20090427

Parque de S. Miguel, ainda

Carlos Abreu é um desses seres enigmáticos que de vez em quando dá provas de um carácter iluminado e, para gáudio, descerra umas placas. O Grémio* não esquece a ternura de "oferecer" passeios encarnados à vila (outrora) vermelha... Desta vez, a sua junta denuncia num press release (clique, vale a pena) as malvadas forças de bloqueio que impedem o progresso tortozaeindeinse, contra as quais brame. O inefável Romão não esquecerá o apelo. E ficam sempre bem nos discursos de inauguração alusões a inimigos vagos e poderosos. Enfim.

Os queixosos terão chamado a tv e, imagine-se, chegaram ao desplante de contratar um advogado do PSD nacional para afrontar o PSD local e o seu brâmane. A junta repudia tais métodos, mas não se inibe de, supostamente ao arrepio da Lei e de providências cautelares, estimular a construção "a mata cavalos" desse ex-libris que será o parque de S. Miguel do Tortosendo, cuja criação certamente imortalizará a criatura.

Os blogs acólitos (ver 1 e 2) querem ampliar a cruzada, demonstrando quão bela está a obra. Mas falta-lhes razão. Reveja aqui parte da história de mais um lindo investimento no seu futuro. Agradeça!

20090425

Revolução?

"...as revoluções são sonhadas por idealistas e realizadas por fanáticos, e quem delas se aproveita são os oportunistas de todas as espécies..." Manuel A. Pina, JN

20090424

Pinto "satisfeito" com a dívida...!

"Segundo Miguel Nascimento as contas da Câmara da Covilhã reforçam a preocupação do PS relativamente à dívida do munícipio que teve uma “evolução galopante” aproximando-se dos 88 milhões de euros em 2008... Carlos Pinto... desvaloriza as críticas...“Estou muito satisfeito com estes resultados." Susana Proença

"Em nota enviada à imprensa, Miguel Nascimento e Vítor Pereira falam num «endividamento colossal»... Com a ausência dos dados referentes a empresas como o Parkurbis, PolisCovilhã, ADC, Nova Covilhã, ICOVI e ADS, «não é possível aferir a real dimensão do endividamento do município», queixam-se os vereadores. Feitas as contas com as empresas participadas pela autarquia, em 2007 a dívida total era de 106,8 milhões, asseguram. Segundo os números da oposição, a dívida à banca evoluiu de 42,9 milhões para os 47,4 milhões e, no que diz respeito aos fornecedores, que era de 23 milhões em 2007, há agora por liquidar 25,4 milhões." O Interior

20090423

Urbanismo 5 estrelas (13) - Goldra

Parque da Goldra, o preço da pressa: "Ainda não há muito tempo, foi a inauguração do novo espaço de lazer da Covilhã, que não saiu nada barato ao Município da Cidade, e que por alguma razão é um dos mais endividados do país... apesar dos elevados orçamentos com que estas obras foram catalogadas, as evidências de maus estudos do local, e talvez alguma má reconstrução dos muros de pedra, com bastantes anos, e que parece que mais minuto menos minuto vão cair de cima de alguém. Entre eles o espaço apertado onde agora passam peões e carros na zona da Universidade, em frente ao Museu dos Lanifícios (agora não passam devido á derrocada), e também a conhecida Calçada Alta... No local apenas dois grandes cartazes avisam (Obras em Breve), mas que já estão para Breve há imenso tempo. Hoje de tarde, a caminho da Universidade, este foi o cenário com que me deparei." Máfia da Cova

20090422

Porventura o Mercado não está bem ali?

Carlos Pinto perde-se em anúncios, como se não houvesse problemas reais na cidade e como se o mercado municipal não estivesse bem onde está. - Por que diabo quer outro edifício para a mesma função? Para libertar aquele? Para quê? Para quem?

Requiem pela ponte do Paul

Apesar do show-off das celebrações do "património" sucede que, infelizmente, a Câmara da Covilhã continua impunemente a desprezar, destruir e adulterar o património do passado, não demonstrando capacidade para erigir património presente digno de nota. O caso da ponte do Paul, um monumento medieval, edificado entre os séculos XIII e XIV, com três arcos de volta perfeita e aparelho de granito em bom estado de conservação, é exemplar. Antes, no caso em tudo idêntico da Ponte Pedrinha a Câmara agira já à revelia do IPPAR, sobrepondo a uma estrutura de base românica um tabuleiro em betão, asfaltado e com guardas "neo-romanas", conferindo ao monumento nacional uma feição, digamos, "naif".

No caso do Paul, a ignorância vai ao ponto de até os paulenses estarem convencidos de que estas obras são de "melhoramento", tolerando uma intervenção atabalhoada de alargamento (?) que, aliás, já se tinha iniciado com a instalação de uma estrutura metálica, inactiva durante décadas e testemunho da "teimosia", virtude bem apreciada por cá... Agora, querem alargar o tabuleiro, apesar de muitas ruas da "vila" não permitirem a passagem de um carro pelo outro... A população insurgiu-se contra o encerramento, talvez movida pelo transtorno funcional (ter de fazer o desvio pelo Barco), porque o afã destruidor não dá tréguas nem parece merecer condenação. Ao Grémio* resta a esperança vã que, à falta de autoridades competentes, a população reivindique a paragem das obras e a reposição dos elementos já destruídos, embora duvide que a perda de um dos últimos monumentos genuínos do concelho interesse a alguém.

20090421

ADC "cria" emprego

Segundo parece, a ADC-Águas da Covilhã subcontratou à F. Batista - Tratamento, Controlo de Águas e Saneamento Básico, Lda, o serviço de 7 cabouqueiros e 7 cantoneiros pela módica quantia de 149.000,00€ (quase 30.000 contos). Não é o presidente da Junta de São Jorge da Beira que gere esta empresa?

Também constou no Grémio* que 4 (quatro) serventes da OPSAN-Sociedade de Construções auxiliaram os jardineiros [!] por 42.000,00€.

