20090330

Milionários à custa do urbanismo

Será possível?
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"Maria José Morgado acha que deveria haver uma lei contra o enriquecimento ilícito. Notando haver políticos «que eram pobres quando iniciaram funções e ao fim de uns anos estão milionários», condena a «riqueza má», feita à conta do erário público... A Directora do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, disse, em entrevista ao SOL,que prevê que a maioria dos 66 inquéritos sobre ilegalidades na Câmara Municipal de Lisboa (CML) seja arquivada, pois a lei não prevê os crimes urbanísticos, nem o enriquecimento ilícito... Estamos a falar de condutas que evoluem num quadro perfeitamente labiríntico, com legislação ultracomplexa criticada pela própria Ordem dos Engenheiros, e que criam filtros sucessivos sobre a verdade e a realidade. O objectivo tem de ser o de combater o negócio sujo do licenciamento urbanístico. Os critérios de aprovação não são objectivos: dá ideia que variam consoante o cliente e que caiem no domínio do cambão. Ou seja, as decisões dos detentores de cargos políticos são inspiradas não pelo interesse público, mas por um grupo particular de interesses." Maria José Morgado, SOL

Urbanismo 5 estrelas (10) - semáforos

"Centro de Artes" mágicas: "...uma autêntica obra de arte de sinalização rodoviária na Rua Centro de Artes. Já não bastava a ideia de dar parcialmente um único sentido à rua, como ainda espetaram com um semáforo para peões e respectiva passadeira mesmo em frente a uma garagem de um dos prédios..." Máfia da Cova

Urbanismo 5 estrelas (9) - contrastes

"... deparo com uma das recentes obras de requalificação que se têm feito por cá... Estando a obra finalizada com tudo muito bonito, não pude deixar de reparar que havia algo que não se enquadrava..." Máfia da Cova

20090327

Fantasia 10 - Torre de Santo António

Em 2006 foi notícia outra promessa vã: a conclusão da obra prima do pai do Sócrates na cidade-neve, inacabada há mais de 30 anos e já classificada como uma das grandes aberrações pátrias. Carlos Pinto, para tornar "suportável" aquele prédio, construía outros dois ao lado... chamando-lhe "arranjo urbanístico". Um pagode:

"Segundo a autarquia, o acordo estabelecido com o Montepio Geral permitiu desbloquear a situação e proceder-se à recuperação da Torre que será destinada ao mercado habitacional... segundo Carlos Pinto, alguns peritos defendem que «o imóvel é suportável do ponto de vista paisagístico nesta encosta da Serra da Estrela». Desde os anos 80 que vários projectos têm sido aventados para a Torre e, com este desfecho a Câmara da Covilhã conta receber compensações e taxas num valor de 648 mil euros. Recorde-se que em Setembro último, em Sessão de Câmara, tinha sido afirmado o destino da Torre que jamais foi concluída e dava, segundo Carlos Pinto «uma «uma imagem de alguma degradação» da cidade. Na altura o presidente da câmara, referia que já tinha sido estabelecido um acordo com o proprietário do empreendimento, o banco Montepio Geral. O edil social-democrata acrescentava, ainda que a recuperação da Torre passava pela construção de mais dois edifícios na base para «servir de apoio à estrutura central». Projectava-se o complexo «como um T invertido, com comércio e estacionamento, na zona dos primeiros pisos e apartamentos de habitação na torre central», esclarecia Carlos Pinto. A construção da Torre data de meados dos anos 70 e é um projecto do arquitecto Pinto de Sousa, pai do actual primeiro-ministro, José Sócrates. O empreendimento previa um conjunto de três grandes edifícios para habitação, comércio e estacionamento. A estrutura central com 60 apartamentos foi o único a ser construído. A não conclusão do projecto deveu-se a falências, falta de capitais e burocracias." Kaminhos

Carlos Pinto confirmou ao DN que "o edifício cumpre todos os requisitos ao nível do licenciamento e do pagamento das taxas para ser usado pelo proprietário"...

Mais incompreensível é que em 22/06/2001 o deputado e candidato a Presidente da Câmara da Covilhã José Carlos Lavrador (PS) tenha afirmado ao Notícias da Covilhã existirem "interesses obscuros" no processo de urbanização da cidade, dando como exemplos a construção caótica na zona baixa da cidade e a não demolição da torre de Santo António...

20090326

Fantasia 08 - Barragem (3)

"Tem-se fartado de clamar o executivo da Covilhã, contra a discriminação do governo na aprovação de projectos para o concelho. Então não é que no caso da nova Barragem na Serra da Estrela, a CMC deixou passar uma licença que tinha validade até Setembro de 2008, depois foi pedida uma prorrogação e faltavam documentos. Pois é!" Carpe
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À conta da miragem, a câmara "investiu" recentemente mais 200.000,00€. Peanuts...!

20090323

Urbanismo 5 estrelas (8) - poluição


Um passeio franco sempre serve para alguma coisa... no âmbito do tal plano de mobilidade que a imprensa papou e nos vomita.

20090321

Elevador inaugurado, elevador avariado

O elevador que serve a zona do Call Center avariou na primeira semana de uso (MC). Ali se estafaram mais 900.000€ em prol do suposto plano de mobilidade, quando o principal nessa matéria está por fazer.

20090320

"Carta aberta" ao PGR

"Vimos pela presente, solicitar a V.Exa especial atenção ao pedido efectuado e amplamente divulgado... na comunicação social local, pelo presidente da câmara... no apuramento das eventuais responsabilidades e igualmente eventuais ilegalidades, na aprovação da casa de habitação própria, cuja construção decorre a bom ritmo..." Carpinteira

20090317

Baptista-Bastos na Covilhã, por masoquismo?

A agenda municipal inchou com a presença de Baptista-Bastos. A imprensa fotografou-o, deu destaque aos convivas, mas esqueceu-se do mais importante: o eco das palavras proferidas no tasco literário (na cabeça do Silva Ramos ou do Paulo Rosa, por exemplo). Desprovido de cachet, o Grémio* vê-se na obrigação de citar o escritor. Apesar da modéstia, lendo-o talvez se percebam as razões da sua vinda e o silêncio posterior, ou não. Terá sido por masoquismo?

