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20110706

Urbanismo 5 Estrelas (48) - Espoliação do Aeródromo

A mudez dos partidos políticos, da opinião pública e da complacente imprensa convilhaneinse perante a mais recente tentativa de esbulho do património municipal denota uma alienação social preocupante. Consta que Carlos Pinto e seus acólitos se preparam agora para "oferecer" o terreno do aeródromo municipal à Portugal Telecom, preferencialmente urbanizado a expensas do miserável contribuinte tuga, ignorando os argumentos da Petição Pública contra o encerramento do aeródromo, já subscrita por quase 2.000 pessoas.

Pinto tem sido pródigo em transferir bens públicos para benefícios privados, de que são exemplos gritantes os casos das Águas da Covilhã, Colégio Internacional, Mercado Municipal ou generoso financiamento do futebol e da Igreja. Coisa que parece não escandalizar o indígena, venerador da miraculosa intercessão do edil na criação de empregos a pontapé, entre outras fantasias, sem aparente consciência do desastre em curso.

Propõe agora o prazenteiro executivo PSD, diz o preclaro Pedro Silva, presidente em exercício rotativo, coadjuvar na implantação de um Data Center da PT no aeródromo e, reza o Diário da "República", "definir áreas de estacionamento público e de equipamento urbano", "qualificar os espaços para o enquadramento habitacional e de actividades económicas, culturais e sociais, dimensionadas de acordo com as necessidades" (como se houvesse necessidade!) e, pasme-se, "salvaguardar a estrutura ecológica" (que envolve uma certa maison).

Tiudo como se estivéssemos no Século passado, ávidos de comprar apartamentos a crédito fácil, por recomendação do dr. Cavaco, víssemos na Câmara endividada uma agência imobiliária ao serviço de incógnitos interesses e ainda acreditássemos na possibilidade de aterrar num bem esgalhado Aeroporto Internacional da Grande Covilhã, para os lados de Terlamonte.

Esquecem estes caciques o amontoado de ruínas, lojas fechadas, prédios por acabar e por vender que marcam o abandono desta terra, sem que nenhuma SRU lhes valha? Será esta a derradeira operação do urbanismo 5 estrelas que tem barbarizado o condomínio? Se a Câmara quisesse realmente intervir naquela zona a bem da população, que tal resolver a entrada na cidade, no cruzamento do hospital? Ou fazer alguma coisa de útil por quem cá vive, por exemplo?

20110704

Adeus, Covilhã

Com a devida vénia a O Interior que, apesar do bairrismo, se distancia dos deslumbrados e acéfalos pasquins da paróquia, o Grémio* cita o texto crítico de Rosa Ramos:

