"A Igreja da Santíssima Trindade, na Covilhã, foi construída há dois anos e está aberta ao culto, mas mais de metade do valor da obra continua por pagar pela Fábrica da Igreja da Paróquia de Santa Maria. As facturas e autos "já aceites" representam, "com juros, cerca de 780 mil euros", disse Rui Ramos, proprietário das construções Consequi..." JN
Enfim, falta dizer que a outra parte da dívida (400.000,00€) foi saldada com os seus impostos, dilecto contribuinte, que o prior se encarregará de apresentar ao indígena como generosa esmola do sr. Pinto.
20111115
20111103
O medo da democracia
"Todos os estados da UE são democracias, mas a UE não é uma democracia. Este axioma serviu na era do mercado único, mas tornou-se insustentável em dez anos de moeda única... a fractura entre os decisores europeus e os povos do continente assemelha-se cada vez mais a uma ditadura de novo tipo." Ricardo Alves
"Bastou o primeiro-ministro grego anunciar que consultará o povo, através de referendo, sobre as novas e gravosas medidas de austeridade e perda total da soberania orçamental impostas ao país pelos "mercados" e seus comissários políticos em Bruxelas e nos governos de Berlim e Paris para cair a máscara democrática desta gente... o projecto de suspensão da Democracia por 6 meses (ou por 48 anos) estará já em curso. Pinochet aplicou no Chile as receitas de Milton Friedman suspendendo sangrentamente a Democracia. Como é que "boys" de Chicago como Gaspar ou Santos Pereira, que chegaram a ministros sem nunca antes terem governado sequer uma mercearia, o fariam em Democracia?" M.A. Pina
"Bastou o primeiro-ministro grego anunciar que consultará o povo, através de referendo, sobre as novas e gravosas medidas de austeridade e perda total da soberania orçamental impostas ao país pelos "mercados" e seus comissários políticos em Bruxelas e nos governos de Berlim e Paris para cair a máscara democrática desta gente... o projecto de suspensão da Democracia por 6 meses (ou por 48 anos) estará já em curso. Pinochet aplicou no Chile as receitas de Milton Friedman suspendendo sangrentamente a Democracia. Como é que "boys" de Chicago como Gaspar ou Santos Pereira, que chegaram a ministros sem nunca antes terem governado sequer uma mercearia, o fariam em Democracia?" M.A. Pina
20111102
Empobrecer o indígena (1)
"... o programa de empobrecimento anunciado por Passos Coelho é mais vasto do que parece... além do empobrecimento económico das classes médias e mais desfavorecidas, está simultaneamente em curso o seu empobrecimento educativo. Para a imensa maioria que não tem meios para pôr os filhos em colégios privados (que, no entanto, financia com os seus impostos), o "essencial" basta. Mão-de-obra menos instruída é mão-de-obra mais barata. E menos problemática." M.A. Pina
20111028
Passos Coelho: Best off (da infâmia)
O blog Aventar prestou um digno serviço público contra o esquecimento. Atente na contradição entre o que disse e o que faz este miserável na hora de "ir ao pote". - Só vamos lá empobrecendo, diz!
20111027
Sociais Democratas...?
"Onde param as políticas sociais democratas que Bernstein idealizou, que homens como Olof Palme puseram em prática e que inspiraram políticos portugueses como Sá Carneiro? Valores como a abolição da desigualdade social, o humanismo, a erradicação da pobreza foram colocados numa gaveta e deram lugar aos interesses obscuros da banca, emparedados entre a cumplicidade ruinosa dos políticos e empresários sem escrúpulos, das suas ambições desmedidas, da despromoção da função pública, da demissão do estado como Estado. E nós, cidadãos, também culpados por alimentar essa fogueira de vaidades, à espera que o cutelo do Orçamento do Estado seja vetado pelo Presidente da república e nos ilibe das sucessivas desgovernações das políticas de "esquerda" e de "direita"." Emanuel Caetano, Público
"A brutalidade no plano fiscal e na expropriação bárbara dos recursos das famílias só vai contribuir para socializar de vez a miséria e a desgraça." Vasco Graça Moura, ex-deputado do PSD, DN
"A brutalidade no plano fiscal e na expropriação bárbara dos recursos das famílias só vai contribuir para socializar de vez a miséria e a desgraça." Vasco Graça Moura, ex-deputado do PSD, DN
20110923
A Igreja e o PSD
A Igreja católica não descura a intervenção política directa nos mais variados sectores, especialmente na imprensa regional. Sendo proprietária do Notícias da Covilhã, uma espécie de Jornal da Madeira local que promove a perpetuação da intelligentsia covilhaneinse, não parece ter pejo em associar-se ao PSD e, por arrasto, a este Governo. Assegura a RCB que o "bispo da diocese da Guarda marcou presença nas jornadas parlamentares do PSD, que decorreram no Fundão, onde assistiu à conferência de Pedro Santana Lopes". - Nos misericordiosos tempos que atravessamos, o Grémio* preferia ver a Igreja comprometida com a salvação das almas, levantando-se em prol dos mais desfavorecidos, da justiça social e da ética pública, antes de se envolver na acção político-partidária, de onde, como bem lembra D. José Policarpo, pode não sair "com as mãos limpas". Tiudo às claras, portanto.