"A ascensão da mediocridade é estimulada nas épocas em que a paralisia cívica coloca em órbita o que de pior existe na sociedade." "A descredibilização da política advém do facto de os políticos estarem na política para organizar as suas vidinhas." "Um homem sério não é, apenas, o que não põe a mão nos bolsos dos outros. É aquele, quase irrepreensível, que espalha, em seu redor, a ética do despojamento e da integridade, com a exigência do espírito de missão." "Há qualquer coisa de podre, há qualquer coisa de decadente e de vil neste tempo. Repare-se no rosto dos que estão no poder, e no daqueles que estão preparados para os substituir. Sempre aquelas caras que pouco se alteram. Sempre os mesmos hábitos. Sempre o mesmo sarro da aldrabice, da dissimulação, do desdém por todos nós." "O afastamento das pessoas da política e do acto cívico resulta do facto de os dirigentes não se distinguirem uns dos outros - a não ser no modo de vestir." "É raro, no historial da Imprensa, um jornal conseguir grandes tiragens e associá-las a um total equilíbrio informativo. As grandes tiragens destinam-se a um público menos exigente ou mais propenso à leveza do que à reflexão." "Os partidos converteram-se em agências de empregos, desprovidos de ideais morais, com clientelas domesticadas porque as sinecuras e o nepotismo são compensadores." "A política, tal como é exercida em Portugal, abandonou a ideia de espírito de missão, e tornou-se num generosíssimo meio de se governar a vidinha." "O descrédito na política e o desprezo pelos políticos são impulsos de autodefesa. Mentem-nos e prosseguem, impunes, uma «carreira» que não deixa nunca de ser afortunada." O Citador

20090315

"Virgens num bordel"

"... apresentada uma moção de protesto, pelo PSD, ao governo, a representante do Bloco de Esquerda, Ana Monteiro, afirmou que os PSD naquela Assembleia [Municipal] mais pareciam VIRGENS NUM BORDEL!" MC
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Metáfora que prova a sua craveira intelectual. Sem ironia.

20090312

Clientelas e corrupção (1)

Temos hoje a máquina do Administração, quer nacional quer local, hiper povoada de contratados que nada fazem, mas que por alguma razão interessa ao poder ter sob a sua folha de pagamentos. Uma vez passada a primeira fase, os leais entram para o ambicionado quadro. É um custo do erário público compensado de quatro em quatro anos em votos (...) Concretizando, como poderei pedir a um concidadão que dê o beneficio da dúvida ao primeiro-ministro no caso Freeport, se esse mesmo concidadão viu nos últimos 8 anos, a empresa do director de campanha do seu presidente passar de falida para economicamente sólida e em crescimento?; que viu a associação presidida por um vereador tornar-se a âncora do projecto politico do concelho, com milhares de euros de transferências de capital, subsídios e cooperações?; ou que viu os órgãos sociais de quase todas as instituições do seu concelho tomadas pelos seus vereadores, presidentes de junta, chefes de gabinete, adjuntos, assessores e demais correligionários políticos?" Pedro Leal Salvado, Falta de Credibilidade e Caciquismo, A23
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Tema candente este, da troca de favores e do contributo das clientelas político-partidárias para o atraso do país, situação que parece transversal às sucessivas gerações. A título de exemplo, veja aqui e aqui o que discute, propõe, pensa e ambiciona um grupo de "jovens" que almeja liderar a política. Fica esperançoso?

Pelo vazio de ideias, suspeitamos que ambicionam pouco mais que "assessorar" e substituir os seus patronos na atávica administração pública do país, indiferentes à necessidade de reagir às transformações culturais, sociais, ideológicas e políticas do mundo com lucidez e audácia. Aparecem de 4 em 4 anos para fazer as honras ao líder e servir o "pensamento" cinzento que legitima os seus direitos "naturais" no actual quadro político-eleitoral. De resto, dá-se conta do seu empenhamento cívico?

Mas o artigo em epígrafe centra-se na legítima "dúvida acerca da honestidade e credibilidade" governantes. Pedro Salvado fala-nos dessa teia de dependência e da troca de favores (e de silêncios) que se propaga pelo diversos sectores da vida pública portuguesa e se estende à comunicação social, tema ao qual o Grémio* tem dado alguma visibilidade.

No cerne das suas considerações parece estar o rol de avenças da Câmara Municipal do Fundão, apenso ao texto, que permite não só perceber a irrelevância de algumas funções exercidas pelos avençados como a desproporção das suas remunerações. A coincidência de apelidos com algumas figuras proeminentes da vida política regional denuncia o predomínio do familiarismo, vulgo "cunha", como factor determinante no alcance de tais "empregos" e autoriza desconfianças sobre as reais "competências" daquela gente. Apesar de nem todos se encontrarem nas mesmas circunstâncias, paga o "justo pelo pecador".

Estas práticas minam o regime democrático, é sabido, onde a regra devia ser a oferta pública e o concurso de recrutamento. Além disso, esta pequena corrupção, endémica em meios subdesenvolvidos, passa amiúde por um sinal de "amizade" e encontra na opinião pública a complacência resignada de quem ignora o seu reflexo negativo em múltiplos e determinantes aspectos da vida pública ou de quem está ou tem algum familiar "entalado" na rede... Em qualquer país decente um tema como este atingiria foros de escândalo, mas em Portugal nem sequer é notícia, o que espelha bem o vigor ético do "tuga".

20090311

Paragens de autocarro desaparecem!

Sempre atento, o Máfia da Cova chama atenção para o enigmático desaparecimento das paragens de autocarro da "cidade neve". Felizmente vai enxuto. Do oráculo camarário "nem chus nem bus". Covibus, perceberam?

Fantasia 08 - Barragem (2)

Em complemento do post original sobre a fantasiosa Barragem das Penhas convém lembrar que, apesar de agora a CMC vir imputar ao Governo o atraso, essa obra estruturante serviu de pretexto para gastar quase 200.000,00€ no projecto e... estudos ambientais (de impacte?), tal é a preocupação do executivo com o assunto.