Recorrendo a subcontratações destas, a Câmara da Covilhã bem pode vangloriar-se de ter poucas despesas com pessoal...

fantasia 11 - Rotas pedonais

Este enigmático conjunto de tótems é outra generosa dádiva camarária aos passeios da Covilhã, "sinalizando" as rotas urbanas. No Dia do Património, o Grémio* deparou com estes espécimes, ficando na dúvida se estão em fase de instalação ou de decrepitude. Será isto coberto pela aplicação do ambicionado "fundo perdido"?

20090420

"Direito à honra e direito à informação"

"É evidente que os políticos, como os sem-abrigo, o Papa ou um vigarista, têm direito a defender a sua honra. A questão, de fundo, é a de saber qual o núcleo da honra que um político, em concreto, tem o direito de defender. Quando eu digo que um vizinho meu mentiu e que mente sistematicamente, posso eventualmente ofender a sua honra, mas quando alguém diz que o primeiro-ministro mentiu ou mente sistematicamente ao divulgar certos números ou informações respeitantes à governação, não passa (ou não deveria passar) pela cabeça de ninguém que o autor dessa afirmação tenha de responder em tribunal por ter divulgado publicamente a sua opinião. Na verdade, a importância de um debate livre de ideias, opiniões e informações no que respeita ao governo da república não levantará muitas dúvidas numa sociedade democrática, pelo que o que importa saber é como se resolve em concreto o conflito entre o direito à honra e o direito à informação. Em Portugal, ainda há muitos tribunais e muitas pessoas que entendem que o direito à honra tem uma proeminência hierárquica em relação a outros direitos, como o direito à informação e que, por isso mesmo, quando há conflito entre os dois direitos, haverá que reprimir o direito à informação para que possa brilhar, em todo o seu esplendor, a honra imaculada do visado. :) Sobretudo quando o visado ocupa um lugar de destaque na sociedade, caso em que a honra a defender é entendida em termos tão amplos que serão censuráveis quaisquer expressões que, de qualquer forma, ponham em causa a imagem pública do visado ou que de qualquer forma o critiquem ou o apresentem sob um ângulo ou luz desfavorável. Em Portugal, entende-se muitas vezes que o direito à honra confere ao visado um direito a não ser criticado e que, quanto mais alto estiver na hierarquia social ou do Estado, menos toleráveis serão as críticas ou os ataques. Saloiices nacionais: a defesa da honra é considerada como impondo uma obrigação de silêncio a terceiros que ficariam inibidos de criticar o alto visado ou de noticiar os aspectos da sua vida que este considera não serem publicamente relevantes..."Francisco Teixeira da Mota, Público, 18 Abr

20090419

A/c Reitor

O Grémio* remete ao cuidado do magnífico reitor da UBI e demais interessados, académicos e não só, o seguinte artigo de Mário Vieira de Carvalho no Público de ontem, que adianta um sentido possível para a necessária reforma universitária: o combate à endogamia. Aqui encontra outra opinião sobre este assunto tabu.


20090418

Urbanismo 5 estrelas (12) - Monumentos

Uma das poucas peças que povoam o espaço público covilhanense digna do epíteto de "escultura" mereceu o enquadramento urbanístico que o leitor pode apreciar na imagem. Fará esta obra de arte (em segundo plano) parte das rotas comemorativas do Dia do Património? Não será ela exemplificativa da "preocupação da Câmara com a preservação das raízes históricas covilhaneinses", como diz Carlos Pinto?


20090417

O "charme" dos Costa Pais

Anuncia Romão Vieira que foram "simultaneamente lançados no mercado no mesmo dia" os vinhos "Tranca da Barriga", branco e tinto, dos Costa Pais. O subtil nome do néctar deixa logo entrever o glamour do prometido "hotel de charme" enófilo.

20090416

Um indício salutar

O G* exulta com o facto de o Notícias da Covilhã dar honras de primeira página à astronómica dívida da Câmara da Covilhã, apesar da manchete atenuar o teor da notícia e da falta de crítica ao "investimento produtivo" que a câmara diz ter feito. Convenhamos que isso competiria à (quase inexistente) oposição, é bem verdade...! Não obstante as cautelas, a notícia alerta a cidade para o descalabro desta gestão autárquica, que não é apenas financeiro. Longe disso. Embora este seja mais simples de quantificar. É previsível que doravante o executivo se desdobre em desmentidos, idênticos aos que surgiram em reacção ao próprio anuário, que os blogs (MC) divulgaram em primeira mão, mas a democracia sai reforçada.
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Transcrevemos, para que conste: "Covilhã entre os municípios mais endividados. - Autarquia serrana surge em terceiro lugar no índice de endividamento líquido em relação às receitas do ano anterior no Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses (...) E se a situação global da Covilhã apresenta alguma :) debilidade financeira (...) O município covilhanense é ainda o nono na lista dos que têm maior passivo, o sexto com menores resultados económicos, na análise da diferença entre proveitos e custos, e o oitavo nos grupos municipais (que inclui as empresas municipais) com maior índice de dívida líquida. A autarquia serrana é também a 16ª com maior índice de dívida a fornecedores relativamente às receitas totais do ano anterior." NC

20090415

2.000.000 de pobres

Portugal tem 2.000.000 de pobres! - O Banco de Portugal revela que 20% da população portuguesa é pobre, por ter um rendimento inferior a 60% do rendimento médio do país, que já de si é baixo. Talvez este seja um dado a considerar na apreciação da bondade das obras megalómanas anunciadas e/ou a inaugurar e dos gastos nas campanhas eleitorais ora iniciadas, mas também no ingente debate sobre a corrupção, praga que nos empobrece a todos (ouvir).