Caciques
"Inevitável será a vitória de Jardim nas próximas eleições regionais. Provavelmente, já será tarde para evitar a vergonha colectiva de assistirmos à "relegitimação eleitoral" do primeiro responsável pelo estado a que "aquilo chegou". Antes da invenção do sistema prisional, na Idade Média - a genuína matriz cultural do presidente da Madeira - usava-se o pelourinho para expor à reprovação colectiva quem ofendesse as regras elementares de convivência social. Felizmente, o conceito de "moralidade pública" mudou substancialmente ao longo dos tempos e sofisticou-se o regime de sanções. Por isso, não é admissível que se transforme o supremo exercício de responsabilização política que são as eleições, numa democracia, em plebiscito de padrões de conduta que ostensivamente advogam o desprezo pela autoridade das leis do Estado de Direito. Se os correligionários do continente não conseguiram convencê-lo a renunciar à candidatura, no mínimo, deviam confessar o seu fracasso e anunciar a penitência. Porque o povo não é estúpido. Se Jardim ganhar, é porque os eleitores reconhecem algum benefício da sua insólita governação... temos assistido à penosa reiteração dos preconceitos que identificam o Poder Local com o desperdício inútil em obras de fachada e fontanários nas rotundas, a circulação caótica e o licenciamento venal, a corrupção e o compadrio. Coisas, enfim, que todos sabemos que existem, que subsistem largamente impunes, e que apenas assumem contornos mais discretos e resultados mais lucrativos, à medida que se sobe na hierarquia do poder. E contudo, paradoxalmente, pretende-se que o mesmo centralismo que gerou essa inimputável monstruosidade à sua própria imagem e semelhança seja o remédio para a curar.
É a desconfiança e a mesquinhez do centralismo que geram a subserviência e a arrogância dos caciques. A incompetência de cima reproduz-se abaixo e por reflexo condicionamento, os mais "fortes" conseguem, displicentes, a complacência que os sustenta no poder. Caciques e centralistas são duas faces da mesma moeda, almas gémeas que reciprocamente se alimentam e reforçam em perversa simbiose" Pedro Bacelar de Vasconcelos, JN
20110706
Urbanismo 5 Estrelas (48) - Espoliação do Aeródromo
A mudez dos partidos políticos, da opinião pública e da complacente imprensa convilhaneinse perante a mais recente tentativa de esbulho do património municipal denota uma alienação social preocupante. Consta que Carlos Pinto e seus acólitos se preparam agora para "oferecer" o terreno do aeródromo municipal à Portugal Telecom, preferencialmente urbanizado a expensas do miserável contribuinte tuga, ignorando os argumentos da Petição Pública contra o encerramento do aeródromo, já subscrita por quase 2.000 pessoas.
Pinto tem sido pródigo em transferir bens públicos para benefícios privados, de que são exemplos gritantes os casos das Águas da Covilhã, Colégio Internacional, Mercado Municipal ou generoso financiamento do futebol e da Igreja. Coisa que parece não escandalizar o indígena, venerador da miraculosa intercessão do edil na criação de empregos a pontapé, entre outras fantasias, sem aparente consciência do desastre em curso.
Propõe agora o prazenteiro executivo PSD, diz o preclaro Pedro Silva, presidente em exercício rotativo, coadjuvar na implantação de um Data Center da PT no aeródromo e, reza o Diário da "República", "definir áreas de estacionamento público e de equipamento urbano", "qualificar os espaços para o enquadramento habitacional e de actividades económicas, culturais e sociais, dimensionadas de acordo com as necessidades" (como se houvesse necessidade!) e, pasme-se, "salvaguardar a estrutura ecológica" (que envolve uma certa maison).
Tiudo como se estivéssemos no Século passado, ávidos de comprar apartamentos a crédito fácil, por recomendação do dr. Cavaco, víssemos na Câmara endividada uma agência imobiliária ao serviço de incógnitos interesses e ainda acreditássemos na possibilidade de aterrar num bem esgalhado Aeroporto Internacional da Grande Covilhã, para os lados de Terlamonte.
Esquecem estes caciques o amontoado de ruínas, lojas fechadas, prédios por acabar e por vender que marcam o abandono desta terra, sem que nenhuma SRU lhes valha? Será esta a derradeira operação do urbanismo 5 estrelas que tem barbarizado o condomínio? Se a Câmara quisesse realmente intervir naquela zona a bem da população, que tal resolver a entrada na cidade, no cruzamento do hospital? Ou fazer alguma coisa de útil por quem cá vive, por exemplo?
Pinto tem sido pródigo em transferir bens públicos para benefícios privados, de que são exemplos gritantes os casos das Águas da Covilhã, Colégio Internacional, Mercado Municipal ou generoso financiamento do futebol e da Igreja. Coisa que parece não escandalizar o indígena, venerador da miraculosa intercessão do edil na criação de empregos a pontapé, entre outras fantasias, sem aparente consciência do desastre em curso.