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Coba, SAElaboração do projecto de execução e estudos ambientais do sistema de adução entre a barragem da Ribeira das Cortes (Penhas II) e a ETA da Varanda dos carqueijais98.250,00 €
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Coba, SAElaboração do projecto de execução e estudos ambientais do sistema de adução entre a barragem da Ribeira das Cortes (Penhas II) e a ETA da Varanda dos carqueijais98.250,00 €

20090309

Caciques, em meias-palavras

A revista A23, versão papel, refere a existência de caciques (espécie de líder tribal entre os indígenas) no poder local da Beira. Coisa surpreendente e rara, de que o Grémio* jamais suspeitou ou teve notícia, quiçá por ter sido raspada ou estar encoberta nos estratos dos pergaminhos da imprensa local desde um Abril qualquer.

Refere-se ainda a existência de "associações que se tornam âncoras do projecto político do concelho" do Fundão, presume-se. Haverá até, imagine, "vereadores, assessores e chefes de gabinete" que presidirão a essas promiscuas entidades. Que enredo!

A verificar-se, o combate a tal caciquismo, seja ele rural ou urbano, justifica que se ponha o "nome aos bois" e não se fique pelas meias-palavras, a bem da República.

20090308

Liberdade de expressão

Porque a democracia não se esgota nas eleições nem devia servir para passar cheques em branco aos eleitos, como sucede em meios subdesenvolvidos; porque os governantes devem sentir-se obrigados a apresentar, explicar e discutir publicamente os seus projectos e acções, pois eles, na qualidade de servidores públicos passam e as instituições, os vícios, os estragos e as dívidas ficam... empobrecendo-nos a todos; porque só o aprofundamento da governança e da cidadania pode conduzir a uma sociedade mais lúcida, equitativa e feliz, o Grémio* recorda a certos caciques e seus arautos o Artigo 37º da Constituição da República Portuguesa:

"1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações. 2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura."

20090307

Isenção do Notícias da Covilhã (2) - Freixo

Na notícia ao lado, do NC desta semana, o inquérito à Quinta do Freixo aparece reduzido a uma episódio "que envolve a movimentação de terras". Se não descortina naquele painel publicitário a mirabolante "urbanização ...a revolução no sector da habitação" que a Câmara da Covilhã ali tinha autorizado, alegadamente com diversos atropelos do PDM, relembre aqui o processo, antes que a história deste imbróglio seja reescrita ou branqueada de vez.

Na segunda parte da "notícia", não terá o NC também esquecido que, segundo consta, antes do telefonema [?!] de Carlos Pinto, foi a denúncia de Rui Moreira que despoletou a averiguação da alegada violação do PDM pela sua moradia? - Tão servil, chega a ser cómico.

Isenção do Notícias da Covilhã (1) - Reitor

O post do Carpinteira, abaixo, fez-nos olhar com outro cuidado para o modus operandi do NC.

Na p.4, sobre as candidaturas a reitor, lê-se: "Manuel Santos Silva, actual reitor, é o terceiro a ocupar o cargo [cargo de candidato?], depois de João Queiroz e António Fidalgo... segunda feira, 7 [ou 9?]." Aprecie a anacronia do 2º parágrafo: "não foi possível confirmar... o NC sabe... que a documentação seria entregue." Sabia, foi entregue...? Sabendo quase tudo, por que omitiram o Prof. Barata, o 4º candidato, que certamente terá apresentado a candidatura ainda na 3ª feira?

Fantasia 09 - Pavilhão municipal

"Está tudo na mesma no processo do pavilhão municipal da Covilhã". Paulo Rosa, vereador de múltiplos pelouros, RCB

O Máfia da Cova relembra "ao Sr Vereador os Pavilhões existentes e o seu uso, assim como tantas outras actividades desportivas extintas na Covilhã. Pavilhão do CDC, sem direcção, sem equipa de basket, onde está a preocupação do Sr Vereador Responsável do pelouro do desporto. Pavilhão da Inatel onde o SCC joga futebol salão que raramente enche. Dois pavilhões universitários. Os Pavilhões existentes nas Freguesias do Concelho. A promessa feita (outra) há mais de 4 anos, quando fizeram acabar com a equipa de séniores da ADE, com a promessa de obras no campo...até hoje. A equipa de Andebol da ADE, que teve de acabar por falta verbas. O problema das camadas jovens do SCC, onde são os pais que levam os filhos nas suas próprias viaturas aos jogos. As equipas de Atletismo ou de Ping Pong, que antigamente existiam nas colectividades, extintas. A equipa de Voleibol que tanta tradição tinha da cidade da Covilhã, extinta. Todos os equipamentos desportivos ao abandono, como é o do Bairro do Rodrigo, juntamente com o jardim, que mais parece um pântano. e mais devem existir que agora não me recordo, mais me parece um manobra de distracção, para evitar assuntos bastantes mais importantes..."

20090306

O sermão do (e ao) padre Geraldes

Desta vez citamos na íntegra um documento para a posteridade. Leia, reficta, comova-se e se quiser acompanhe o debate que vai no Carpinteira sobre esse contrasenso que é a "blogoesfera local". O Grémio* tentara noutra ocasião pensar a relação entre o poder e a imprensa locais, mas o Carpinteira excedeu-se.