"E, de repente, o aeródromo – um símbolo da cidade durante décadas e local de especial importância para uma das maiores mais-valias da Universidade da Beira Interior, a licenciatura em Aeronáutica ­ - vai desaparecer. E, devagarinho, a Covilhã morre também. A gestão da cidade tem sido desastrosa, nos últimos anos. Não se duvida das boas intenções da autarquia, ao ceder o aeródromo para a instalação de um centro de dados da PT. Afinal, em tempo de crise todo e qualquer emprego e investimento que se possa fixar no concelho é uma bênção. Mas é na perceção da relação entre o investimento captado e as soluções que melhor possam beneficiar a cidade e quem lá vive que reside uma boa gestão. Certamente que com alguma boa-vontade se conseguiria arranjar uma solução para a PT que não melindrasse o sector aeronáutico – de resto, a Covilhã teria avançado mais se, nos últimos anos, a aposta nesta área tivesse sido maior. Afinal, o que se passa na Covilhã? O descalabro terá começado, porventura, quando a PSP abandonou o centro. Seguiram-se outros serviços. O fenómeno não é novo: a tendência, nas pequenas e médias cidades, é para a deslocalização do comércio e dos serviços dos velhos centros históricos – algo que a médio e longo prazo se irá revelar numa verdadeira dor de cabeça para as Câmaras. O mercado foi substituído por um moderno call-center. Verdade seja dita: foi um investimento importantíssimo. Trouxe para a cidade centenas de postos de trabalho, mais ou menos precários, mas que têm contribuído para a fixação de alguns recém-licenciados. De qualquer forma, a ideia de construir um novo mercado a caminho da serra, ao lado do cemitério, nunca convenceu ninguém. Além disso, a Covilhã continua a ser a única cidade da região sem uma sala de espetáculos digna – apesar da novela do teatro-cine. Nos entretantos, construiu-se a ponte mais sexy da Europa. Um investimento caríssimo e notável - mais do ponto de vista visual e arquitetónico do que propriamente do ponto de vista funcional. Construiu-se também um ascensor ali para os lados dos Leões. Obras essenciais? Quando se gere dinheiros públicos é preciso atender a todas as solicitações. E é na escolha de prioridades que se distinguem os bons gestores. A desordem urbanística da cidade já não tem remédio. A rua que leva à garagem de São João mete medo – um verdadeiro cadáver urbano. O edifício da garagem, um dos mais belos do país, continua de pé quase por milagre, sem qualquer utilidade (não poderia ser reconvertido em mercado municipal, por exemplo?) e agora serve para acolher, de passagem, pequenas óperas que, e bem, lembram que aquele espaço existe. O turismo está subaproveitado. A desarticulação entre as várias entidades é demasiado óbvia para poder ser desculpável. A cidade até se dá ao luxo de ter dois organismos distintos e rivais para promover a Serra. Facto inédito em Portugal? Desarranjos de empatias em nada contribuem para o desenvolvimento da região (...) O parque da Goldra é estranhíssimo e não tem utilidade na maior parte do ano. Os melhoramentos na rotunda da universidade são visualmente notáveis. Mas de pouco serviram. Uma cidade não pode viver única e exclusivamente dos clientes de uma universidade. Gerir bem é saber escutar quem vive na cidade. E também adivinhar o futuro. Alguns autarcas souberem precaver-se. O dinheiro das autarquias vai escassear (...) é bom que os covilhanenses estejam conscientes de que nada de novo surgirá nos próximos anos – muito menos um aeroporto, como foi anunciado. Não há dinheiro. E vai haver ainda menos. A Guarda, apesar de tudo, teve alguma inteligência. O TMG é uma sala de referência nacional. O edifício da biblioteca Eduardo Lourenço é elegantíssimo e veio revitalizar um pedaço estratégico da cidade. A própria Praça Velha, quer se goste ou não, ganhou novo rosto. E o centro histórico tem vida, graças à mais acertada de todas as decisões: não deixar o moderníssimo centro comercial fugir para a periferia da cidade e assim deixar o centro histórico moribundo. E a Covilhã? É preciso perguntar aos covilhanenses se o programa Polis melhorou, de alguma maneira, a sua qualidade de vida. A cidade da lã e da neve – uma das mais bonitas do mundo – já não tem nada de lã, nem de neve, nem de nada. E o futuro não é promissor. A fatura vai chegar em breve, numa altura em que o desemprego será galopante e a autarquia terá de se concentrar em pagar a dívida acumulada. As tricas, as incompatibilidades, os amuos entre instituições provavelmente continuarão. Nem o Parkurbis terá remédio. E, pelos vistos, nem a aeronáutica. Sobra a Saúde – que, esperemos, continuará a afirmar-se. Enquanto o inferno se instala, o presidente da Câmara está ausente, a terminar uma licenciatura. Na Covilhã, chegou-se ao ponto de as presidências da Câmara serem rotativas por várias pessoas. Adeus, Covilhã. Há comboios que uma vez perdidos, nunca mais poderão ser recuperados. PS: Numa das últimas reuniões de Câmara, Carlos Pinto disse que o aeródromo é “uma espécie de jardim-de-infância para certas pessoas andarem ali a brincar aos aviõezinhos de plástico”. Outra dica para uma boa gestão autárquica: respeitar e tratar condignamente todas as pessoas e o seu trabalho, por humilde que sejam. Curiosamente, em 2008, quando assinou um protocolo com a ALEIA e a UBI para a instalação de uma empresa aeronáutica na cidade, o discurso de Carlos Pinto foi ligeiramente diferente: “ É com prazer que acolhemos a ALEIA na Covilhã porque este investimento representará para a Cidade e para a sua Universidade uma nova via de desenvolvimento e estará, esta região, a contribuir para o prestígio da indústria aeronáutica portuguesa”, disse."