Propõe agora o prazenteiro executivo PSD, diz o preclaro Pedro Silva, presidente em exercício rotativo, coadjuvar na implantação de um Data Center da PT no aeródromo e, reza o Diário da "República", "definir áreas de estacionamento público e de equipamento urbano", "qualificar os espaços para o enquadramento habitacional e de actividades económicas, culturais e sociais, dimensionadas de acordo com as necessidades" (como se houvesse necessidade!) e, pasme-se, "salvaguardar a estrutura ecológica" (que envolve uma certa maison).
Tiudo como se estivéssemos no Século passado, ávidos de comprar apartamentos a crédito fácil, por recomendação do dr. Cavaco, víssemos na Câmara endividada uma agência imobiliária ao serviço de incógnitos interesses e ainda acreditássemos na possibilidade de aterrar num bem esgalhado Aeroporto Internacional da Grande Covilhã, para os lados de Terlamonte.
Esquecem estes caciques o amontoado de ruínas, lojas fechadas, prédios por acabar e por vender que marcam o abandono desta terra, sem que nenhuma SRU lhes valha? Será esta a derradeira operação do urbanismo 5 estrelas que tem barbarizado o condomínio? Se a Câmara quisesse realmente intervir naquela zona a bem da população, que tal resolver a entrada na cidade, no cruzamento do hospital? Ou fazer alguma coisa de útil por quem cá vive, por exemplo?
Temas:
CM Covilhã
20110704
Adeus, Covilhã
Com a devida vénia a O Interior que, apesar do bairrismo, se distancia dos deslumbrados e acéfalos pasquins da paróquia, o Grémio* cita o texto crítico de Rosa Ramos:
"E, de repente, o aeródromo – um símbolo da cidade durante décadas e local de especial importância para uma das maiores mais-valias da Universidade da Beira Interior, a licenciatura em Aeronáutica - vai desaparecer. E, devagarinho, a Covilhã morre também. A gestão da cidade tem sido desastrosa, nos últimos anos. Não se duvida das boas intenções da autarquia, ao ceder o aeródromo para a instalação de um centro de dados da PT. Afinal, em tempo de crise todo e qualquer emprego e investimento que se possa fixar no concelho é uma bênção. Mas é na perceção da relação entre o investimento captado e as soluções que melhor possam beneficiar a cidade e quem lá vive que reside uma boa gestão. Certamente que com alguma boa-vontade se conseguiria arranjar uma solução para a PT que não melindrasse o sector aeronáutico – de resto, a Covilhã teria avançado mais se, nos últimos anos, a aposta nesta área tivesse sido maior. Afinal, o que se passa na Covilhã? O descalabro terá começado, porventura, quando a PSP abandonou o centro. Seguiram-se outros serviços. O fenómeno não é novo: a tendência, nas pequenas e médias cidades, é para a deslocalização do comércio e dos serviços dos velhos centros históricos – algo que a médio e longo prazo se irá revelar numa verdadeira dor de cabeça para as Câmaras. O mercado foi substituído por um moderno call-center. Verdade seja dita: foi um investimento importantíssimo. Trouxe para a cidade centenas de postos de trabalho, mais ou menos precários, mas que têm contribuído para a fixação de alguns recém-licenciados. De qualquer forma, a ideia de construir um novo mercado a caminho da serra, ao lado do cemitério, nunca convenceu ninguém. Além disso, a Covilhã continua a ser a única cidade da região sem uma sala de espetáculos digna – apesar da novela do teatro-cine. Nos entretantos, construiu-se a ponte mais sexy da Europa. Um investimento caríssimo e notável - mais do ponto de vista visual e arquitetónico do que propriamente do ponto de vista funcional. Construiu-se também um ascensor ali para os lados dos Leões. Obras essenciais? Quando se gere dinheiros públicos é preciso atender a todas as solicitações. E é na escolha de prioridades que se distinguem os bons gestores. A desordem urbanística da cidade já não tem remédio. A rua que leva à garagem de São João mete medo – um verdadeiro cadáver urbano. O edifício da garagem, um dos mais belos do país, continua de pé quase por milagre, sem qualquer utilidade (não poderia ser reconvertido em mercado municipal, por exemplo?) e agora serve para acolher, de passagem, pequenas óperas que, e bem, lembram que aquele espaço existe. O turismo está subaproveitado. A desarticulação entre as várias entidades é demasiado óbvia para poder ser desculpável. A cidade até se dá ao luxo de ter dois organismos distintos e rivais para promover a Serra. Facto inédito em Portugal? Desarranjos de empatias em nada contribuem para o desenvolvimento da região (...) O parque da Goldra é estranhíssimo e não tem utilidade na maior parte do ano. Os melhoramentos na rotunda da universidade são visualmente notáveis. Mas de pouco serviram. Uma cidade não pode viver única e exclusivamente dos clientes de uma universidade. Gerir bem é saber escutar quem vive na cidade. E também adivinhar o futuro. Alguns autarcas souberem precaver-se. O dinheiro das autarquias vai escassear (...) é bom que os covilhanenses estejam conscientes de que nada de novo surgirá nos próximos anos – muito menos um aeroporto, como foi anunciado. Não há dinheiro. E vai haver ainda menos. A Guarda, apesar