"O Sermão - Esta semana o clérigo Geraldes resolveu escrever um sermão sobre os/as covardes, no seu jornal católico/apostólico/romano NC. Entendeu fazê-lo do alto do seu púlpito, em tom inquisitorial, com acusações genéricas sobre os covardes e afins, que é sempre mais fácil e, seguramente, mais proveitoso para quem tem em vista atingir um determinado fim. Na verdade, ignorava esse tema fracturante da Igreja: os covardes e as covardes. Temos então, uma oratória transformada em alimento espiritual pelo nosso clérigo, se calhar para vender aos crentes, quanto mais não seja, para os levar a ler mais vezes a Biblia, que é um exercício que se recomenda sempre, em tempo de crise e de covardia. Bom, depois de ter percorrido a prosa, e tropeçado em evocações do Padre António Vieira e Almada Negreiros, como forma de legitimarem as afirmações que o clérigo ia produzindo, dou por mim no meio de uma campanha negra contra a imoralidade covarde, e pela salvação das almas. Tudo bem. Nesse exacto momento, lembro-me também de Antero de Quental, quando disse que o vírus que provocou a doença foi o cristianismo, que fez cair sobre o país uma sombra densa que se transformou no que podemos chamar de uma longa noite portuguesa. Outras estórias. Eis-me então chegado à frase mais interessante e sumarenta desta missiva que reza assim: “Os covardes (…) usam blogs cujos autores são desconhecidos (…) É gente séria esta?” Ou seja, no mundo complexo e sério do clérigo Geraldes, as pessoas sentem-se perdidas e ofendidas, sem esse recurso sistemático à autoridade de autor, como se a ideia não valesse por si, e as pessoas só fossem capazes de a acolher, não pelo que ela vale em si mesma, mas quando imposta pelo recurso autoral. Pelo contrário, estou convencido, que os leitores podem ler os textos sem saberem quem são os seus autores, e nem por isso deixarão de lhes atribuir significado. Penso que o texto deve funcionar por si, sem necessidade de o nomear. Isso não impede que um leitor, qualquer leitor, possa construir um sentido ou concluir pela falta dele. De uma coisa tenho a certeza, o direito de propriedade sobre os posts que escrevo, aos poucos, deixam de pertencer-me, e passam para o lado de quem os lê. É uma velha questão da estética da recepção, que não vou aprofundar para não me desviar do assunto. Mas é claro que a covardia tem as costas largas, e o fito de tanta prosápia do clérigo Geraldes não era, seguramente esse. Vamos então ao que interessa: Os blogues continuam a ser, ao contrário dos pasquins paroquiais, os poucos espaços de livre opinião não controlada pelo poder autárquico. Como todos sabemos: a imprensa local é ainda hoje muito dependente da publicidade local e pública, o que limita, demasiadas vezes a sua independência política. Os blogues anónimos e não anónimos têm sido, em muitos lugares, um espaço raro de opinião livre. Esse é que o problema, e o clérigo Geraldes sabe isso; a nomenklatura local está pouco habituada à crítica e à denúncia. A aversão à crítica livre é, aliás, uma característica comum aos autarcas, mas principalmente à Igreja, historicamente intolerante com o diferente e o contraditório; era outra estória, mas não tenho tempo. Certamente, o problema não está nos/nas covardes, o problema reside no senhor padre, que não se dá bem com a liberdade de expressão. É sabido que ainda perduram genes do Santo Oficio em alguns sectores da Igreja portuguesa, até porque, a censura ideológica e a perseguição religiosa, institucionalizada em força até ao século XIX, ajudou a criar esses tiques de exclusivismo e intolerância. Pois assim se fez o caminho para um longo período de igreja única e de partido único, que marcou três quartos do século XX. Mas os tempos hoje, são outros, mesmo que isso desgoste ao clérigo Geraldes. Bom, a prosa já vai longa, vou mas é aspergir a cama com água benta e rezar as três avé-marias do costume, não vá o diabo tecê-las."

5 estrelas: "the show must go on"

A campanha Covilhã cinco estrelas continua de vento em popa, usando o erário público para proveito não se sabe bem de quem, nem de quê. Certo é que esta campanha disparatada parece alcançar exactamente o contrário daquilo que propôs Carlos Pinto, embora os jornais e as revistas fashion agradeçam ("boa imprensa"...) e alguns basbaques exultem com a farsa.

Façamos então de conta que a verdadeira fortuna gasta pelo Município da Covilhã em propaganda no ano passado foi um "investimento" no nosso futuro, na nossa qualidade de vida. Façamos de conta que a "visão estratégica" da Câmara justifica o dispêndio de mais 70.000,00€ dos nossos impostos em anúncios de imprensa, só nos primeiros dois meses do corrente ano, como aqui pode constatar. E ainda a procissão vai no adro...

28432

Presselivre, Imprensa Livre, S.A.Campanha Covilhã Cidade 5 Estrelas16.000,00 €
28468

Público, Comunicação Social, S.A.Campanha Covilhã Cidade 5 Estrelas18.720,00 €
28490

O Sol é essencial, S. A. Campanha Covilhã Cidade 5 Estrelas8.970,00 €
28503

Impala Serviços, SL Campanha Covilhã Cidade 5 Estrelas12.000,00 €
27986

Caras - Revistas Impresa PublishingCampanha Covilhã Cidade 5 Estrelas14.950,00 €

20090305

Urbanismo 5 estrelas (7) - intervenção

"Enquanto os indígenas andam entretidos com as pontes para o futuro no condomínio, este ex libris do património edificado covilhanense, algures na favela de S.Martinho, vai jorrando agua pelas paredes e na rua, devido à existência de uma mina no seu interior. O imóvel, ao que parece, de elevado interesse patrimonial, teve há pouco tempo uma intervenção 5 Estrelas, como se pode ver na foto. Todos os buracos foram tapados, agora, a água da mina não tem por onde sair." Carpinteira

Fantasia 08 - Barragem

"...naquele tempo, esteve em fase de consulta pública o projecto de construção da nova Barragem na Serra da Estrela, lançado pela Câmara Municipal da Covilhã. O projecto... previa a criação de uma albufeira na Ribeira das Cortes, perto das Penhas da Saúde, com 42 metros de altura e capacidade para armazenar dois milhões e 200 mil metros cúbicos de água. Era muita auguinha. Segundo Luís Barreiros, o trauliteiro vereador na Câmara da Covilhã, a concessão à iniciativa privada da futura barragem, através do concurso de concepção, construção e exploração, devia-se ao facto do investimento ser demasiado oneroso para as finanças do município, pelo que "se optou por esta forma de concurso". Hum! Na época o excelso Luís Barreiros explicava que "o vencedor do concurso iria construir a barragem e em contrapartida explorar todas as suas vertentes, nomeadamente o abastecimento de água e a produção de energia eléctrica". E adiantava: "Mesmo que o processo e as obras decorram à velocidade máxima, a albufeira levará pelo menos mais cinco anos até estar pronta a ser utilizada" concluiu. Pois. E a barragem?" Carpinteira