Urbanismo 5 estrelas (11) - Gameiro

O texto abaixo dá mais uma achega para a compreensão do modo atabalhoado como a câmara lida com a cidade e exemplifica a sua incompetência (e a cultura de prepotência que impera) na definição de prioridades. O imbróglio que envolve o Mercado Municipal é disso paradigmático. Demonstra uma inaudita capacidade de criar problemas do nada e de propor soluções para problemas inexistentes. Ou melhor, inexistentes até ao momento em que a câmara decidiu por "mãos à obra"; porque agora, com o volte-face na "ideia" de substituir o mercado existente por um novo, além da fortuna gasta em expropriações, demolições e terraplanagens, à Valério & Valério, temos a cratera que se vê na imagem para reparar, esgalhada em pleno centro histórico... e a esperança de que o mercado fique onde está, como diz Ana Monteiro (1 e 2). Resta saber se além da factura da remodelação do espaço (só a Tecnat cobrou 261.938,25€...) teremos ainda de arcar com as indemnizações aos expropriados, executadas em prol de duvidoso "interesse público". - Haverá responsáveis por este acto falhado? Que será isto, comparado com as benesses?
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"Era para ser, mas já não é… Em Fevereiro de 2008 a Administração do condomínio covilhanense notificou os comerciantes que tinham as suas bancas de venda no piso cimeiro do mercado, a abandonarem o mesmo. Vítor Marques, o vereador fantasma, especialista em Mercados e Feiras, disse na altura que “ia reunir com os comerciantes mas desconhecia os motivos que levaram a câmara a exigir a cedência das instalações”. Pois pois. Em Abril do mesmo ano, a Administração do condomínio toma a decisão de abertura de concurso para a construção do novo mercado junto ao Gameiro : (local onde a inteligentzia construtiva da urbe 5 estrelas, ergueu edifícios praticamente dentro do cemitério). Bom, agora o dr pinto vem anunciar que o novo mercado da cidade já não vai ficar localizado na antiga garagem de São Cristóvão ao Gameiro, e que o assunto vai voltar a ser apreciado. Hum? - Então, este espaço nobre no centro histórico da Covilhã vai ser transformado em quê? As pedras aparelhadas da anttiga fábrica (na foto) foram para onde? E os condóminos não terão o direito de saber onde é gasto o dinheiro dos seus impostos?" Carpinteira

20090414

"O autarca modelo"

Atendendo à barbárie que assola as árvores de todo o país, secundamos o Sombra Verde, desejando que outra moda pegue: "A Câmara de Guimarães anunciou hoje que está a denunciar às forças policiais todos os autarcas que cortem ou podem árvores sem autorização municipal..."todos autarcas que, sem autorização escrita dos técnicos da câmara, cortem ou podem árvores em locais públicos, serão alvo de um processo de contra-ordenação por parte da Policia Municipal".

20090412

Corrupção inerente ao poder prolongado

"A corrupção que o poder político, mais ou menos prolongado, traz consigo, numa sociedade democrática, é muito mais ampla que a corrupção económica, embora raramente a dispense... Trata-se de uma transformação da maneira de ver o mundo e de nele intervir dos agentes políticos que, condicionados pelo desejo de se perpetuarem no poder por motivos mais ou menos altruístas, recorrem aos mais diversos meios para influenciar o resultado das eleições. A imprensa é, neste aspecto, determinante... ninguém duvida da importância ou da vantagem de ter uma "boa" imprensa... [O princípio de que] quem escolhe uma carreira de "serviço público" tem de estar disposto a suportar ataques e cíticas, mesmo que injustas, não é muito bem aceite em países como o nosso, em que as carreiras de "serviço público" são entendidas, tradicionalmente, como um "privilégio", fonte de honrarias para o próprio e de subserviência de terceiros na comezinha expectativa de benefícios diversos." Francisco Teixeira da Mota, Público 11/04

20090411

Prémio Romão Vieira (6): Silva Ramos

Os ares da Páscoa transformam certas personagens na imagem viva do mártir paroquial. Assim Manuel Silva Ramos aparece justamente nomeado ao Prémio Romão Vieira. Desta vez, naquela novel(i)a semanal que nos chega plasmada nos pergaminhos* do Jornal do Fundão, o escritor (que ganhou um prémio em 1968) aplaude outro mártir que alomba com a cruz da misericórdia e da compaixão. Esse mesmo, caro leitor, eles juntam-se. Desinteressadamente, o Grémio* limita-se a amparar-lhe a lágrima, porque o género literário, esse é inefável, como pode constatar aqui ao lado.
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*Pergaminho -s. m. Pele de carneiro, cabra, ovelha ou cordeiro preparada com alúmen para nela se escrever...

"Benesses" do "dr. Carlos Pinto"

Em resposta às críticas que um certo sr. Lourenço Brito terá feito ao eleitoralismo das "medidas de apoio social" da CMC, veio esta semana a terreiro, que é como quem diz, nos pergaminhos do Jornal do Fundão, um conjunto de cartas em defesa dessas "benesses" e do próprio Carlos Pinto que espelham bem, entre outras coisas, o fanatismo a que conduz a personalização do poder. - A si, caro leitor, parece-lhe lícito chamar "benesse", mais ou menos o mesmo que "esmola", a estes "apoios" públicos? - Estará mesmo em causa o amor pelos idosos do concelho, como vimos noutra ocasião? - Serão estas reacções motivadas pela genuína preocupação com a miséria alheia? "Benesses que o nosso presidente "?

20090410

A dívida da Câmara da Covilhã

Se dúvidas houvesse sobre a eficiência do executivo liderado Carlos Pinto (PSD) na utilização do dinheiro público, algumas dessas dúvidas dissipavam-se na consulta do Anuário Financeiro dos Munícipios Portugueses, onde consta que a Câmara da Covilhã possui o terceiro maior índice de endividamento líquido (em relação às receitas) entre os 308 municípios, subindo onze posições em relação ao ano anterior... Nesta "visão integrada sobre a situação económica e financeira dos municípios portugueses", a CTOC suspeita que "os orçamentos podem estar inflacionados..." - Surpreendente!

