A inércia e apatia da imprensa "local" faz supor que tudo vai bem no Município. Mas outros orgãos de comunicação social, atentos aos inúmeros sinais de colapso do modelo político-demagógico protagonizado por Carlos Pinto, transmitem uma imagem bem mais fiel deste modo eleitoralista e suicidário de "gestão" pública. Transcrevemos do Expresso uma extensa notícia sobre um caso que se afigura escandaloso, para o qual o Grémio* já havia alertado.
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Alegado recurso a verbas LEADER como saco azul para publicidade da câmara... "Dúvidas, muitas dúvidas - é o estigma que pesa sobre a nova campanha ‘Covilhã, Cidade 5 Estrelas’. - A polémica estalou na região por esta publicidade surgir ‘colada’ ao LEADER, programa comunitário destinado ao desenvolvimento dos meios rurais. E também pelo facto de o presidente da Câmara da Covilhã, Carlos Pinto, presidir à Rude, associação responsável pela execução dos fundos LEADER na Cova da Beira. O autarca da Covilhã candidatou esta campanha para financiamento do programa comunitário, mas o gestor do LEADER já lhe pediu esclarecimentos, não tendo ainda obtido resposta. - A campanha ‘Covilhã, Cidade 5 Estrelas’ está a ser massivamente divulgada através de cartazes por toda a cidade, anúncios no estádio municipal e em publicações como o ‘Público’, ‘Visão’, ‘Caras’, ‘Lux’, ou mesmo a revista de bordo da TAP. Todos os anúncios ostentam o logótipo do LEADER e da Rude, sendo pouco claro se se trata ou não de publicidade camarária. - Presidida pelo autarca da Covilhã, a Rude é uma das 52 associações criadas em Portugal no âmbito do LEADER, que contam com fundos comunitários para acções de valorização do mundo rural (€4 milhões a €5 milhões foi a verba atribuída a cada associação no último Quadro Comunitário de Apoio). - Estranhando a falta de relação directa entre a campanha da Covilhã e os objectivos do programa comunitário, o gestor do LEADER já solicitou esclarecimentos a Carlos Pinto. - “Não pagamos essa campanha” - Enviada a 13 de Setembro, a carta do director-geral da Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (organismo que superintende as associações LEADER em Portugal) não teve ainda qualquer resposta por parte do presidente da Rude e da Câmara da Covilhã. - “Não pagamos essa campanha. Aguardamos esclarecimentos por parte da Rude”, garante Rui Baptista, chefe do LEADER a nível nacional, adiantando ter sido recebida uma candidatura da Rude no valor total de €800 mil, incluindo a campanha da Covilhã e várias acções na Cova da Beira. “O nosso sistema alertou-nos para a situação e bloqueámos o pagamento. É pouco habitual este tipo de despesas e não faremos transferência financeira enquanto não tivermos resposta ao nosso pedido de esclarecimento”, salienta o responsável do programa, frisando que “nenhum pagamento foi feito para esta campanha”. - No pacote de €800 mil da candidatura da Rude, a campanha da Covilhã foi a que “saltou à vista pelo tipo de acção”. São consideradas elegíveis para financiamento pelo LEADER as despesas da Feira de São Tiago, na Covilhã, que incluiu concertos de Luís Represas, João Gil, António Pinto Basto e João Braga, e apesar de não ter nenhum «stand» agrícola. “Mas as feiras funcionam muitas vezes como actividades de dinamização das zonas rurais”, faz notar Rui Baptista. - Numa avaliação das 52 associações de desenvolvimento rural financiadas pelo LEADER, a Rude figura em último lugar, com a pior taxa de execução de todas. “Tem sido sempre assim, desde o início”, refere o chefe do programa em Portugal. Em Junho, quando esta avaliação foi apresentada, a Rude tinha por executar €906 mil, o equivalente a 69% do Vector 1 e a apenas 24% do Vector 2 do Fundo Europeu de Orientação e Garantia Agrícola (FEOGA). Avizinhando-se um novo quadro comunitário, estes fundos ficariam ‘perdidos’ se não fossem aplicados até ao final de 2008. Foi depois desta apresentação pública, em Junho, que foi lançada a publicidade ‘Covilhã, Cidade 5 Estrelas’. A campanha está a ser fortemente contestada na blogosfera, onde lhe chamam “O (rude) desenvolvimento rural 5 estrelas” e