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20090630

"Desenvolvimento", segundo Pinto

Outro artigo do Cântaro Zangado aclara a incompatibilidade entre a razão e a prepotência no exercício de certos cargos públicos. Este blog desenvolve um meritório trabalho de divulgação do Parque Natural da Serra da Estrela, destaca potencialidades e alerta justificadamente para as diversas ameaças ao seu património natural. O Cântaro oferece uma visão esclarecida e cosmopolita, distinta da generalidade das opções que os políticos locais preconizam e oposta à soberba com que se proclama o "desenvolvimento" (da espécie?). Porque a ignorância tem de ser combatida todos os dias, aqui fica um excerto do seu mais recente alerta:

"Carlos Pinto, o jurássico presidente da Câmara da Covilhã, voltou mais uma vez a prometer dois "grandes projectos" para Unhais da Serra, que considera "essenciais para o futuro" da vila. Quais são? A conclusão da asfaltação do caminho para a Nave de Santo António (a cerca de 1600 m de altitude) e a construção de um teleférico para a Torre. (...) Esta estrada vai percorrer um vale lindíssimo, que vai ser mais difícil aproveitar para o turismo de montanha quando os dois "grandes projectos" estiverem concluídos. Digo-o porque sei que os que, como eu, procuram os destinos de montanha, fazem-no em busca de espaços (...) onde possam aprofundar uma relação exigente com um meio o mais natural possível (...) este tipo de "erros" cometem-se sistematicamente na serra da Estrela (...) desperdiçando-se deste modo fundos que muita falta fariam para um verdadeiro desenvolvimento do turismo (...) começam-se obras sem se saber como se vão pagar na totalidade, sem se terem as devidas autorizações, sem se estudarem os impactos ambientais devidamente (...) Quanto ao teleférico Unhais-Torre, Carlos Pinto promete-o frequentemente quando se desloca à Vila de Unhais. Bem sei que as populações gostam de ouvir estas promessas, que sentem que trazem desenvolvimento à terra. Mas eu creio que esse desenvolvimento é muito, muito incerto, sendo muito certos os seus prejuízos em termos ambientais e paisagísticos."

20060306

Covilhã recusa ordenamento do PNSE

"A Câmara da Covilhã vai emitir um parecer negativo à proposta de Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE), anunciou o presidente da Câmara. Carlos Pinto lembrou que as mudanças propostas criam limitações ao investimento turístico e à construção de uma nova barragem." Público. 06.03.2006

20080902

Ordenamento da Serra da Estrela

Pelos vistos, a Câmara da Covilhã não encontra grande utilidade no Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra da Estrela, talvez por este reprovar a tendência de actuação do executivo encabeçado por Carlos Pinto, representante da Associação Europeia dos Eleitos de Montanha, note-se!

20081210

Parque Natural?

"A Serra da Estrela é uma área protegida singular em Portugal, possuindo mais 3 estatutos de protecção. Contudo, é paradoxal e incompreensivelmente uma área que sofre (...) de um desenvolvimento insustentável sem precedentes no sector do Turismo de montanha ao nível Europeu..." Cont. no Máfia da Cova e no Cântaro Zangado

20090729

Fantasia 19 - Aldeia de montanha

A "notícia" abaixo exemplifica a "estratégia" camarária para "requalificar" um bairro da lata implantado nas Penhas da Saúde, em pleno Parque Natural da Serra da Estrela. No Cântaro Zangado e na Kaminhos tem mais umas achas para perceber a génese do "aldeamento de montanha" (este ou outro, nunca se sabe...) que Carlos Pinto anunciou para 2001 (!), considerando, acertadamente..., "indispensável rever" a "imagem chocante de degradação". Sempre sui generis, a visão do edil, não é?

20080921

Penhas da Saúde?

"Carlos Pinto acusa o PNSE de conduzir todo o processo [de ordenamento] “erradamente” e deixa um aviso: “Se querem resolver o problema abram os cordões à bolsa.” O autarca defende a manutenção do bairro mas admite que “meia dúzia (de casas) tenham de ser reformuladas no seu posicionamento”. Susana Proença, JF
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Como o Grémio* descreveu noutros posts, parece que estamos perante mais um sofisma de Carlos Pinto, que tolera a ilegalidade desde que capitalize alguns votos indígenas, a pretexto de um qualquer ordenamento; desde que se construa mais e se "abram [mais] os cordões à bolsa". - Para quê? Para ampliar a vergonhosa "favela de montanha" (1, 2, 3, 4)? - Qualquer dia ainda aparecem a defender indemnizações retroactivas para aqueles que, nos anos 80, perderam os seus "haveres" no lindo bairro "de génese ilegal" que se estendia pela Nave de Santo António. - São autarcas destes que mantêm a Covilhã e o País na cepa torta. - Haverá requalificação possível para um bairro de lata? - Mais que deixar avisos, que tal cumprir a lei, como lhe compete, ordenando a demolição das construções (1, 2, 3, 4) que forem ilegais, a fim de salvaguardar o bem público, antes dos interesses privados. É que, como diz o Cântaro, os cidadãos que querem usufruir da Serra da Estrela na sua qualidade de Parque Natural têm direito a algum asseio ambiental. E esses são a maioria!