de tudo, teve alguma inteligência. O TMG é uma sala de referência nacional. O edifício da biblioteca Eduardo Lourenço é elegantíssimo e veio revitalizar um pedaço estratégico da cidade. A própria Praça Velha, quer se goste ou não, ganhou novo rosto. E o centro histórico tem vida, graças à mais acertada de todas as decisões: não deixar o moderníssimo centro comercial fugir para a periferia da cidade e assim deixar o centro histórico moribundo. E a Covilhã? É preciso perguntar aos covilhanenses se o programa Polis melhorou, de alguma maneira, a sua qualidade de vida. A cidade da lã e da neve – uma das mais bonitas do mundo – já não tem nada de lã, nem de neve, nem de nada. E o futuro não é promissor. A fatura vai chegar em breve, numa altura em que o desemprego será galopante e a autarquia terá de se concentrar em pagar a dívida acumulada. As tricas, as incompatibilidades, os amuos entre instituições provavelmente continuarão. Nem o Parkurbis terá remédio. E, pelos vistos, nem a aeronáutica. Sobra a Saúde – que, esperemos, continuará a afirmar-se. Enquanto o inferno se instala, o presidente da Câmara está ausente, a terminar uma licenciatura. Na Covilhã, chegou-se ao ponto de as presidências da Câmara serem rotativas por várias pessoas. Adeus, Covilhã. Há comboios que uma vez perdidos, nunca mais poderão ser recuperados. PS: Numa das últimas reuniões de Câmara, Carlos Pinto disse que o aeródromo é “uma espécie de jardim-de-infância para certas pessoas andarem ali a brincar aos aviõezinhos de plástico”. Outra dica para uma boa gestão autárquica: respeitar e tratar condignamente todas as pessoas e o seu trabalho, por humilde que sejam. Curiosamente, em 2008, quando assinou um protocolo com a ALEIA e a UBI para a instalação de uma empresa aeronáutica na cidade, o discurso de Carlos Pinto foi ligeiramente diferente: “ É com prazer que acolhemos a ALEIA na Covilhã porque este investimento representará para a Cidade e para a sua Universidade uma nova via de desenvolvimento e estará, esta região, a contribuir para o prestígio da indústria aeronáutica portuguesa”, disse."
"E, de repente, o aeródromo – um símbolo da cidade durante décadas e local de especial importância para uma das maiores mais-valias da Universidade da Beira Interior, a licenciatura em Aeronáutica - vai desaparecer. E, devagarinho, a Covilhã morre também. A gestão da cidade tem sido desastrosa, nos últimos anos. Não se duvida das boas intenções da autarquia, ao ceder o aeródromo para a instalação de um centro de dados da PT. Afinal, em tempo de crise todo e qualquer emprego e investimento que se possa fixar no concelho é uma bênção. Mas é na perceção da relação entre o investimento captado e as soluções que melhor possam beneficiar a cidade e quem lá vive que reside uma boa gestão. Certamente que com alguma boa-vontade se conseguiria arranjar uma solução para a PT que não melindrasse o sector aeronáutico – de resto, a Covilhã teria avançado mais se, nos últimos anos, a aposta nesta área tivesse sido maior. Afinal, o que se passa na Covilhã? O descalabro terá começado, porventura, quando a PSP abandonou o centro. Seguiram-se outros serviços. O fenómeno não é novo: a tendência, nas pequenas e médias cidades, é para a deslocalização do comércio e dos serviços dos velhos centros históricos – algo que a médio e longo prazo se irá revelar numa verdadeira dor de cabeça para as Câmaras. O mercado foi substituído por um moderno call-center. Verdade seja dita: foi um investimento importantíssimo. Trouxe para a cidade centenas de postos de trabalho, mais ou menos precários, mas que têm contribuído para a fixação de alguns recém-licenciados. De qualquer forma, a ideia de construir um novo mercado a caminho da serra, ao lado do cemitério, nunca convenceu ninguém. Além disso, a Covilhã continua a ser a única cidade da região sem uma sala de espetáculos digna – apesar da novela do teatro-cine. Nos entretantos, construiu-se a ponte mais sexy da Europa. Um investimento caríssimo e notável - mais do ponto de vista visual e arquitetónico do que propriamente do ponto de vista funcional. Construiu-se também um ascensor ali para os lados dos Leões. Obras essenciais? Quando se gere dinheiros públicos é preciso atender a todas as solicitações. E é na escolha de prioridades que se distinguem os bons gestores. A desordem urbanística da cidade já não tem remédio. A rua que leva à garagem de São João mete medo – um verdadeiro cadáver urbano. O edifício da garagem, um dos mais belos do país, continua de pé quase por milagre, sem qualquer utilidade (não poderia ser reconvertido em mercado municipal, por exemplo?) e agora serve para acolher, de passagem, pequenas óperas que, e bem, lembram que aquele espaço existe. O turismo está subaproveitado. A desarticulação entre as várias entidades é demasiado óbvia para poder ser desculpável. A cidade até se dá ao luxo de ter dois organismos distintos e rivais para promover a Serra. Facto inédito em Portugal? Desarranjos de empatias em nada contribuem para o desenvolvimento da região (...) O parque da Goldra é estranhíssimo e não tem utilidade na maior