20090417
O "charme" dos Costa Pais
20090416
Um indício salutar
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Transcrevemos, para que conste: "Covilhã entre os municípios mais endividados. - Autarquia serrana surge em terceiro lugar no índice de endividamento líquido em relação às receitas do ano anterior no Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses (...) E se a situação global da Covilhã apresenta alguma :) debilidade financeira (...) O município covilhanense é ainda o nono na lista dos que têm maior passivo, o sexto com menores resultados económicos, na análise da diferença entre proveitos e custos, e o oitavo nos grupos municipais (que inclui as empresas municipais) com maior índice de dívida líquida. A autarquia serrana é também a 16ª com maior índice de dívida a fornecedores relativamente às receitas totais do ano anterior." NC
20090415
2.000.000 de pobres
Urbanismo 5 estrelas (11) - Gameiro
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"Era para ser, mas já não é… Em Fevereiro de 2008 a Administração do condomínio covilhanense notificou os comerciantes que tinham as suas bancas de venda no piso cimeiro do mercado, a abandonarem o mesmo. Vítor Marques, o vereador fantasma, especialista em Mercados e Feiras, disse na altura que “ia reunir com os comerciantes mas desconhecia os motivos que levaram a câmara a exigir a cedência das instalações”. Pois pois. Em Abril do mesmo ano, a Administração do condomínio toma a decisão de abertura de concurso para a construção do novo mercado junto ao Gameiro : (local onde a inteligentzia construtiva da urbe 5 estrelas, ergueu edifícios praticamente dentro do cemitério). Bom, agora o dr pinto vem anunciar que o novo mercado da cidade já não vai ficar localizado na antiga garagem de São Cristóvão ao Gameiro, e que o assunto vai voltar a ser apreciado. Hum? - Então, este espaço nobre no centro histórico da Covilhã vai ser transformado em quê? As pedras aparelhadas da anttiga fábrica (na foto) foram para onde? E os condóminos não terão o direito de saber onde é gasto o dinheiro dos seus impostos?" Carpinteira
20090414
"O autarca modelo"
20090412
Corrupção inerente ao poder prolongado
20090411
Prémio Romão Vieira (6): Silva Ramos
Os ares da Páscoa transformam certas personagens na imagem viva do mártir paroquial. Assim Manuel Silva Ramos aparece justamente nomeado ao Prémio Romão Vieira. Desta vez, naquela novel(i)a semanal que nos chega plasmada nos pergaminhos* do Jornal do Fundão, o escritor (que ganhou um prémio em 1968) aplaude outro mártir que alomba com a cruz da misericórdia e da compaixão. Esse mesmo, caro leitor, eles juntam-se. Desinteressadamente, o Grémio* limita-se a amparar-lhe a lágrima, porque o género literário, esse é inefável, como pode constatar aqui ao lado._
*Pergaminho -s. m.
"Benesses" do "dr. Carlos Pinto"
20090410
A dívida da Câmara da Covilhã
20090408
O pensador...
"Internacionalização e Inovação são elementos essenciais de saída para a economia portuguesa, num quadro de competitividade acrescida e de escassez de oportunidades no mercado interno... (A CMC tem proporcionado a abertura ao mercado ou, pelo contrário, favorecido os mesmos de sempre?) O Parkurbis já não é, apenas, uma simples promessa, mas ainda não é um êxito empresarial fulgurante. Mas para lá caminha (!)... Nascido por nossa iniciativa, daria um livro sobre como a acção pública estadual (haverá assessores brasileiros na CMC?) neste domínio... vocacionado para as novas tecnologias, capaz de competir com qualquer estrutura deste tipo, existente na Europa... Sem embargo do lugar para todos, não perceber que a mudança de matriz económica e empresarial no nosso País tem que partir da realidade existente, fazendo-a evoluir, é cometer erros de estratégia de desenvolvimento que se pagam caro, como está a acontecer entre nós (O Grémio* não diria melhor sobre a actuação da Câmara!)... Para além da Covilhã ser hoje uma cidade onde investir significa, um espaço de qualidade global (?!), quer para as famílias, os técnicos, os empresários."
20090407
Aterro da Cova da beira
Teia de favores...?
20090403
Fundo perdido...!