20090408

O pensador...

Quase nos passava ao lado a última prelecção de sapiência de Carlos Pinto, prodigalizada nos pergaminhos do Jornal do Fundão. Citamos as teses de maior espectro visionário, não fosse o leitor imputar ao Grémio* tamanha privação:

"Internacionalização e Inovação são elementos essenciais de saída para a economia portuguesa, num quadro de competitividade acrescida e de escassez de oportunidades no mercado interno... (A CMC tem proporcionado a abertura ao mercado ou, pelo contrário, favorecido os mesmos de sempre?) O Parkurbis já não é, apenas, uma simples promessa, mas ainda não é um êxito empresarial fulgurante. Mas para lá caminha (!)... Nascido por nossa iniciativa, daria um livro sobre como a acção pública estadual (haverá assessores brasileiros na CMC?) neste domínio... vocacionado para as novas tecnologias, capaz de competir com qualquer estrutura deste tipo, existente na Europa... Sem embargo do lugar para todos, não perceber que a mudança de matriz económica e empresarial no nosso País tem que partir da realidade existente, fazendo-a evoluir, é cometer erros de estratégia de desenvolvimento que se pagam caro, como está a acontecer entre nós (O Grémio* não diria melhor sobre a actuação da Câmara!)... Para além da Covilhã ser hoje uma cidade onde investir significa, um espaço de qualidade global (?!), quer para as famílias, os técnicos, os empresários."

20090407

Aterro da Cova da beira

Por que razão o aterro da Cova da Beira emerge de vez em quando no pântano português?

Teia de favores...?

"Maioria na câmara municipal do Fundão prepara-se para aprovar construção de uma fábrica, fora da zona industrial... Em causa está a alegada construção de uma unidade para fabrico de portas, junto à rotunda António Guterres :) na entrada sul do Fundão. Um atentado urbanístico, um erro estratégico... afirma o presidente da concelhia do PS fundanense... estranho porque a mesma Câmara recusou, há dois anos, a construção neste local de um loteamento habitacional, alegadamente por não respeitar o PDM... Falta de visão estratégica, ignorância, provincianismo e profundo estado de desorientação. É a resposta da concelhia social-democrata... “a demagogia tem limites”, afirma o PSD." RCB

20090403

Fundo perdido...!

Ao que parece, a "rede" (?) de autarquias da Beira Interior dispõe de mais 10 ou 15 milhões de euros para "investir", vulgo "estoirar" no nosso "desenvolvimento". Chamam-lhe premonitória e justamente "fundo perdido". O QREN "potencia" tudo, menos o que deve. Rejubile, turista:

"A união das maiores cidades da Beira Interior resultou num cheque chorudo: dez milhões para cultura, turismo e património - “REDE Património de Cidades”, a candidatura que juntou pela primeira vez na história recente da região Castelo Branco, Fundão, Covilhã e Guarda numa acção deste cariz... dez milhões de euros a fundo perdido que agora vão ser canalizados para projectos apresentados pelas autarquias no domínio da cultura, património e turismo, no total de 15 milhões de euros... Joaquim Morão... considera que “a aprovação da candidatura foi de grande relevância para estas cidades, porque nos permite fazer fortíssimos investimentos ligados principalmente ao turismo, no sentido de promovermos os nossos bens culturais, e trazer uma maior atractividade turística... um passo importante para a competitividade regional”. O dinheiro será repartido de forma equitativa entre todos os municípios. Cada um terá ao dispor três milhões de euros, ficando reservados outros três milhões para custos administrativos. Há diversos objectivos em conjunto, mas entre os principais projectos candidatados há muitos de âmbito local. Destacam-se, a título de exemplo, em Castelo Branco, o plano de valorização da cidade quinhentista da zona histórica e a criação do Museu-Oficina do Bordado de Castelo Branco. Na Covilhã há projectos como a concretização das rotas urbanas da cidade; na Guarda, o Centro de Interpretação do Mundo Romano e a Casa da Memória da Identidade e do Património e no Fundão o corredor verde entre a piscina coberta e o pavilhão desportivo, a requalificação do largo da estação e a criação de ciclovias." JF

20090401

Urbanismo 5 estrelas (10) - Centro de Artes...

"É certo que na Beira Interior ainda existem muitos rebanhos e pastores, só que é menos habitual que o local de pasto escolhido seja uma das cidades. Pode parecer pouco credível, mas a foto foi captada, há duas semanas, no descampado onde, em tempos, a Câmara da Covilhã equacionou constuir o Centro de Artes." Diário XXI

É isto: a Covilhã tornou-se numa grande fotomontagem de mau gosto, qual peça de teatro contínuo, onde os contrastes denunciam a insustentabilidade urbanística, signo da incompetência e da irresponsabilidade da autarquia, que não parece equacionar a qualidade de vida urbana como uma das suas obrigações. É nisto que se vota.

Alternativas políticas

"Em Portugal... nos próximos processos eleitorais só há duas opções. Ou votam Freeport ou votam BPN." Mário Crespo, JN

20090330

Milionários à custa do urbanismo

Será possível?
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"Maria José Morgado acha que deveria haver uma lei contra o enriquecimento ilícito. Notando haver políticos «que eram pobres quando iniciaram funções e ao fim de uns anos estão milionários», condena a «riqueza má», feita à conta do erário público... A Directora do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, disse, em entrevista ao SOL,que prevê que a maioria dos 66 inquéritos sobre ilegalidades na Câmara Municipal de Lisboa (CML) seja arquivada, pois a lei não prevê os crimes urbanísticos, nem o enriquecimento ilícito... Estamos a falar de condutas que evoluem num quadro perfeitamente labiríntico, com legislação ultracomplexa criticada pela própria Ordem dos Engenheiros, e que criam filtros sucessivos sobre a verdade e a realidade. O objectivo tem de ser o de combater o negócio sujo do licenciamento urbanístico. Os critérios de aprovação não são objectivos: dá ideia que variam consoante o cliente e que caiem no domínio do cambão. Ou seja, as decisões dos detentores de cargos políticos são inspiradas não pelo interesse público, mas por um grupo particular de interesses." Maria José Morgado, SOL