parte do ano. Os melhoramentos na rotunda da universidade são visualmente notáveis. Mas de pouco serviram. Uma cidade não pode viver única e exclusivamente dos clientes de uma universidade. Gerir bem é saber escutar quem vive na cidade. E também adivinhar o futuro. Alguns autarcas souberem precaver-se. O dinheiro das autarquias vai escassear (...) é bom que os covilhanenses estejam conscientes de que nada de novo surgirá nos próximos anos – muito menos um aeroporto, como foi anunciado. Não há dinheiro. E vai haver ainda menos. A Guarda, apesar de tudo, teve alguma inteligência. O TMG é uma sala de referência nacional. O edifício da biblioteca Eduardo Lourenço é elegantíssimo e veio revitalizar um pedaço estratégico da cidade. A própria Praça Velha, quer se goste ou não, ganhou novo rosto. E o centro histórico tem vida, graças à mais acertada de todas as decisões: não deixar o moderníssimo centro comercial fugir para a periferia da cidade e assim deixar o centro histórico moribundo. E a Covilhã? É preciso perguntar aos covilhanenses se o programa Polis melhorou, de alguma maneira, a sua qualidade de vida. A cidade da lã e da neve – uma das mais bonitas do mundo – já não tem nada de lã, nem de neve, nem de nada. E o futuro não é promissor. A fatura vai chegar em breve, numa altura em que o desemprego será galopante e a autarquia terá de se concentrar em pagar a dívida acumulada. As tricas, as incompatibilidades, os amuos entre instituições provavelmente continuarão. Nem o Parkurbis terá remédio. E, pelos vistos, nem a aeronáutica. Sobra a Saúde – que, esperemos, continuará a afirmar-se. Enquanto o inferno se instala, o presidente da Câmara está ausente, a terminar uma licenciatura. Na Covilhã, chegou-se ao ponto de as presidências da Câmara serem rotativas por várias pessoas. Adeus, Covilhã. Há comboios que uma vez perdidos, nunca mais poderão ser recuperados. PS: Numa das últimas reuniões de Câmara, Carlos Pinto disse que o aeródromo é “uma espécie de jardim-de-infância para certas pessoas andarem ali a brincar aos aviõezinhos de plástico”. Outra dica para uma boa gestão autárquica: respeitar e tratar condignamente todas as pessoas e o seu trabalho, por humilde que sejam. Curiosamente, em 2008, quando assinou um protocolo com a ALEIA e a UBI para a instalação de uma empresa aeronáutica na cidade, o discurso de Carlos Pinto foi ligeiramente diferente: “ É com prazer que acolhemos a ALEIA na Covilhã porque este investimento representará para a Cidade e para a sua Universidade uma nova via de desenvolvimento e estará, esta região, a contribuir para o prestígio da indústria aeronáutica portuguesa”, disse."
Temas:
CM Covilhã
20110703
A dívida
... e Portugal ficou tão feliz que a dívida acabou por se tornar numa característica nacional como o bacalhau ou a sardinha assada. Era tratada com respeito e ternura e atribuída a homens de "muito saber" e de "muito talento"... até que o tecto caiu e a vida começou verdadeiramente a doer... Vasco Pulido Valente, Público
Temas:
Portugal - civismo
20110624
A credibilidade da Câmara da Covilhã
A auditoria externa efectuada pela Grant Thornton cifrou o passivo da CMC em 135.000.000,00€. Logo apareceram os diligentes Luís Barreiros e Pedro Silva a desvalorizar o calote, alienados com a fantasia, sem qualquer pejo ou assomo de responsabilidade.
Se os outros municípios seguissem o perdulário exemplo da Covilhã, na devida proporção, contribuíam com 27.000.000.000,00€ para o défice nacional, sem contar com as empresas municipais... E isto, meus caros, é apenas a parte contabilística do dano causado pelo interminável consulado do dr. Pinto e seus acólitos à desgraçada trupe que o elege.
Será esta a "grande tradição" do PSD no "poder local" referida por Passos Coelho?
Se os outros municípios seguissem o perdulário exemplo da Covilhã, na devida proporção, contribuíam com 27.000.000.000,00€ para o défice nacional, sem contar com as empresas municipais... E isto, meus caros, é apenas a parte contabilística do dano causado pelo interminável consulado do dr. Pinto e seus acólitos à desgraçada trupe que o elege.
Será esta a "grande tradição" do PSD no "poder local" referida por Passos Coelho?
Temas:
CM Covilhã
20110102
Cavaco Silva, o cínico
Cavaco Silva parece não olhar a meios para se esquivar às responsabilidades políticas pelo estado a que isto chegou. Cavaco é um dos principais mentores de um videirismo parasitário que sorveu os fundos europeus para coisas muito pouco estruturais, liquidou o tecido produtivo do país, aumentando a sua dependência do exterior, e apadrinhou a promiscuidade entre negócios e política, que muito condicionou a sociedade que hoje somos e provocou os buracos financeiros que temos a pagar. Indigna a falta de decoro das suas últimas declarações, a colocar-se fora do sistema, e o aproveitamento que faz da miséria alheia, sendo conivente com as medidas drásticas e despropositadas previstas nos PEC, que afectam sobretudo aqueles com que se mostra preocupado. Nem o apelo à caridadezinha católica o impede de gastar à tripa-forra na campanha eleitoral, que de resto começou há 4 anos...
