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20090424

Pinto "satisfeito" com a dívida...!

"Segundo Miguel Nascimento as contas da Câmara da Covilhã reforçam a preocupação do PS relativamente à dívida do munícipio que teve uma “evolução galopante” aproximando-se dos 88 milhões de euros em 2008... Carlos Pinto... desvaloriza as críticas...“Estou muito satisfeito com estes resultados." Susana Proença

"Em nota enviada à imprensa, Miguel Nascimento e Vítor Pereira falam num «endividamento colossal»... Com a ausência dos dados referentes a empresas como o Parkurbis, PolisCovilhã, ADC, Nova Covilhã, ICOVI e ADS, «não é possível aferir a real dimensão do endividamento do município», queixam-se os vereadores. Feitas as contas com as empresas participadas pela autarquia, em 2007 a dívida total era de 106,8 milhões, asseguram. Segundo os números da oposição, a dívida à banca evoluiu de 42,9 milhões para os 47,4 milhões e, no que diz respeito aos fornecedores, que era de 23 milhões em 2007, há agora por liquidar 25,4 milhões." O Interior

20090416

Um indício salutar

O G* exulta com o facto de o Notícias da Covilhã dar honras de primeira página à astronómica dívida da Câmara da Covilhã, apesar da manchete atenuar o teor da notícia e da falta de crítica ao "investimento produtivo" que a câmara diz ter feito. Convenhamos que isso competiria à (quase inexistente) oposição, é bem verdade...! Não obstante as cautelas, a notícia alerta a cidade para o descalabro desta gestão autárquica, que não é apenas financeiro. Longe disso. Embora este seja mais simples de quantificar. É previsível que doravante o executivo se desdobre em desmentidos, idênticos aos que surgiram em reacção ao próprio anuário, que os blogs (MC) divulgaram em primeira mão, mas a democracia sai reforçada.
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Transcrevemos, para que conste: "Covilhã entre os municípios mais endividados. - Autarquia serrana surge em terceiro lugar no índice de endividamento líquido em relação às receitas do ano anterior no Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses (...) E se a situação global da Covilhã apresenta alguma :) debilidade financeira (...) O município covilhanense é ainda o nono na lista dos que têm maior passivo, o sexto com menores resultados económicos, na análise da diferença entre proveitos e custos, e o oitavo nos grupos municipais (que inclui as empresas municipais) com maior índice de dívida líquida. A autarquia serrana é também a 16ª com maior índice de dívida a fornecedores relativamente às receitas totais do ano anterior." NC

20100429

Sabia? Pensa pagar?

"Cada português deve 18,3 mil euros a bancos estrangeiros... Como foi possível chegar a esta situação? Na verdade, o total da dívida externa é muito maior: a chamada "dívida bruta" - sem contabilizar os activos [valiosíssimos...]- é o triplo do PIB, o equivalente a mais de três anos de trabalho dos portugueses... para sustentar a dívida ao estrangeiro, em média cada português pagou de juros cerca de 590 euros, em 2009..." - Continua a não querer saber de política? Continue!

20110703

A dívida

... e Portugal ficou tão feliz que a dívida acabou por se tornar numa característica nacional como o bacalhau ou a sardinha assada. Era tratada com respeito e ternura e atribuída a homens de "muito saber" e de "muito talento"... até que o tecto caiu e a vida começou verdadeiramente a doer... Vasco Pulido Valente, Público

20080506

Covilhã, 87 milhões de passivo

" A Assembleia Municipal da Covilhã aprovou na quinta-feira, 24, por maioria, com os votos contra do PS, PCP e BE, e a abstenção do presidente da Junta da Boidobra, as contas e relatório relativos ao ano passado. A autarquia apresentou um passivo de 86 milhões e 938 mil euros, o que originou críticas da oposição, preocupada com a saúde financeira do município no futuro. “A dívida da Câmara, excluindo o Parkurbis, o Polis Covilhã e a Nova Covilhã, alcançou em 31 de Dezembro de 2007 o montante mais alto de sempre”, realçou o socialista José Miguel Oliveira. (...) acrescenta o deputado, que inclui no valor a dívida dos SMAS, convertidos em Águas da Covilhã, de quase 20 milhões de euros. (...) Para Marco Gabriel “houve um desvio absoluto das prioridades estabelecidas e votadas”." URBI/Notícias da Covilhã, 2008-05-06

20090507

Urbanismo 5 estrelas (16) - rotunda do intermarché


As crateras documentadas, junto ao studio residence, estão assim, desprotegidas há 4 ou 5 anos, enquanto esperam a implantação de tesouros arquitectónicos semelhantes aos da imagem, típicos do condomínio. Felizmente ainda ninguém caiu nos buracos. Apesar disso, sem se perceber para benefício de quem, nem de quê, a Câmara equipou e mantém os "jardins" envolventes a estas verdadeiras armadilhas, indiferente à alegre progressão da dívida...