Urbanismo 5 estrelas (10) - semáforos

"Centro de Artes" mágicas: "...uma autêntica obra de arte de sinalização rodoviária na Rua Centro de Artes. Já não bastava a ideia de dar parcialmente um único sentido à rua, como ainda espetaram com um semáforo para peões e respectiva passadeira mesmo em frente a uma garagem de um dos prédios..." Máfia da Cova

Urbanismo 5 estrelas (9) - contrastes

"... deparo com uma das recentes obras de requalificação que se têm feito por cá... Estando a obra finalizada com tudo muito bonito, não pude deixar de reparar que havia algo que não se enquadrava..." Máfia da Cova

20090327

Fantasia 10 - Torre de Santo António

Em 2006 foi notícia outra promessa vã: a conclusão da obra prima do pai do Sócrates na cidade-neve, inacabada há mais de 30 anos e já classificada como uma das grandes aberrações pátrias. Carlos Pinto, para tornar "suportável" aquele prédio, construía outros dois ao lado... chamando-lhe "arranjo urbanístico". Um pagode:

"Segundo a autarquia, o acordo estabelecido com o Montepio Geral permitiu desbloquear a situação e proceder-se à recuperação da Torre que será destinada ao mercado habitacional... segundo Carlos Pinto, alguns peritos defendem que «o imóvel é suportável do ponto de vista paisagístico nesta encosta da Serra da Estrela». Desde os anos 80 que vários projectos têm sido aventados para a Torre e, com este desfecho a Câmara da Covilhã conta receber compensações e taxas num valor de 648 mil euros. Recorde-se que em Setembro último, em Sessão de Câmara, tinha sido afirmado o destino da Torre que jamais foi concluída e dava, segundo Carlos Pinto «uma «uma imagem de alguma degradação» da cidade. Na altura o presidente da câmara, referia que já tinha sido estabelecido um acordo com o proprietário do empreendimento, o banco Montepio Geral. O edil social-democrata acrescentava, ainda que a recuperação da Torre passava pela construção de mais dois edifícios na base para «servir de apoio à estrutura central». Projectava-se o complexo «como um T invertido, com comércio e estacionamento, na zona dos primeiros pisos e apartamentos de habitação na torre central», esclarecia Carlos Pinto. A construção da Torre data de meados dos anos 70 e é um projecto do arquitecto Pinto de Sousa, pai do actual primeiro-ministro, José Sócrates. O empreendimento previa um conjunto de três grandes edifícios para habitação, comércio e estacionamento. A estrutura central com 60 apartamentos foi o único a ser construído. A não conclusão do projecto deveu-se a falências, falta de capitais e burocracias." Kaminhos

Carlos Pinto confirmou ao DN que "o edifício cumpre todos os requisitos ao nível do licenciamento e do pagamento das taxas para ser usado pelo proprietário"...

Mais incompreensível é que em 22/06/2001 o deputado e candidato a Presidente da Câmara da Covilhã José Carlos Lavrador (PS) tenha afirmado ao Notícias da Covilhã existirem "interesses obscuros" no processo de urbanização da cidade, dando como exemplos a construção caótica na zona baixa da cidade e a não demolição da torre de Santo António...

20090326

Fantasia 08 - Barragem (3)

"Tem-se fartado de clamar o executivo da Covilhã, contra a discriminação do governo na aprovação de projectos para o concelho. Então não é que no caso da nova Barragem na Serra da Estrela, a CMC deixou passar uma licença que tinha validade até Setembro de 2008, depois foi pedida uma prorrogação e faltavam documentos. Pois é!" Carpe
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À conta da miragem, a câmara "investiu" recentemente mais 200.000,00€. Peanuts...!

20090323

Urbanismo 5 estrelas (8) - poluição


Um passeio franco sempre serve para alguma coisa... no âmbito do tal plano de mobilidade que a imprensa papou e nos vomita.

20090321

Elevador inaugurado, elevador avariado

O elevador que serve a zona do Call Center avariou na primeira semana de uso (MC). Ali se estafaram mais 900.000€ em prol do suposto plano de mobilidade, quando o principal nessa matéria está por fazer.

20090320

"Carta aberta" ao PGR

"Vimos pela presente, solicitar a V.Exa especial atenção ao pedido efectuado e amplamente divulgado... na comunicação social local, pelo presidente da câmara... no apuramento das eventuais responsabilidades e igualmente eventuais ilegalidades, na aprovação da casa de habitação própria, cuja construção decorre a bom ritmo..." Carpinteira

20090317

Baptista-Bastos na Covilhã, por masoquismo?

A agenda municipal inchou com a presença de Baptista-Bastos. A imprensa fotografou-o, deu destaque aos convivas, mas esqueceu-se do mais importante: o eco das palavras proferidas no tasco literário (na cabeça do Silva Ramos ou do Paulo Rosa, por exemplo). Desprovido de cachet, o Grémio* vê-se na obrigação de citar o escritor. Apesar da modéstia, lendo-o talvez se percebam as razões da sua vinda e o silêncio posterior, ou não. Terá sido por masoquismo?