20100709
20100701
Mercado Municipal: um esclarecimento
Em reacção ao último post sobre a eventual migração do Mercado Municipal para o Campo das Festas, deu entrada no Grémio* um louvável esclarecimento do visado, presidente da AECBP, que abaixo transcrevemos.
Identificando com lucidez os aspectos determinantes deste projecto, cujas motivações nunca foram devidamente explicadas pela Câmara, Miguel Bernardo traz a público um interessante contributo para a discussão da necessidade e da oportunidade desta (falsa) urgência.
Do ponto de vista cívico, a instrutiva clarificação da sua posição tanto demonstra que o mundo é complexo como exprime e valida a necessidade de pensar pela própria cabeça, sem receio do contraditório. Tal empenhamento, conforme aos valores da República, aprofunda a democracia e conduzirá certamente à alteração do comportamento político.
Sem querermos substituir-nos à interpretação que cada um faça da questão, fica patente a inconveniência da simplificação dos depoimentos e a falta de respeito que tal simplificação mediática pode representar perante aqueles que têm a coragem de tomar posição.
Alea jacta est!
_
"Entendo que as pessoas e as instituições devem estar disponíveis para debater e esclarecer toda e qualquer questão colocada directa e indirectamente, por todos os meios, incluindo naturalmente a opinião bloguista, que apesar de não identificada, pelo simples facto de estar disponível á comunidade e pelo respeito de quem acede, justifica a resposta.
Contudo, a quantidade e diversidade, não permite ao cidadão o acompanhamento imediato de todos os espaços e consequentemente a resposta no imediato. Por essa razão, só agora me é possível fazer um comentário ao vosso post do passado dia 16/06... para que possa esclarecer, se assim o entenderem, no futuro, eventuais duvidas e comentários de peças jornalísticas que nem sempre traduzem o global da entrevista. Assim sendo, vou procurar ser o mais claro possível á vossa interrogação:
1- O actual edifício do mercado constitui um dos poucos edifícios públicos com dignidade e dimensão, no centro urbano da Covilhã, disponíveis para fruição pública.
2- A existência do mercado naquele local, constitui uma peça fundamental na actividade comercial da zona.
3- Qualquer alteração da mesma deve respeitar a valorização e qualificação da actividade na área urbana em causa.
4- A eventual mudança deve assegurar a continuação da actividade comercial até á eventual deslocalização.
Considerando estas e outras notas prévias, o que transmiti á RCB, entre outras questões institucionais, foi:
5- O mercado deveria manter-se no local, respeitando o formato inicial, antes das alterações para instalação do callcenter.
6- Não sendo, agora possível, a sua mudança deverá acontecer depois de estar efectivamente construída uma alternativa digna, evitando qualquer interrupção na actividade comercial e no interesse dos consumidores pelo mesmo.
7- A escolha da sua instalação no campo das festas é entendida como uma alternativa capaz de albergar a dita infra-estrutura, tendo em conta que o espaço em causa merece uma intervenção urbanística que o valorize e respeite a fruição pública.
Apesar de muito sucinto, espero ter sido claro ficando ao vosso dispor para o esclarecimento de qualquer detalhe ou aprofundamento que considerem necessários."
Identificando com lucidez os aspectos determinantes deste projecto, cujas motivações nunca foram devidamente explicadas pela Câmara, Miguel Bernardo traz a público um interessante contributo para a discussão da necessidade e da oportunidade desta (falsa) urgência.
Do ponto de vista cívico, a instrutiva clarificação da sua posição tanto demonstra que o mundo é complexo como exprime e valida a necessidade de pensar pela própria cabeça, sem receio do contraditório. Tal empenhamento, conforme aos valores da República, aprofunda a democracia e conduzirá certamente à alteração do comportamento político.
Sem querermos substituir-nos à interpretação que cada um faça da questão, fica patente a inconveniência da simplificação dos depoimentos e a falta de respeito que tal simplificação mediática pode representar perante aqueles que têm a coragem de tomar posição.
Alea jacta est!
_
"Entendo que as pessoas e as instituições devem estar disponíveis para debater e esclarecer toda e qualquer questão colocada directa e indirectamente, por todos os meios, incluindo naturalmente a opinião bloguista, que apesar de não identificada, pelo simples facto de estar disponível á comunidade e pelo respeito de quem acede, justifica a resposta.
Contudo, a quantidade e diversidade, não permite ao cidadão o acompanhamento imediato de todos os espaços e consequentemente a resposta no imediato. Por essa razão, só agora me é possível fazer um comentário ao vosso post do passado dia 16/06... para que possa esclarecer, se assim o entenderem, no futuro, eventuais duvidas e comentários de peças jornalísticas que nem sempre traduzem o global da entrevista. Assim sendo, vou procurar ser o mais claro possível á vossa interrogação:
1- O actual edifício do mercado constitui um dos poucos edifícios públicos com dignidade e dimensão, no centro urbano da Covilhã, disponíveis para fruição pública.
2- A existência do mercado naquele local, constitui uma peça fundamental na actividade comercial da zona.