20100630

Urbanismo 5 estrelas (47) - Engavetamentos

O Grémio* tem denunciado o comportamento fraudulento da autarquia, que tantas vezes promete uma coisa e faz outra, sem dar cavaco a ninguém. No âmbito urbanístico, mas não só, a criação de expectativas e a sua traição é flagrante. A quebra de confiança na administração autárquica é, aliás, uma importante causa do descrédito e atraso do município. Felizmente, algumas pessoas vão abrindo os olhos para a miséria em que o consulado de Carlos Pinto deixará o Concelho. De um conjunto de cidadãos residentes na zona do Centro de Artes (virtual) recebemos o esclarecedor apelo:

"...Falando de Urbanismo 5*... um exemplo do bom planeamento de construção que vinga nesta cidade... Na Rua Centro de Artes no edifício assinalado na imagem... existe um conjunto de apartamentos "Frente" que apenas têm janelas para o lado que a mesma seta vermelha indica. Ora quando estes apartamentos foram vendidos, existia um plano de construção, que era aceitável e não "magoava" ninguém. Neste plano original, o espaço amarelo era destinado a construção de um novo edifício (Primeira imagem). Quis então o destino que tal plano fosse abandonado, sem se saber muito bem porque, e foi efectuada uma permuta de terrenos, o que levou a que o plano de construção deste novo magnifico edifício seja o seguinte (segunda imagem). Esta imagem reflecte o actual PDM, e sim o novo edifício pelo menos nesse mesmo PDM não se encontra alinhado com nenhum outro. Ora e qual é o mal?... Eu explico:

Primeiro existe um conjunto de moradores que apenas tem janelas para aquele lado, e como tal, com este novo modelo de construção, estes vão ser privados completamente de qualquer luz solar, já que apenas durante o período da tarde o sol entra nas referidas casas precisamente pelo local onde agora será construído um edifício bastante mais alto... acreditem que perder a alegria da luz natural durante o dia, que os moradores davam como garantida há já vários anos, pode ser bastante deprimente, já não falando do valor patrimonial que as habitações agora obscuras irão perder...
Segundo, o prédio assinalado com a seta vermelha, quando foi construído, foi pensado para ter um edifício ao lado, e deste modo não foram tomadas as devidas precauções de isolamento da fachada que se encontra ao descoberto. Deste modo os moradores das facções esquerdas, sofrem de graves problemas de infiltração de humidade... Toda a gente tem noção que o planeamento da construção desta zona nova da cidade nunca foi grande coisa... Mas o que é deveras surpreendente é que havendo consciência destes erros se continuem a fazer atrocidades... prejudicando alguns para belo beneficio dos empreiteiros."

20100628

À sombra do condomínio (7)

A piscina-praia, comédia emblemática do alcaide, não acabou. Deu agora azo a mais um contrato 5 estrelas, uma verdadeira mina, na base da amizade: 71.236,80 € por 138 dias de prestação de serviços de outsourcing. - Subcontratando a peso de ouro, Carlos Pinto bem se pode vangloriar de presidir a uma das câmaras que menos gasta com pessoal: um mago das contas, este rapaz! Pena andar-se a perder por aqui.

20100621

Despesa da Selecção (2)

O Grémio* enumera algumas das despesas directas com a estadia (de 15 dias) da Selecção de Futebol na Covilhã, que os jornais têm simplesmente ocultado e as oposições receiam questionar. Enquanto não surgem outras, pode ir fazendo as contas ao custo das "franquezas" do sr. Carlos Pinto -PSD, aquele que, gastando desta maneira, não se envergonha de afirmar que é por culpa da crise que acabam os "apoios sociais". Ao que consta, o "investimento" ascende a um milhão de euros. Vamos esmiuçando. Para já, o circo vai em 245.000,00€ sem concurso, na base da amizade:

Artur Florêncio E FS AFF Equipamentos Desportivos, LdªFornecimento de um marcador eletronico para o Complexo Desportivo14.000,00€
Domo Sports Portugal - Comércio e Aluguer de Materiais, LdªFornecimento de equipamentos para o Complexo Desportivo da Covilhã

6.200,00€
I-CUT - Produção, Concepção e Elaboração de Artes Gráficas e Similares, Ldª
Fornecimento de estruturas publicitárias para o Complexo Desportivo da Covilhã e Estadio José Santos Pinto
47.213,00€
Vidreira Ideal do Fundão, Ldª