20090708

Pelos votos, inaugurar, inaugurar

"O cenário repete-se a cada 4 anos. Há que retirar do banho-maria todas as obras, projectos e planos e inaugurar tudo, nem que se trate do lançamento da primeira pedra, do primeiro esboço ou simplesmente de uma ideia faraónica a executar “brevemente”... De facto, é nos anos eleitorais que o País realmente mexe: são betoneiras, retroescavadoras e andaimes por todo o lado; o que é preciso é que haja muito alarido, muito pó e muitas máquinas, talvez por vigorar em politica a velha máxima segundo a qual “o povo tem memória curta” e, por isso mesmo, a obra tem de ser feita em cima das eleições, não vá algum eleitor esquecer-se que o candidato trabalha... são as piscinas, os lares, os centros de dia, os asfaltamentos que são feitos “à confiança” e que após as eleições são pagos não em dinheiro, mas com novas adjudicações, aumentando o bolo da dívida que muitas vezes acaba na insolvência das empresas." Pedro Leal Salvado, A23

20100402

Calotes 5 estrelas (1)

Vínhamos aqui falar da encomendação das almas em que a administração do condomínio anda empenhada, quando tropeçámos numa notícia do outro mundo. Resumindo: a Águas da Covilhã cobra-nos a taxa de tratamento de resíduos sólidos urbanos, mas não paga a quem faz esse serviço, a Resiestrela. Parece que a dívida ascende a 2.000.000€... Não é caso para perguntar ao dr. Pinto se ainda acredita na (sua) ressurreição, que é como quem diz, onde vai parar o carcanhol com que a AdC se vem abotoando?

20111115

Calotes da paróquia (1)

"A Igreja da Santíssima Trindade, na Covilhã, foi construída há dois anos e está aberta ao culto, mas mais de metade do valor da obra continua por pagar pela Fábrica da Igreja da Paróquia de Santa Maria. As facturas e autos "já aceites" representam, "com juros, cerca de 780 mil euros", disse Rui Ramos, proprietário das construções Consequi..." JN

Enfim, falta dizer que a outra parte da dívida (400.000,00€) foi saldada com os seus impostos, dilecto contribuinte, que o prior se encarregará de apresentar ao indígena como generosa esmola do sr. Pinto.

20050405

Câmara vai pedir mais 890 mil euros

"A Câmara da Covilhã aprovou a (...) contracção de um empréstimo no valor de 890 mil euros. (...) Segundo Miguel Nascimento, o empréstimo foi justificado pelo presidente, Carlos Pinto, para pagamento das obras de construção da segunda fase do Parque Industrial do Tortosendo (...) [mas] “o que está em causa são as dívidas acumuladas em empréstimos bancários ao longo de dois mandatos do PSD”. (...) já nas contas de 2003 “o passivo da autarquia se situava em cerca de 76 milhões de euros”. “As despesas com o serviço de dívida registam a partir deste ano uma progressão fortíssima, com o fim dos períodos de carência [período que medeia entre a contracção do empréstimo e o início do seu pagamento] de 13 empréstimos, num encargo de pelo menos 52 milhões de euros”, refere o vereador. À saída da reunião do executivo, o presidente da autarquia, Carlos Pinto, não prestou declarações aos jornalistas." Diário XXI, 2005-04-04

20090917

Vítor Pereira afirma que endividamento cresceu 408%

O cabeça de lista socialista à Câmara da Covilhã, "quer emprego de qualidade, em oposição ao trabalho instável nos call centers e hipermercados... dívida colossal de 88 milhões de euros, que cresceu 408 por cento em relação em 1997... censurou os impostos e taxas mais altos da Beira Interior, criticou o crescimento enviesado da Covilhã... manifestou discordância em relação à contratação de espectáculos da autarquia e acusou o executivo de Carlos Pinto de discriminar associações... faltam equipamentos colectivos de qualidade e predomina a obra de fachada." NC

