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20090602

Morreu o cavaquismo

"Entre mais-valias na carteira de acções do professor Cavaco Silva e o solilóquio de Oliveira e Costa no Parlamento, morreu o cavaquismo. As horas de aflitivo testemunho enterraram o que restava do mito. Oliveira e Costa e Dias Loureiro foram delfins de Cavaco Silva. Activos, incansáveis, dinâmicos, competentes, foram para Cavaco indefectíveis, prestáveis, diligentes e serventuários. Nas posições que tinham na SLN e no BPN estavam a par da carteira de acções de Cavaco Silva e família. (...) hipotecaram-nos, quando a concretização dos sonhos de poder do professor exigia mais um esforço financeiro, mais uma sede de campanha, mais uma frota de veículos para as comitivas, mais uns cartazes, um andar inteiro num hotel caro ou uma viagem num avião fretado. Dias Loureiro e Oliveira e Costa estiveram lá e entregaram o que lhes foi requerido e o que não foi." Mário Crespo, para ler na íntegra no JN
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Dada a falta de consequências dos escândalos nas mais altas instâncias da governação, tememos que a partir de agora seja sempre a piorar, até chegar às comadres autárquicas... Enfim, pode ser que mude a resignação do "tuga" perante a "roubalheira".

20100122

Cavaco/Santana: o grau zero da política

No fundo, um retrato do PSD de Pinto: "Cavaco Silva atribuiu a grã-ordem de Cristo ao ex-primeiro Santana Lopes... Aqui está um exercício supremo de duplicidade, um exemplo acabado de hipocrisia. Uma das causas da queda de Santana foi um célebre artigo do Prof. Cavaco Silva... era preciso separar a boa da má moeda. Era o retrato do joio político de Santana Lopes, que acabaria por ser apeado do Governo por triste e má figura. Agora, Cavaco-Presidente medalha-o dizendo que era “dever de justiça” condecorar o antigo primeiro-ministro, por ter servido o país no mais alto cargo do Governo da República. E o distinguido não deixou de sublinhar a honra de a receber das mãos daquele que um dia se lembrou de ligar o seu governo à má moeda, que era preciso retirar da circulação. Havia sorrisos como num baile de máscaras." Fernando Paulouro, JF

20110102

Cavaco Silva, o cínico

Cavaco Silva parece não olhar a meios para se esquivar às responsabilidades políticas pelo estado a que isto chegou. Cavaco é um dos principais mentores de um videirismo parasitário que sorveu os fundos europeus para coisas muito pouco estruturais, liquidou o tecido produtivo do país, aumentando a sua dependência do exterior, e apadrinhou a promiscuidade entre negócios e política, que muito condicionou a sociedade que hoje somos e provocou os buracos financeiros que temos a pagar. Indigna a falta de decoro das suas últimas declarações, a colocar-se fora do sistema, e o aproveitamento que faz da miséria alheia, sendo conivente com as medidas drásticas e despropositadas previstas nos PEC, que afectam sobretudo aqueles com que se mostra preocupado. Nem o apelo à caridadezinha católica o impede de gastar à tripa-forra na campanha eleitoral, que de resto começou há 4 anos...

20100620

Da grandeza e da pequenez humanas

Morreu Saramago. Lê-lo é que importa. Assim continuará entre nós. De qualquer modo, convém lembrar que o seu génio perdurará mais que certos miseráveis falhos de grandeza e generosidade que abundam na pátria tuga, como Cavaco Silva e o seu zeloso Sousa Lara, hábeis em por a mesquinhez à frente do dever de Estado. - Recordemos que Saramago foi um dos intelectuais que mais lucidamente condenou o controlo dos estados pela economia, a política rasteira e os abusos cometidos em nome da religião.

20091002

Conflito Belém/S. Bento e autárquias

"...candidatos autárquicos consideram que o conflito entre Belém e S. Bento não afectará as campanhas locais... [mas] desvia a atenção dos media e cria nos eleitores um sentimento de maior antipatia pela política." JN

"Portanto falhou a primeira tentativa do professor Cavaco Silva de formar um governo de iniciativa presidencial. Os resultados de Manuela Ferreira Leite e a vacuidade da campanha do PSD não fizeram justiça à imensa ajuda que de Belém veio com as insinuações de que no Governo eram capazes de tudo e mais alguma coisa... Ferreira Leite ainda tentou cavalgar as derradeiras deixas do guião Belém/"Público"... Faltou a Manuela Ferreira Leite engenho, arte e sobretudo coragem para fazer campanha com base em elementos realmente sólidos e definidores de carácter como o Freeport, a Independente e a TVI. O medo das represálias que cairiam sobre a sua vulnerável lista de indiciados e arguidos inibiu-a. Ferreira Leite escudou-se assim na segurança de um "escândalo" com aval presidencial." Mário Crespo, JN