Fornecimento e montagem de serralharias no Complexo Desportivo da Covilhã34.320,67€
Superveda - Serralharias, Vedações Metalicas e Plásticas, LdªFornecimento e aplicação de vedação, alteração de vedação e de portão no Complexo Desportivo da Covilhã22.581,71€
Exclusivkev, LdªAluguer e montagem de bancada amovivel para 6.000 lugares e aluguer e montagem de centro de media para 90/100 pessoas, para o Complexo Desportivo da Covilhã118.000,00€
RVB - Construção Civil e Imobiliaria, LdªFornecimento e montagem de mobiliario no Complexo Desportivo da Covilhã9.929,61€
RVB - Construção Civil e Imobiliaria, LdªFornecimento e aplicação de estrados e pavimentos vinilicos, cantoneira em aço e substituição de palanque, no Complexo Desportivo da Covilhã7.500,00€

Apóstila 1: Esta lista de despesas ilustra as prioridades de uma autarquia, não justifica a arbitrariedade dos caciques nem a miséria do povo. Muito menos nos impede de rejubilar com a vitória dos tugas sobre a Coreia. À nossa maneira, claro!

20100602

UBI desmente Carlos Pinto (2)

"A Universidade da Beira Interior vem, em comunicado, desmentir as declarações de Carlos Pinto na última reunião pública do executivo, a propósito do projecto Ubimedical. Na altura Carlos Pinto justificou a saída da câmara da Covilhã com a alteração dos pressupostos que estavam inicialmente estabelecidos... Carlos Pinto desafiou o reitor da Universidade da Beira Interior a vir publicamente explicar a saída da câmara da Covilhã do projecto. Em comunicado, a UBI vem garantir que todos os pressupostos e objectivos iniciais do projecto “como sejam a fixação de recursos humanos e financeiros” se mantêm inalterados... A entrada do parque tecnológico de Abrantes no plano estratégico Inovida "não afectou em nada a concretização do Ubimedical" nem o montante de investimento a ele destinado, ou seja, sete milhões e meio de euros dos 12 milhões que totalizam o projecto... a UBI confirma que recebeu “no passado dia 27 de Março um email assinado pelo presidente do conselho de administração do Parkurbis a anunciar a sua intenção de abandonar o projecto”. Apesar da "contrariedade" que representa a saída de um parceiro importante na recta final do processo, a UBI decidiu assumir a sua continuação e submeteu a candidatura..." RCB

20100530

Parolos

"O inenarrável Presidente da Câmara da Covilhã chamou "parolo" ao Governador Civil da Guarda, por causa de um Hospital. "Parolo", entre outras coisas, significa "homem da serra", o que se apropria a Santinho Pacheco e a Carlos Pinto. Pinto é, pois, também "parolo". Aliás, ele é o parolo-mor da Beira Interior. Para além de ser um espertalhão. Pinto significa em termos de política de desenvolvimento tudo o que eu não quero para a minha cidade. As suas opções são quase sempre populistas e demagógicas. Por outro lado, não gosto da figurinha empertigada e arrogante... Pinto tem investido (com muito dinheiro gasto) na promoção da sua cidade. A investida é contínua: Covilhã, cidade da neve, das cherovias, da animação pimba e da selecção de futebol. E do Hospital Central. O homem esforça-se e produz sound bytes a gosto dos jornalistas. A delegação do Jornal do Fundão... é um exemplo da forma como um órgão de informação se coloca ao serviço de uma estratégia de propaganda. A maioria rende-se a Carlos Pinto e "a esquerda" baixa os braços." Café Mondego

20100527

Fantasia 38 - Ascensor do Rodrigo

Agora que o elevador do Call Center, onde se estafaram 900.000,00€, cumpre (apenas) a função de "magnífica opção turística" (1 e 2), o Grémio* recorda a difusão de outra fábula que contribuiu para formar a ideia que temos dos 5 mandatos autárquicos de Carlos Pinto/PSD. O ascensor do Rodrigo, que podia ser uma das raras obras úteis, foi abandonado sem mais explicações, há oito anos.