20090303

Caridade(zinha) de Carlos Pinto

"Medidas da Câmara da Covilhã para combater a crise: Hoje, todos os Tortosendenses receberam por correio uma boa noticia por parte da Câmara Municipal da Covilhã, a qual decidiu isentar de pagamento o custo do serviço de refeição e do prolongamento de horário de todas as crianças dos Jardins de Infância e EB1 do Concelho da Covilhã. Entrando a medida em vigor a partir do dia 02 de Janeiro de 2009. É de louvar actos como este, em que todos os pais que têm filhos em idade escolar agradecem..."
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Agradecerão. Mas esta aparente "boa notícia" não faz esquecer o essencial: a cobertura de creches (nos jardins de infância a situação é um puco melhor) não responde às necessidades do município, como demonstram as longas listas de espera nas instituições públicas e privadas. Os elevados preços praticados para as crianças que têm vaga são consequência desse desajustamento. Os pais conhecem bem a situação e desenrascam-se como podem... sujeitando-se a atravessar a cidade várias vezes ao dia para deixarem as crianças nas instituições, nos avós ou em amas. Grande parte do tráfego tem essa causa, aliada ao deficiente planeamento urbano.

Se nestes quatro mandatos a Câmara pouco se importou com isso, por que vem agora mostrar procupação? Será mesmo pela crise? Por amor? - Não seria mais acertado e verdadeiramente estrutural, em vez dos aeroportos e do forró com que nos insultam a inteligência, apostar no que é importante, na criação de equipamentos de apoio à família, em vez de lançar umas migalhas aos pais em ano eleitoral, abrangindo injustamente os que podem e os que não podem pagar?

20090302

Urbanismo 5 estrelas (6) - Degoldra

Embora se aponte ao Grémio* ser restritivo no direito de admissão, hoje destaca-se uma pérola do Covilhã Maior, o blog de um TSD que propõe a re-re-re-recandidatura de Carlos Pinto. Para que não nos chamem sectários, mesmo sem esperar honra recíproca, em véspera de uma inauguração cinco estrelas, citamos:

"Parque da Degoldra: É triste ver estas coisas. Pois é, no Parque da Degoldra ainda por inaugurar já tem uma das suas escadarias a afundar-se. É pena que uma obra desta envergadura esteja já com este tipo de problemas. De quem será a culpa? Do executor da obra certamente, mas também de quem a fiscalizou... Mais defeitos: O Parque da Degoldra é sem a menor duvida uma obra marcante... os taludes a caírem do lado da Rua José Ramalho que estão tão feios e em alguns casos até oferecem perigo. Era bom ver isso assim como o silvado que encontramos no final da rua sem saída."

Reitor para a "ocasião"

Vítor Pereira, humilde servidor da República (deputado da nação) em nome do distrito defende nos pergaminhos do JF que a UBI precisa de um reitor para a "ocasião" (Santos Silva), alerta o Carpinteira. O povo bem diz que a ocasião faz o ladrão e o JF com uma no cravo e outra na ferradura quase esquece o casco...

O político que ocasionalmente comenta a vida do concelho bem sabe que o seu partido, o PS, também precisará de um candidato por "ocasião" das eleições autárquicas e, até agora, só disparate ou incerteza estratégica, nas suas palavras.

Haverá candidaturas que arrepiam caminho a outras, mas num caso e noutro pode haver tabus fatais. Será a continuidade, vantagem que Pereira aponta a favor de Santos Silva contra Fidalgo e Queiroz, um argumento? Enfim, que achará Santos Silva desta demonstração pública de "apreço"?

20090227

Urbanismo 5 estrelas (5)


Antes de perceber por onde se pode passar, veja como é gasto o seu dinheiro. Ele é floreiras, vasos gigantes... aos quais se somam agora os novos e ostensivos painéis publicitários, plantados mesmo no meio da rua. Um horror vacui que arremeda qualquer plano de mobilidade, por mais bem esgalhado que seja.

20090226

Corrupção e fortunas inexplicáveis

"A corrupção, o enriquecimento ilícito, o tráfico de influências e qualquer dos crimes associados ao exercício de cargos públicos, ganha uma especial acuidade na consciência popular nos momentos em que muitos portugueses estão a sofrer uma drástica quebra da sua qualidade de vida.... legítimas suspeitas... perigosa sensação de impunidade dos poderosos e de ineficácia, quando não de complacência, da justiça... notícias sobre malfeitorias na banca... envolvendo figuras do PSD, e no caso Freeport envolvendo o Primeiro-ministro... o Correio da Manhã tem publicado sobre Mesquita Machado e a sua família em Braga... investigação da PJ que foi arquivada... mas o manancial de factos referidos merece reflexão porque mostram a existência de bens, rendimentos, fortuna longe de estarem explicados. E, do ponto de vista do debate público numa democracia, isto deve ser discutido... ambiente de autoritarismo e perseguição... controlo da comunicação social... cada vez mais com factos e cada menos com “provas”... sei também esta verdade simples e que repito: não se pode enriquecer na vida pública... a aquisição de verdadeiras fortunas durante o exercício de cargos públicos é matéria de escândalo público e devia ser matéria de justiça." Abrupto

20090225

Leasing?