20080509

Covilhã procura empréstimo para pagar dívidas

"(...) O prazo para entregar as candidaturas a financiamentos de médio e longo prazo para pagamento de dívidas a fornecedores terminou (...) Na lista constam municípios como Faro, Viseu, Évora, Funchal, Covilhã ou Barreiro. (...) o Programa Pagar a Tempo e Horas, permite substituir a dívida a fornecedores por empréstimos de médio e longo prazo." Diário Económico, 09-05-2008

20080620

A ruinosa presidência de Carlos Pinto

Segundo o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses relativo ao ano de 2006, no universo de 308 municípios, a Câmara da Covilhã, apesar de ter diminuído as suas dívidas (com recurso ao crédito e alienações, etc.), situa-se entre os Municípios com maior índice de endividamento líquido, nos termos da NLFL (14º lugar), com as seguintes posições relativas: Municípios com maior índice de endividamento líquido por habitante (31º lugar); Municípios com pior índice de endividamento líquido em relação às receitas do ano anterior (6º lugar) Municípios com menor grau de execução da receita cobrada (13º lugar); Municípios com menor rácio Receitas liquidadas/receitas totais (12º lugar); Municípios com menor rácio Despesas comprometidas/despesas totais (12º lugar); Municípios com maior Passivo exigível (dívidas) em 2006 (30º lugar); Municípios com maior índice de dívida a fornecedores relativamente às receitas totais do ano anterior (14º lugar).

20090410

A dívida da Câmara da Covilhã

Se dúvidas houvesse sobre a eficiência do executivo liderado Carlos Pinto (PSD) na utilização do dinheiro público, algumas dessas dúvidas dissipavam-se na consulta do Anuário Financeiro dos Munícipios Portugueses, onde consta que a Câmara da Covilhã possui o terceiro maior índice de endividamento líquido (em relação às receitas) entre os 308 municípios, subindo onze posições em relação ao ano anterior... Nesta "visão integrada sobre a situação económica e financeira dos municípios portugueses", a CTOC suspeita que "os orçamentos podem estar inflacionados..." - Surpreendente!

20100421

Calotes 5 estrelas (2)

"95 MILHÕES DE EUROS - É este [?] o valor da dívida da câmara municipal da Covilhã denunciado pelo Partido Socialista... Para Vítor Pereira "estes números... são o sintoma de uma má governação por parte da actual maioria PSD que está a gerir o concelho com base no curto prazo e nos objectivos eleitorais esquecendo o futuro e todos estes encargos que vão ser legados às gerações vindouras". Críticas rejeitadas pelo presidente da autarquia..." RCB

20080322

Câmara da Covilhã condenada por dívidas e "litigância de má fé"

"Um protocolo de financiamento de actividades da Associação Cultural da Beira Interior (ACBI) que o presidente da Câmara da Covilhã deu como suspenso em 2002, continua afinal em vigor, segundo o Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco (...) O protocolo atribuía 2.250 euros por mês à ACBI para concertos e para o programa de ensino «Música nas Escolas». Foi dado como suspenso por alegadas irregularidades no acordo e incumprimento por parte da ACBI. Isto na mesma altura, em 2002, em que se tornaram públicos desentendimentos entre Carlos Pinto e Luís Cipriano, nomeadamente sobre a política cultural para o concelho.(...) Segundo Luís Cipriano, «está ainda em dívida desde 2002 por parte da Câmara da Covilhã um outro protocolo que atribuía 10 mil euros anuais para o Coro dos Pequenos Cantores da Covilhã». O Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco decidiu ainda condenar o Município da Covilhã ao pagamento de multas por litigância de má fé, «por haver deduzido oposição cuja falta de fundamento não devia ignorar e com violação do dever de cooperação»" SOL

20100430

Prémio Romão Vieira 23 - Grande título

Uma verdadeira pérola, o título da peça de Célia Domingues no JF: "Castelo Branco com boa saúde financeira e Covilhã melhora". Melhora...? Copiamos na íntegra o artigo para que possa avaliar a justeza da atribuição do Prémio e confirmar que o Romão fez escola.