inclusivamente acusam a associação Rude de funcionar como “um BPN pequenino”. - Quanto custou a campanha? - É um mistério, ao qual a Câmara da Covilhã não dá resposta. Sobre a nova campanha da cidade, o EXPRESSO tentou contactar Carlos Pinto, presidente da associação Rude e da Câmara da Covilhã, cujo gabinete informou que este se encontrava ausente toda a semana, mas que delegava o assunto no vereador Luís Barreiros. O vereador só quis responder ao EXPRESSO por correio electrónico e, questionado sobre os custos e a origem da campanha (se foi lançada pela Câmara ou pela Rude), apenas referiu que no âmbito do programa LEADER “foi aprovada uma [De qual entidade?] candidatura no valor de €40.112,92 pela Unidade de Gestão em regime de ‘overbooking’, isto é, sem garantia de qualquer comparticipação comunitária, não tendo o município até à data recebido um euro de comparticipação”. Conceição Antunes, EXPRESSO
20081130
20081119
Vergonha na cara
"... o que me faz impressão não é que esta gente que manda em nós atraia a trafulhice como o pólen atrai as abelhas - isso faz parte da natureza humana e é potenciado por quem frequenta os corredores do poder. O que me faz impressão é o desplante com que se é apanhado com a boca na botija e se finge que se andava só à procura das hermesetas. É a escola Fátima Felgueiras, que mesmo condenada a três anos e meio de prisão dava pulinhos de alegria como se tivesse sido absolvida. Nesta triste terra, parece não haver limites para a falta de vergonha." João Miguel Tavares
Temas:
Corrupção
20081115
Atentado ambiental perpetrado pela Câmara?
"A GNR impediu, na passada segunda-feira, o avanço de uma obra da responsabilidade da Câmara Municipal da Covilhã (CMC), no Cabeço do Tortosendo. Em causa está o facto das mesmas porem em causa um povoamento de cerca de 360 sobreiros. (...) A CMC pretende construir um parque de feiras na freguesia do Tortosendo (...) instalações permanentes para uma feira que se realiza um dia por ano [absurdo que o Grémio* oportunamente denunciou: 1, 2, 3, 4 e 5]. (...) Sobre o modo de actuar da minha autarquia já não me restam mais comentários...Sobram-me 3 questões, para outros tantos destinatários: - Para o senhor Secretário de Estado da Administração Local: com que fundamentos legais considerou justificável a expropriação de um terreno com mais de 3 centenas de sobreiros? - Para a Autoridade Florestal Nacional (AFN): sabendo das intenções da CMC para o dito terreno e sabendo que sobre a posse dos mesmos decorre ainda um recurso, com que base legal poderá a AFN justificar uma hipotética autorização para o abate dos sobreiros? Terá a acção da CMC, na passada segunda-feira, influência directa sobre essa decisão? - Para a GNR: na sequência da acção realizada na passada segunda-feira, foi levantado algum auto à CMC e/ou à empresa de contrução em causa? Se não, porquê? - Nota importante: este caso, embora situado na mesma freguesia (Tortosendo), é totalmente independente da situação dos 3 000 sobreiros denunciada em Outubro passado." in Sombra Verde
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Município de excelência, 5 estrelas? - Haja dó!
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Município de excelência, 5 estrelas? - Haja dó!
Temas:
CM Covilhã
20081107
Cruzamento 5 estrelas
Reflectindo sobre a falta de estacionamento no hospital, o Grémio* deparou com este cruzamento verdadeiramente 5 estrelas, avant la lettre. Esta intersecção improvisada "articula" o tráfego automóvel proveniente da A23 norte, a principal porta da cidade, com a entrada e saída de ambulâncias no hospital há quase uma década... talvez para justificar a prioridade dada à aparatosa "via" do aeródromo.
Temas:
CM Covilhã
20081103
O Grémio* ajuda Carlos Pinto
No rescaldo de um aceso debate interno, o Grémio* responde positivamente à exortação de João Morgado e do próprio Carlos Pinto, que assumiu em entrevista que "ainda há muito a fazer na Covilhã!" - O Grémio* concede que nos mandatos que já leva à frente da câmara, com ou sem ajuda da oposição, CP não pôde fazer "tudo". Pela amostra e pelas prioridades, ainda bem.