"A união das maiores cidades da Beira Interior resultou num cheque chorudo: dez milhões para cultura, turismo e património - “REDE Património de Cidades”, a candidatura que juntou pela primeira vez na história recente da região Castelo Branco, Fundão, Covilhã e Guarda numa acção deste cariz... dez milhões de euros a fundo perdido que agora vão ser canalizados para projectos apresentados pelas autarquias no domínio da cultura, património e turismo, no total de 15 milhões de euros... Joaquim Morão... considera que “a aprovação da candidatura foi de grande relevância para estas cidades, porque nos permite fazer fortíssimos investimentos ligados principalmente ao turismo, no sentido de promovermos os nossos bens culturais, e trazer uma maior atractividade turística... um passo importante para a competitividade regional”. O dinheiro será repartido de forma equitativa entre todos os municípios. Cada um terá ao dispor três milhões de euros, ficando reservados outros três milhões para custos administrativos. Há diversos objectivos em conjunto, mas entre os principais projectos candidatados há muitos de âmbito local. Destacam-se, a título de exemplo, em Castelo Branco, o plano de valorização da cidade quinhentista da zona histórica e a criação do Museu-Oficina do Bordado de Castelo Branco. Na Covilhã há projectos como a concretização das rotas urbanas da cidade; na Guarda, o Centro de Interpretação do Mundo Romano e a Casa da Memória da Identidade e do Património e no Fundão o corredor verde entre a piscina coberta e o pavilhão desportivo, a requalificação do largo da estação e a criação de ciclovias." JF
20090401
Urbanismo 5 estrelas (10) - Centro de Artes...
"É certo que na Beira Interior ainda existem muitos rebanhos e pastores, só que é menos habitual que o local de pasto escolhido seja uma das cidades. Pode parecer pouco credível, mas a foto foi captada, há duas semanas, no descampado onde, em tempos, a Câmara da Covilhã equacionou constuir o Centro de Artes." Diário XXIÉ isto: a Covilhã tornou-se numa grande fotomontagem de mau gosto, qual peça de teatro contínuo, onde os contrastes denunciam a insustentabilidade urbanística, signo da incompetência e da irresponsabilidade da autarquia, que não parece equacionar a qualidade de vida urbana como uma das suas obrigações. É nisto que se vota.
Alternativas políticas
20090330
Milionários à custa do urbanismo
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"Maria José Morgado acha que deveria haver uma lei contra o enriquecimento ilícito. Notando haver políticos «que eram pobres quando iniciaram funções e ao fim de uns anos estão milionários», condena a «riqueza má», feita à conta do erário público... A Directora do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, disse, em entrevista ao SOL,que prevê que a maioria dos 66 inquéritos sobre ilegalidades na Câmara Municipal de Lisboa (CML) seja arquivada, pois a lei não prevê os crimes urbanísticos, nem o enriquecimento ilícito... Estamos a falar de condutas que evoluem num quadro perfeitamente labiríntico, com legislação ultracomplexa criticada pela própria Ordem dos Engenheiros, e que criam filtros sucessivos sobre a verdade e a realidade. O objectivo tem de ser o de combater o negócio sujo do licenciamento urbanístico. Os critérios de aprovação não são objectivos: dá ideia que variam consoante o cliente e que caiem no domínio do cambão. Ou seja, as decisões dos detentores de cargos políticos são inspiradas não pelo interesse público, mas por um grupo particular de interesses." Maria José Morgado, SOL
Urbanismo 5 estrelas (10) - semáforos
Urbanismo 5 estrelas (9) - contrastes
20090327
Fantasia 10 - Torre de Santo António