"A ascensão da mediocridade é estimulada nas épocas em que a paralisia cívica coloca em órbita o que de pior existe na sociedade." "A descredibilização da política advém do facto de os políticos estarem na política para organizar as suas vidinhas." "Um homem sério não é, apenas, o que não põe a mão nos bolsos dos outros. É aquele, quase irrepreensível, que espalha, em seu redor, a ética do despojamento e da integridade, com a exigência do espírito de missão." "Há qualquer coisa de podre, há qualquer coisa de decadente e de vil neste tempo. Repare-se no rosto dos que estão no poder, e no daqueles que estão preparados para os substituir. Sempre aquelas caras que pouco se alteram. Sempre os mesmos hábitos. Sempre o mesmo sarro da aldrabice, da dissimulação, do desdém por todos nós." "O afastamento das pessoas da política e do acto cívico resulta do facto de os dirigentes não se distinguirem uns dos outros - a não ser no modo de vestir." "É raro, no historial da Imprensa, um jornal conseguir grandes tiragens e associá-las a um total equilíbrio informativo. As grandes tiragens destinam-se a um público menos exigente ou mais propenso à leveza do que à reflexão." "Os partidos converteram-se em agências de empregos, desprovidos de ideais morais, com clientelas domesticadas porque as sinecuras e o nepotismo são compensadores." "A política, tal como é exercida em Portugal, abandonou a ideia de espírito de missão, e tornou-se num generosíssimo meio de se governar a vidinha." "O descrédito na política e o desprezo pelos políticos são impulsos de autodefesa. Mentem-nos e prosseguem, impunes, uma «carreira» que não deixa nunca de ser afortunada." O Citador

20090315

"Virgens num bordel"

"... apresentada uma moção de protesto, pelo PSD, ao governo, a representante do Bloco de Esquerda, Ana Monteiro, afirmou que os PSD naquela Assembleia [Municipal] mais pareciam VIRGENS NUM BORDEL!" MC
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Metáfora que prova a sua craveira intelectual. Sem ironia.

20090312

Clientelas e corrupção (1)

Temos hoje a máquina do Administração, quer nacional quer local, hiper povoada de contratados que nada fazem, mas que por alguma razão interessa ao poder ter sob a sua folha de pagamentos. Uma vez passada a primeira fase, os leais entram para o ambicionado quadro. É um custo do erário público compensado de quatro em quatro anos em votos (...) Concretizando, como poderei pedir a um concidadão que dê o beneficio da dúvida ao primeiro-ministro no caso Freeport, se esse mesmo concidadão viu nos últimos 8 anos, a empresa do director de campanha do seu presidente passar de falida para economicamente sólida e em crescimento?; que viu a associação presidida por um vereador tornar-se a âncora do projecto politico do concelho, com milhares de euros de transferências de capital, subsídios e cooperações?; ou que viu os órgãos sociais de quase todas as instituições do seu concelho tomadas pelos seus vereadores, presidentes de junta, chefes de gabinete, adjuntos, assessores e demais correligionários políticos?" Pedro Leal Salvado, Falta de Credibilidade e Caciquismo, A23
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Tema candente este, da troca de favores e do contributo das clientelas político-partidárias para o atraso do país, situação que parece transversal às sucessivas gerações. A título de exemplo, veja aqui e aqui o que discute, propõe, pensa e ambiciona um grupo de "jovens" que almeja liderar a política. Fica esperançoso?

Pelo vazio de ideias, suspeitamos que ambicionam pouco mais que "assessorar" e substituir os seus patronos na atávica administração pública do país, indiferentes à necessidade de reagir às transformações culturais, sociais, ideológicas e políticas do mundo com lucidez e audácia. Aparecem de 4 em 4 anos para fazer as honras ao líder e servir o "pensamento" cinzento que legitima os seus direitos "naturais" no actual quadro político-eleitoral. De resto, dá-se conta do seu empenhamento cívico?

Mas o artigo em epígrafe centra-se na legítima "dúvida acerca da honestidade e credibilidade" governantes. Pedro Salvado fala-nos dessa teia de dependência e da troca de favores (e de silêncios) que se propaga pelo diversos sectores da vida pública portuguesa e se estende à comunicação social, tema ao qual o Grémio* tem dado alguma visibilidade.

No cerne das suas considerações parece estar o rol de avenças da Câmara Municipal do Fundão, apenso ao texto, que permite não só perceber a irrelevância de algumas funções exercidas pelos avençados como a desproporção das suas remunerações. A coincidência de apelidos com algumas figuras proeminentes da vida política regional denuncia o predomínio do familiarismo, vulgo "cunha", como factor determinante no alcance de tais "empregos" e autoriza desconfianças sobre as reais "competências" daquela gente. Apesar de nem todos se encontrarem nas mesmas circunstâncias, paga o "justo pelo pecador".

Estas práticas minam o regime democrático, é sabido, onde a regra devia ser a oferta pública e o concurso de recrutamento. Além disso, esta pequena corrupção, endémica em meios subdesenvolvidos, passa amiúde por um sinal de "amizade" e encontra na opinião pública a complacência resignada de quem ignora o seu reflexo negativo em múltiplos e determinantes aspectos da vida pública ou de quem está ou tem algum familiar "entalado" na rede... Em qualquer país decente um tema como este atingiria foros de escândalo, mas em Portugal nem sequer é notícia, o que espelha bem o vigor ético do "tuga".

20090311

Paragens de autocarro desaparecem!

Sempre atento, o Máfia da Cova chama atenção para o enigmático desaparecimento das paragens de autocarro da "cidade neve". Felizmente vai enxuto. Do oráculo camarário "nem chus nem bus". Covibus, perceberam?

Fantasia 08 - Barragem (2)

Em complemento do post original sobre a fantasiosa Barragem das Penhas convém lembrar que, apesar de agora a CMC vir imputar ao Governo o atraso, essa obra estruturante serviu de pretexto para gastar quase 200.000,00€ no projecto e... estudos ambientais (de impacte?), tal é a preocupação do executivo com o assunto.

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Coba, SAElaboração do projecto de execução e estudos ambientais do sistema de adução entre a barragem da Ribeira das Cortes (Penhas II) e a ETA da Varanda dos carqueijais98.250,00 €
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Coba, SAElaboração do projecto de execução e estudos ambientais do sistema de adução entre a barragem da Ribeira das Cortes (Penhas II) e a ETA da Varanda dos carqueijais98.250,00 €

20090309

Caciques, em meias-palavras

A revista A23, versão papel, refere a existência de caciques (espécie de líder tribal entre os indígenas) no poder local da Beira. Coisa surpreendente e rara, de que o Grémio* jamais suspeitou ou teve notícia, quiçá por ter sido raspada ou estar encoberta nos estratos dos pergaminhos da imprensa local desde um Abril qualquer.