20100520

Pinto, o fátuo

Enquanto presidente da Câmara, Carlos Pinto/PSD endividou-nos (e continua a endividar) com o fátuo legado que o Grémio* vem criticando. Agora que falta para o supérfluo, queixa-se de não haver para o essencial: "não há volta a dar... estamos hoje a dar coisas na área social que não podemos continuar a dar." A "dar"? Depois vem o homem dos Passos dizer que "Quantos mais juros pagarmos..., menos conseguimos ter liberdade para gastarmos naquilo que é preciso", como se não fosse nada com eles.

Que a Câmara não tem crédito, que o Tribunal de Contas e a IGAL andam por aí... que a empreitada já não rende o que rendia, que o desemprego aumenta, que há menos favores para distribuir aos acólitos, que isto não vai acabar bem... Tudo isso é sabido. Agora, a lata de dizer que vai cortar na "despesa social" por um imperativo de austeridade imposto pela macroeconomia, quando ao mesmo tempo paga (?) cachets milionários a grupos de rock que lhe vêm massajar o ego, ultrapassa os limites do ridículo. Alienado, o covilhaneinse tem o que merece. Nada mais nada menos. O que sobra ao miserável em circo começa a faltar-lhe em pão. É a vida!

20100512

Fantasia 36 - Estádio

Sem querer ser desmancha prazeres do covilhaneinse engalanado, salvo seja, com os 15 dias (?) em que a selecção tuga revolucionará a paróquia com passadeiras (de peões) vermelhas e concertos à borla, oferecidos por si, entre muitas despesas avulsas, o Grémio* recorda outra fantasia dos idos de 2001: o "estádio", quiçá Carlos Pinto, com bancadas cobertas para 10 mil pessoas, ladeado de piscinas, "pavilhões", pistas de atletismo e tudo o mais "que se vê por essa Europa fora". Na propaganda municipal, aqui ao lado, a jóia serviria para o Euro2004.

20100504

Pinto "em bicos de pés"

Em reacção "à exigência apresentada por Carlos Pinto, na sessão solene comemorativa dos 36 anos do 25 de Abril, de um hospital central para a Covilhã", referido no anterior post do Grémio*, Santinho Pacheco, Governador Civil da Guarda diz que a suposta inconfidência ou a associação de Pinto à "causa" "é uma forma de liquidar à nascença um projecto que poderia ser benéfico para toda a Beira Interior e nós na Guarda não aceitamos ser tratados com menoridade. É por isso que eu estou convicto de que, nos próximos anos, não vamos ter nenhum hospital central na nossa região". O governador civil da Guarda considera que Carlos Pinto "está a colocar-se em bicos de pés ao assumir a liderança deste processo sem que para isso esteja legitimado, uma vez que o tema deveria merecer um entendimento e um amplo consenso entre todos os agentes regionais e não ser lançado desta forma para a praça pública". Também a governadora civil de Castelo Branco já reagiu à exigência de Carlos Pinto. Para Alzira Serrasqueiro "não existe massa crítica na região para um hospital central mas, a avançar a sua constituição, nunca seria apenas para a Covilhã mas para toda a região". Nuno Miguel, RCB
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Será desta que contamos com uma daquelas cartas em defesa da honra, cheias de verve e de pontos de exclamação?

20100503

Prémio Romão Vieira 24 - O penetra

O relato de uma distinção recebida pelo Centro Hospitalar da Cova da Beira no Jornal do Fundão desta semana serviu, tudo serve, de pretexto para a joint-venture Romão Vieira/Carlos Pinto, em vigor há vinte e tal anos, ofuscar o assunto da notícia e exaltar a resplandecente "visão" do edil que, por mera coincidência, "curiosamente, no dia anterior... [talvez sem saber de nada] veio publicamente e pela primeira vez defender que o "Pêro da Covilhã" passe a Hospital Central..." - Que terá pensado no seu íntimo João Casteleiro, director do CHCB, da deselegante intromissão?

20100428

Covilhã no ranking dos 10 mais endividados

A Covilhã encontra-se em 10º lugar no Top dos municípios mais endividados, comparável a Braga, segundo o anuário da OTOC, sem contar com as Empresas Municipais. Infelizmente, estas notícias tornaram-se um hábito (anos anteriores). Diz o jornal i que a quebra mais significativa no equilíbrio das finanças ocorreu nas autarquias de pequena dimensão, com menos de 100 mil habitantes, que se revelam autênticos predadores de recursos públicos (meus e seus, caro contribuinte), sem que tal se traduza na melhoria dos serviços e em investimentos reprodutivos, bem pelo contrário.