"A câmara da Covilhã vai adquirir 24 casas de habitação aos [ou para os?] serviços sociais da autarquia... foi aprovada por maioria uma proposta para a contracção de um leasing bancário, no valor de 1 milhão e 640 mil euros, para financiar esta operação. A bancada do PS absteve-se... CDU se absteve... Luís Barreiros, vereador na câmara da Covilhã, garante que "esta operação não conta para a capacidade de endividamento da autarquia..." RCB

Fantasia 07 - elevador (da glória)

"Elevador ou Escadaria? - A Administração do condomínio e o seu apego a megalomanias, tem enchido de virtuosismo a cidade neve com projectos de encantar cerimonias inaugurativas em 2009; ele são aeroportos, elevadores, jardins e pontes pedonais de improvável utilidade... elevador de (Santo André), que liga a R. Marquês D’Ávila e Bolama ao Mercado Municipal... que brevemente proporcionará uma viagem grandiosa, e fará sorrir os condóminos de tão desconcertante utilidade paisagística (faria sentido se ligasse ao parque Goldra). Mas o que salta à vista de qualquer transeunte é a desproporção / inclinação daquela escadaria. Estaremos perante um erro na concepção? Ou as escadas são apenas um elemento decorativo? Do ponto vista técnico, qualquer escadaria com aquela extensão, sem patamares, cria a sensação de insegurança e desconforto, para quem desce, mas subi-la também não vai ser fácil. Por outro lado, a opção por degraus em paralelepípedos de granito, (30 por 17) torna aquela solução bastante dispendiosa. E não havia necessidade."
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Este elevador/escadório para o mercado/call-center deve integrar o tal plano de mobilidade.
.. pode mesmo chegar a acolher penitências, a cumprir de joelhos até aos pés do "senhor". Siga o pagode no Carpinteira.

"Benvindos"!

Um candidato a Reitor, professor catedrático... de letras, aos internautas blogoesféricos: "benvindos". Lapso ou blague?

O desagradável "sistema" de Paulo Rosa

"Questionado sobre a forma como são atribuídos os fundos às colectividades [1, 2 e 3], Paulo Rosa, vereador com o pelouro do associativismo, acabou por explicar que na câmara existe um sistema de atribuição de subsídios... Miguel Nascimento perguntou a Rosa “qual é então esse sistema que tem montado de atribuição de verbas às associações do concelho, quais são os critérios, quais as ponderações de actividades”. O vereador... acabou por não demonstrar nenhuma forma ou método para tal distribuição de verbas, mas, já depois de uma “desagradável[vídeo explícito] troca de opiniões afirmou que “até hoje nunca nos chegou uma única reclamação relativamente à questão dos apoios que nós damos [!] ou não às associações”." Urbi

20090224

"chico-esperto"

Rebelo de Sousa sobre Sócrates: “Ele teve sorte e tirou proveito disso. É o que se chama o chico esperto. Fez um curso mais facilmente que o comum dos mortais e na casa comprou a mesma casa que os outros compraram mais cara, mais barata”... característica não inibe que Sócrates não volte a ser eleito: “Não corresponde ao perfil clássico de primeiro-ministro... A questão é saber se os portugueses gostam ou não do perfil do homem que é chico esperto para primeiro-ministro. Nas autarquias têm gostado muito...Público + áudio

20090223

Urbanismo 5 estrelas (4)


Frente ao Serra Shopping, em plena zona baixa da cidade, alguns loteamentos parados há mais de um ano testemunham a falência da construção massiva e desqualificada que marca o (demasiado) longo consulado autárquico de Carlos Pinto. Esta é a herança: a cidade nova vive um momento de pré-colapso; à cidade velha não há SRUs que valham.

Durante quanto tempo a retracção do mercado imobiliário perpetuará esta paisagem? Que pensam os partidos deste fenómeno? Das novas "avenidas", como a do aeródromo, pagas pelo contribuinte mas de benefício discutível? Interessa-lhes este assunto?

À noite, o estaleiro iluminado como se fosse uma zona habitada é o signo do desperdicio de recursos. Quem paga a conta da energia? Quem beneficia com o loteamento?

20090221

Águas da Covilhã: a água é de todos? (IV)

Dada a polémica candente sobre o anúncio do aumento das tarifas da água e a recusa dos responsáveis em dar explicações, o Grémio* relembra o processo de privatização da AdC - Águas da Covilhã revisitando o blog do Movimento Cívico A Água é de Todos. Transcrevemos alguns argumentos apoiados por mais de seis mil assinaturas, desprezadas pela Assembleia Municipal:
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"A gestão PSD/Carlos Pinto quer entregar as Águas da Covilhã ao grupo SOMAGUE... a troco de uns milhões de Euros no imediato, comprometer as futuras gerações e executivos municipais... Lucros privados à custa de todos... Apesar do presidente da Câmara da Covilhã não ter confirmado a alienação de 49 por cento do capital da Águas da Covilhã à AGS /Somague, afirmando que “as empresas podem dizer o que lhes apetecer”, a realidade é que esta foi a única empresa que veio afirmar publicamente que o negócio já estaria concretizado..."

20090220

Águas da Covilhã: a síntese (III)

Eis a síntese do processo de agravamento das tarifas da água, prévio à metamorfose da AdC (Águas da Covilhã) em ICOVI, que Carlos Pinto não quer explicar. Compare os tarifários e veja como se defraudam as promessas.

Apenas em Felgueiras?

"Os pagamentos que têm sido feitos a advogados pela Câmara de Felgueiras são ilegais e deve ser exigida a devolução de todas aquelas verbas aos cofres do município. (...) "o eleito local apenas poderá exigir o pagamento das despesas [com processos judiciais] após a decisão final" (...) em "que não se prove dolo ou negligência por parte dos eleitos"" Público

20090219

Fazer de conta

"Façamos de conta... que esta democracia está a funcionar e votemos." Mário Crespo, JN

20090218

Águas da Covilhã: censura à crítica (II)


Segundo o Diário XXI de hoje, p.4, depois de absolvidos, os dirigentes que qualificaram de "negociata" o processo de privatização das Águas da Covilhã voltam a ser julgados. Um pagode!

Águas da Covilhã: inexplicável aumento (I)

1 - "As AdC (Águas da Covilhã) ... deu origem a uma nova empresa municipal (ICOVI)... a factura da água [e a tarifa de disponibilidade!] vai aumentar... Leopoldo Santos, administrador da empresa municipal, disse: “sobre essa matéria devem conversar com o senhor presidente da Câmara”. Carlos Pinto [presidente da CMC e da ICOVI] afirmou: “Não tenho que dar explicações. Se há alguém que deve falar é o engenheiro Leopoldo Santos”.