Em 2006 foi notícia outra promessa vã: a conclusão da obra prima do pai do Sócrates na cidade-neve, inacabada há mais de 30 anos e já classificada como uma das grandes aberrações pátrias. Carlos Pinto, para tornar "suportável" aquele prédio, construía outros dois ao lado... chamando-lhe "arranjo urbanístico". Um pagode:"Segundo a autarquia, o acordo estabelecido com o Montepio Geral permitiu desbloquear a situação e proceder-se à recuperação da Torre que será destinada ao mercado habitacional... segundo Carlos Pinto, alguns peritos defendem que «o imóvel é suportável do ponto de vista paisagístico nesta encosta da Serra da Estrela». Desde os anos 80 que vários projectos têm sido aventados para a Torre e, com este desfecho a Câmara da Covilhã conta receber compensações e taxas num valor de 648 mil euros. Recorde-se que em Setembro último, em Sessão de Câmara, tinha sido afirmado o destino da Torre que jamais foi concluída e dava, segundo Carlos Pinto «uma «uma imagem de alguma degradação» da cidade. Na altura o presidente da câmara, referia que já tinha sido estabelecido um acordo com o proprietário do empreendimento, o banco Montepio Geral. O edil social-democrata acrescentava, ainda que a recuperação da Torre passava pela construção de mais dois edifícios na base para «servir de apoio à estrutura central». Projectava-se o complexo «como um T invertido, com comércio e estacionamento, na zona dos primeiros pisos e apartamentos de habitação na torre central», esclarecia Carlos Pinto. A construção da Torre data de meados dos anos 70 e é um projecto do arquitecto Pinto de Sousa, pai do actual primeiro-ministro, José Sócrates. O empreendimento previa um conjunto de três grandes edifícios para habitação, comércio e estacionamento. A estrutura central com 60 apartamentos foi o único a ser construído. A não conclusão do projecto deveu-se a falências, falta de capitais e burocracias." Kaminhos
Carlos Pinto confirmou ao DN que "o edifício cumpre todos os requisitos ao nível do licenciamento e do pagamento das taxas para ser usado pelo proprietário"...
Mais incompreensível é que em 22/06/2001 o deputado e candidato a Presidente da Câmara da Covilhã José Carlos Lavrador (PS) tenha afirmado ao Notícias da Covilhã existirem "interesses obscuros" no processo de urbanização da cidade, dando como exemplos a construção caótica na zona baixa da cidade e a não demolição da torre de Santo António...
20090326
Fantasia 08 - Barragem (3)
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À conta da miragem, a câmara "investiu" recentemente mais 200.000,00€. Peanuts...!
20090323
Urbanismo 5 estrelas (8) - poluição

Um passeio franco sempre serve para alguma coisa... no âmbito do tal plano de mobilidade que a imprensa papou e nos vomita.
20090321
Elevador inaugurado, elevador avariado
20090320
"Carta aberta" ao PGR
20090317
Baptista-Bastos na Covilhã, por masoquismo?
"A ascensão da mediocridade é estimulada nas épocas em que a paralisia cívica coloca em órbita o que de pior existe na sociedade." "A descredibilização da política advém do facto de os políticos estarem na política para organizar as suas vidinhas." "Um homem sério não é, apenas, o que não põe a mão nos bolsos dos outros. É aquele, quase irrepreensível, que espalha, em seu redor, a ética do despojamento e da integridade, com a exigência do espírito de missão." "Há qualquer coisa de podre, há qualquer coisa de decadente e de vil neste tempo. Repare-se no rosto dos que estão no poder, e no daqueles que estão preparados para os substituir. Sempre aquelas caras que pouco se alteram. Sempre os mesmos hábitos. Sempre o mesmo sarro da aldrabice, da dissimulação, do desdém por todos nós." "O afastamento das pessoas da política e do acto cívico resulta do facto de os dirigentes não se distinguirem uns dos outros - a não ser no modo de vestir." "É raro, no historial da Imprensa, um jornal conseguir grandes tiragens e associá-las a um total equilíbrio informativo. As grandes tiragens destinam-se a um público menos exigente ou mais propenso à leveza do que à reflexão." "Os partidos converteram-se em agências de empregos, desprovidos de ideais morais, com clientelas domesticadas porque as sinecuras e o nepotismo são compensadores." "A política, tal como é exercida em Portugal, abandonou a ideia de espírito de missão, e tornou-se num generosíssimo meio de se governar a vidinha." "O descrédito na política e o desprezo pelos políticos são impulsos de autodefesa. Mentem-nos e prosseguem, impunes, uma «carreira» que não deixa nunca de ser afortunada." O Citador
20090316
20090315
"Virgens num bordel"
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Metáfora que prova a sua craveira intelectual. Sem ironia.