3- Qualquer alteração da mesma deve respeitar a valorização e qualificação da actividade na área urbana em causa.
4- A eventual mudança deve assegurar a continuação da actividade comercial até á eventual deslocalização.
Considerando estas e outras notas prévias, o que transmiti á RCB, entre outras questões institucionais, foi:
5- O mercado deveria manter-se no local, respeitando o formato inicial, antes das alterações para instalação do callcenter.
6- Não sendo, agora possível, a sua mudança deverá acontecer depois de estar efectivamente construída uma alternativa digna, evitando qualquer interrupção na actividade comercial e no interesse dos consumidores pelo mesmo.
7- A escolha da sua instalação no campo das festas é entendida como uma alternativa capaz de albergar a dita infra-estrutura, tendo em conta que o espaço em causa merece uma intervenção urbanística que o valorize e respeite a fruição pública.
Apesar de muito sucinto, espero ter sido claro ficando ao vosso dispor para o esclarecimento de qualquer detalhe ou aprofundamento que considerem necessários."
20100630
Urbanismo 5 estrelas (47) - Engavetamentos
O Grémio* tem denunciado o comportamento fraudulento da autarquia, que tantas vezes promete uma coisa e faz outra, sem dar cavaco a ninguém. No âmbito urbanístico, mas não só, a criação de expectativas e a sua traição é flagrante. A quebra de confiança na administração autárquica é, aliás, uma importante causa do descrédito e atraso do município. Felizmente, algumas pessoas vão abrindo os olhos para a miséria em que o consulado de Carlos Pinto deixará o Concelho. De um conjunto de cidadãos residentes na zona do Centro de Artes (virtual) recebemos o esclarecedor apelo:
"...Falando de Urbanismo 5*... um exemplo do bom planeamento de construção que vinga nesta cidade... Na Rua Centro de Artes no edifício assinalado na imagem... existe um conjunto de apartamentos "Frente" que apenas têm janelas para o lado que a mesma seta vermelha indica. Ora quando estes apartamentos foram vendidos, existia um plano de construção, que era aceitável e não "magoava" ninguém. Neste plano original, o espaço amarelo era destinado a construção de um novo edifício (Primeira imagem). Quis então o destino que tal plano fosse abandonado, sem se saber muito bem porque, e foi efectuada uma permuta de terrenos, o que levou a que o plano de construção deste novo magnifico edifício seja o seguinte (segunda imagem). Esta imagem reflecte o actual PDM, e sim o novo edifício pelo menos nesse mesmo PDM não se encontra alinhado com nenhum outro. Ora e qual é o mal?... Eu explico:
Primeiro existe um conjunto de moradores que apenas tem janelas para aquele lado, e como tal, com este novo modelo de construção, estes vão ser privados completamente de qualquer luz solar, já que apenas durante o período da tarde o sol entra nas referidas casas precisamente pelo local onde agora será construído um edifício bastante mais alto... acreditem que perder a alegria da luz natural durante o dia, que os moradores davam como garantida há já vários anos, pode ser bastante deprimente, já não falando do valor patrimonial que as habitações agora obscuras irão perder... Segundo, o prédio assinalado com a seta vermelha, quando foi construído, foi pensado para ter um edifício ao lado, e deste modo não foram tomadas as devidas precauções de isolamento da fachada que se encontra ao descoberto. Deste modo os moradores das facções esquerdas, sofrem de graves problemas de infiltração de humidade... Toda a gente tem noção que o planeamento da construção desta zona nova da cidade nunca foi grande coisa... Mas o que é deveras surpreendente é que havendo consciência destes erros se continuem a fazer atrocidades... prejudicando alguns para belo beneficio dos empreiteiros."

"...Falando de Urbanismo 5*... um exemplo do bom planeamento de construção que vinga nesta cidade... Na Rua Centro de Artes no edifício assinalado na imagem... existe um conjunto de apartamentos "Frente" que apenas têm janelas para o lado que a mesma seta vermelha indica. Ora quando estes apartamentos foram vendidos, existia um plano de construção, que era aceitável e não "magoava" ninguém. Neste plano original, o espaço amarelo era destinado a construção de um novo edifício (Primeira imagem). Quis então o destino que tal plano fosse abandonado, sem se saber muito bem porque, e foi efectuada uma permuta de terrenos, o que levou a que o plano de construção deste novo magnifico edifício seja o seguinte (segunda imagem). Esta imagem reflecte o actual PDM, e sim o novo edifício pelo menos nesse mesmo PDM não se encontra alinhado com nenhum outro. Ora e qual é o mal?... Eu explico:
Primeiro existe um conjunto de moradores que apenas tem janelas para aquele lado, e como tal, com este novo modelo de construção, estes vão ser privados completamente de qualquer luz solar, já que apenas durante o período da tarde o sol entra nas referidas casas precisamente pelo local onde agora será construído um edifício bastante mais alto... acreditem que perder a alegria da luz natural durante o dia, que os moradores davam como garantida há já vários anos, pode ser bastante deprimente, já não falando do valor patrimonial que as habitações agora obscuras irão perder... Segundo, o prédio assinalado com a seta vermelha, quando foi construído, foi pensado para ter um edifício ao lado, e deste modo não foram tomadas as devidas precauções de isolamento da fachada que se encontra ao descoberto. Deste modo os moradores das facções esquerdas, sofrem de graves problemas de infiltração de humidade... Toda a gente tem noção que o planeamento da construção desta zona nova da cidade nunca foi grande coisa... Mas o que é deveras surpreendente é que havendo consciência destes erros se continuem a fazer atrocidades... prejudicando alguns para belo beneficio dos empreiteiros."