2 - "Aumento do custo da água. Continuação [1, 2]. Depois alargado debate sobre o custo da agua, entendemos por bem promover uma analise comparativa dos custos da factura da agua nos concelhos vizinhos [Guarda, Castelo Branco]. A nossa intenção com esta analise não é ter opinião, mas constatar factos... O que esperam os vereadores da oposição para tomar posição?"
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Debate em curso no Carpinteira

Parque de Feiras do Tortosendo...

"O presidente da junta de freguesia do Tortosendo espera que o novo Parque de São Miguel possa ser inaugurado até ao inicio do verão. Apesar da polémica que envolve esta obra, devido a uma contra ordenação emitida pela brigada do ambiente da GNR devido ao alegado abate ilegal de árvores naquele local, Carlos Abreu garante que "os trabalhos estão a decorrer a um ritmo normal..." RCB

20090217

Fantasia 06 - Aeroporto (2)



A rubrica Recordar é Viver do Máfia da Cova pode ajudar-nos a entender a farsa do aeroporto, entre outras:

"Novo aeroporto “levanta voo" - Em dia de aniversário, o autarca covilhanense pretendeu fintar o cenário de “contenção orçamental” e anunciou uma obra de grande monta para a cidade serrana. Carlos Pinto... a construção do novo aeroporto. A ideia já vem de há algum tempo, o local, no Terlamonte junto ao acesso Norte à A23, também já era do domínio público, faltando só o anúncio do começo da empreitada. Passo que Carlos Pinto espera dar “nos finais de 2007, inícios de 2008”.... Pinto falou de forma muito pronunciada na área do turismo (...) Na óptica de Pinto, o novo aeroporto vem servir de apoio a um plano turístico... Para além de que “apenas estamos a seguir no sentido do que está a ser feito por essa Europa fora”. A construção de estruturas aeroportuárias de menor dimensão, em cidades do interior é, para o presidente da autarquia covilhanense, o passo mais acertado. egundo Pinto, o novo aeroporto vai ter uma pista de 2400 metros de comprimento por 50 de largura. A estrutura prevê também uma aerogare com capacidade para a movimentação de 100 mil pessoas por ano. Pinto espera pelo próximo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), que tem início em 2007, para financiar o investimento..." Urbi, 24/10/2006
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Numa coisa o nosso autarca tem razão, as potencialidades da região não estão a ser aproveitadas. Mas, não será primeiro necessário avaliar as potencialidades da região e revitalizá-las para alcançar um turismo de qualidade? Se não, como pretende Carlos Pinto atrair 100 000 turistas (vindos de avião!!!) a visitar a Covilhã e a região? Será que está já a contar com o futuro ex-libris da cidade, a mega ponte pedonal, para atrair turismo de todas as partes do mundo, para verem tamanha obra de engenharia? Ou será que com o novo aeroporto pretende apenas desmantelar o actual aeródromo da cidade, para não ser aborrecido com os barulhos dos motores das aeronaves enquanto descansa na sua futura maison?"

€ 2.000.000/hora

É este o ritmo de endividamento da país, que já ronda os 200% do PIB, segundo Medina Carreira. Responsáveis? Credores?

20090213

Fantasia 06 - Aeroporto e Aviões









Em preparativos para o Entrudo, o Grémio* desmascara outro sonho edílico: inaugurar o aeroporto internacional da Covilhã, infra-estrutura que permitiria alegadamente "viajar para a Península Ibérica e estrangeiro" (sic), como figura no site da Câmara, associada a uma fábrica de aviões.

Na apresentação do projecto, em 2001, Carlos Pinto assumiu estarmos "perante um grande projecto, não só de dimensão regional, mas nacional e até comunitária. Espera-se que a Covilhã possa dar um imenso salto na competitividade"... área de 200 hectares, pista de dois quilómetros de comprimento... hangares... hotel e uma área residencial de forma a apoiar os voos charter e privados, transitários... ampliação do Aerogare, de voos circulares, edifício de aulas para Engenharia Aeronáutica, serviços de abastecimento, edifício de controlo da meteorologia, edifício de bombeiros para a implementação de um Centro Operativo de Apoio ao Combate a Incêndios e a eventuais acidentes, heliestação/heliporto para transporte de sinistrados para o Hospital e uma torre de controlo... A pista actual manter-se-á e fica reservada a actividades lúdicas, tais como planadores, pára-quedismo, ultraleves, voo de circulação, entre outras."

Apesar dos muitos equívocos que rodearam este sonho, como a associação e cedência de terrenos ao príncipe da Transilvânia, a promessa foi (aparentemente, como quase sempre) retomada nas Grandes Opções do Plano da Câmara. Noutro post, questionámos precisamente se não será desperdício, em época de crise, havendo tanto para fazer na cidade, com e para as pessoas, pensar em aeroportos. Se é lícito avançar para a compra de terrenos, como anunciou Carlos Pinto, sem que sejam divulgados os pareceres favoráveis das entidades que tutelam a aeronáutica em Portugal, os estudos de impacte ambiental..., e sem uma discussão pública aprofundada de tal "prioridade". Questionámos até a opinião dos partidos com assento na assembleia municipal da Covilhã sobre estas opções visionárias. Mas estes, ocupados com lides domésticas, pouco ou nada dizem.

Agora, oito anos volvidos, já se estranhava que Carlos Pinto não aproveitasse a desculpa da crise para colocar algumas promessas em stand-by. Diz o NC: "Aviões da Covilhã num impasse. Crise afecta investimento. A tão falada empresa de aviões para a Covilhã, parceira da Universidade da Beira Interior, encontra-se com dificuldades de negociação. Esperava-se que as primeiras aeronaves pudessem ser entregues aos clientes no Verão deste ano, apontando-se ainda para a produção de cerca de 250 aviões por ano, de três tipologias diferentes, a partir do ano de 2014, com um volume de negócios a rondar os 32 milhões de euros. Mas a crise veio alterar os planos previstos pela empresa Aleia, que escolheu a Covilhã para instalar uma linha de montagem de aeronaves certificadas. “As últimas informações que tenho é que de facto havia dificuldades de negociação e finalização com a Caixa Geral de Depósitos, que seria o parceiro financeiro”, refere Carlos Pinto."