20090312
Clientelas e corrupção (1)
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Tema candente este, da troca de favores e do contributo das clientelas político-partidárias para o atraso do país, situação que parece transversal às sucessivas gerações. A título de exemplo, veja aqui e aqui o que discute, propõe, pensa e ambiciona um grupo de "jovens" que almeja liderar a política. Fica esperançoso?
Pelo vazio de ideias, suspeitamos que ambicionam pouco mais que "assessorar" e substituir os seus patronos na atávica administração pública do país, indiferentes à necessidade de reagir às transformações culturais, sociais, ideológicas e políticas do mundo com lucidez e audácia. Aparecem de 4 em 4 anos para fazer as honras ao líder e servir o "pensamento" cinzento que legitima os seus direitos "naturais" no actual quadro político-eleitoral. De resto, dá-se conta do seu empenhamento cívico?
Mas o artigo em epígrafe centra-se na legítima "dúvida acerca da honestidade e credibilidade" governantes. Pedro Salvado fala-nos dessa teia de dependência e da troca de favores (e de silêncios) que se propaga pelo diversos sectores da vida pública portuguesa e se estende à comunicação social, tema ao qual o Grémio* tem dado alguma visibilidade.
No cerne das suas considerações parece estar o rol de avenças da Câmara Municipal do Fundão, apenso ao texto, que permite não só perceber a irrelevância de algumas funções exercidas pelos avençados como a desproporção das suas remunerações. A coincidência de apelidos com algumas figuras proeminentes da vida política regional denuncia o predomínio do familiarismo, vulgo "cunha", como factor determinante no alcance de tais "empregos" e autoriza desconfianças sobre as reais "competências" daquela gente. Apesar de nem todos se encontrarem nas mesmas circunstâncias, paga o "justo pelo pecador".
Estas práticas minam o regime democrático, é sabido, onde a regra devia ser a oferta pública e o concurso de recrutamento. Além disso, esta pequena corrupção, endémica em meios subdesenvolvidos, passa amiúde por um sinal de "amizade" e encontra na opinião pública a complacência resignada de quem ignora o seu reflexo negativo em múltiplos e determinantes aspectos da vida pública ou de quem está ou tem algum familiar "entalado" na rede... Em qualquer país decente um tema como este atingiria foros de escândalo, mas em Portugal nem sequer é notícia, o que espelha bem o vigor ético do "tuga".
20090311
Paragens de autocarro desaparecem!
Fantasia 08 - Barragem (2)
20090309
Caciques, em meias-palavras
A revista A23, versão papel, refere a existência de caciques (espécie de líder tribal entre os indígenas) no poder local da Beira. Coisa surpreendente e rara, de que o Grémio* jamais suspeitou ou teve notícia, quiçá por ter sido raspada ou estar encoberta nos estratos dos pergaminhos da imprensa local desde um Abril qualquer.Refere-se ainda a existência de "associações que se tornam âncoras do projecto político do concelho" do Fundão, presume-se. Haverá até, imagine, "vereadores, assessores e chefes de gabinete" que presidirão a essas promiscuas entidades. Que enredo!
A verificar-se, o combate a tal caciquismo, seja ele rural ou urbano, justifica que se ponha o "nome aos bois" e não se fique pelas meias-palavras, a bem da República.
20090308
Liberdade de expressão
"1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações. 2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura."
20090307
Isenção do Notícias da Covilhã (2) - Freixo
Na notícia ao lado, do NC desta semana, o inquérito à Quinta do Freixo aparece reduzido a uma episódio "que envolve a movimentação de terras". Se não descortina naquele painel publicitário a mirabolante "urbanização ...a revolução no sector da habitação" que a Câmara da Covilhã ali tinha autorizado, alegadamente com diversos atropelos do PDM, relembre aqui o processo, antes que a história deste imbróglio seja reescrita ou branqueada de vez.Na segunda parte da "notícia", não terá o NC também esquecido que, segundo consta, antes do telefonema [?!] de Carlos Pinto, foi a denúncia de Rui Moreira que despoletou a averiguação da alegada violação do PDM pela sua moradia? - Tão servil, chega a ser cómico.