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CM Covilhã
A aventura tuga
Acabou a aventura africana, restam as contas por pagar. Ultimamente, Pinto não acerta uma. Parece enguiço... É esta a pátria da trombeta, ditosa em alarvidades, que permite a um qualquer tocador de vuvuzela asfixiar a programação do único equipamento cultural digno desse nome do Interior do país. Leia aqui o alerta do director do TMG. Acabou a anestesia, regressa a crise!
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CM Covilhã,
CM Guarda
20100629
Vitor Pereira contra portagens na A23
Estranha-se o silêncio de Pinto sobre a polémica das portagens. Sempre tão solícito a mandar bitaites sobre o centralismo nos pasquins de serviço, estará o edil acabrunhado com a posição do grande líder laranja, Passos Coelho, que quer portagens em todas as SCUT? - Entrementes, Vítor Pereira, "manifesta-se contra a adopção dessa medida nas 2 auto-estradas da Beira Interior; a A 23 e a A 25.
Temas:
CM Covilhã
20100628
À sombra do condomínio (7)
A piscina-praia, comédia emblemática do alcaide, não acabou. Deu agora azo a mais um contrato 5 estrelas, uma verdadeira mina, na base da amizade: 71.236,80 € por 138 dias de prestação de serviços de outsourcing. - Subcontratando a peso de ouro, Carlos Pinto bem se pode vangloriar de presidir a uma das câmaras que menos gasta com pessoal: um mago das contas, este rapaz! Pena andar-se a perder por aqui.
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CM Covilhã
20100624
Fantasia 41 - Covilhã em festa
Dizem os entendidos que é com atracções do tipo "Covilhã em Feista" que se promove o desenvolvimeinto e a oferta turística da Covilhã. Nas fotos dos anos anteriores (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) pode avaliar a degradação da qualidade do espectáculo com que os acólitos andam engalanados, salvo seja.
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CM Covilhã
20100621
Despesa da Selecção (2)
O Grémio* enumera algumas das despesas directas com a estadia (de 15 dias) da Selecção de Futebol na Covilhã, que os jornais têm simplesmente ocultado e as oposições receiam questionar. Enquanto não surgem outras, pode ir fazendo as contas ao custo das "franquezas" do sr. Carlos Pinto -PSD, aquele que, gastando desta maneira, não se envergonha de afirmar que é por culpa da crise que acabam os "apoios sociais". Ao que consta, o "investimento" ascende a um milhão de euros. Vamos esmiuçando. Para já, o circo vai em 245.000,00€ sem concurso, na base da amizade:
Apóstila 1: Esta lista de despesas ilustra as prioridades de uma autarquia, não justifica a arbitrariedade dos caciques nem a miséria do povo. Muito menos nos impede de rejubilar com a vitória dos tugas sobre a Coreia. À nossa maneira, claro!
| Artur Florêncio E FS AFF Equipamentos Desportivos, Ldª | Fornecimento de um marcador eletronico para o Complexo Desportivo | 14.000,00€ |
| Domo Sports Portugal - Comércio e Aluguer de Materiais, Ldª | Fornecimento de equipamentos para o Complexo Desportivo da Covilhã | 6.200,00€ |
| I-CUT - Produção, Concepção e Elaboração de Artes Gráficas e Similares, Ldª | Fornecimento de estruturas publicitárias para o Complexo Desportivo da Covilhã e Estadio José Santos Pinto | 47.213,00€ |
| Vidreira Ideal do Fundão, Ldª | Fornecimento e montagem de serralharias no Complexo Desportivo da Covilhã | 34.320,67€ |
| Superveda - Serralharias, Vedações Metalicas e Plásticas, Ldª | Fornecimento e aplicação de vedação, alteração de vedação e de portão no Complexo Desportivo da Covilhã | 22.581,71€ |
| Exclusivkev, Ldª | Aluguer e montagem de bancada amovivel para 6.000 lugares e aluguer e montagem de centro de media para 90/100 pessoas, para o Complexo Desportivo da Covilhã | 118.000,00€ |
| RVB - Construção Civil e Imobiliaria, Ldª | Fornecimento e montagem de mobiliario no Complexo Desportivo da Covilhã | 9.929,61€ |
| RVB - Construção Civil e Imobiliaria, Ldª | Fornecimento e aplicação de estrados e pavimentos vinilicos, cantoneira em aço e substituição de palanque, no Complexo Desportivo da Covilhã | 7.500,00€ |
Apóstila 1: Esta lista de despesas ilustra as prioridades de uma autarquia, não justifica a arbitrariedade dos caciques nem a miséria do povo. Muito menos nos impede de rejubilar com a vitória dos tugas sobre a Coreia. À nossa maneira, claro!
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