"CASTELO Branco é o único município de média dimensão do interior a pertencer ao ranking nacional de municípios com maiores resultados económicos. A capital de distrito surge na terceira posição, apenas ultrapassada por Porto e Oeiras, cidades de grande dimensão. É também o único concelho do distrito na lista dos 25 com maiores resultados, registando um saldo positivo de 12 milhões e 254 mil euros. Os dados são do Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2008, revelado esta segunda-feira, na conferência “Poder Local”, organizada pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas e pela TSF. O concelho albicastrense lidera a lista nacional de municípios com menor peso das despesas com pessoal na despesa total da autarquia. Em 2007 ocupava a 4º posição e em 2008 passa a liderar o ranking, um peso que nesta matéria é de 8, 7 por cento sobre as suas despesas totais. Castelo Branco destaca-se ainda, em termos nacionais, por entre os municípios com maior liquidez financeira, ocupando o 7º lugar da lista (integra a cinco melhores autarquias de média dimensão), o que quer dizer que no concelho, o somatório dos créditos sobre terceiros e das disponibilidades é superior às dívidas a terceiros. Covilhã e Fundão posicionam-se respectivamente em terceiro e quarto lugar com cerca de 87 milhões e 900 mil euros e 77 milhões e 55 mil euros, na lista de municípios de média dimensão com maior passivo elegível, ou seja, de dívidas. Mostram todavia melhorias a este nível e passam a fazer parte, em relação a 2007, no ranking dos 35 municípios com maior liquidez. As duas cidades da Cova da Beira continuam a pertencer ao grupo de municípios com maior endividamento, embora com algumas mudanças de posição. A Covilhã ocupa o 13º lugar, reduzindo em 17, 9 por cento o endividamento líquido em relação a 2007, que era de 77 milhões e 579 mil euros. Duas posições abaixo está o Fundão, no 15º lugar, que em relação a 2007 aumentou a sua dívida em 11, 6 por cento, de 56 milhões e 35 mil euros em 2007 para 62 milhões e 557 mil euros em 2008. As duas cidades continuam juntas na lista dos municípios com pior índice de endividamento líquido em relação às receitas do ano anterior. A nível nacional, 83 municípios tiveram um endividamento líquido superior a 125 por cento das receitas consideradas para o efeito. Nestas contas, incluí-se a totalidade dos empréstimos bancários, mesmo aqueles que por lei são excluídos deste limite. Fundão surge em 5.º lugar nesta situação, com 321 por cento e a Covilhã em 7.º lugar com 305 por cento, integrando com Aveiro, Seia e Espinho os cinco municípios de média dimensão em pior situação. Fundão e Covilhã lideram também a lista nacional de municípios de média dimensão com um valor de dívidas a fornecedores superior a 50 por cento das receitas totais, ou seja, devem mais de metade do que aquilo que recebem em receitas. Do outro lado, Castelo Branco é o terceiro município de média dimensão mais bem colocado a nível nacional e o 21.º no total dos municípios com menor índice de dívidas. Está de boa saúde a este nível, com as dívidas a fornecedores a representar 3,5 por cento da suas receitas. Castelo Branco lidera no campos dos municípios que apresentam um peso das despesas de investimento e transferência de capital superior a 50 por cento nas despesas totais, quer isto dizer que, o concelho é o que mais investe no todo nacional."

20110704

Adeus, Covilhã

Com a devida vénia a O Interior que, apesar do bairrismo, se distancia dos deslumbrados e acéfalos pasquins da paróquia, o Grémio* cita o texto crítico de Rosa Ramos:

"E, de repente, o aeródromo – um símbolo da cidade durante décadas e local de especial importância para uma das maiores mais-valias da Universidade da Beira Interior, a licenciatura em Aeronáutica ­ - vai desaparecer. E, devagarinho, a Covilhã morre também. A gestão da cidade tem sido desastrosa, nos últimos anos. Não se duvida das boas intenções da autarquia, ao ceder o aeródromo para a instalação de um centro de dados da PT. Afinal, em tempo de crise todo e qualquer emprego e investimento que se possa fixar no concelho é uma bênção. Mas é na perceção da relação entre o investimento captado e as soluções que melhor possam beneficiar a cidade e quem lá vive que reside uma boa gestão. Certamente que com alguma boa-vontade se conseguiria arranjar uma solução para a PT que não melindrasse o sector aeronáutico – de resto, a Covilhã teria avançado mais se, nos últimos anos, a aposta nesta área tivesse sido maior. Afinal, o que se passa na Covilhã? O descalabro terá começado, porventura, quando a PSP abandonou o centro. Seguiram-se outros serviços. O fenómeno não é novo: a tendência, nas pequenas e médias cidades, é para a deslocalização do comércio e dos serviços dos velhos centros históricos – algo que a médio e longo prazo se irá revelar numa verdadeira dor de cabeça para as Câmaras. O mercado foi substituído por um moderno call-center. Verdade seja dita: foi um investimento importantíssimo. Trouxe para a cidade centenas de postos de trabalho, mais ou menos precários, mas que têm contribuído para a fixação de alguns recém-licenciados. De qualquer forma, a ideia de construir um novo mercado a caminho da serra, ao lado do cemitério, nunca convenceu ninguém. Além disso, a Covilhã continua a ser a única cidade da região sem uma sala de espetáculos digna – apesar da novela do teatro-cine. Nos entretantos, construiu-se a ponte mais sexy da Europa. Um investimento caríssimo e notável - mais do ponto de vista visual e arquitetónico do que propriamente do ponto de vista funcional. Construiu-se também um ascensor ali para os lados dos Leões. Obras essenciais? Quando se gere dinheiros públicos é preciso atender a todas as solicitações. E é na escolha de prioridades que se distinguem os bons gestores. A desordem urbanística da cidade já não tem remédio. A rua que leva à garagem de São João mete medo – um verdadeiro cadáver urbano. O edifício da garagem, um dos mais belos do país, continua de pé quase por milagre, sem qualquer utilidade (não poderia ser reconvertido em mercado municipal, por exemplo?) e agora serve para acolher, de passagem, pequenas óperas que, e bem, lembram que aquele espaço existe. O turismo está subaproveitado. A desarticulação entre as várias entidades é demasiado óbvia para poder ser desculpável. A cidade até se dá ao luxo de ter dois organismos distintos e rivais para promover a Serra. Facto inédito em Portugal? Desarranjos de empatias em nada contribuem para o desenvolvimento da região (...) O parque da Goldra é estranhíssimo e não tem utilidade na maior parte do ano. Os melhoramentos na rotunda da universidade são visualmente notáveis. Mas de pouco serviram. Uma cidade não pode viver única e exclusivamente dos clientes de uma universidade. Gerir bem é saber escutar quem vive na cidade. E também adivinhar o futuro. Alguns autarcas souberem precaver-se. O dinheiro das autarquias vai escassear (...) é bom que os covilhanenses estejam conscientes de que nada de novo surgirá nos próximos anos – muito menos um aeroporto, como foi anunciado. Não há dinheiro. E vai haver ainda menos. A Guarda, apesar de tudo, teve alguma inteligência. O TMG é uma sala de referência nacional. O edifício da biblioteca Eduardo Lourenço é elegantíssimo e veio revitalizar um pedaço estratégico da cidade. A própria Praça Velha, quer se goste ou não, ganhou novo rosto. E o centro histórico tem vida, graças à mais acertada de todas as decisões: não deixar o moderníssimo centro comercial fugir para a periferia da cidade e assim deixar o centro histórico moribundo. E a Covilhã? É preciso perguntar aos covilhanenses se o programa Polis melhorou, de alguma maneira, a sua qualidade de vida. A cidade da lã e da neve – uma das mais bonitas do mundo – já não tem nada de lã, nem de neve, nem de nada. E o futuro não é promissor. A fatura vai chegar em breve, numa altura em que o desemprego será galopante e a autarquia terá de se concentrar em pagar a dívida acumulada. As tricas, as incompatibilidades, os amuos entre instituições provavelmente continuarão. Nem o Parkurbis terá remédio. E, pelos vistos, nem a aeronáutica. Sobra a Saúde – que, esperemos, continuará a afirmar-se. Enquanto o inferno se instala, o presidente da Câmara está ausente, a terminar uma licenciatura. Na Covilhã, chegou-se ao ponto de as presidências da Câmara serem rotativas por várias pessoas. Adeus, Covilhã. Há comboios que uma vez perdidos, nunca mais poderão ser recuperados. PS: Numa das últimas reuniões de Câmara, Carlos Pinto disse que o aeródromo é “uma espécie de jardim-de-infância para certas pessoas andarem ali a brincar aos aviõezinhos de plástico”. Outra dica para uma boa gestão autárquica: respeitar e tratar condignamente todas as pessoas e o seu trabalho, por humilde que sejam. Curiosamente, em 2008, quando assinou um protocolo com a ALEIA e a UBI para a instalação de uma empresa aeronáutica na cidade, o discurso de Carlos Pinto foi ligeiramente diferente: “ É com prazer que acolhemos a ALEIA na Covilhã porque este investimento representará para a Cidade e para a sua Universidade uma nova via de desenvolvimento e estará, esta região, a contribuir para o prestígio da indústria aeronáutica portuguesa”, disse."