Isenção do Notícias da Covilhã (1) - Reitor
O post do Carpinteira, abaixo, fez-nos olhar com outro cuidado para o modus operandi do NC.Na p.4, sobre as candidaturas a reitor, lê-se: "Manuel Santos Silva, actual reitor, é o terceiro a ocupar o cargo [cargo de candidato?], depois de João Queiroz e António Fidalgo... segunda feira, 7 [ou 9?]." Aprecie a anacronia do 2º parágrafo: "não foi possível confirmar... o NC sabe... que a documentação seria entregue." Sabia, foi entregue...? Sabendo quase tudo, por que omitiram o Prof. Barata, o 4º candidato, que certamente terá apresentado a candidatura ainda na 3ª feira?
Fantasia 09 - Pavilhão municipal
"Está tudo na mesma no processo do pavilhão municipal da Covilhã". Paulo Rosa, vereador de múltiplos pelouros, RCBO Máfia da Cova relembra "ao Sr Vereador os Pavilhões existentes e o seu uso, assim como tantas outras actividades desportivas extintas na Covilhã. Pavilhão do CDC, sem direcção, sem equipa de basket, onde está a preocupação do Sr Vereador Responsável do pelouro do desporto. Pavilhão da Inatel onde o SCC joga futebol salão que raramente enche. Dois pavilhões universitários. Os Pavilhões existentes nas Freguesias do Concelho. A promessa feita (outra) há mais de 4 anos, quando fizeram acabar com a equipa de séniores da ADE, com a promessa de obras no campo...até hoje. A equipa de Andebol da ADE, que teve de acabar por falta verbas. O problema das camadas jovens do SCC, onde são os pais que levam os filhos nas suas próprias viaturas aos jogos. As equipas de Atletismo ou de Ping Pong, que antigamente existiam nas colectividades, extintas. A equipa de Voleibol que tanta tradição tinha da cidade da Covilhã, extinta. Todos os equipamentos desportivos ao abandono, como é o do Bairro do Rodrigo, juntamente com o jardim, que mais parece um pântano. e mais devem existir que agora não me recordo, mais me parece um manobra de distracção, para evitar assuntos bastantes mais importantes..."
20090306
O sermão do (e ao) padre Geraldes
Desta vez citamos na íntegra um documento para a posteridade. Leia, reficta, comova-se e se quiser acompanhe o debate que vai no Carpinteira sobre esse contrasenso que é a "blogoesfera local". O Grémio* tentara noutra ocasião pensar a relação entre o poder e a imprensa locais, mas o Carpinteira excedeu-se.
"O Sermão - Esta semana o clérigo Geraldes resolveu escrever um sermão sobre os/as covardes, no seu jornal católico/apostólico/romano NC. Entendeu fazê-lo do alto do seu púlpito, em tom inquisitorial, com acusações genéricas sobre os covardes e afins, que é sempre mais fácil e, seguramente, mais proveitoso para quem tem em vista atingir um determinado fim. Na verdade, ignorava esse tema fracturante da Igreja: os covardes e as covardes. Temos então, uma oratória transformada em alimento espiritual pelo nosso clérigo, se calhar para vender aos crentes, quanto mais não seja, para os levar a ler mais vezes a Biblia, que é um exercício que se recomenda sempre, em tempo de crise e de covardia. Bom, depois de ter percorrido a prosa, e tropeçado em evocações do Padre António Vieira e Almada Negreiros, como forma de legitimarem as afirmações que o clérigo ia produzindo, dou por mim no meio de uma campanha negra contra a imoralidade covarde, e pela salvação das almas. Tudo bem. Nesse exacto momento, lembro-me também de Antero de Quental, quando disse que o vírus que provocou a doença foi o cristianismo, que fez cair sobre o país uma sombra densa que se transformou no que podemos chamar de uma longa noite portuguesa. Outras estórias. Eis-me então chegado à frase mais interessante e sumarenta desta missiva que reza assim: “Os covardes (…) usam blogs cujos autores são desconhecidos (…) É gente séria esta?” Ou seja, no mundo complexo e sério do clérigo Geraldes, as pessoas sentem-se perdidas e ofendidas, sem esse recurso sistemático à autoridade de autor, como se a ideia não valesse por si, e as pessoas só fossem capazes de a acolher, não pelo que ela vale em si mesma, mas quando imposta pelo recurso autoral. Pelo contrário, estou convencido, que os leitores podem ler os textos sem saberem quem são os seus autores, e nem por isso deixarão de lhes atribuir significado. Penso que o texto deve funcionar por si, sem necessidade de o nomear. Isso não impede que um leitor, qualquer