20090608

Fazer de conta (2)

"Façamos de conta que o que se passou no BPN e na SLN não é mesmo uma enorme "roubalheira"... Façamos de conta que a mais-valia de 147 por cento do investimento de Aníbal Cavaco Silva e família não aparece nos dois mil milhões de prejuízos do BPN nacionalizado. Façamos de conta que não é o contribuinte português quem está a pagar esses dois mil milhões. Façamos de conta que é normal (...) Façamos de conta que não conseguimos imaginar quantas escolas, quantos hospitais, quantas contas de farmácia, quantas pensões mínimas, quantas refeições decentes se podem comprar com esse dinheiro." Mário Crespo, JN

20080812

Empresas Públicas / Municipais

O que escreve Mário Crespo no JN sobre as EPs aplica-se que nem uma luva às empresas municipais. Transcrevemos um excerto.
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"Nada nos objectivos e missão da Águas de Portugal a capacita para entrar nas ruinosas negociatas internacionais agora denunciadas pelo Tribunal de Contas. O que permitiu esta situação na AdP e noutras empresas públicas foram as interpretações abusivas do seu estatuto autonómico e o laxismo cúmplice de tutelas incapazes. (...) Outras empresas públicas faziam o mesmo com a inebriante liquidez que o ECU nos trazia, e de repente, funcionários públicos mascarados de gestores privados passaram gerir esses sectores do Estado opados com dinheiros comunitários e a comportar-se como magnates num confortável jogo de monopólio com dinheiro a sério, que não era deles e que e parecia inesgotável. No processo foram desbaratando activos que são propriedade do povo português. (...) Um pormenor importante: as alterações do estatuto das empresas públicas que lhes deram esta latitude e impunidade para esbanjamento do património nacional verificaram-se entre 1985 e 95. Era primeiro-ministro o professor Aníbal Cavaco Silva. Tudo o que veio depois é consequência de um modelo tragicamente errado."

20110706

Urbanismo 5 Estrelas (48) - Espoliação do Aeródromo

A mudez dos partidos políticos, da opinião pública e da complacente imprensa convilhaneinse perante a mais recente tentativa de esbulho do património municipal denota uma alienação social preocupante. Consta que Carlos Pinto e seus acólitos se preparam agora para "oferecer" o terreno do aeródromo municipal à Portugal Telecom, preferencialmente urbanizado a expensas do miserável contribuinte tuga, ignorando os argumentos da Petição Pública contra o encerramento do aeródromo, já subscrita por quase 2.000 pessoas.

Pinto tem sido pródigo em transferir bens públicos para benefícios privados, de que são exemplos gritantes os casos das Águas da Covilhã, Colégio Internacional, Mercado Municipal ou generoso financiamento do futebol e da Igreja. Coisa que parece não escandalizar o indígena, venerador da miraculosa intercessão do edil na criação de empregos a pontapé, entre outras fantasias, sem aparente consciência do desastre em curso.

Propõe agora o prazenteiro executivo PSD, diz o preclaro Pedro Silva, presidente em exercício rotativo, coadjuvar na implantação de um Data Center da PT no aeródromo e, reza o Diário da "República", "definir áreas de estacionamento público e de equipamento urbano", "qualificar os espaços para o enquadramento habitacional e de actividades económicas, culturais e sociais, dimensionadas de acordo com as necessidades" (como se houvesse necessidade!) e, pasme-se, "salvaguardar a estrutura ecológica" (que envolve uma certa maison).

Tiudo como se estivéssemos no Século passado, ávidos de comprar apartamentos a crédito fácil, por recomendação do dr. Cavaco, víssemos na Câmara endividada uma agência imobiliária ao serviço de incógnitos interesses e ainda acreditássemos na possibilidade de aterrar num bem esgalhado Aeroporto Internacional da Grande Covilhã, para os lados de Terlamonte.

Esquecem estes caciques o amontoado de ruínas, lojas fechadas, prédios por acabar e por vender que marcam o abandono desta terra, sem que nenhuma SRU lhes valha? Será esta a derradeira operação do urbanismo 5 estrelas que tem barbarizado o condomínio? Se a Câmara quisesse realmente intervir naquela zona a bem da população, que tal resolver a entrada na cidade, no cruzamento do hospital? Ou fazer alguma coisa de útil por quem cá vive, por exemplo?