Refere-se ainda a existência de "associações que se tornam âncoras do projecto político do concelho" do Fundão, presume-se. Haverá até, imagine, "vereadores, assessores e chefes de gabinete" que presidirão a essas promiscuas entidades. Que enredo!

A verificar-se, o combate a tal caciquismo, seja ele rural ou urbano, justifica que se ponha o "nome aos bois" e não se fique pelas meias-palavras, a bem da República.

20090308

Liberdade de expressão

Porque a democracia não se esgota nas eleições nem devia servir para passar cheques em branco aos eleitos, como sucede em meios subdesenvolvidos; porque os governantes devem sentir-se obrigados a apresentar, explicar e discutir publicamente os seus projectos e acções, pois eles, na qualidade de servidores públicos passam e as instituições, os vícios, os estragos e as dívidas ficam... empobrecendo-nos a todos; porque só o aprofundamento da governança e da cidadania pode conduzir a uma sociedade mais lúcida, equitativa e feliz, o Grémio* recorda a certos caciques e seus arautos o Artigo 37º da Constituição da República Portuguesa:

"1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações. 2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura."

20090307

Isenção do Notícias da Covilhã (2) - Freixo

Na notícia ao lado, do NC desta semana, o inquérito à Quinta do Freixo aparece reduzido a uma episódio "que envolve a movimentação de terras". Se não descortina naquele painel publicitário a mirabolante "urbanização ...a revolução no sector da habitação" que a Câmara da Covilhã ali tinha autorizado, alegadamente com diversos atropelos do PDM, relembre aqui o processo, antes que a história deste imbróglio seja reescrita ou branqueada de vez.

Na segunda parte da "notícia", não terá o NC também esquecido que, segundo consta, antes do telefonema [?!] de Carlos Pinto, foi a denúncia de Rui Moreira que despoletou a averiguação da alegada violação do PDM pela sua moradia? - Tão servil, chega a ser cómico.

Isenção do Notícias da Covilhã (1) - Reitor

O post do Carpinteira, abaixo, fez-nos olhar com outro cuidado para o modus operandi do NC.

Na p.4, sobre as candidaturas a reitor, lê-se: "Manuel Santos Silva, actual reitor, é o terceiro a ocupar o cargo [cargo de candidato?], depois de João Queiroz e António Fidalgo... segunda feira, 7 [ou 9?]." Aprecie a anacronia do 2º parágrafo: "não foi possível confirmar... o NC sabe... que a documentação seria entregue." Sabia, foi entregue...? Sabendo quase tudo, por que omitiram o Prof. Barata, o 4º candidato, que certamente terá apresentado a candidatura ainda na 3ª feira?

Fantasia 09 - Pavilhão municipal

"Está tudo na mesma no processo do pavilhão municipal da Covilhã". Paulo Rosa, vereador de múltiplos pelouros, RCB

O Máfia da Cova relembra "ao Sr Vereador os Pavilhões existentes e o seu uso, assim como tantas outras actividades desportivas extintas na Covilhã. Pavilhão do CDC, sem direcção, sem equipa de basket, onde está a preocupação do Sr Vereador Responsável do pelouro do desporto. Pavilhão da Inatel onde o SCC joga futebol salão que raramente enche. Dois pavilhões universitários. Os Pavilhões existentes nas Freguesias do Concelho. A promessa feita (outra) há mais de 4 anos, quando fizeram acabar com a equipa de séniores da ADE, com a promessa de obras no campo...até hoje. A equipa de Andebol da ADE, que teve de acabar por falta verbas. O problema das camadas jovens do SCC, onde são os pais que levam os filhos nas suas próprias viaturas aos jogos. As equipas de Atletismo ou de Ping Pong, que antigamente existiam nas colectividades, extintas. A equipa de Voleibol que tanta tradição tinha da cidade da Covilhã, extinta. Todos os equipamentos desportivos ao abandono, como é o do Bairro do Rodrigo, juntamente com o jardim, que mais parece um pântano. e mais devem existir que agora não me recordo, mais me parece um manobra de distracção, para evitar assuntos bastantes mais importantes..."

20090306

O sermão do (e ao) padre Geraldes

Desta vez citamos na íntegra um documento para a posteridade. Leia, reficta, comova-se e se quiser acompanhe o debate que vai no Carpinteira sobre esse contrasenso que é a "blogoesfera local". O Grémio* tentara noutra ocasião pensar a relação entre o poder e a imprensa locais, mas o Carpinteira excedeu-se.