leitor, possa construir um sentido ou concluir pela falta dele. De uma coisa tenho a certeza, o direito de propriedade sobre os posts que escrevo, aos poucos, deixam de pertencer-me, e passam para o lado de quem os lê. É uma velha questão da estética da recepção, que não vou aprofundar para não me desviar do assunto. Mas é claro que a covardia tem as costas largas, e o fito de tanta prosápia do clérigo Geraldes não era, seguramente esse. Vamos então ao que interessa: Os blogues continuam a ser, ao contrário dos pasquins paroquiais, os poucos espaços de livre opinião não controlada pelo poder autárquico. Como todos sabemos: a imprensa local é ainda hoje muito dependente da publicidade local e pública, o que limita, demasiadas vezes a sua independência política. Os blogues anónimos e não anónimos têm sido, em muitos lugares, um espaço raro de opinião livre. Esse é que o problema, e o clérigo Geraldes sabe isso; a nomenklatura local está pouco habituada à crítica e à denúncia. A aversão à crítica livre é, aliás, uma característica comum aos autarcas, mas principalmente à Igreja, historicamente intolerante com o diferente e o contraditório; era outra estória, mas não tenho tempo. Certamente, o problema não está nos/nas covardes, o problema reside no senhor padre, que não se dá bem com a liberdade de expressão. É sabido que ainda perduram genes do Santo Oficio em alguns sectores da Igreja portuguesa, até porque, a censura ideológica e a perseguição religiosa, institucionalizada em força até ao século XIX, ajudou a criar esses tiques de exclusivismo e intolerância. Pois assim se fez o caminho para um longo período de igreja única e de partido único, que marcou três quartos do século XX. Mas os tempos hoje, são outros, mesmo que isso desgoste ao clérigo Geraldes. Bom, a prosa já vai longa, vou mas é aspergir a cama com água benta e rezar as três avé-marias do costume, não vá o diabo tecê-las."
5 estrelas: "the show must go on"
A campanha Covilhã cinco estrelas continua de vento em popa, usando o erário público para proveito não se sabe bem de quem, nem de quê. Certo é que esta campanha disparatada parece alcançar exactamente o contrário daquilo que propôs Carlos Pinto, embora os jornais e as revistas fashion agradeçam ("boa imprensa"...) e alguns basbaques exultem com a farsa.Façamos então de conta que a verdadeira fortuna gasta pelo Município da Covilhã em propaganda no ano passado foi um "investimento" no nosso futuro, na nossa qualidade de vida. Façamos de conta que a "visão estratégica" da Câmara justifica o dispêndio de mais 70.000,00€ dos nossos impostos em anúncios de imprensa, só nos primeiros dois meses do corrente ano, como aqui pode constatar. E ainda a procissão vai no adro...
20090305
Urbanismo 5 estrelas (7) - intervenção
Fantasia 08 - Barragem
20090304
Nem os mortos escapam
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No Tortosendo, com a junta de Carlos Abreu/PSD, além dos sobreiros, parece que nem os mortos escapam ao "desenvolvimento". Acompanhe o debate promovido pelo Máfia da Cova sobre estes "achados" do cemitério na berma da estrada, aqui.
20090303
Caridade(zinha) de Carlos Pinto
"Medidas da Câmara da Covilhã para combater a crise: Hoje, todos os Tortosendenses receberam por correio uma boa noticia por parte da Câmara Municipal da Covilhã, a qual decidiu isentar de pagamento o custo do serviço de refeição e do prolongamento de horário de todas as crianças dos Jardins de Infância e EB1 do Concelho da Covilhã. Entrando a medida em vigor a partir do dia 02 de Janeiro de 2009. É de louvar actos como este, em que todos os pais que têm filhos em idade escolar agradecem..."_
Agradecerão. Mas esta aparente "boa notícia" não faz esquecer o essencial: a cobertura de creches (nos jardins de infância a situação é um puco melhor) não responde às necessidades do município, como demonstram as longas listas de espera nas instituições públicas e privadas. Os elevados preços praticados para as crianças que têm vaga são consequência desse desajustamento. Os pais conhecem bem a situação e desenrascam-se como podem... sujeitando-se a atravessar a cidade várias vezes ao dia para deixarem as crianças nas instituições, nos avós ou em amas. Grande parte do tráfego tem essa causa, aliada ao deficiente planeamento urbano.