- A si, caro leitor, não lhe parece que a desculpa da crise, depois do que foi gasto em projectos (1, 2) de necessidade duvidosa e de se começar a construir nas imediações do actual aeródromo é escassa? Parece-lhe ter havido benefício para a Covilhã de tais decisões? Parecem-lhe aceitáveis as despesas já feitas? A quem aproveitou verdadeiramente a ideia de desactivar um aeródromo para construir outro? - Já que pagamos a fábula, ao menos choremos-lhe o entrudo a "bandeiras despregadas".

20090212

Blogs, imprensa e cidadania

"A pretensa isenção da imprensa constitui porventura uma das maiores ilusões da sociedade da informação. É óbvia e clara a sua dependência a poderes económicos, políticos ou outros (...) Quem paga é que manda, diz o povo. Ao contrário, a blogoesfera afirmou-se como um direito gratuito, sobretudo, de opinião individual". Ler na íntegra no Carpinteira

20090211

Biscaia vs Barreiros

Um mimo, demonstrativo das relações intermunicipais e de algo mais. A propósito das alegadas dívidas da CM Manteigas à CM da Covilhã:

"... as declarações do senhor Vereador (Luís Barreiros)... não correspondem minimamente à verdade... a Câmara de Manteigas está a cumprir o acordo celebrado entre os dois municípios... tem as suas contas em dia... dispõe de uma ampla margem de recurso ao crédito... não tem dívidas em contencioso, não recebe lições de ninguém na gestão da sua tesouraria e na assumpção dos seus compromissos e não está disponível para seguir alguns maus exemplos, que são do conhecimento público e que desprestigiam o poder autárquico..." J. M. Biscaia, Pres. CMM, JF, 5 Fev. (ver aqui e aqui)

20090208

Câmara não apoia educação musical

"Zéthoven é um Projecto de educação musical dirigido às crianças, único em Portugal. Nasceu na Associação Cultural da Beira Interior, na cidade da Covilhã, e está a conquistar todo o país. A Câmara da Covilhã, por sua vez, despreza-o, mas pior ainda, inviabilizou o Zéthoven nas escola do concelho."

"A Covilhã é a única localidade em que as crianças pagam para frequentar o projecto por falta de apoio da autarquia... "O projecto Zéthoven não está nas escolas do concelho da Covilhã unicamente por uma decisão da autarquia. É grave que um autarca use use o poder que tem para se vingar de alguém castigando várias centenas de crianças do seu concelho", diz o maestro no JF. É isto que as populações ganham com a visão do mundo de certos autarcas.

Grande Reportagem SIC. Hoje, 8 de Fevereiro, a seguir ao Jornal da Noite.

20090206

Novel(i)a, por Manuel da Silva Ramos

O exílio na província de Manuel da Silva Ramos, escritor que ganhou um prémio de novelística em 1968, como é sabido, adquire agora visibilidade pelas crónicas que semanalmente assina nos pergaminhos do Jornal do Fundão.

Glosas que oscilam entre a autocomiseração e a lauda e que amiúde passam desapercebidas, dada a convergência com o Correio da Covilhã, responsabilidade do inefável Romão, não obstante a gálica verve.

Esta semana MSR surpreendeu, relativamente. Não só por se comparar a Paul Celan: "Depois como Paul Celan, o poeta que se suicidou por causa do nazismo, cavalguei a neve silenciosa do exílio político..."; mas pelo tema, menos obsoleto, e sobretudo pelas considerações sobre a liberdade de expressão na internet, de fortes traços surrealistas, como soie.

Transcrevemos um excerto dessa invectiva genérica, por cortesia do Carpinteira, para que possa o leitor perceber do que falamos, ou não: “A neve (...) ouve, compreende e admite. Todo o contrário, por exemplo da perversa Internet onde reina o fascismo e a delação, e onde muitos imbecis escrevem pensando que tem qualquer coisa de essencial para dizer ao mundo. A poesia é maior que toda a difamação, todo o desprezo deste oco instrumento tecnológico que é um caudal de lama infecta. Neva no meu coração mas não na Internet".

Conhecida a avença que MSR detém com a Câmara da Covilhã (1.200€/mês até 2012), o Grémio* achava apropriado que o escritor fizesse uma declaração de interesses quando discorre sobre política local. Que conste aqui no Grémio*, MSR não ocupa o lugar de assessor da CMC por concurso público, situação que lhe conferiria outra autoridade e talvez tornasse mais plausíveis as suas convicções e qualidades, não racionais e poéticas, mas simplesmente políticas.

A cultura democrática pode não se aprofundar anonimamente, mas também achamos que não se faz com a reprodução de lugares comuns ou alimentando a sede de protagonismo com anódinas e cândidas descrições de personagens e episódios castiços. A "arte negra", a imprensa que mudou o mundo e abriu as consciências não surgiu (só) para isso. Bem sabe o MSR que a luta é desigual e, em vernáculo, "fala com as costas quentes".

20090204

Prémio Romão Vieira (5): o "sucesso"

O mais recente nomeado ao Prémio Romão Vieira é César Duarte Ferreira, da RCB, em estreia absoluta. No longo artigo dedicado a outro sucesso (!?) de Carlos Pinto (ter transformado parte do mercado municipal em call center) acabamos por não perceber o que relata César. Pasme o leitor com o que "sucede":

"Call Center com Novos Projectos - Um sucesso. É este o balanço dos primeiros três meses de funcionamento do Call Center na Covilhã. Para o futuro... na calha... novos projectos... no ultimo piso do mercado municipal [1 e 2]... O Call Center ainda é recente mas definidos já estão projectos para o futuro. Em estudo... novas ideias ... novos projectos... Não posso revelar os nomes... captar os novos talentos da UBI.... Pensado... o alargamento de instalações para o piso inferior do mercado municipal, não havendo ainda data definida para o avançar do projecto."
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- Onde está a notícia? - Novos projectos, em estudo, anunciaremos, futuramente, em breve, novidade, não posso revelar... - Haja dó!