"O Sermão - Esta semana o clérigo Geraldes resolveu escrever um sermão sobre os/as covardes, no seu jornal católico/apostólico/romano NC. Entendeu fazê-lo do alto do seu púlpito, em tom inquisitorial, com acusações genéricas sobre os covardes e afins, que é sempre mais fácil e, seguramente, mais proveitoso para quem tem em vista atingir um determinado fim. Na verdade, ignorava esse tema fracturante da Igreja: os covardes e as covardes. Temos então, uma oratória transformada em alimento espiritual pelo nosso clérigo, se calhar para vender aos crentes, quanto mais não seja, para os levar a ler mais vezes a Biblia, que é um exercício que se recomenda sempre, em tempo de crise e de covardia. Bom, depois de ter percorrido a prosa, e tropeçado em evocações do Padre António Vieira e Almada Negreiros, como forma de legitimarem as afirmações que o clérigo ia produzindo, dou por mim no meio de uma campanha negra contra a imoralidade covarde, e pela salvação das almas. Tudo bem. Nesse exacto momento, lembro-me também de Antero de Quental, quando disse que o vírus que provocou a doença foi o cristianismo, que fez cair sobre o país uma sombra densa que se transformou no que podemos chamar de uma longa noite portuguesa. Outras estórias. Eis-me então chegado à frase mais interessante e sumarenta desta missiva que reza assim: “Os covardes (…) usam blogs cujos autores são desconhecidos (…) É gente séria esta?” Ou seja, no mundo complexo e sério do clérigo Geraldes, as pessoas sentem-se perdidas e ofendidas, sem esse recurso sistemático à autoridade de autor, como se a ideia não valesse por si, e as pessoas só fossem capazes de a acolher, não pelo que ela vale em si mesma, mas quando imposta pelo recurso autoral. Pelo contrário, estou convencido, que os leitores podem ler os textos sem saberem quem são os seus autores, e nem por isso deixarão de lhes atribuir significado. Penso que o texto deve funcionar por si, sem necessidade de o nomear. Isso não impede que um leitor, qualquer leitor, possa construir um sentido ou concluir pela falta dele. De uma coisa tenho a certeza, o direito de propriedade sobre os posts que escrevo, aos poucos, deixam de pertencer-me, e passam para o lado de quem os lê. É uma velha questão da estética da recepção, que não vou aprofundar para não me desviar do assunto. Mas é claro que a covardia tem as costas largas, e o fito de tanta prosápia do clérigo Geraldes não era, seguramente esse. Vamos então ao que interessa: Os blogues continuam a ser, ao contrário dos pasquins paroquiais, os poucos espaços de livre opinião não controlada pelo poder autárquico. Como todos sabemos: a imprensa local é ainda hoje muito dependente da publicidade local e pública, o que limita, demasiadas vezes a sua independência política. Os blogues anónimos e não anónimos têm sido, em muitos lugares, um espaço raro de opinião livre. Esse é que o problema, e o clérigo Geraldes sabe isso; a nomenklatura local está pouco habituada à crítica e à denúncia. A aversão à crítica livre é, aliás, uma característica comum aos autarcas, mas principalmente à Igreja, historicamente intolerante com o diferente e o contraditório; era outra estória, mas não tenho tempo. Certamente, o problema não está nos/nas covardes, o problema reside no senhor padre, que não se dá bem com a liberdade de expressão. É sabido que ainda perduram genes do Santo Oficio em alguns sectores da Igreja portuguesa, até porque, a censura ideológica e a perseguição religiosa, institucionalizada em força até ao século XIX, ajudou a criar esses tiques de exclusivismo e intolerância. Pois assim se fez o caminho para um longo período de igreja única e de partido único, que marcou três quartos do século XX. Mas os tempos hoje, são outros, mesmo que isso desgoste ao clérigo Geraldes. Bom, a prosa já vai longa, vou mas é aspergir a cama com água benta e rezar as três avé-marias do costume, não vá o diabo tecê-las."

5 estrelas: "the show must go on"

A campanha Covilhã cinco estrelas continua de vento em popa, usando o erário público para proveito não se sabe bem de quem, nem de quê. Certo é que esta campanha disparatada parece alcançar exactamente o contrário daquilo que propôs Carlos Pinto, embora os jornais e as revistas fashion agradeçam ("boa imprensa"...) e alguns basbaques exultem com a farsa.

Façamos então de conta que a verdadeira fortuna gasta pelo Município da Covilhã em propaganda no ano passado foi um "investimento" no nosso futuro, na nossa qualidade de vida. Façamos de conta que a "visão estratégica" da Câmara justifica o dispêndio de mais 70.000,00€ dos nossos impostos em anúncios de imprensa, só nos primeiros dois meses do corrente ano, como aqui pode constatar. E ainda a procissão vai no adro...

28432

Presselivre, Imprensa Livre, S.A.Campanha Covilhã Cidade 5 Estrelas16.000,00 €
28468

Público, Comunicação Social, S.A.Campanha Covilhã Cidade 5 Estrelas18.720,00 €
28490

O Sol é essencial, S. A. Campanha Covilhã Cidade 5 Estrelas8.970,00 €
28503

Impala Serviços, SL Campanha Covilhã Cidade 5 Estrelas12.000,00 €
27986

Caras - Revistas Impresa PublishingCampanha Covilhã Cidade 5 Estrelas14.950,00 €

20090305

Urbanismo 5 estrelas (7) - intervenção

"Enquanto os indígenas andam entretidos com as pontes para o futuro no condomínio, este ex libris do património edificado covilhanense, algures na favela de S.Martinho, vai jorrando agua pelas paredes e na rua, devido à existência de uma mina no seu interior. O imóvel, ao que parece, de elevado interesse patrimonial, teve há pouco tempo uma intervenção 5 Estrelas, como se pode ver na foto. Todos os buracos foram tapados, agora, a água da mina não tem por onde sair." Carpinteira

Fantasia 08 - Barragem

"...naquele tempo, esteve em fase de consulta pública o projecto de construção da nova Barragem na Serra da Estrela, lançado pela Câmara Municipal da Covilhã. O projecto... previa a criação de uma albufeira na Ribeira das Cortes, perto das Penhas da Saúde, com 42 metros de altura e capacidade para armazenar dois milhões e 200 mil metros cúbicos de água. Era muita auguinha. Segundo Luís Barreiros, o trauliteiro vereador na Câmara da Covilhã, a concessão à iniciativa privada da futura barragem, através do concurso de concepção, construção e exploração, devia-se ao facto do investimento ser demasiado oneroso para as finanças do município, pelo que "se optou por esta forma de concurso". Hum! Na época o excelso Luís Barreiros explicava que "o vencedor do concurso iria construir a barragem e em contrapartida explorar todas as suas vertentes, nomeadamente o abastecimento de água e a produção de energia eléctrica". E adiantava: "Mesmo que o processo e as obras decorram à velocidade máxima, a albufeira levará pelo menos mais cinco anos até estar pronta a ser utilizada" concluiu. Pois. E a barragem?" Carpinteira