Se nestes quatro mandatos a Câmara pouco se importou com isso, por que vem agora mostrar procupação? Será mesmo pela crise? Por amor? - Não seria mais acertado e verdadeiramente estrutural, em vez dos aeroportos e do forró com que nos insultam a inteligência, apostar no que é importante, na criação de equipamentos de apoio à família, em vez de lançar umas migalhas aos pais em ano eleitoral, abrangindo injustamente os que podem e os que não podem pagar?
20090302
Urbanismo 5 estrelas (6) - Degoldra
"Parque da Degoldra: É triste ver estas coisas. Pois é, no Parque da Degoldra ainda por inaugurar já tem uma das suas escadarias a afundar-se. É pena que uma obra desta envergadura esteja já com este tipo de problemas. De quem será a culpa? Do executor da obra certamente, mas também de quem a fiscalizou... Mais defeitos: O Parque da Degoldra é sem a menor duvida uma obra marcante... os taludes a caírem do lado da Rua José Ramalho que estão tão feios e em alguns casos até oferecem perigo. Era bom ver isso assim como o silvado que encontramos no final da rua sem saída."
Reitor para a "ocasião"
Vítor Pereira, humilde servidor da República (deputado da nação) em nome do distrito defende nos pergaminhos do JF que a UBI precisa de um reitor para a "ocasião" (Santos Silva), alerta o Carpinteira. O povo bem diz que a ocasião faz o ladrão e o JF com uma no cravo e outra na ferradura quase esquece o casco...O político que ocasionalmente comenta a vida do concelho bem sabe que o seu partido, o PS, também precisará de um candidato por "ocasião" das eleições autárquicas e, até agora, só disparate ou incerteza estratégica, nas suas palavras.
Haverá candidaturas que arrepiam caminho a outras, mas num caso e noutro pode haver tabus fatais. Será a continuidade, vantagem que Pereira aponta a favor de Santos Silva contra Fidalgo e Queiroz, um argumento? Enfim, que achará Santos Silva desta demonstração pública de "apreço"?
20090227
Urbanismo 5 estrelas (5)

Antes de perceber por onde se pode passar, veja como é gasto o seu dinheiro. Ele é floreiras, vasos gigantes... aos quais se somam agora os novos e ostensivos painéis publicitários, plantados mesmo no meio da rua. Um horror vacui que arremeda qualquer plano de mobilidade, por mais bem esgalhado que seja.
20090226
Corrupção e fortunas inexplicáveis
20090225
Leasing?
Fantasia 07 - elevador (da glória)
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Este elevador/escadório para o mercado/call-center deve integrar o tal plano de mobilidade... pode mesmo chegar a acolher penitências, a cumprir de joelhos até aos pés do "senhor". Siga o pagode no Carpinteira.
"Benvindos"!
Um candidato a Reitor, professor catedrático... de letras, aos internautas blogoesféricos: "benvindos". Lapso ou blague?
O desagradável "sistema" de Paulo Rosa
20090224
"chico-esperto"
20090223
Urbanismo 5 estrelas (4)

Frente ao Serra Shopping, em plena zona baixa da cidade, alguns loteamentos parados há mais de um ano testemunham a falência da construção massiva e desqualificada que marca o (demasiado) longo consulado autárquico de Carlos Pinto. Esta é a herança: a cidade nova vive um momento de pré-colapso; à cidade velha não há SRUs que valham.
Durante quanto tempo a retracção do mercado imobiliário perpetuará esta paisagem? Que pensam os partidos deste fenómeno? Das novas "avenidas", como a do aeródromo, pagas pelo contribuinte mas de benefício discutível? Interessa-lhes este assunto?
À noite, o estaleiro iluminado como se fosse uma zona habitada é o signo do desperdicio de recursos. Quem paga a conta da energia? Quem beneficia com o loteamento?