Será que a fantasia da "grande Covilhã" autoriza o PSD local a continuar a gastar com tal irresponsabilidade - ele é aeroportos, mordomias à selecção de futebol, pontes pedonais, pistas de esqui urbano, etc. - indiferente ao estado em que o país se encontra? Será lícito contribuir desta maneira para o aumento exponencial dos juros falando, como falou recentemente o lustroso Bernardino Gata, do "centralismo do poder, que gasta à deriva nos grandes projectos faraónicos", como se Carlos Pinto e a maioria dos autarcas não fizesse o mesmo?

20100426

Urbanismo 5 estrelas (44) - Esgotos a céu aberto

Enquanto não vem a público a lista das ETARs do Concelho que não cumprem a função, fica a denúncia de que os esgotos de Casegas correm directamente para o rio. No 5º mandato de Carlos Pinto/PSD o essencial continua por fazer.

20100424

Despesa da selecção tuga

Quando se discute a demolição dos estádios do Euro2004 por falta de uso, só mesmo o dr. Pinto para conseguir justificar as obras de ampliação do campo da bola da Covilhã: "Uma das principais alterações é o aumento da capacidade, dos actuais 4 mil lugares para 12 mil lugares". Além das novas bancadas, que servirão para dois jogos e passados 15 dias ficam às moscas, Carlos Pinto oferece um jantar com produtos regionais (pastinaca?) aos cerca de 300 jornalistas acreditados pela Federação Portuguesa de Futebol e paga os cachets ao Projecto Amália, aos Xutos e Pontapés, etc.. É isto que o "povo" quer. Será disto que a Covilhã precisa?

20100423

Urbanismo 5 estrelas (43) - Imagens de marca


Anda a basbacagem engalanada com os anunciados 15 dias de circo tuga, sabe-se lá a que custo e com que proveito..., chega ao Grémio* uma imagem com o balanço do meio ano de vida de outra emblemática obra do derradeiro mandato de Carlos Pinto: o Parque de S. Miguel, no Tortosendo. Havendo quem desembolse, o dr. fará da vida covilhaneinse uma eterna festa.

20100406

Sócrates...

"...Sócrates assinou 21 projectos de casas quando era deputado com exclusividade... lapsos, enganos... Um amontoado de episódios (1 e 2) que mostram (pelo menos a mim [ Café Mondego]) que tipo de pessoa era (é?) Sócrates." O PSD na mesma. Telhados de vidro?

Como ainda haverá coincidências, descobrimos naquelas notícias um alegado "admirador", e que admirador (curriculum), de Carlos Pinto. Um must!

20100329

O "engano" de Carlos Pinto

Carlos Pinto segue o seu dilecto vereador na comédia de enganos em que tornou a administração do condomínio, opinando com o mesmo à vontade com que se instalou na paróquia. Enganou-se quando viu no dr. Rangel o presideinte do PSD, mas não se coibiu de fazer prova de vida por certa imprensa local e nacional, falando do que parece conhecer: "coutadas para aprovar certos projectos" e "permeabilidades"... Entretanto, não se sabe se o dr. Fiadeiro procura actores ou novo libreto. Palpites?

20100318

Urbanismo 5 estrelas (42) - A "istrada" do Ferro

Uma história de chantagem "covilhaneinse", a juntar a outras, no Carpinteira: "...o arranjo da estrada para o Ferro não é um problema de agora. Ele arrasta-se há pelo menos 16 anos... em período de eleições o argumento de: “votem em nós que somos apoiados pelo Carlos Pinto, e portanto, arranjaremos a estrada”, foi paleio recorrente de quem se candidatou à JFF pela cor do cacique... um vaidoso dr. enf. pelo Ferro, a aldeagar…"

20100304

Fantasia 33 - Paisagem 5 estrelas

Aqui tem, caro leitor, uma ante-visão do estado em que Carlos Pinto alegadamente pretende deixar a encosta de Santo António: uma cratera, dita pista de esqui, que fará companhia a outro mono... Para concretizar tais devaneios criou uma agência de turismo, a nova off-shore do município, prontinha para estafar 5 milhões de euros, se os houver. O dr. sonha, dá à estampa, o condómino papa e a obra nasce. Simples, não é?