estudo da avaliação do potencial eólico do concelho da Covilhã5.700,00 €
Despesa total correspondente:1.203.614,80 €