Na voz avisada de Morgado, a única estrela política da Covilhã será CP, pelas observações que transcrevemos: "Muitas das suas opções são duvidosas. Muitos dos seus métodos são dúbios. Talvez o concelho registe muita obra mas obedeça à estratégia dos cogumelos – crescem desordenadamente, sem um propósito estratégico definido, sem um plano de futuro. Podemos nunca parar de caminhar, mas a verdade é que nunca saberemos se estamos a dar os passos certos enquanto não soubermos para onde vamos!" - Não percebemos porque considera Morgado uma "estrela" quem alegadamente assim actua. É que nem o Grémio* diria melhor.
Ainda segundo o mesmo ex-assessor, "talvez o seu pecado seja o facto de se ter rodeado de muitos empreiteiros e pouco arquitectos do futuro. Talvez lhe tenha faltado uma equipa que trouxesse profundidade e modernismo à sua reflexão. O futuro de um concelho e a sua importância na orgânica de uma região, tem demasiados factores de análise e estudo para que possam ser ordenados pela cabeça de um só homem". - Passando a politiquice e a oposição entre partidos, irrelevantes para o caso vertente, não será grave o que diz Morgado de CP, querendo ajudar? Imaginem que o seu propósito era o inverso... Sem ousar ir tão longe como Morgado, o Grémio* não só concorda que "ainda há muito a fazer na Covilhã" como acha por fazer o essencial.
Reconheçam ou não Carlos Pinto e os acólitos legitimidade à crítica, a democracia nutre-se dela, pois não se esgota nas eleições. Pelo contrário, só o contínuo exercício da cidadania pode gerar melhores políticos. Assim, deveriam agradecê-la, em favor da abertura de espírito que se traduz na gentileza do trato, na capacidade de ouvir e discordar com civilidade, na discussão e explicação pública das grandes opções políticas à sociedade e mesmo na transparência da administração. - Volvidos tantos mandatos, constata-se que tal rotina democrática, a verdadeira obra para o futuro da Covilhã, está todinha por fazer.
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O Grémio* continuará a rejeitar comentários indecorosos
Na voz avisada de Morgado, a única estrela política da Covilhã será CP, pelas observações que transcrevemos: "Muitas das suas opções são duvidosas. Muitos dos seus métodos são dúbios. Talvez o concelho registe muita obra mas obedeça à estratégia dos cogumelos – crescem desordenadamente, sem um propósito estratégico definido, sem um plano de futuro. Podemos nunca parar de caminhar, mas a verdade é que nunca saberemos se estamos a dar os passos certos enquanto não soubermos para onde vamos!" - Não percebemos porque considera Morgado uma "estrela" quem alegadamente assim actua. É que nem o Grémio* diria melhor.
Ainda segundo o mesmo ex-assessor, "talvez o seu pecado seja o facto de se ter rodeado de muitos empreiteiros e pouco arquitectos do futuro. Talvez lhe tenha faltado uma equipa que trouxesse profundidade e modernismo à sua reflexão. O futuro de um concelho e a sua importância na orgânica de uma região, tem demasiados factores de análise e estudo para que possam ser ordenados pela cabeça de um só homem". - Passando a politiquice e a oposição entre partidos, irrelevantes para o caso vertente, não será grave o que diz Morgado de CP, querendo ajudar? Imaginem que o seu propósito era o inverso... Sem ousar ir tão longe como Morgado, o Grémio* não só concorda que "ainda há muito a fazer na Covilhã" como acha por fazer o essencial.
Reconheçam ou não Carlos Pinto e os acólitos legitimidade à crítica, a democracia nutre-se dela, pois não se esgota nas eleições. Pelo contrário, só o contínuo exercício da cidadania pode gerar melhores políticos. Assim, deveriam agradecê-la, em favor da abertura de espírito que se traduz na gentileza do trato, na capacidade de ouvir e discordar com civilidade, na discussão e explicação pública das grandes opções políticas à sociedade e mesmo na transparência da administração. - Volvidos tantos mandatos, constata-se que tal rotina democrática, a verdadeira obra para o futuro da Covilhã, está todinha por fazer.
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O Grémio* continuará a rejeitar comentários indecorosos
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